ARTIGOS
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DINIKA: Academic Journal of Islamic Studies
Artigo que escrevi com dois queridos filósofos (Ulviana e Fahuruddin) da
Universitas Islam Negeri Sunan Kalijaga Yogyakarta, Indonesia
Revista Cuestiones Teológicas (Q1 - Scopus e Qualis A1 na Capes) Universidad Pontificia Bolivariana, Colombia
The biblical passage from Luke 16, 19-31 is one of the most cited and discussed in the New Testament. However, when analyzed based on the relationships engendered following the narrated facts, a series of presupposed narrative programs contributes to the elucidation of the meaning of this text. This research, therefore, will analyze the aforementioned passage from the perspective of Greimasian semiotics. The method aims to reveal the generative path of meaning and highlight the intratextual elements, which make up the path of construction of the meaning of the passage. It allows you to analyze your superficial and deep structures: it goes from the simple to the complex, from the most abstract to the most concrete. It can thus highlight the semantic oppositions from which the meaning of the text and its fundamental semantic category are constituted. The method has the potential to represent the relational organization between the social conditions of the subjects of the narrative. Furthermore, it provides neutral methodological support that avoids a priori conclusions and bias. The analysis of intertextuality completes the process started with Greimasian semiotics. This is because a careful reading of Lc 16,19-31 will not ignore its immediate and broader context: Luke and Acts read sequentially. By placing the parable in this broader narrative, Luke's readers could perceive connective elements, linking the story told by Jesus to what was happening in the early church. Thus, in Jesus' mouth the story of the rich man and the beggar was told as a criticism of avarice, but in Luke's editorial plan it was used to challenge believers to get involved in caring for the poor.
Revista Último Andar do Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC/SP
O objetivo deste artigo é investigar a ocorrência da vírgula nos manuscritos gregos do Novo Testamento e discutir o valor desse símbolo gráfico para a interpretação de Efésios 4, 12. Para tanto, recorremos à pesquisa bibliográfica e realizamos uma análise do texto grego do Papiro 46. Procuramos destacar a função da vírgula e, ao mesmo tempo, abordar a seguinte questão-problema: como os primeiros cristãos poderiam entender o texto do Novo Testamento grego sem sinais de pontuação? Ao responder a essa pergunta, enfatizamos que o contexto pode revelar a semântica e o significado de um texto escrito sem sinais de pontuação. O contexto de uma passagem pode ser mais esclarecedor do que os sinais de pontuação. Além disso, não devemos nos esquecer de que, para os primeiros leitores do Novo Testamento grego, o texto escrito era apenas um suporte para o que estava na memória viva.
Rebiblica - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
Muitos comentaristas entenderam Filipenses 3,2 como uma clara advertência contra os judaizantes. No entanto, esse versículo admite outras possibilidades interpretativas. E, de fato, alguns intérpretes têm apresentado novas leituras dessa passagem. Por exemplo, certo escritor sugeriu que o apóstolo pudesse ter em mente os filósofos cínicos. Outros pensaram que Paulo estivesse distinguindo três tipos de pessoas. Este artigo visa contribuir com esse debate ao apresentar o ponto de vista de Norman DeWitt, que oferece evidências (indiretas) de que os epicuristas foram um dos principais oponentes de Paulo e do cristianismo. E assume que depois de serem evidenciados certos símbolos e elementos velados na linguagem do autor da epístola, poder-se-á perceber que o epíteto infame em 3,2: “os cachorros” aponta para os seguidores do filósofo grego Epicuro. Além de Norman DeWitt, buscou-se dialogar com outros autores que tratam do assunto e contribuem para a reflexão desta investigação. Utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica. Como resultado, será enfatizado que o versículo 3,2 de Filipenses está aberto a muitas possibilidades identitárias.
