Conheça nossa tese aos congressos petroleiros que acontecem agora entre abril e julho
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Conheça nossa tese aos congressos petroleiros que acontecem agora entre abril e julho
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ᴅᴇʀʀᴏᴛᴀᴍᴏs ʙᴏʟsᴏɴᴀʀᴏ ɴᴀs ᴜʀɴᴀs ᴇ sᴇɢᴜɪʀᴇᴍᴏs ᴄᴏᴍʙᴀᴛᴇɴᴅᴏ ᴀ ᴜʟᴛʀᴀᴅɪʀᴇɪᴛᴀ
𝗔𝗚𝗢𝗥𝗔 𝗘 𝗛𝗢𝗥𝗔 𝗗𝗘 𝗥𝗘𝗧𝗢𝗠𝗔𝗥 𝗔𝗧𝗜𝗩𝗢𝗦 𝗘 𝗥𝗘𝗖𝗨𝗣𝗘𝗥𝗔𝗥 𝗗𝗜𝗥𝗘𝗜𝗧𝗢𝗦
Desde o início do ano, nos reunimos com o presidente da Petrobrás, Alta Administração e RH e, agora, no início de maio, estabelecemos 10 “Grupos de Trabalho” temáticos com a empresa, uma negociação que precede a campanha do ACT. Também no próximo período, até julho, acontecem os congressos dos sindicatos e da FNP, que discutirão a pauta e a estratégia da campanha.
O novo presidente da Petrobrás utiliza bem seus canais de comunicação com a promessa de mudanças, diálogo e respeito aos trabalhadores. Apesar de Prates ter feito a vida na iniciativa privada com opiniões e perfil ”de mercado”, uma parcela da categoria confia que está tudo resolvido, que agora é só uma questão de tempo para a Petrobrás dos sonhos virar realidade.
O alívio pós-Bolsonaro e as promessas de campanha de Lula alimentam a expectativa de que o novo governo atenda às demandas dos trabalhadores e opere reformas estruturantes.
Não é assim na Companhia, não é assim no país. Qualquer conquista só virá com muita mobilização.
Por outro lado, os “cidadãos de bem”, defensores da superexploração e opressão despudoradas, se recusam a voltar para o esgoto e por isso nosso combate à ultradireita tem que ser diário, impiedoso e incansável.
O que podemos esperar do atual governo?
Lula foi eleito por uma frente muito ampla, composta em parte por setores dos movimentos sociais e se sustentando no apoio de setores da burguesia nacional e internacional e no compromisso destes interesses.
Em nome de tais alianças, Lula já sinalizou que não deverá atender a uma das demandas mais urgentes dos trabalhadores: a revogação integral de todas as reformas.
A edição do Arcabouço Fiscal, a não revogação da Reforma Trabalhista de Temer, a nomeação dos ministros e o tratamento dado aos militares golpistas, para citar apenas quatro exemplos, trazem à tona a amplitude do compromisso do governo da Frente Ampla Lula-Alckmin com amplos setores da classe dominante.
Na Petrobrás, a mudança de postura da empresa, favorecendo o diálogo, sem dúvida ajudará a elaborar propostas e estabelecer diferenças, mas a nova gestão já deveria ter avançado ou ao menos dado mais nitidez sobre alguns pontos nevrálgicos:
recuperação dos ativos - refinarias, fábricas, dutos, distribuidora… vai contando até 200 bi!
preço dos combustíveis (vide verso)
PED, Petros, AMS;
retorno dos transferidos a suas regiões;
recomposição de efetivo;
remoção e investigação dos gerentes bolsonaristas, privatistas, assediadores
o PPP imoral;
anulação de punições e demissões;
novo plano de carreira, etc
Algumas medidas foram importantes, como o anúncio de continuidade da Petrobrás nas regiões que estavam sendo abandonadas, porém:
não garantiram o retorno do pessoal,
não serão retomados os campos do nordeste entregues e
as plataformas de SE/AL serão afretadas.
A HORA É ESTA!
Se, sob um governo de ultradireita, protagonizamos importantes greves e assembleias massivas, agora temos que nos energizar com o resultado das urnas. É preciso transformar as expectativas em mobilização para reconquistar direitos, renda e condições de trabalho saudáveis na Petrobrás para homens e mulheres, ativos e aposentados, próprios e terceirizados, administrativo e operacional.
