Nome Científico: Cedrela fissilis (Meliaceae).
Características: Espécie arbórea com altura de 8-35 m e tronco com até 90 cm
de diâmetro. Folhas alternas, espiraladas, compostas pinadas, com folíolos oval-
lanceolados de até 18 cm de comprimento. Os frutos são cápsulas deiscentes,
com sementes monaladas.
Locais de Ocorrência: Ocorre principalmente nas florestas semidecíduas e
pluvial atlântica do Rio Grande do Sul até Minas Gerais.
Madeira: Leve a moderadamente pesada, macia e muito durável em ambiente
seco. Quando enterrada apodrece rapidamente.
Para que serve? É utilizada na construção civil leve. Recomendada para
produção de rodapés, guarnições, cordões, venezianas, forros, parte interna de
móveis finos, molduras para quadros, obras de entalhes, artigos de escritório,
embalagens e lâminas decorativas, compensados, cascos de embarcações
leves, cabos de vassouras e instrumentos musicais.
Aspectos Ecológicos: Planta decídua que ocorre preferencialmente em solos
úmidos e profundos, como os encontrados em vales e planícies. Desenvolve-se
no interior de florestas primárias, mas também pode ser encontrada em
capoeiras. Floresce entre os meses de agosto e setembro e o amadurecimento
dos frutos ocorre com a árvore com a árvore totalmente desfolhada, entre junho e agosto.
Nome científico: Eugenia involucrata DC.
Nomes populares: cereja-do-rio-grande, cereja-nativa, cereja-do-uruguai,
cereja-do-mato, araçazeiro.
Família botânica: Myrtaceae
Características gerais: árvore de porte pequeno a médio, com 5 a 10 m de
altura. Tronco ereto, com ramificações tortuosas, pouco suberoso, com casca
acinzentada. Folhas simples opostas, lanceoladas, com pelos curtos nas
nervuras, aromáticas e com pontos translúcidos. No inverno, há queda de parte
das folhas velhas, com nova vegetação no início da primavera, quando floresce.
Flores brancas, numerosas, pequenas, com odor agradável, usadas na indústria
de perfumaria.
Usos: usualmente consumido ao natural, o fruto contém em média 74% de
polpa, 24,5% de semente e 1,5% de casca. Pode ser usado para geleia, doces
e licores.
Curiosidades: é uma excelente espécie ornamental devido às suas folhas
persistentes, de coloração verde-escura, brilhantes e lisas, que dão ao vegetal
uma aparência vistosa, podendo ser utilizada na arborização de ruas estreitas,
sob redes elétricas. Por atraírem a fauna silvestre, especialmente os pássaros,
é indicada para plantios destinados à recuperação de áreas degradadas.
Nome científico: Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Família: Rutaceae.
Nomes Populares: juvevê, mamica-de-cadela, juva, jubebê, teta-de-cadela,
espinho-de-vintém, guarita, tembetaru.
A mamica-de-porca é identificada pelos seus espinhos no tronco que são
parecidos com “tetas” de porca ou de cadela, sendo que seus nomes populares
foram dados devido a essa característica. Sua altura varia entre 6 e 12 metros.
A árvore vem da mesma família que o limão, a laranja e muitos outros frutos
cítricos. Possui uma casca grossa e ocorre em todo país principalmente na Mata
Atlântica.
Usos: Várias partes da árvore tem usos na medicina popular como a raiz, que
pode ser usada contra febre e a casca, que é recomendada para cólicas e dores
no estômago. O chá da casca tem sabor amargo, possui propriedades de ser
tônico e excitante. Essa mesma árvore pode servir contra mordidas de cobra
através de sua raiz, além de ser possível fazer suco de suas folhas.
Período de aparecimento de flores e frutos: floresce durante os meses de
outubro e novembro, e os frutos amadurecem entre os meses de março e junho.
Nome científico: Psidium guajava.
Família: Myrtaceae.
Nomes Populares: Araçá das almas, Araçá mirim, Araçaíba, Goiaba maçã,
Guaiaba, Guaiava, Guaiba, Guava, Guiaba, Mepera, entre outros.
Características gerais: Árvore ou arvoreta de 3-6 m de altura, de copa irregular
e rala, com tronco tortuoso e completamente liso, de cor marrom, com
descamamento em placas finas e irregulares que deixam mostrar por baixo uma
coloração esverdeada-clara. Folhas simples, coriáceas, ásperas ao tato, com
nervuras salientes, de 8-12 cm de comprimento. Flores geralmente solitárias,
grandes, de cor branca. Os frutos são bagas globosas ou piriformes de até 10
cm de diâmetro ou de comprimento, lisos e de cor amarela quando maduros,
com polpa carnosa e aromática de cor amarela, branca ou vermelha, com muitas
sementes ósseas na parte central. Os seus nomes populares “guaiava” ou
“goiaba” são os nomes indígenas aplicados a essa planta na América do Sul. Os
demais são derivações ou corruptelas desses.