Revista Medievalis do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Literatura da Idade Média (NIELIM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Os documentos originais do Novo Testamento desapareceram muito cedo, provavelmente antes do fim do primeiro século, pois sequer são citados no período pós-apostólico e nem mesmo são mencionados como tendo sido vistos por alguém em algum lugar. Os manuscritos que sobreviveram e chegaram até nós são cópias das cópias. E essas cópias possuem muitos erros. Por isso, recorre-se à crítica textual com o intuito de restabelecer a forma primitiva do texto antes dos erros e mudanças produzidas pelas mãos e mentes dos copistas. Tem sido feito um esforço hercúleo para se chegar à forma do texto que circulou ou era conhecida nos primeiros anos do cristianismo. Os críticos textuais, por exemplo, levantaram muitas hipóteses e teorias como a dos tipos textuais, com o objetivo de apontar as cópias manuscritas que pudessem estar mais próxima daquilo que se pensava ser o texto do primeiro século. As edições de “Novum Instrumentum Omne” de Erasmo de Roterdã, que começou a ser vendido em 1 de março de 1516, e “The New Testament in the Original Greek (1881)” de Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort” representam o esforço dos estudiosos para dar ao público uma edição do Novo Testamento Grego baseada nos melhores e mais antigos manuscritos gregos que chegaram até nós. A presente pesquisa pretende descrever o início da crítica textual do Novo Testamento com ênfases na edição do Novo Testamento grego de Erasmo de Roterdã, nas pesquisas dos eruditos B. F. Westcott e F. J. A. Hort e na teoria dos tipos textuais.
Estudos Bíblicos - Revista da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica
Esta pesquisa apresenta uma analisa da perícope de 2 Tessalonicenses 2 sob a perspectiva do fenômeno linguístico da dêixis. E, ao fazê-lo, tomar-se-á como contributo teórico a teoria da enunciação, a fim de evidenciar, um pequeno corpo de palavras que ligam o codificador à situação de enunciação. Reconhece-se a assimetria do ato de enunciação e, portanto, a necessidade do intérprete reconstruir seu sentido a partir de indicações presentes no enunciado. No caso do texto epistolar a presença do dispositivo dêitico é essencial, visto que a situação de comunicação carece de ancoragem. Assim, o que se objetiva com esse trabalho é identificar as coordenadas enunciativas do autor (enunciador).
Pesquisas em Teologia - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
A história da interpretação do Salmo 46 tem sido articulada em torno da busca pelo seu contexto. Alguns comentaristas procuraram fixar sua circunstância histórica em certos eventos do passado de Israel como, por exemplo, o sítio do exército de Senaqueribe sobre Judá ou um grande evento geológico como um terremoto. Outros afirmaram que o autor do Salmo não tinha em mente um evento pretérito, mas futuro, ou seja, um tempo de paz e cessação das guerras. Mas essa procura pelo contexto dos dias do autor é realmente imprescindível para o leitor moderno? O desempenho do leitor com o texto depende de uma configuração fixa e estável? O ato de ler não é articulado? O entendimento resulta da relação com um dado objeto ou com a história dos seus efeitos? A leitura diligente de qualquer texto não deve culminar na fusão do passado com o presente? Os horizontes do leitor não devem ser levados em questão na interpretação de um texto? Esta pesquisa buscará responder a essas questões.
International Journal of Philosophy - Nova Iorque - Estados Unidos
"The word 'âsôn is usually translated by the term “accident”. Thomas F. Mcdaniel presented an interesting portrait of the relationship of this term with other words of the same linguistic trunk. Macdaniel suggests that the word אָסוֹן quoted in the Hebrew lexicons was related to the Arabic (asaya): "he was grieved or lamented". The word " אסון " would have been known from early Israelite and Alexandrian dialects, but was lost in later Hebrew and Samaritan dialects. This (lost) word would be related to Arabic (sawaya): "he made him equal; he became full, grown in body (...)."Macdaniel supposes this word to be in the Hebrew Vorlage behind the Septuagint "
Pesquisas em Teologia - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
Já se supôs que no verso 26 de Romanos 1 o apóstolo Paulo tivesse em mente alguma atividade sexual feminina bizarra.
As tríbades poderiam estar na mente do apóstolo quando ele escreve esse verso. O substantivo grego “τριβάς” vem do verbo “τρίβειν” que significa “esfregar”.
Não sabemos com certeza se a palavra foi originalmente usada pelos gregos ou pelos romanos, mas, um forte argumento defende que os romanos cunharam o termo e o conceito intencionalmente de uma palavra grega como uma forma de demonizar os gregos como monstros de gênero andrógino.
Rebiblica - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
Os estudos linguísticos de perspectiva discursiva enfatizam o conceito de autonomia semântica e negam a noção realista da linguagem. Eles defendem que o conhecimento do sentido social e os efeitos da linguagem são importantes para se entender um texto. Para Michel Pêcheux em um discurso o significado das palavras pode ser explicado pela inter-relação entre palavras, mais especificamente, pelas palavras que não foram ditas. O sentido é pensado como simbólico, nem fixo, nem exato. Por outro lado, Eric Donald Hirsch argumentou que o texto significa o que seu autor quis dizer, e, portanto, o objetivo do leitor é recuperar o significado pretendido pelo autor. Somente a intenção autoral pode validar uma interpretação. Desses dois pontos de vista em divergência emergiram algumas questões como, por exemplo, é a linguagem um meio neutro de refletir o mundo?
