O que é?
Equipamentos de preparo do solo são ferramentas e implementos utilizados na agricultura para melhorar as condições físicas do solo antes do plantio. Eles ajudam a descompactar, nivelar, revolver e corrigir a superfície, favorecendo o desenvolvimento das plantas. Cada tipo de equipamento possui uma função específica, sendo usado conforme a necessidade da área.
Por que é importante?
O preparo adequado do solo com os equipamentos certos é essencial para garantir uma lavoura produtiva. Além de melhorar a penetração de água e raízes, esses equipamentos ajudam a conservar o solo, evitar erosões e facilitar as práticas agronômicas. Quando utilizados corretamente, contribuem para a sustentabilidade do sistema agrícola.
Aspectos principais/tópicos importantes
Definição:
• Arado de disco: Corta e revolve o solo, serve para solos secos, duros, pegajosos, com raízes e cascalhos. Apesar do movimento giratório e da disposição dos discos no chassi, esse tipo de arado requer peso para penetrar no solo e cortar a vegetação. Preparar o solo de 5 cm a 40 cm de profundidade com largura de corte por disco de 15 cm a 40 cm.
• Arado de aiveca: O arado de aiveca apresenta vantagens sobre os demais arados, pelo fato de realizar o tombamento das leivas do solo com maior eficiência, o que proporciona melhor incorporação dos resíduos de colheita, profundidade de 20 cm a 40 cm e na largura de corte de 20 cm a 200 cm.
• Grade niveladora: Geralmente, a grade niveladora é utilizada após a aração, com o objetivo de destorroar, nivelar e adensar o solo. Com peso inferior a 50 kg sobre cada disco de corte.
• Grade aradora: A grade aradora realiza a aração e a gradagem na mesma operação. Grades intermediarias variam de 50 kg a 130 kg sobre cada disco, já as grades pesadas possuem mais de 130 kg sobre cada disco, ideal para atingir profundidades de 10 cm a 20cm.
• Subsolador: rompe camadas compactadas em profundidade. Atuam em uma camada superior a 30 cm de profundidade. Trata-se de um implemento robusto, que demanda grande força de tração.
• Escarificador: parecido com o subsolador, mas atua em menor profundidade.
Benefícios:
• Melhor enraizamento das plantas.
• Aumento da infiltração de água.
• Redução da compactação do solo.
Desvantagens:
• Uso excessivo pode ocorrer a degradação da estrutura do solo.
• Alto consumo de combustível em operações profundas.
Cuidados necessários:
• Ajuste correto da máquina conforme o solo.
• Evitar operações com solo muito úmido.
• Manutenção preventiva dos equipamentos.
Dicas e Boas Práticas:
• Avalie a necessidade real de preparo profundo.
• Priorize o mínimo revolvimento possível para conservar a estrutura e vida do solo.
• Combine práticas como plantio direto e rotação de culturas com o uso de máquinas.
Dica do PET
"Solo bem preparado é base fértil para uma agricultura consciente e produtiva."
Fontes e Referências:
O que é?
O desempenho fotossintético sob variação luminosa refere-se à capacidade das plantas de ajustar a taxa de fotossíntese conforme a intensidade da luz muda ao longo do dia ou entre ambientes diferentes. Esse processo envolve respostas fisiológicas e bioquímicas que permitem otimizar a captação de energia e evitar danos causados pelo excesso de luz.
Por que é importante?
A luz é o principal fator que regula a fotossíntese. Entender como as plantas respondem à variação luminosa é fundamental para:
• aumentar a eficiência produtiva em sistemas agrícolas;
• selecionar cultivares mais adaptadas a alta ou baixa luminosidade;
• manejar sombreamento, adensamento e sistemas agroflorestais;
• otimizar ambientes controlados como estufas e produção indoor.
Aspectos principais / tópicos importantes
• Respostas à baixa luminosidade:
– aumento da área foliar e maior teor de clorofila;
– redução da taxa fotossintética máxima;
– plantas mais alongadas e com arquitetura adaptada à captura de luz.
• Respostas ao excesso de luz:
– ativação de mecanismos de proteção como dissipação térmica (NPQ);
– fechamento estomático para reduzir estresse hídrico;
– risco de fotoinibição quando a luz excede a capacidade de uso das plantas.
• Ponto de saturação luminosa:
intensidade de luz a partir da qual a fotossíntese não aumenta mais.
• Ponto de compensação luminosa:
intensidade mínima de luz em que a fotossíntese iguala a respiração.
Aplicações práticas
• Manejo de sombreamento em culturas sensíveis.
• Ajuste do espaçamento para otimizar interceptação luminosa.
• Escolha de cultivares tolerantes à alta radiação.
• Controle de luminosidade em ambientes protegidos.
Dicas e Boas Práticas
• Monitorar intensidade luminosa ao longo do ciclo.
• Evitar estresses combinados como alta luz e déficit hídrico.
• Planejar plantio considerando ângulo solar e época do ano.
DICA DO PET
Compreender como a luz afeta a fotossíntese é essencial para maximizar o desempenho das culturaO desempenho fotossintético sob variação luminosa refere-se à capacidade das plantas de ajustar a taxa de fotossíntese conforme a intensidade da luz muda ao longo do dia ou entre ambientes diferentes. Esse processo envolve respostas fisiológicas e bioquímicas que permitem otimizar a captação de energia e evitar danos causados pelo excesso de luz.
Referências :
TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal.
EMBRAPA – Radiação Solar e Desenvolvimentop Vegetal.