Temos - principalmente os aposentados - amargado perdas há muitos e muitos anos, não só do recém defenestrado governo facínora, como dos anteriores.
FHC quebrou o monopólio e realizou leilões; Lula fez outros tantos e terceirizou horrores, em que pese os concursos, que começaram com FHC; Dilma leiloou Libra e, com Bendine, estabeleceu a paridade com os preços internacionais e lançou o Plano de Desinvestimento que Temer soube levar adiante com o PPI e que Bolsonaro elevou à 10a potência ilegal e vorazmente até o último segundo do mandato.
Derrotamos o Bozo, mas elegemos uma Frente Ampla com um programa e composição pra lá de questionável. Na política, quando se governa para dois senhores, está se governando para o mais forte. No caso, a classe dominante, o capital financeiro, o imperialismo.
Para conquistar a Petrobrás que o povo merece, vamos precisar de muita mobilização, com independência de classe e unidade na luta para enfrentar os interesses dos diferentes governos e patrões e do capital internacional.
Todo o petróleo e gás para uma Petrobrás 100% estatal e pública, sob controle dos trabalhadores.
Contra o Arcabouço Fiscal! Aumento expressivo do investimento nos serviços de saúde, educação e nas demais políticas sociais.
. Revogação das reformas trabalhista e da previdência
. Sem anistia - prisão para os golpistas!
Retomar os ativos “doados” e construir a Petrobrás que o Brasil merece - volta do monopólio para uma Petrobrás 100% estatal e pública, do poço ao poste, presente em todas as regiões do país, indutora do desenvolvimento econômico e da transição energética (a partir da reinversão de seu lucro), sob controle dos trabalhadores.
Escalonar e acelerar os concursos para todos os cargos. Contratação massiva e aproveitamento da mão-de-obra qualificada e experiente visando ao fim da terceirização. Reformulação imediata dos contratos atuais para dar dignidade e segurança aos terceirizados.
Por outro lado, não podemos ver os 100, 200, 300 dias passarem e nossas expectativas não serem atendidas. Lula/Prates têm que vir a público, com transparência, anunciar as medidas completas e imediatas para retomar, recuperar, reconstruir, reestatizar e democratizar a Petrobrás, assim como uma nova política de preços dos combustíveis que leve em conta preponderantemente seus custos de produção.
Reformulação completa da hierarquia, com participação deliberativa dos empregados e da sociedade.
Sem anistia! Perda da função imediata e responsabilização individual, no caso de atos lesivos aos empregados, à empresa ou ao patrimônio do povo brasileiro, de todos os gerentes bolsonaristas, assediadores e privatistas.
Reestatização da Petrobrás, retomada dos ativos, retorno de todos os trabalhadores para suas cidades, reparações históricas de companheiros(as) punidos e demitidos, desvinculação dos combustíveis dos preços internacionais.
ORGANIZAR AS MULHERES TRABALHADORASPARA ENFRENTAR
O MACHISMO E A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA
Machistas e misóginos - NÃO PASSARÃO!
Iniciamos o ano de 2023 com um sentimento de alívio pela derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais. Em especial nós, mulheres trabalhadoras, que sofremos muitos ataques nos últimos anos.
Atualmente somos a maioria nas taxas do desemprego no Brasil, há um aumento da violência contra as mulheres, com os maiores índices de feminicídio, vimos crescer os discursos reacionários da ultra-direita, machistas e misóginos.
O que enfrentamos com Bolsonaro e as promessas de campanha do novo governo alimentam a expectativa que o governo Lula-Alckmin atenda às nossas demandas mais sofridas. Mas acreditamos que as conquistas só virão com muita mobilização.
O que podemos esperar do atual governo?
Lula foi eleito por uma frente muito ampla, que compõe setores dos movimentos sociais, mas também se sustenta no apoio de setores da burguesia nacional e internacional e no compromisso com os interesses da burguesia.
Um exemplo disso é a escolha de Simone Tebet, que é uma defensora da reforma trabalhista, como ministra do Planejamento e Orçamento ou a manutenção de bolsonaristas no governo e nas gerências da Petrobrás.
