"A webquest é uma metodologia de pesquisa orientada na internet com foco em atividades colaborativas para a realização de uma tarefa pré-estabelecida. Exceto em algumas variações, estrutura-se em seis partes: introdução, tarefa, processo, recurso, avaliação e conclusão.
De acordo com Barros (2015), a “introdução” deverá ser utilizada para promover um encantamento do aluno pela temática. Com esse objetivo, o professor elaborador da webquest pode utilizar-se de imagens, figuras, caricaturas e outros recursos que possibilitem a criação de um cenário de desafio, ao mesmo tempo em que apresenta o tema. A “tarefa” é a fase que o aluno tomará conhecimento do que deverá ser executado. O “processo” é a apresentação do passo a passo. Os “recursos” são o momento de disponibilizar ao educando os meios que permitirão a realização da atividade. A “avaliação” informa sobre quais itens serão observados no cumprimento da tarefa.
Barros (2005) também apresenta outras duas variações para webquests. As Lanquests, baseadas na mesma metodologia de Bernie, mas em páginas off-line, são publicadas em servidores de intranet, sem acesso a internet. Tornar-se-ão uma opção para o uso dessa metodologia em escolas com laboratórios de informática, mas que não possuam acesso à internet. As paperquests têm procedimentos semelhantes, mas suas pesquisas se baseiam em fontes bibliográficas. Estas são adequadas às escolas que não possuem laboratórios de informática, nem acesso à internet.
Assim, dada a importância e o prestígio dos serviços de rede wi-fi nas sociedades contemporâneas, supõe-se que a utilização de Lanquests hospedadas em blog educacional off-lline, com o uso de servidores locais em intranet, poderá viabilizar práticas de leitura multimodal com o uso de dispositivos móveis, numa realidade em que inexiste serviço de conexão de banda larga ou mesmo em contexto em que há internet, mas o serviço não é de boa qualidade.
Um servidor de rede local com acesso dos dispositivos móveis pelo wi-fi também poderá se configurar como uma excelente oportunidade para a criação de um repositório de objetos digitais próprio da escola.
Dessa maneira, além de permitir aos alunos acessar as lanquests (ou blogquests) no blog da escola pela rede wi-fi, os dispositivos móveis também poderão ser úteis para o desenvolvimento de atividades que utilizem objetos digitais de aprendizagem, disponíveis na mesma rede."
(Oliveira. J. C. USO DE TABLETS EM PRÁTICAS DE LEITURA NO ENSINO MÉDIO: por uma abordagem que contemple multiletramentos e ensino híbrido. João Pessoa. 2015)
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