O uso de matéria orgânica como agente regulador de temperatura do solo
Acompanhe na íntegra:
A Matéria Orgânica (MO) no solo é um importante e benéfico elemento componente; tem papel crucial e fundamental no controle da temperatura do solo, auxiliando e tendo efeitos diretos sobre a produção e desempenho das plantas, aliado à produção agrícola. A MO, atua como principal agente regulador de temperatura no solo, fazendo a regulação térmica, que evita pontos extremos, ou seja, atua como isolante térmico natural, evitando frio ou calor de forma intensa sobre as raízes das plantas que permite maior e melhor desenvolvimento. Desta maneira, é um benefício que pode ser explorado, além de atuar como regulador térmico, ainda permite maior atividade microbiana, e agrega valor as propriedade físicas do solo, por ser uma das principais formas de cobertura do solo, protegendo ele contra chuvas intensas, sol forte, lixiviação, erosão, escoamento superficial. Além disso, pode auxiliar a regulação do solo, por concentrar maior umidade na área coberta, principalmente em épocas de calor extremo.
Quais as principais culturas que podem ser utilizadas?
Ao que tange o uso de culturas para a produção de matéria orgânica, é possível adotar diferentes espécies ao longo do ano, tanto em épocas frias, como no verão. No inverno, destacam-se a aveia-preta (Avena strigosa Schreb), o centeio (Secale cereale) e o azevém (Lolium multiflorum). Já no verão, são bastante comummente utilizados o milheto (Pennisetum glaucum), a crotalária (Crotalaria juncea) e outras espécies com a mesma finalidade, buscando agregar valor ao solo permitindo a regulação térmica deste, favorecendo todo ciclo e cadeia produtiva.
Dica do PET
Utilizar e adotar sistemas como este em sua propriedade, promove benefícios diversos, de maneira simples e eficiente, agregando valores à qualidade do solo, à sua estrutura física, biológica e até ao aumento produtivo. Desta maneira, vale a pena ficar ligado e o seu investimento, pois é a garantia de uma melhor e próspera safra. Matéria Orgânica, uma prática com retorno e êxito, então, se liga nessa temática!!
Referências:
MACHADO, A. W.; A importância da matéria orgânica no solo e na sua produtividade: Entenda a importância da matéria orgânica no solo e como ela melhora a produtividade. AGROlink, S.a; Disponível em: https://www.agrolink.com.br/fertilizantes/adubacao-organica/a-importancia-da-materia-organica-no-solo-e-na-sua-produtividade-_492919.html . Acesso em: 20 ago. 2025.
SILVA, C.A; CERRI, C.P ; ANDRADE, C.A.; NETO, L.M.; BETTIOL, W.; Matéria orgânica do solo:: ciclo, compartimentos e funções. EMBRAPA, S.a. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1161302/1/Andrade-Materiaorganica-2023.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025.
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Acompanhe na íntegra:
O que é?
A reestruturação do solo visa recuperar a qualidade de áreas degradadas. É fundamental para solos afetados por preparo excessivo, compactação ou perda de matéria orgânica. O objetivo é tornar o solo adequado para o crescimento de plantas e da microfauna, assegurando aeração e capacidade de retenção de água e nutrientes. Um solo reestruturado mantém sua integridade mesmo em condições de escassez orgânica ou baixa atividade biológica.
Por que é importante?
O manejo inadequado do solo leva à desestruturação e compactação. Solos reestruturados favorecem o crescimento radicular e a absorção eficiente de água e nutrientes, elevando a produtividade. Além disso, contribui para a conservação ambiental, reduzindo a erosão e fixando carbono, sendo crucial para a adaptação às mudanças climáticas.
Aspectos principais / tópicos importantes
A funcionalidade do solo está ligada à estabilidade de seus agregados e a um sistema poroso interconectado. A macroporosidade permite a aeração e o fluxo de água. Microporos retêm água matricial, essencial para as plantas. A matéria orgânica edáfica age como "cimento", estabilizando agregados e conferindo resistência. Contudo, forças compressivas, como o tráfego de maquinário, podem induzir compactação, obliterando macroporos e prejudicando o desenvolvimento radicular, a percolação e a aeração.
Causas da Desestruturação
A degradação estrutural do solo resulta de práticas que comprometem sua integridade física. O revolvimento excessivo, como arações e gradagens, fragmenta agregados, acelerando a perda de carbono orgânico e reduzindo a coesão. A falta de reposição de resíduos vegetais priva o solo de matéria orgânica, tornando-o propenso à erosão e compactação. O tráfego de maquinário, especialmente em solos úmidos, causa compactação, eliminando macroporos e dificultando o desenvolvimento radicular e a hidrodinâmica. A monocultura empobrece a diversidade microbiológica, afetando a agregação. A exposição direta à chuva e radiação solar pode causar desagregação superficial.
Benefícios da Reestruturação do Solo
A reestruturação edáfica traz múltiplos benefícios agronômicos e ambientais, resultando em sistemas de produção resilientes e produtivos. Observa-se maior vitalidade das culturas, com vigor acentuado e tolerância a estresses. Mitiga a erosão hídrica e eólica, protegendo a camada superficial fértil. Aprimora a infiltração de água, recarregando aquíferos e minimizando o escoamento. A redução da compactação favorece as raízes, otimizando a absorção de água e nutrientes. Estimula a biodiversidade edáfica, com microrganismos essenciais para a ciclagem de nutrientes e formação de agregados. A eficiência no uso de nutrientes aumenta, podendo reduzir a dependência de insumos externos e diminuir custos operacionais , promovendo manejo sustentável e viável economicamente.
Cuidados Essenciais para Manter o Solo Estruturado
Para manter o solo estruturado, evite o tráfego mecanizado em solos úmidos. A deposição de resíduos culturais (palhada) é crucial como cobertura protetora, minimizando impactos e contribuindo para o carbono orgânico e atividade microbiológica. A racionalização do tráfego agrícola, via trilhas fixas, concentra o adensamento do maquinário em áreas específicas.
Dicas e Boas Práticas
Entre as boas práticas, o Sistema Plantio Direto (SPD) é primordial, pois evita o revolvimento mecânico e mantém cobertura vegetal permanente. A inserção de plantas de cobertura como Avena sativa, Lolium multiflorum, Raphanussativus, Brachiaria spp. e Crotalaria spp. aumenta o carbono orgânico e protege contra erosão. A rotação de culturas diversifica sistemas radiculares e interrompe ciclos de pragas. A monitorização periódica por análises laboratoriais (pH, matéria orgânica, nutrientes) é indispensável para um manejo assertivo. Em solos ácidos, como o latossolo, a calagem é fundamental para ajustar características químicas e promover o equilíbrio.
