A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou o PBL (Problem Based Learning) foi desenvolvida no final dos anos 1960 na McMaster University (Canadá) e posteriormente na Universidade de Maastrich na Holanda, inicialmente nas faculdade de saúde e posteriormente aplicada em outras áreas.
A PBL é uma metodologia de ensino que propõe a realização de exercícios orientados com a finalidade de preparar os alunos para resolverem questões do mundo real, proporcionando ao estudante uma mudança de olhar, pois estimula o aluno a uma atividade ativa e formativa em busca de conhecimento.
A proposta pedagógica parte do estudo de um problema proposto para fazer com que os alunos estudem um tema determinado. Geralmente, onde esta metodologia se aplica, às matérias não são segmentadas como nos ensino fundamental e médio, pois entende-se que os alunos necessitarão de um conjunto de conhecimentos para solucionar os problemas.
De acordo com o texto de Valeria Catelli Infantozzi da Costa, A aprendizagem baseada em problemas (PBL), publicado na revista Távola Online, em 2011:
“O currículo é dividido em módulos ou unidades temáticas, que não são disciplinas, mas sim envolvem disciplinas variadas. Cada unidade temática é subdividida em vários temas. Cada tema deve cobrir uma parte do conteúdo proposto utilizando-se de um problema (uma ou mais questões) elaborado pela unidade educadora para este fim.’’ ( COSTA VCI . Aprendizagem baseada em problemas (PBL). Revista Tavola Online , v. 5, p. 20-22, 2011.)
Divididos em grupos, os alunos serão auxiliados por um professor tutor para cumprir a missão de:
identificar o problema,
investigá-lo,
debatê-lo com seus companheiros de grupo,
interpretá-lo
produzir solução.
Todas estas práticas acontecem no ambiente universitário, onde os alunos possuem grande conhecimento prévio para poderem identificar o problema por meio de dedução, e também, prática em pesquisas, para poder interpretar e produzir solução para o problema.
Como faríamos então para aplicar esta metodologia na educação básica, por exemplo?
Sabemos que esta metodologia exige do aluno identificar o que ele precisa saber para chegar à conclusão das atividades. Não são esperadas respostas corretas, mas possibilidades de solução baseadas em conteúdos, talvez haja resistência por parte do aluno, pois este está acostumado a um sistema em que o conteúdo lhe é dado e espera-se somente respostas corretas anteriormente determinadas. Porém sabemos que nossos alunos são movidos a desafios, eles se envolvem mais quando existe uma identificação com o projeto, quando eles fazem parte do processo. Está aí o papel do professor tutor! Envolver os alunos e orientá-los com as perguntas corretas para que eles busquem o conhecimento necessário, assim como auxiliá-los no trabalho de pesquisa e na seleção de informações relevantes e construção de repertório.
Além disso, o trabalho em grupo é valorizado, cada integrante pode desenvolver uma parte que compõe o todo, trocando informações que se relacionam, aumentando o ambiente colaborativo entre os integrantes.
Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362014000200002
http://files.profernanda.webnode.com/200000204-02efb03ea9/aprendizagem-baseada-em-problemas-pbl.pdf