Em nome de tais alianças, Lula já sinalizou que não deverá atender a uma das demandas mais urgentes das mulheres trabalhadoras: a revogação integral de todas as reformas.
Assim como não aponta a reestatização da Petrobrás, a retomada dos ativos vendidos ou a desvinculação dos combustíveis dos preços internacionais.
Se, por um lado, o governo federal revogou algumas portarias que dificultam o acesso ao aborto legal e retirou o Brasil do Consenso de Genebra (acordo internacional para restringir o aborto legal), a ministra do Ministério das Mulheres, Cida Gonçalves, já declarou que a pauta sobre a legalização do aborto não é prioridade do governo, e que cabe ao Congresso - um dos mais reacionários da história do país - discutir e legislar sobre o tema.
Ou seja, apesar do atual ser diferente do (des)governo do Bolsonaro, a nossa pauta, enquanto mulheres trabalhadoras, a exemplo da luta das argentinas, só será garantida pela nossa independência de classe e pela unidade para enfrentar os interesses dos diferentes governos e patrões.
Mobilizar petroleiras e petroleiros na luta por:
Combate ao assédio e violência moral e sexual
Atendimento, de qualidade, às vítimas de violência doméstica para acolher, proteger e auxiliar as mulheres em todas as dimensões
Acesso à creche para todas as crianças
Aumento expressivo do investimento nos serviços de saúde, educação e nas demais políticas sociais
Salário igual para trabalho igual
Emprego, salário e moradia
Socialização do trabalho doméstico
Contra o Arcabouço Fiscal!
Revogação das reformas trabalhista e da previdência
Educação sexual e acesso a contraceptivos para prevenir, aborto legal e seguro para não morrer
Todo o petróleo e gás para uma Petrobrás 100% estatal e pública, sob controle dos trabalhadores Sem anistia - prisão para os golpistas!
Fortalecimento da luta estratégica contra o capitalismo e pela construção do socialismo
PAUTA PETROBRÁS
Que a composição das comissões de investigação de assédio contra mulheres seja majoritariamente feminina
Garantia de estabilidade e medidas protetivas às mulheres denunciantes de assédio
Opção de teletrabalho integral para lactantes até 36 meses
Opção de teletrabalho integral para mães e pais de filhos com deficiência
Garantia de parto humanizado na AMS
Salas de amamentação em todas as unidades, todos os dias da semana
40 hrs/ano por ano para acompanhar filhos e/ou dependentes em tratamento de saúde
Abono de dias para acompanhamento de filhos e/ou internações médicas
PAE - celeridade e validade das autorizações de tratamento por no mínimo 12 meses
A opressão contra as "minorias" compõe a engrenagem da exploração capitalista
O ASSÉDIO SEXUAL tem sido amplamente debatido pela categoria. Recentemente, dezenas de situações de assédio vieram à tona, demonstrando o grau de opressão e exploração das petroleiras, destacando-se a situação das companheiras terceirizadas e a dimensão racista da opressão. Os relatos são apenas uma ínfima parcela do cotidiano das mulheres na Petrobrás, onde se constatou a negligência com que esse tema foi tratado ao longo dos anos pelas gestões.
No geral, os casos de assédio cresceram 187% durante a pandemia. Evidenciando que a combinação da cobrança por metas e a precarização das condições de trabalho são terreno fértil para a violência machista.
O governo aprovou um projeto de combate ao assédio sexual nos órgãos públicos, que tem como centro ações preventivas. Contudo, segue avançando na privatização de empresas públicas, o que vai deixar trabalhadoras e trabalhadores ainda mais vulneráveis.
Essa realidade reforça que a luta contra as opressões é uma luta fundamental da nossa categoria como um todo, ou seja, esta luta precisa ser de todas(os) petroleiras(os)! E, mais ainda, o que nos une - independente do seu gênero, raça/etnia, orientação sexual ou identidade de gênero - é a nossa classe, o fato de sermos todos trabalhadores e estarmos todos sob o jugo da exploração capitalista.