DICA DO PET
Que cada decisão de manejo seja guiada pela máxima de que um solo
estruturado é o alicerce para uma agricultura lucrativa e perene.
Fontes e Referências
EMBRAPA. Sistema Plantio Direto: fundamentos e perspectivas. 1. ed. Brasília, DF:
Embrapa, 2001. Disponível em: [https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/463187/sistema-plantio-direto-fundamentos-e-perspectivas](https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/463187/sistema-plantio-direto-fundamentos-e-perspectivas). Acesso em: 23 jun.2025.
EMBRAPA. Plantas de cobertura para o Brasil Central. 1. ed. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2005. Disponível em:[https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/292424/plantas-de-cobertura-para-o-brasil-central](https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/292424/plantas-de-cobertura-para-o-brasil-central). Acesso em: 23 jun. 2025.
SOUZA, D. M. G.; LOBATO, E. Correção do solo e adubação da cultura do milho. 1. ed. Sete Lagoas, MG: Embrapa Milho e Sorgo, 2004. Disponível em:[https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/491627]. Acesso em: 23 jun. 2025.
SANTOS, H. G. dos et al. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018. Disponível em: [https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1094002/sistema-brasileiro-de-classificacao-de-solos](https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1
094002/sistema-brasileiro-de-classificacao-de-solos). Acesso em: 23 jun. 2025.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. Departamento de Solos. Publicações científicas e técnicas. Pelotas: UFPel, 2023. Disponível em: [https://wp.ufpel.edu.br/solos/publicacoes/] Acesso em: 23 jun. 2025.
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Acompanhe na íntegra:
O que é?
Área da fitopatologia que estuda vírus que infectam plantas e as doenças que eles causam, com foco especial em sua biologia molecular (estrutura, replicação, transmissão e interação com a planta hospedeira).
Por que é importante?
Conhecer os vírus e seus mecanismos é essencial para desenvolver estratégias de manejo e controle, como cultivares resistentes, manejo integrado de doenças adequados para cada gênero de vírus e controle de vetores. Para o meio ambiente a pesquisa e estudos desses patógenos auxilia na rápida identificação e evitar o uso excessivo de agrotóxicos e assim assegurando uma saúde alimentar maior.
Aspectos principais / tópicos importantes
Definições: ramo da fitopatologia que estuda vírus de plantas, sua biologia molecular, epidemiologia e impacto agrícola;
Aplicações na prática: desenvolvimento de plantas resistentes a vírus; monitoramento, diagnóstico de doenças; manejo integrado de pragas (vetores de vírus) e desenvolvimento de mecanismos para herbicidas;
Benefícios: redução de perdas na lavoura, maior sustentabilidade na produção, uso de biotecnologia para melhorar cultivos;
Cuidados necessários: monitorar constantemente lavouras, identificar e eliminar plantas infectadas, controlar insetos vetores (como pulgões, mosca- branca e tripes).
Principais vírus:
Vírus do Mosaico do Tabaco (TMV): tem como principal sintoma a formação de mosaico nas folhas e amarelamento das mesmas, em estágios mais avançados pode ocorrer a necrose da área afetada.
Vira-cabeça (Tomato Spotted Wilt Virus – TSWV): os principais sintomas são o bronzeamento de folhas apicais e o desenvolvimento de lesões necróticas pequenas de coloração escura.
Vírus do Mosaico Dourado do Feijão (BGMV): principal sintoma são manchas amareladas ou douradas nas folhas e nervuras.
Fonte: SHUTTERSTOCK. Tobacco Mosaic Virus (TMV).
Fonte: Mirtes F. Lima.
Fonte: Josias Correa de Faria.
Dicas e Boas Práticas
Utilize rotação de culturas como estratégia preventiva, reduzindo a incidência de hospedeiros alternativos dos vírus;
Busque capacitação e informação atualizada em programas de extensão rural, cursos e publicações científicas, acompanhando o surgimento de novas viroses e tecnologias de manejo.
DICA DO PET
"Conhecer os vírus que atacam as plantas é o primeiro passo para proteger a lavoura e garantir uma agricultura mais produtiva."
Fontes e Referências
ARBOSA, Graziela da Silva; QUEIRÓZ, Manoel Abílio de; DIAS, Rita de Cássia Souza; SILVEIRA, Lindomar Maria da; LIMA, José Albersio de Araújo. Melhoramento genético x virologia vegetal: a importância da interface para o avanço no desenvolvimento de cultivares de cucurbitáceas resistentes a vírus. In: II Simpósio da Rede de Recursos Genéticos Vegetais do Nordeste, Anais…, Fortaleza, Embrapa Agroindústria Tropical, 10–13 nov. 2015 (R. 34);
CASTILLO-URQUIZA, Gloria P.; MAIA, Felipe G. M.; CARVALHO, Murilo G.; PINTO, Cleide M. F.; ZERBINI, F. Murilo. Caracterização de um isolado do Bean rugose mosaic virus (BRMV) de Minas Gerais e estimativa de perdas em feijoeiro em infecção simples ou em conjunto com o BCMV. Fitopatologia Brasileira, v. 31, n. 5, p. 455–461, out. 2006; FARIA, J. C. de. Mosaico dourado. In: EMBRAPA / CNPAF. Mosaico dourado do feijoeiro. Brasília: EMBRAPA, 1994. p. 131-132. Disponível em:https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/199909/1/CNPAF1994p2 63.pdf;
LIMA, Mirtes Freitas; MICHEREFF FILHO, Miguel. Vira-cabeça do tomateiro: sintomas, epidemiologia, transmissão e medidas de manejo. Brasília: Embrapa Hortaliças, Comunicado Técnico n. 110, maio 2015. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1026816/1/COT110.pdf;
Acompanhe na íntegra:
O que é ?