Ocorrência: Ocorre em toda a América tropical, incluindo todo o território
brasileiro, porém com maior frequência na orla atlântica. Geralmente é
encontrada em cultivo ou subespontânea, sendo difícil estabelecer hoje o seu
verdadeiro centro de dispersão. Atualmente é cultivada em todas as regiões
tropicais do globo para produção de frutos.
Nome Científico: Tibouchina granulosa (Melastomataceae).
Características: Espécie arbórea com altura de 8-12 m e 30-40 cm de diâmetro,
com ronco revestido por casca pouco escamosa. As folhas são opostas
cruzadas, lanceoladas ou elípticas, rijas e com indumento escabro nas duas
faces. As flores são vistosas e de coloração roxa. Os frutos são cápsulas
deiscentes contento muitas e diminutas sementes. Existe uma variedade da
espécie com as flores róseas.
Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização
urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e
jardins em geral. Seu único inconveniente é a relativa fragilidade dos ramos, que
podem se quebrar com ventos fortes, provocando acidentes. Com podas de
formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte
arbustivo.
Locais de Ocorrência: Distribui-se pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo
e Minas Gerais.
Madeira: Moderadamente pesada, dura e de baixa durabilidade quando
expostas às intempéries.
Aspectos Ecológicos: Planta perenifólia ou semidecídua característica da
floresta pluvial atlântica. Ocorre predominantemente nas formações secundárias
como capoeiras e capoeirões. Floresce, geralmente, duas vezes no ano, entre
julho-agosto e dezembro-março, e os frutos amadurecem de junho a agosto e
abril-maio.
Nome Científico: Pinus elliottii.
Nomes populares: pinus, pinheiro, pinheiro-americano.
Características: Madeira amarelo-pálido. O gênero Pinus compreende espécies
coníferas com madeiras de características físico-mecânicas e estéticas bastante
diferenciadas. Sua altura varia entre 18 e 30 metros.
Para que serve? A utilização da madeira desta espécie compreende madeira serrada,
laminada e produção de celulose, construção civil, estruturas, estaqueamento marítimo,
postes, mouões, mastros, pontes, pisos, lápis, marcenaria e carpintaria, molduras, pallets,
painéis de partículas orientadas – OSB, painéis de colagem lateral – EGP e extração de
resina (P. elliotti), lenha, carvão e arborização de parques e jardins.
Com as cascas de pinus e, em alguns casos, até com a serragem da madeira, pode-se
promover a compostagem, principalmente usando estrume de animais, e se obter
excelentes condicionadores de solo.
Trabalhabilidade: Madeira fácil de ser trabalhada. É fácil de desdobrar, aplainar,
desenrolar, lixar, tornear, furar, fixar, colar e permite bom acabamento.
Nome Científico: Melaleuca Leucadendrum.
Características: A Melaleuca alternifolia, também conhecida por árvore do
chá, é uma árvore nativa da Austrália, com casca fina e folhas alongadas, que
pode atingir cerca de 7 metros de altura. A sua importância está relacionada à
utilização do óleo, que é produzido a partir das folhas, de onde são obtidos óleos
essenciais com importantes propriedades.
Ocorrência: Origem Australiana – introduzida na flora brasileira, tem a maior
ocorrência na região sul do Brasil.
Uso: O óleo de melaleuca apresenta propriedades antissépticas, antifúngicas,
parasiticidas, germicidas, antibacterianas e anti-inflamatórias, que lhe atribuem
inúmeros benefícios.
Nome Científico: Bauhinia variegata
Nomes Populares: Pata-de-vaca, Árvore-de-orquídeas, Árvore-orquídea,
Casco-de-vaca, Casco-de-vaca-lilás, Pata-de-vaca-lilás, Mororó, Bauínia, Pé-
de-boi, Pata-de-vaca-rosa.
Família: Fabaceae.
Características: A pata-de-vaca é uma árvore semidecídua e muito florífera,
originária da China e da Índia, e largamente utilizada na arborização urbana no
sul e no sudeste do Brasil. Apresenta porte médio, alcançando de 6 a 12 metros
de altura, mas raramente passando de 10 metros. O tronco tem cerca de 30 a
40 cm de diâmetro, é tortuoso e costuma ter o fuste curto, ou seja, ramifica com
pouca altura ou mesmo desde à base. Sua ramagem é esparsa, ramificada e,
formando uma copa cheia e ampla na primavera e verão, fornecendo boa
sombra. No outono perde gradativamente as folhas, sem no entanto ficar
totalmente despida. As folhas são redondas, coriáceas, com nervusas claras,
bilobadas e, devido ao seu típico aspecto de pisada de casco bovino, são
responsáveis pelo nome curioso desta árvore.