Aqui também há um debate - teórico e político - bastante importante. Por um lado, sobre quais são os elementos determinantes - não os únicos, mas seus fundamentos - da discriminação e, por outro, sobre os limites desta luta na sociedade atual, a depender da forma como ela é concebida e implementada. Para as socialistas, a opressão das mulheres se combate também a partir de uma visão das classes sociais.
Para além do identitarismo - Algumas teorias e os movimentos feministas que nelas se baseiam têm uma concepção policlassista e reformista, que percebem as opressões unicamente a partir da identidade de gênero e se limitam a pleitear reformas no campo da democracia burguesa.
Não à toa, a burguesia apropria-se das ideias de “inclusão”, "busca da diversidade", “empoderamento”, “lugar de fala” etc, para tentar limitar - e não promover! - o papel das mulheres, quando crescem a indignação e a luta contra as opressões, para desviá-las por meio de algumas concessões e da domesticação dos movimentos e suas organizações.
Antes de mais nada, é importante afirmar que essas ideias são fundamentais no debate das opressões e que esta é uma luta urgente e necessária. É uma luta de todos e que deve ser transversal em todos os movimentos e suas pautas.
Por outro lado, a opressão contra as “minorias” compõe a engrenagem da exploração capitalista, ajudando a submeter as massas à exploração do trabalho, supostamente justificando e dando legitimidade à exploração dessa enorme parcela da sociedade.
Isso significa que, estrategicamente, nossa libertação é a libertação de toda a classe trabalhadora e vice-versa
É preciso lutar por direitos democráticos e imediatos, porque significam conquistas contra a opressão. Estaremos sempre na vanguarda de tais lutas. Mas é preciso ser consciente que essas concessões sempre serão parciais e temporárias e serão retiradas no momento em que ocorrer a primeira crise econômica, social ou política.
Por isso, o caminho para o fim das opressões implica na alteração radical das relações de classe. Só uma mudança radical no regime político e nas condições econômicas dos setores oprimidos pode tornar essas transformações sustentáveis, acabando de fato com as opressões.
Se está correta a afirmativa de que, no socialismo, também será necessária a luta contra as opressões e teremos terreno mais fértil para isso, já que um dos pilares do socialismo é a não opressão, é também inquestionável que não daremos fim às opressões por meio de concessões no interior do capitalismo.
A derrota eleitoral de Bolsonaro foi sem dúvida um grande alívio para todas nós. Nos livramos de um governo marcado pelo discurso machista e falta de investimento em políticas públicas, mas continuaremos firmes no combate à ultradireita, que segue organizada, destilando machismo, misoginia, racismo, lgbtifobia e toda sorte de preconceitos.
Na Petrobrás, à denúncia de estupro seguiram-se diversos relatos estarrecedores. A violência do assédio moral e sexual veio à tona de forma brutal, como se não bastasse o cotidiano de falta de uniformes, vestuários, salas de aleitamento, ações permanentes de conscientização etc.
Neste cenário, é natural a expectativa de que - com Lula e Prates - nossas pautas sejam atendidas. Mas será que é esse projeto de conciliação de classes, que diz pretender servir a dois senhores, refletido na composição tanto do governo, quanto da direção da empresa, com conhecidos e assumidos inimigos da classe trabalhadora, que vamos realizar as mudanças estruturais necessárias?
É com a certeza de que teremos que nos mobilizar muito para recuperar nossos salários e direitos e avançar na pauta das mulheres, que te convidamos para vir debater conosco estes e outros temas na plenária do Coletivo Nacional Petroleiras Socialistas.
A reunião tb discutirá nossa organização para participarmos do Encontro de Mulheres da FNP, que acontece dias 5 e 6/maio, a pauta e as propostas para o Encontro e, por isso, ganha mais importância ainda a reunião de nosso Coletivo na quarta-feira 12/04, às 18h.
Se vc estiver no Rio e quiser participar presencialmente, é só chegar na sede da Conlutas na Cinelândia.
Ou, virtualmente, pelo Zoom.
🏬 CSP CONLUTAS
R. Álvaro Alvim, 27 - 14o andar - sala 142
Cinelândia
📲 Zoom:
https://us02web.zoom.us/j/82675422971
ID DA REUNIÃO: 826 7542 2971