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais do Brasil. Ele reúne informações ambientais da propriedade, como:
• Áreas de Preservação Permanente (APP);
• Reserva Legal;
• Remanescentes de vegetação nativa;
• Áreas de uso consolidado.
O objetivo é auxiliar no planejamento ambiental e na regularização dos imóveis rurais.
Por que é importante?
O CAR é essencial para que o produtor esteja de acordo com o Código Florestal Brasileiro. Ele facilita o acesso a programas de regularização ambiental, possibilita financiamentos rurais e evita penalidades. Além disso, contribui para a preservação ambiental, ajudando a identificar e proteger áreas sensíveis.
Aspectos principais / tópicos importantes
Registro eletrônico obrigatório: Todo imóvel rural deve fazer o CAR, conforme a Lei nº 12.651/2012.
SiCAR - Sistema Nacional do CAR: Plataforma oficial do governo para cadastrar e armazenar informações da propriedade.
Informações georreferenciadas: Cada área da propriedade é mapeada com coordenadas exatas, indicando APP, Reserva Legal, vegetação nativa e áreas consolidadas.
Benefícios:
• Regularização ambiental e jurídica do imóvel;
• Facilidade para obter financiamento;
•Integração da propriedade aos programas ambientais do governo;
• Maior transparência e segurança nas transações imobiliárias.
Cuidados necessários:
• Levantamento topográfico e georreferenciamento corretos;
• Uso de mapas e imagens atualizadas;
• Conferência das informações antes de enviar ao sistema;
• Manter o cadastro atualizado.
Dicas e Boas Práticas:
1. Reúna todos os documentos da propriedade antes de iniciar
2. Use imagens de satélite de alta qualidade para mapear áreas;
3. Procure auxílio de um técnico ou engenheiro agrônomo, se necessário;
4. Acompanhe o status do cadastro no SICAR;
5. Atualize sempre que houver mudança no uso ou tamanho da área.
DICA DO PET
"Regularizar é preservar: o CAR protege seu patrimônio e o meio ambiente."
Referências
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural –SiCAR. Disponível em: https://www.car.gov.br.
EMBRAPA. Cadastro Ambiental Rural: orientações para o produtor. 2024.
Acompanhe na íntegra:
O que são PANCs?
Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são plantas que não são muito conhecidas ou consumidas no dia a dia. Muitas delas crescem espontaneamente em diversos locais, como quintais e terrenos baldios, e são frequentemente confundidas com ervas daninhas.
Benefícios de consumir PANCs:
As PANCs oferecem uma série de benefícios para a saúde e para o meio ambiente. Elas são ricas em fibras, são excelentes fontes de proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes, que fortalecem o sistema imunológico, e previnem doenças crônicas.
Do ponto de vista ambiental, as PANCs possuem baixo impacto, pois muitas crescem espontaneamente, exigem cultivo simples e são adaptáveis a diferentes ambientes. Seu consumo também resgata costumes regionais e valoriza a biodiversidade.
Exemplos de Plantas Alimentícias Não Convencionais:
Existem diversas PANCs com diferentes características e usos culinários. Abaixo, apresentamos 5 exemplos:
1- Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata) :
Amplamente utilizada na culinária, tanto as folhas quanto os frutos são comestíveis, podendo ser consumidos em saladas, sopas, arroz e outras receitas. Possui alto teor de aminoácidos essenciais e é considerada uma fonte de proteína vegetal.
2- Bertalha (Basella alba L.):
Hortaliça com alto teor de fibras, vitamina A, vitamina C, cálcio e ferro. Ajuda a prevenir diabetes, pressão alta, envelhecimento precoce e anemia. Suas folhas, hastes e frutos são comestíveis e podem ser utilizados em diversas receitas culinárias. Possui propriedades anti-inflamatórias e é uma planta medicinal de uso culinário.
3- Taioba (Xanthosoma sagittifolum Schott):
Usos: As folhas da taioba mansa são ricas em minerais, vitaminas e fibras alimentares, sendo utilizadas em pratos vegetarianos para aumentar o teor de nutrientes. Deve ser sempre cozida para consumo. É importante identificar corretamente pois a taioba brava é tóxica e não deve ser consumida.
4- Peixinho da horta (Stachys bizantina K.):
Usos: As folhas aromáticas podem ser usadas como tempero, com sabor que lembra peixe frito. Na medicina popular, é utilizada para tratar tosse e possui propriedades antioxidantes, contribuindo para o controle do estresse oxidativo. É rica em vitamina K e vitamina C .
5- Dente de leão (Taraxacum officinale):
Usos: Planta medicinal e comestível, suas folhas, flores e raízes podem ser consumidas em chás, saladas, geleias, entre outros. É um suave desintoxicante do fígado, utilizada para hepatite e problemas digestivos. Possui propriedades diuréticas, anti-inflamatórias, antioxidantes e digestivas.
Quer conhecer mais PANCs?
Acesse site da Embrapa e pesquise sobre PANCs.https://www.embrapa.br/inteligencia-estrategica-para-pequenos-negocios/plantas-alimenticias-nao-convencionais-pancs
Cuidados na hora de consumir PANCs
Embora as PANCs sejam nutritivas e benéficas, é fundamental identificar corretamente, assegurar-se da origem e preparar adequadamente antes de consumir.
DICA PET
PANCs: Sabor, Saúde e Sustentabilidade no seu Prato.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Você sabe o que são PANCs? Descubra as plantinhas que também são alimentos e você não sabia. Publicado em: 28 abr. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 19 ago. 2025.
TUA SAÚDE. PANCs: o que são, principais plantas e como consumir (com receitas). Publicado em: 15 out. 2024.Disponível em: https://www.tuasaude.com/pancs/. Acesso em: 19 ago. 2025.
Sistemas de produção
Acompanhe na íntegra:
O que é?
