Palavras-conceito. Discutimos sobre as palavras-conceito trazidas por Ana, Arthur e Tauan:
Saudade (Ana)
Memória (direta/indireta); aspecto positivo/negativo; saudades da infância (férias no sítio, brincadeiras, despreocupação). Cada integrante comentou sobre aspectos que lhe trazem saudade. Percebeu-se que a relação com a infância é bastante forte. A voz falada foi uma sugestão para ser trabalhada na composição/improvisação sobre a saudade. Como prática, pensou-se em cada um trazer uma sonoridade que remeta à sua saudade.
Panapaná (Arthur)
Coletivo de borboletas. Sons quase estáticos (movimento das asas das borboletas; juntas formando uma unidade, sem sincronia); pausas (ausência de voo); base (sons pré-gravados): onde as borboletas ficam/estão; sons imitando o voo das borboletas; limiar da audição ("zoom": ideia de aproximação e distanciamento do som. Os sons pré-gravados podem trabalhar com contraste ou semelhança, em relação aos sons improvisados ao vivo.
Nan Madol (Tauan)
Ilhas artificiais da Micronésia. Significado: espaços entre. Paisagem sonora; espaço entre os intérpretes (espacialização dos músicos): deslocados, como o público percebe o som entre cada um; possibilidade: improvisações em uma passarela em bosque, na UEM (entre a Academia/RU/bloco de Direito).
Realizamos uma prática de improvisação utilizando o violino, o banjo e a viola caipira, com base na palavras saudade. Iniciamos o pensamento de uma estrutura (forma) para essa improvisação:
Ricochet no violino: aos poucos, acelerando e se tornando o galope de um cavalo;
Inastrumentos ("saudades" do sítio): trazendo sons de "saudade" particulares de cada integrante;
Retomada do ritmo do galope e decrescendo.
Encerramos a apreciação do documentário On the Edge, com o 4º episódio, Nothing Premeditated. O terceiro episódio, A Liberating Thing, foi assistido em casa. Discutimos sobre aspectos do documentário, em especial sobre a improvisação no Zimbábue, com a mbira, os tambores e instrumentos de sopro feitos com chifre de cabras. Algo que chamou a atenção foi a presença de destaque de ostinatos.
Apreciamos o canto de lamentação dos pigmeus Aka, por também trabalharem com a ideia de repetição, neste caso, a partir da voz. Ressaltamos a riqueza da polifonia realizada pelos pigmeus, captados nesse registro sonoro.
Discutimos sobre questões culturais e musicais dos povos originários, a partir da leitura prévia de textos como Tekoá, de Kaká Werá, e a carta do chefe Seattle.
Um dos integrantes sugeriu o documentário Não Há Movimento Sem Ritmo.
No encontro de hoje, não realizamos prática de improvisação. Definimos que, a partir do próximo encontro, iniciaremos o trabalho com as criações a partir das palavras-conceito.
Realizamos a prática de improvisação sobre uma composição musical do projeto, desenvolvida em 2022 (Crisálida I).
Falamos sobre o processo de criação dessa obra, e utilizamos o arquivo do áudio base, para a improvisação (os sons pré-gravados, usados como guias da improvisação coletiva).
Depois, discutimos sobre a proposta do uso de palavras-conceito na criação de obras improvisadas. Discutimos sobre duas palavras elencadas, e algumas de suas possibilidades.
Em seguida, assistimos ao segundo episódio do documentário On the Edge: Movements in Time.
Neste episódio, alguns instrumentos diferentes são mostrados:
Iniciamos ao estudo/apreciação do documentário On the Edge, sobre improvisação em música, de Derek Bailey.
Discutimos sobre aspectos do primeiro episódio do documentário. Os participantes mencionaram o compositor John Zorn e o organista Naji Hakim, que participam do vídeo. Foi discutida a relação entre o músico improvisador e o público, relação de conexões entre quem improvisa e aspectos externos, como a natureza, a espiritualidade, como isso pode influenciar o resultado da improvisação.
Nossa prática de improvisação foi realizada ao violão, violino, charango e piano. Gravada em áudio.
Proposta aos integrantes:
Cada participante deve pensar, ao longo das próximas semanas, em palavras-conceito que possam proporcionar elementos de improvisação sonora. A ideia é, a partir dessas palavras, trazidas por cada integrante, iniciemos uma prática de improvisação visando a criação de uma composição musical (a exemplo de Cobra, de John Zorn, ou Crisálida I, composição coletiva do projeto, desenvolvida em 2022).
Obras/compositores/instrumentos comentados durante o encontro:
Tauan Sposito - Experimento 2 (2017), para clarinete, dançarina e três instrumentistas
Olivier Messiaen - Quarteto para o Fim dos Tempos (1940/41), para clarinete, violino, violoncelo e piano
Instrumento: Ondas Martenot
Apreciação:
Mort Garson - Cathedral of Pleasure
Tangerine Dream - Birth of Liquid Plejades
Alvin Lucier - Music for Solo Performer
Vangelis - Albedo 0.39
Sofia Gubaidulina - Vivente - Non Vivente
Egberto Gismonti - Trenzinho Caipira
Comentários sobre Eliane Radigue e Hans Werner Henze
Práticas de improvisação (violino, viola caipira, sitar, piano/violão)
Jogo de imitação: cada integrante apresentava uma ideia sonora (som, ou timbre, ou frase), sendo seguido (imitado) pelos outros integrantes, cada qual observando os aspectos técnicos de seu instrumento musical.
Técnicas estendidas: o grupo improvisou focando nas técnicas estendidas de cada instrumento.
As improvisações foram gravadas em áudio.
Discutimos sobre as práticas, falando sobre técnicas estendidas, instrumentos, sonoridade.
Para o próximo encontro: iniciar a apreciação do documentário On the Edge, de Derek Bailey, sobre improvisação em música.
Apresentação do projeto: objetivos, ideias, surgimento do Crisálida.
Apresentação dos integrantes (Marcel, Adilson, Ana, Arthur), seguido de comentário de cada um sobre suas ideias acerca da improvisação em música.
Discussão sobre improvisação e música experimental.
Apreciação de vídeos sobre o trabalho do Tom Zé com o Fontes, espécie rudimentar de sampler desenvolvido por ele nos anos 70.
Prática de improvisação por aproximadamente 10 minutos, explorando sonoridades no modo lídio em ré. Formação:
Arthur: violino | Ana: viola caipira | Tauan: sitar | Adilson: violão | Marcel: piano
Chamada aberta para novos integrantes: 4 vagas destinadas a instrumentistas com 18 anos ou mais, interessados realizar práticas de improvisação no contexto da música contemporânea. Prazo: 08/03, às 23:59. Formulário e informações: https://forms.gle/ybgQUK5DDcny8J7JA
Inscrição encerrada em 08/03.
Lista dos selecionados (em ordem alfabética):
Adilson de Giuli Filho
Ana Clara Peres Martins
Marcel Gimenes Matiazi