Uso: A pata-de-vaca é boa para tratar cálculos na bexiga ou nos
rins, hipertensão arterial, hemofilia, anemia, tratamento para obesidade,
doenças do coração e doenças urinárias. Popularmente o chá de pata-de-vaca
é usado no controle da diabetes, devido a sua ação que aparentemente é hipoglicemiante.
Nome Científico: Eugenia uniflora
Nomes Populares: Pitanga, Pitangueira, Cerejeira-brasileira, Ginja, Pitanga-
branca, Pitanga-do-mato, Pitanga-rósea, Pitanga-roxa, Pitangueira-miúda,
Pitangueira-vermelha, Pitanga-vermelha, Pitangueira, Pitangueira-comum
Caraterísticas: A Pitangueira é uma árvore como outra qualquer, que dá frutos
e floresce em algumas épocas do ano. Seu fruto, a pitanga, é bastante conhecida
no Brasil e é característica pelo seu gosto doce que o brasileiro adora. A
Pitangueira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, assim como a jabuticabeira e
outras plantas consideradas de pequeno porte.
A árvore, depois do seu desenvolvimento completo, pode atingir até 12 metros
de altura. Sua copa possui formato piramidal com folhos, em sua maioria,
bastante pequenas e ovais. A pitangueira também tem um cheiro característico
justamente por causa das suas folhas e frutos, que permite reconhece-la no meio
da mata. Seu tronco é um pouco tortuosos e bastante ramificado.
Uso: A pitanga, fruto da pitangueira, é riquíssima em nutrientes. Ela possui alto
teor de cálcio, fósforo, ferro, vitamina A e C, sendo um poderoso
antioxidante. Essa frutinha é poderosa para fortalecer os ossos, evitando a
osteoporose. O chá de folha de pitangueira é um verdadeiro remédio natural.
Nome científico: Handroanthus impetiginosus.
Família: Bignoniaceae.
Nomes Populares: Ipê-roxo, Cabroe, Casquinho, Ipê, Ipê-de-flor-roxa, Ipê-
mirim, Ipê-preto, Ipê-rosa, Ipê-roxo-da-mata, Ipê-tabaco, Ipê-una, Ipê-uva-roxa,
Ipeúva-roxa, Pau-d'arco, Pau-d'arco-roxo, Peúva, Peúva-roxa.
Características: Árvore decídua, de crescimento rápido, com altura de 8 a 12m, pode chegar aos 30 m no interior da mata. É muito usada em arborização
urbana no sudeste e centro-oeste do Brasil. As folhas são compostas com 5
folíolos grandes, como a maioria dos ipês. São coriáceas ou subcoriáceas. Como
os demais ipês, é uma árvore ornamental, cuja floração ocorre na estação seca
(maio-agosto), época em que perde todas as folhas. A inflorescência é um
panículo terminal, as flores que vão do rosa ao lilás duram poucos dias e
fornecem alimento para insetos como abelhas, que são importantes
polinizadores, destacando o vespão mamangava, aves entre as quais os colibris
e mesmo macacos.
Nome cientifico: Bambusoideae.
Família: Poaceae.
Nomes populares: Bambu, bambu brasileiro, bambu imperial, bambu verde-
amarelo.
Características: O bambu possui caules lenhificados utilizados na fabricação de
diversos objetos como instrumentos musicais, móveis, cestos e até na
construção civil, onde é utilizado em construções de edifícios à prova de
terremotos. Também é possível produzir a partir desta gramínea, a fibra de
bambu.
Uma matéria vegetal assim como o algodão ou o linho, o bambu tem em seu
favor alguns trunfos suplementares. A sua fibra, extraída de uma pasta
celulósica, se caracteriza pela sua característica homogênea e pesada (ela não
amassa) e seu aspecto suave e reluzente, parecidos com os da seda. Sobretudo,
possui virtudes respiratórias, antibacterianas.
https://www.todafruta.com.br/cereja-do-rio-grande/
http://www.trilhadafloresta.ufpr.br/mamica_de_porca.html
http://flores.culturamix.com/informacoes/como-plantar-goiabeira
https://www.achetudoeregiao.com.br/arvores/goiabeira.htm
https://www.ibflorestas.org.br/quaresmeira
https://www.jardineiro.net/plantas/quaresmeira-tibouchina-granulosa.html
http://www.amatabrasil.com.br/conteudo/xiloteca/pinus
https://www.tuasaude.com/oleo-de-melaleuca/
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Melaleuca
https://www.tuasaude.com/pata-de-vaca/
https://www.jardineiro.net/plantas/pata-de-vaca-bauhinia-variegata.html
https://www.wemystic.com.br/artigos/para-que-serve-uma-pitangueira-em-casa-veja-os-beneficios/
https://flores.culturamix.com/flores/naturais/eugenia-uniflora-tudo-sobre-a-pitangueira
https://www.jardineiro.net/plantas/ipe-roxo-tabebuia-impetiginosa.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Handroanthus_impetiginosus
https://www.infoescola.com/plantas/bambu/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bambu