Sistemas de produção agrícola são formas organizadas de planejar e executar as atividades agropecuárias, envolvendo o uso dos recursos, mão de obra, tecnologias e práticas de manejo. Esses sistemas variam de acordo com a região, o clima e as condições ambientais. Sendo assim, um sistema de produção é um arranjo técnico e gerencial adaptado à realidade local, visando sempre uma boa produtividade.
Importância dos sistemas de produção:
A importância dos sistemas de produção agrícola está em sua capacidade de equilibrar produtividade e sustentabilidade. Eles são essenciais para garantir a segurança alimentar, conservar os recursos naturais e promover um desenvolvimento rural equilibrado. Um bom sistema de produção também contribui para a redução dos impactos ambientais, melhora a qualidade dos produtos e fortalece a economia local. Além disso, quando bem planejado, o sistema favorece práticas que respeitam o meio ambiente, sempre ressaltando que os sistemas de produção devem estar em harmonia com a propriedade e suas características.
Aplicações na prática:
Determinam como o solo será preparado, quais culturas ou criações serão utilizadas, qual manejo será adotado e como será feita a comercialização da produção. Incluem o uso de tecnologias como irrigação, mecanização, rotação de culturas e agricultura de precisão.
Beneficios:
Aumento da produtividade e da rentabilidade, redução dos impactos ambientais negativos, conservação dos recursos naturais, melhoria na qualidade dos produtos agropecuários, fortalecimento da gestão rural e segurança alimentar.
Cuidados necessários:
Avaliação detalhada das condições locais antes da escolha do sistema, capacitação contínua dos produtores e trabalhadores, monitoramento da produtividade e dos impactos ambientais, adaptação constante às mudanças climáticas e de mercado.
Dicas e Boas Práticas:
Para se obter sucesso com um sistema de produção agrícola, o primeiro passo é conhecer bem a realidade da propriedade e da região, o clima, o solo e a água disponível, além de entender o que o mercado procura. Diversificar as atividades, como realizar o plantio de diferentes culturas ou combinar a produção de lavoura, pecuária e floresta, gera maior segurança e equilíbrio para a produção. Torna-se indispensável investir em conhecimento, buscando capacitação, aplicando boas práticas no campo e utilizando tecnologias que facilitem o dia a dia. Planejar o ano com cuidado e usar os insumos de forma consciente.
DICA DO PET
Adotar sistemas de produção sustentáveis vai muito além de reduzir custos ou aumentar a eficiência econômica: é uma decisão estratégica que redefine a relação entre o ser humano, a terra e o futuro do planeta.
Fontes e Referências:
EMBRAPA. Sistemas de produção: conceitos e definições no contexto agrícola. Brasília, DF: Embrapa, 2012. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/938807/1/Doc335OL.pdf. Acesso em: 07 jun. 2025.
EMBRAPA. Sistemas agrícolas mais sustentáveis. Brasília, DF: Embrapa, 2023. Disponível em: https://www.embrapa.br/visao-de-futuro/sustentabilidade/sinal-e-/sistemas-agricolas-mais-sustentaveis
Acesso em: 07 jun. 2025.
USP. Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa – RCGI. Sistemas integrados na agricultura: produtividade e sustentabilidade. São Paulo: USP, 2023. Disponível em: https://ccarbon.usp.br/pt/sistemas-integrados-na-agricultura-produtividade-e-sustentabilidade. Acesso em: 07 jun. 2025.
Data limite do PRONAF
Acompanhe na íntegra:
O que é o PRONAF?
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do país.
Importância do PRONAF
O PRONAF proporciona inúmeras vantagens. Entre elas, destacam-se as taxas de juros mais baixas em relação ao crédito rural tradicional, o que torna o financiamento mais acessível; os prazos de pagamento estendidos, adequados à realidade da produção agrícola; e o incentivo à adoção de práticas sustentáveis e inovadoras, como a produção agroecológica e o uso de energias renováveis. Além disso, o programa favorece a inclusão de jovens, mulheres e comunidades tradicionais no processo produtivo, promovendo também o fortalecimento da economia local e a permanência das famílias no campo.
Georreferenciamento como pré-requisito para o PRONAF
No contexto da agricultura familiar e da regularização fundiária, um aspecto essencial relacionado ao PRONAF é o georreferenciamento de áreas rurais. O georreferenciamento é um processo técnico que consiste em delimitar e mapear geograficamente os limites de uma propriedade rural com base em coordenadas geográficas precisas. Esse procedimento é exigido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para garantir a identificação exata da localização da propriedade, evitando sobreposição de terras e assegurando a regularização jurídica do imóvel rural.
Data limite para o georreferenciamento de áreas:
Data limite para o georreferenciamento de áreas: Para imóveis entre 25 e 100 hectares, o georreferenciamento passou a ser obrigatório a partir de 20 de novembro de 2023; Já para áreas com menos de 25 hectares, o prazo final para exigência é a partir de 20 de novembro de 2025
DICA DO PET
Para o ingresso no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) é necessário o georreferenciamento da sua área, fique esperto pois o prazo, para áreas de até 25 hectares, termina no dia 20 de novembro de 2025.
Fontes e Referências:
BRASIL. Lei no 10.267, de 28 de agosto de 2001. Altera dispositivos das Leis no 4.504, de 30 de novembro de 1964, e no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e dá outras providências. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10267.htm. Acesso em: 06 ago.2025.
BRASIL. Instrução Normativa INCRA no 105, de 16 de dezembro de 2021. Estabelece procedimentos para georreferenciamento de imóveis rurais. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 17 dez. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/incra/pt-br. Acesso em: 06 ago. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF. Brasília: MDA, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mda/pt-br/assuntos/pronaf. Acesso em: 06 ago. 2025.
COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Agricultura Familiar: conceitos e políticas públicas. Brasília: CONAB, 2022. Disponível em: https://www.conab.gov.br. Acesso em: 06 ago. 2025.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA). Manual técnico de georreferenciamento de imóveis rurais. 3. ed. Brasília: INCRA, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/incra. Acesso em: 06 ago. 2025.
