Os recentes levantes ocorridos em Cuba reabriram debates em todo país (e no mundo) sobre o caráter do regime cubano. A revolução cubana, a partir de 1959, sempre foi cercada de muita solidariedade, justamente por seu êxito e simbolismo - no quintal do gigante imperialista, os avanços conquistados pelo povo cubano em função de uma sociedade que expropriou a propriedade privada em Cuba e enfrentou durante décadas um criminoso embargo econômico sempre nos serviram de exemplo.
Infelizmente, o quadro hoje é bem diferente. A restauração avançou, pelas mãos do próprio governo, durante décadas, e o regime capitalista cubano hoje não é mais socialista. Pelo contrário, tem uma forte presença do imperialismo europeu em sua economia e as estatais respondem às necessidades do mercado e não da população.
Por isso, o povo sai à rua, para lutar contra os efeitos do capitalismo, também em Cuba. Contra a fome e o desabastecimento, manifestações legítimas que ocorrem em diversas parte do mundo e que têm enfrentado a mão-de-ferro de Díaz-Canel e confundido defensores do Socialismo em todo o mundo.
Na nossa opinião, diferente dos gusanos e do stalinismo, há de se prestar solidariedade a todos os trabalhadores em luta do planeta e, em Cuba, apesar da emocionante história da ilha, além de defendermos o fim do bloqueio, também temos que defender a reestatização das empresas, a expulsão do imperialismo e a liberdade dos presos políticos das manifestações populares.