Fonte: https://rascunho.com.br/noticias/ilustrador-roger-mello-concorre-ao-premio-sueco-alma/
Roger Mello, escritor, dramaturgo, ilustrador e vice-presidente do Instituto de Leitura Quindim, é um dos principais nomes da literatura para infância.
Natural de Brasília, é reconhecido por articular palavra, imagem e materialidade do livro de forma singular; suas obras se destacam pelo uso de cores vibrantes e narrativas que provocam perguntas e estimulam a imaginação. Além do impacto estético, suas narrativas abordam elementos culturais, históricos e sociais, aproximando o leitor de diferentes realidades e promovendo um olhar crítico e sensível sobre o mundo.
É formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, tendo trabalhado com Ziraldo no início de sua carreira. É vencedor do Prêmio Hans Christian Andersen (2014), o mais importante prêmio infantojuvenil do mundo (considerado o Prêmio Nobel da Literatura Infantil e Juvenil), além de já ter conquistado o Prêmio Jabuti de Ilustração e de Melhor Livro Juvenil; o Prêmio Especial Adolfo Aizen; o Prêmio pelo Conjunto da Obra da UBE; o Prêmio Monteiro Lobato; o Prêmio Adolfo Bloch e o da Fondation Espace Enfants (Suíça) o Grande Prêmio Internacional; e o selo White Ravens da Biblioteca Internacional de Munique.
Tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), um dos mais importantes órgãos do campo da literatura infantil e juvenil no Brasil e representante da seção brasileira do IBBY, o International Board on Books for Young People - organização sem fins lucrativos afiliada à UNESCO e ao UNICEF, sediada em Basel, na Suíça.
No projeto exploramos quatro de suas obras, cada uma revelando como sua escrita e ilustração são plurais.
Inicialmente, passeamos por Vizinho, Vizinha (2002), onde os traços de Roger Mello se juntam ao belíssimo trabalho de Graça Lima e Mariana Massarani. Em seguida, nos aventuramos pelos sonhos e medos de João por um fio (2005) e nos deixamos emaranhar pelas tramas de significados e as possibilidades de transformação do vazio. No terceiro encontro, nos surpreendemos com as indagações fantásticas de Selvagem (2010) numa travessia de leitura puramente de imagens. Por fim, adentramos no zoológico colorido de Roger junto dos fragmentos poéticos de Guimarães Rosa, em Zoo (2023).
2025