Caldas Fúngicas Caseiras: Aliadas da Produção Sustentável
Acompanhe na íntegra:
O que são?
As caldas fúngicas caseiras, como a calda bordalesa e a calda viçosa, são misturas naturais utilizadas no controle de doenças em plantas. Feitas com ingredientes acessíveis como cal virgem, sulfato de cobre, esterco e microrganismos benéficos, essas preparações são amplamente adotadas na agricultura familiar e na produção agroecológica.
Por que são importantes?
Elas são alternativas sustentáveis aos agrotóxicos convencionais, ajudando a proteger as plantas sem causar danos ao ambiente, à saúde humana e à biodiversidade. Seu uso é especialmente importante tanto na produção para autoconsumo quanto em sistemas comerciais agroecológicos, promovendo a soberania alimentar e a redução de custos.
E afinal, o que é a Mútua?
A Mútua é a Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Trata-se de uma instituição vinculada ao sistema CONFEA/CREA, que oferece benefícios sociais, previdenciários e financeiros aos profissionais registrados. Ela funciona como uma espécie de "clube de vantagens", com foco na qualidade de vida e no suporte ao desenvolvimento profissional.
Exemplos de caldas caseiras:
Calda Bordalesa
Mistura tradicional de cal virgem e sulfato de cobre. Possui ação fungicida e bactericida, eficaz no controle de doenças como míldio, ferrugem e antracnose em hortaliças, frutas e plantas ornamentais.
Como fazer (proporção básica):
1 kg de sulfato de cobre
1 kg de cal virgem
100 litros de água
Preparo: Dissolva o sulfato de cobre em um balde com água e, separadamente, dissolva a cal em outro recipiente com água. Em seguida, misture as duas soluções lentamente, sempre mexendo. A calda deve ser usada no mesmo dia.
Calda Viçosa
É um fertilizante foliar que também ajuda na prevenção de doenças. Contém micronutrientes essenciais às plantas, como cobre, zinco, manganês, ferro e boro, sendo bastante usada em hortaliças, frutíferas e culturas anuais.
Como fazer (para 100 litros de calda):
20 g de sulfato de cobre
20 g de sulfato de zinco
20 g de sulfato de manganês
20 g de sulfato de ferro
5 g de ácido bórico
1 kg de cal virgem
100 litros de água
Preparo:
Dissolva os sais (sulfatos e ácido bórico) em um pouco de água, separadamente.
Em outro recipiente, dissolva a cal virgem em água.
Misture as soluções dos sais na solução de cal, mexendo bem.
Complete com água até atingir 100 litros.
A aplicação deve ser feita nas horas mais frescas do dia, como início da manhã ou final da tarde.
Outras caldas utilizadas:
Calda Supermagro: feita com esterco, microrganismos e minerais, utilizada como fertilizante foliar.
Biofertilizantes líquidos: como os fermentados de plantas, que nutrem e protegem as culturas.
Importância na produção agroecológica:
Essas caldas têm papel essencial no manejo ecológico de doenças e na nutrição vegetal. Elas:
Reduzem o uso de agrotóxicos;
Aumentam a resistência natural das plantas;
Melhoram a saúde do solo e das culturas;
Diminuem os custos de produção;
São permitidas na produção orgânica (conforme IN 46/2011 - MAPA).
Dicas e Boas Práticas
Prepare as caldas em dias frescos e aplique preferencialmente no fim da tarde.
Use EPIs durante o preparo e a aplicação.
Sempre teste a calda em uma pequena parte da cultura antes da aplicação geral.
Armazene longe da luz direta e use logo após o preparo.
Mantenha registros do uso e dos resultados observados.
DICA DO PET
"Soluções simples e naturais também fazem parte de um agro mais produtivo, lucrativo, saudável e sustentável!"
Fontes e Referências:
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Cartilha “Produção Orgânica: Caldas Caseiras”. Brasília: MAPA, 2020.
EMBRAPA. Caldas alternativas no manejo de doenças. Embrapa Agroecologia, 2021.
CEASA MINAS. Cartilha de Produtos Naturais para Controle de Pragas e Doenças. Belo Horizonte, 2022.
ANDRADE, A. A. et al. Preparação de caldas alternativas. Instituto Federal do Sudeste - MG, 2023.
CREA-RS: O que é e qual sua importância para a Agronomia?
Acompanhe na íntegra:
O que é?
O CREA-RS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul) é o órgão responsável pela fiscalização e regulamentação do exercício profissional de engenheiros, agrônomos e outras profissões da área tecnológica no estado do RS. Ele garante que somente profissionais habilitados possam atuar legalmente, protegendo a sociedade de práticas irregulares.
Aspectos principais / tópicos importantes
Definição: Autarquia federal responsável pela fiscalização do exercício profissional em diversas áreas tecnológicas.
Registro Profissional: Obrigatório para o exercício legal da profissão de engenheiro agrônomo.
ART (Anotação de Responsabilidade Técnica): Documento que assegura a responsabilidade técnica do profissional por determinada obra ou serviço.
Fiscalização: Atua prevenindo o exercício ilegal da profissão e garantindo a qualidade dos serviços prestados.
Apoio ao Profissional: Oferece cursos, eventos e informações técnicas, promovendo a valorização profissional.
E afinal, o que é a Mútua?
A Mútua é a Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Trata-se de uma instituição vinculada ao sistema CONFEA/CREA, que oferece benefícios sociais, previdenciários e financeiros aos profissionais registrados. Ela funciona como uma espécie de "clube de vantagens", com foco na qualidade de vida e no suporte ao desenvolvimento profissional.
Benefícios oferecidos pela Mútua:
Empréstimos com juros baixos para aquisição de equipamentos, cursos, veículos, entre outros.
Planos de saúde e odontológicos com condições especiais. • Auxílio financeiro emergencial em casos de calamidade ou dificuldades.