É possível um significado por consenso público? O significado textual é um assunto de consciência ou de palavras? E, mais, pode o leitor se beneficiar de uma perspectiva interpretativa que vai além da fronteira gramatical? São essas questões que este trabalho pretende explorar.
Rebiblica - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
A perícope 2Ts 2,1-17 é uma das passagens mais difíceis de interpretar no Novo Testamento. Seu grego é conhecido por ser irregular e impreciso: muitas frases elípticas, termos obscuros e giros linguísticos desconcertantes. Além disso, todo o assunto é apresentado de forma tão vaga que não é fácil esclarecê-lo.
Neste artigo, serão investigados os contextos históricos, literários e textuais da perícope. Também serão analisadas algumas sentenças por estarem em conexão com as frases participiais. Finalmente, será sugerido que o autor de 2 Tessalonicenses não afirmou que a identificação de tais palavras podia ser conhecida por leitores de fora da comunidade dos destinatários originais.
A chave para o entendimento do ensino escrito estava na reminiscência de um discurso oral. O intérprete moderno não tem essa chave.
Pesquisas em Teologia - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
Na linguagem popular, a parábola é uma história contada com efeito comparativo, cujo objetivo é apresentar um ensinamento. Seu entendimento pressupõe que os ouvintes estejam dispostos a seguir as ideias do interlocutor, para que possam entender o ponto de semelhança entre a imagem e a coisa em si.
Não há erro com esta definição. Mas ela pode transmitir a ideia de que a parábola é fácil de interpretar. Pelo contrário, é um dos gêneros literários mais difíceis de analisar. Suas conexões com a cultura popular e com ideias comumente difundidas em uma sociedade nem sempre são fáceis de descobrir.
Além disso, também pode ser necessário considerar detalhes envolvendo a intertextualidade. Este artigo pretende analisar a passagem de Lc 16,19-31 sob a noção da intertextualidade Lucas / Atos. Destacará os contextos políticos e econômicos da época do autor e os paralelos dessa passagem em um conto egípcio do primeiro século; em uma história do Talmude Palestino e no trabalho de Luciano.
Vox Scripturae - Faculdade Luterana de Teologia
Este artigo visa compreender o significado da frase: “θεοὶ μὲν γὰρ εἰσίν” – “Certamente os deuses existem” no contexto da chamada carta sobre a felicidade de Epicuro. E, para este fim, questionará a relação desse enunciado com o programa da “vida abençoada” do filósofo de Samos.
Epicuro estava apresentando sua declaração de fé: Θεοὶ εἰσίν? Provavelmente não. Mas é verdade que ele usou linguagem teológica quando apresentou seu plano de felicidade. Por que ele faz isso? Esta é a pergunta que este artigo procurará responder.
Azusa - Faculdade Refidim
Alguns estudiosos têm afirmado que se o êxodo descrito na bíblia tivesse ocorrido, os egípcios, que tinham uma grande obsessão em registrar quase tudo, teriam deixado algo escrito sobre esse evento.
Mas é possível explicar a ausência de documentos escritos sobre o êxodo bíblico? Esta pesquisa pretende responder a essa pergunta a partir da perspectiva de Gerald Wheeler, segundo o qual a crença dos egípcios no poder mágico das palavras poderia explicar a ausência de testemunhos escritos sobre o êxodo.
A pesquisa bibliográfica foi utilizada como metodologia. Como resultado, será apontado que a falta de evidências escritas do êxodo bíblico pode ser justificada pela convicção de que um relato escrito poderia trazer à existência um evento já ocorrido.
Pesquisas em Teologia - Revista do Programa de Pós-Graduação da
PUC-Rio
The history of the interpretation of Psalm 46 has been articulated around the search for its context. Some commentators have sought to pin its historical circumstance to certain events in Israel's past, such as the siege of Sennacherib's army over Judah or a major geological event such as an earthquake. Others have asserted that the author of the Psalm did not have in mind a past event, but a future one, namely, a time of peace and cessation of wars. But is this search for the context of the author's day really essential for the modern reader? Shouldn't the diligent reading of any text culminate in merging the past with the present?And, finally, shouldn't the reader's horizons be called into question when interpreting a text? This research will seek to analyze these questions from the dialogue with authors such as Franz Delitzsch, Hermann Gunkel, Hans Georg Gadamer, G. Heinrich Ewald and Arie Folger; authors who contributed to the reflection of this research.