Convênios e descontos com empresas e instituições de ensino.
Incentivo à capacitação profissional, com apoio para cursos, congressos e eventos.
Dicas e Boas Práticas
Procure se registrar no CREA-RS assim que concluir o curso de Agronomia.
Sempre emita ARTs quando for prestar serviços técnicos.
Mantenha-se atualizado com as normativas do conselho e participe de eventos promovidos pelo CREA.
Denuncie o exercício ilegal da profissão. Isso protege a sociedade e valoriza os profissionais habilitados.
DICA DO PET
🌱Ser agrônomo é mais do que uma profissão: é assumir responsabilidade técnica com ética e compromisso.
Valorize seu CREA! 🌱
Fontes e Referências:
Informações institucionais do CREA-RS
Insetos Benéficos na Lavoura
Acompanhe na íntegra:
O que é?
Insetos benéficos são aqueles que têm um papel importante na nossa agricultura, ajudando a manter o equilíbrio dos agroecossistemas. Eles ajudam no controle biológico de pragas, na polinização das plantas e na decomposição de matéria orgânica do solo.
Quem são esses aliados?
Predadores: Insetos como as joaninhas, percevejos e ácaros predadores, e larvas de moscas-das-flores que se alimentam de pulgões, lagartas e cochonilhas que danificam as plantas.
Parasitoides: Pequenas vespas das famílias Braconidae, Trichogrammatidae e outras, que colocam seus ovos em pragas como as lagartas. Quando os ovos eclodem, as larvas consomem o hospedeiro.
Polinizadores: Abelhas nativas e Apis mellifera, fundamentais para a polinização de várias culturas, aumentando a produção.
Decompositores: Besouros e moscas que transformam restos orgânicos em nutrientes, devolvendo-os ao solo e melhorando sua fertilidade.
Por que isso é importante?
Os benefícios de tudo isso incluem a redução do uso de defensivos químicos, a preservação do meio ambiente, o aumento da produtividade agrícola e a diminuição dos custos a longo prazo.
Benefícios: Ajudam a manter a lavoura equilibrada, pois controlam pragas de forma natural, aumentam a produção de grãos e frutos por meio da polinização, e ainda contribuem para a saúde do solo ao decompor restos orgânicos.
Dicas e Boas Práticas: É fundamental evitar o uso de inseticidas de amplo espectro, principalmente nos horários em que esses insetos benéficos estão mais ativos, especialmente pela manhã. Também é importante preservar áreas com vegetação nativa e cultivar plantas que ofereçam pólen e néctar ao redor das lavouras, assim esses insetos ficam por perto e ajudam no equilíbrio do ecossistema.
DICA DO PET
Incentive a biodiversidade na sua lavoura! Mais insetos benéficos, menos pragas,
mais produtividade e sustentabilidade no nosso agro.
Figura 1- Fonte: iStock, 2023.
Figura 2 - Fonte: iStock, 2022.
Figura 3- Fonte: iStock, 2022.
Referências
Solusolo. Insetos benéficos no controle biológico. Solusolo, 27 jul. 2022. Disponível em: https://solusolo.com.br/insetos-beneficos-no-controle-biologico/. Acesso em: 17 jun. 2025. Embrapa. Prosa Rural – Vantagens do uso de insetos no controle de pragas e doenças.
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 20 fev. 2014. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2414081/prosa-rural---vantagens-douso-de-insetos-no-controle-de-pragas-e-doencas. Acesso em: 17 jun. 2025.
iStock. Joaninha em planta de soja. 2023. Fotografia. Disponível em: https://www.istockphoto.com/pt/foto/seven-spotted-lady-beetle-on-soybean-plantagriculture-beneficial-insects-pest-gm2168280161-588312245. Acesso em: 17 jun. 2025.
iStock. Mosca-das-flores sobre uma flor. 2022. Fotografia. Disponível em: https://www.istockphoto.com/pt/foto/mosca-das-flores-sobre-uma-flor-gm579260162- 99629223. Acesso em: 17 jun. 2025.
iStock. Abelha em atividade. 2022. Fotografia. Disponível em: https://www.istockphoto.com/pt/foto/bee-at-working-gm641443764-116191153. Acesso em: 17 jun. 2025.
Acompanhe na íntegra:
Porque doar sangue?
Uma única doação pode salvar até 4 vidas! Em acidentes, cirurgias, tratamentos contra o câncer e doenças crônicas, seu sangue pode ser a diferença entre a vida e a morte.
Direitos garantidos?
Folga remunerada no trabalho: a doação de sangue dá direito a um dia de folga remunerada por ano, tanto para trabalhadores sob CLT quanto servidores públicos, conforme a Lei nº 1.075/1950 e o art. 473 da CLT.
Meia-entrada em eventos: no Rio Grande do Sul, a Lei estadual nº 13.891/2012 garante meia‑entrada (50% de desconto) em eventos culturais, esportivos e de lazer, sem restrição de data ou horário, para doadores regulares (mulheres ≥ 2 doações/ano; homens ≥ 3 doações/ano), com carteirinha emitida pelo hemocentro.
Atendimento preferencial: leis como a federal Lei 14.626/2023 e a Lei 10.048/2000 garantem atendimento prioritário em filas de bancos, lotéricas, supermercados e venda física de ingressos, mediante apresentação de comprovante de doação válido (120 dias).
Isenção em concursos e vestibulares: alguns estados concedem isenção ou critérios de desempate em concursos públicos ou inscrições em vestibulares para doadores regulares. Embora não seja regra nacional.
Prioridade no SUS e transporte: em certos estados (como Goiás), doadores têm prioridade de atendimento no SUS, isenção em transporte e reorganização no atendimento em saúde.
Benefícios à saúde e bem-estar
Check‑up gratuito: antes da doação, é feita triagem clínica e exames, detectando possíveis problemas de saúde.
Saúde cardiovascular: a doação reduz o excesso de ferro e pode baixar pressão e colesterol, além de diminuir risco de câncer.
Reconhecimento e bem-estar: o lanche pós-doação, sensação de fazer o bem e o impacto emocional são positivos.
IMPORTANTE: As leis estaduais de RS valem em Pelotas, os direitos de doadores podem variar de acordo com a cidade e o Estado. Sempre se informe com o hemocentro da sua região para saber quais benefícios você tem direito!
O hemocentro emite a carteirinha de doador.
O que o doador precisa ter?
Idade: 16-69 anos (≤18 com autorização)
Peso mínimo: 50 kg
Intervalo entre doações: 60 dias (homens), 90 dias (mulheres)
Documentação: documento com foto.
Onde doar em Pelotas?
Hemocentro Regional de Pelotas
Endereço: Rua Lobo da Costa, 1877
Telefone: (53)3222-3002
Whatsapp: (53) 98156-1209
Segunda a sexta, das 7h30 às 17:30h
Santa Casa
Endereço: Praça Piratinino de Almeida, 53
Telefone: (53) 3284-4700 ou (53) 99177-9581
Whatsapp: (53) 99178-2622
Segunda a sexta, das 7:30h às 17:30hs
E no último sábado do mês das 7:30h às 12h
O Grupo PET Agronomia torna público o resultado definitivo de seus novos integrantes, conforme previsto no cronograma do Edital 01/2025.
Agradecemos a todos(as) os(as) candidatos(as) pela participação e desejamos sucesso!
Para acessar o edital e obter mais informações sobre os procedimentos de recurso, clique no link abaixo:
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O Grupo PET Agronomia torna público o resultado preliminar dos(as) candidatos(as) aprovados(as) no Processo Seletivo 2025/01, conforme previsto no cronograma do Edital 01/2025.
Informamos que o período para interposição de recursos está aberto e segue até 10/05/2025. Os recursos deverão ser enviados exclusivamente por e-mail para petufpelagronomia@gmail.com, contendo nome completo do(a) candidato(a), e justificativa clara e objetiva.
Após a análise dos recursos, a lista final dos(as) aprovados(as) será divulgada conforme o cronograma estabelecido no edital.
Agradecemos a todos(as) os(as) candidatos(as) pela participação e desejamos sucesso!
Para acessar o edital e obter mais informações sobre os procedimentos de recurso, clique no link abaixo:
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Informamos que está disponível o Edital Preliminar com a lista de inscrições homologadas e não homologadas referente ao Processo Seletivo 01/2025.
Os(as) candidatos(as) que tiverem suas inscrições não homologadas poderão interpor recurso no prazo estabelecido no cronograma do edital.
Para acessar o edital e obter mais informações sobre os procedimentos de recurso, clique no link abaixo:
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Estamos com processo seletivo aberto para estudantes! Venha fazer parte do PET Agronomia!
Acesse o edital abaixo para mais informações:
Fonte: Acervo próprio.
Uma percepção dos jovens do meio rural sobre o ingresso no ensino superior.
A apresentação do petiano João Ary trouxe infromações obtidas a partir da execução do projeto do PET Agronomia chamado "Divulgação do Curso", ele falou sobre como os jovens moradores da zona rural do município de Canguçu-RS enxergam o seu futuro, em uma universidade ou não.
O mesmo foi premiado como destaque de apresentação dentre os demais alunos que apresentaram na mesma sala.
O trabalho pode ser acessado clicando nesse link: CEC - João Ary.
Fonte: Acervo próprio.
do grupo PET Agronomia em propriedades agrícolas no interior do municipio de Capão do Leão - RS.
O trabalho, escrito pelo petiano Gabriel, abordou diversos relatos obtidos com o projeto "Visitas Técnicas". O projeto visa auxiliar o produtor em sua propriedade com informações técnicas aprendidas durante a graduação e, em contrapartida, aprender com os relatos práticos ofertados pelos produtores.
O petiano alcançou, com seu trabalho e apresentação, destaque dentre os demais que apresentaram na mesma seção.
Seu trabalho pode ser visualizado a partir do link de acesso: CEC - Gabriel.
Fonte: Acervo próprio.
com as publicações das redes sociais do grupo PET Agronomia.
O trabalho, escrito pela petiana Samira Lemke, analisou o engajamento do público com as redes sociais do grupo “PET Agronomia”. O estudo, focado na importância crescente das redes sociais como ferramentas de comunicação, visa entender a interação do público com o conteúdo acadêmico e extensionista. A análise, conduzida durante um período de 30 dias, envolveu métricas como alcance, visualizações e tipo de conteúdo, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de comunicação.
Seu trabalho está disponível no link a seguir: CEC - Samira.
Fonte: Acervo próprio.
horto didático pertencente ao grupo PET Agronomia
A apresentação do trabalho, escrito pelo petiano Jeverton Bitenbender, abordou a experiência obtida através do projeto "Horto Didático". Este projeto tem como objetivo integrar ensino, pesquisa e extensão, proporcionando aos alunos uma formação prática em manejo de culturas agrícolas. Além de contribuir para a formação acadêmica, o projeto também beneficia a comunidade externa com a doação de alimentos produzidos no horto, promovendo uma conexão entre a universidade e a sociedade.
O trabalho pode ser acessado no link: CEG - Jeverton.
Fonte: Acervo próprio.
a importância das palestras sobre "Uva e Vinho: Uma Jornada Vitivinícola" na integração acadêmica e disseminação de conhecimentos sobre viticultura
A apresentação, do trabalho escrto pelo petiano Anderson, apresentado pelo co-autor Felipe Bueno, trouxe informações sobre o evento “Uva e Vinho: Uma Jornada Vitivinícola”. O evento destacou a importância da viticultura e disseminou conhecimentos técnicos sobre o cultivo de uvas e a produção de vinhos, promovendo a integração acadêmica e a participação de estudantes e profissionais do setor.
Você pode acessar o trabalho clicando no link a seguir: CEG - Anderson.