Leitura partilhada de Os Lusíadas, de Luís de Camões
Leitura partilhada de Os Lusíadas, de Luís de Camões
No âmbito do Clube de Leitura, o grupo de Português celebrou os 500 anos do nascimento do ilustre poeta português – Luís de Camões – através da leitura partilhada de algumas estâncias de Os Lusíadas, do referido autor, tendo a gentil colaboração de toda a comunidade educativa: alunos/as; mães/pais e encarregados/as de educação; docentes; não docentes; parceiros e amigos do AEVV. Um agradecimento muito especial a todos os leitores da 1ª edição.
1.ª Edição dos Prémios Zinkers Portugal
O Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, por intermédio da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, alcançou um reconhecimento de elevado mérito na edição inaugural dos Prémios Zinkers em Portugal. Esta iniciativa da Fundação Repsol distingue projetos pedagógicos inovadores nas áreas da transição energética, alterações climáticas e sustentabilidade. O projeto "Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER): Criatividade e Tecnologia em Ação" foi um dos seis agraciados com um prémio pecuniário de 2.500 euros, classificando-se entre os três melhores ao nível do 1.º ciclo, categoria I.
A cerimónia de entrega dos Prémios Zinkers 2025, organizada pela Fundação Repsol, decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no passado dia 3 de julho. O evento congregou a comunidade educativa para uma análise aprofundada do papel intrínseco da educação na transição ecológica. A sessão de abertura foi proferida por António Calçada, Diretor-Geral da Fundação Repsol, que sublinhou a imperatividade de capacitar as futuras gerações para um porvir mais sustentável e o impacto positivo do projeto Zinkers no panorama nacional. Armando Oliveira, Administrador Delegado da Repsol Portuguesa, também interveio, realçando a expansão da Repsol em Portugal e o seu compromisso com o desenvolvimento socioeconómico. A apresentação do evento esteve a cargo de Sílvia Alberto.
O programa do evento contemplou a realização de duas mesas-redondas que abordaram desafios cruciais da contemporaneidade. A primeira, intitulada "Inteligência Artificial e Digitalização: os impactos na Educação, Empresas e Sociedade", contou com a participação de Rute Xavier (Católica Lisbon School of Business and Economics), Marco Bento (Escola Superior de Educação de Coimbra), María Ángeles Arroyo (Repsol) e Gonçalo Parreira (CONFAP). O debate centrou-se na urgência de dotar discentes e docentes de competências para a utilização crítica e responsável da inteligência artificial, bem como na necessidade premente de estabelecer uma maior articulação entre o ambiente académico e a sociedade digital.
A segunda mesa-redonda, com o tema "Educar para o futuro, os desafios", reuniu David Sousa (Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação), Nilza de Sena (Secretária-Geral do Conselho Nacional da Educação) e Helena Freitas (Professora Catedrática de Biodiversidade e Ecologia, Universidade de Coimbra). Este painel explorou a formação de cidadãos com competências abrangentes, dotados de empatia e conscientes do seu papel no contexto global, a integração da tecnologia com valores éticos e humanistas, e o papel basilar das instituições de ensino na conceção e implementação de soluções sustentáveis.
O projeto "Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER): Criatividade e Tecnologia em Ação" foi coordenado pela Professora Sónia São Brás, e contou com a colaboração de uma equipa multidisciplinar de docentes: de Matemática (Zita Paulino, Maria José Machado e Sandra Almeida), Informática (Elisabete Semedo, José Padilha), Educação Tecnológica (Paula Fura) e Conceição Roque, professora titular do 4.º A. Este projeto emergiu da sinergia entre o Clube de Ciência Viva, o programa Eco-Escolas e o Clube de Robótica e Programação da nossa instituição. A oficina "Robôs Sustentáveis" envolveu ativamente os alunos do 4.º ano do primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa e contou com o apoio dos alunos do Clube de Robótica e Programação, como parte integrante do projeto. Esta interação interpares propiciou uma significativa valorização do esforço e da dedicação de todos os participantes.
A Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, com a excelência do seu projeto, distinguiu-se pela sua criatividade e pelo seu inequívoco compromisso com as questões ambientais. A Fundação Repsol reiterou o seu empenho em Portugal e na promoção da educação para a energia e sustentabilidade através dos programas Zinkers, que atualmente engloba mais de 1.200 escolas e 30.000 alunos em todo o território nacional.
Estamos orgulhosos e honrados, e agradecemos à Fundação Repsol pelo reconhecimento do nosso trabalho.
Projeto “Pequenos Cientistas”
O projeto “Pequenos Cientistas” despediu-se do ano letivo com um dia especial dedicado aos mais pequenos da Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa. Foi um dia cheio de experiências, aprendizagens e boa disposição — uma verdadeira celebração da ciência em formato miniatura!
A todos os que nos acompanharam ao longo do ano letivo, o nosso obrigado. Voltamos em setembro com novidades fresquinhas e ainda mais vontade de espalhar o gosto pela ciência.
Até lá, sejam felizes!
Projeto do Plano Nacional das Artes e o Teatro Umano
Decorreu no passado dia 27 de junho no Cine-Teatro Florbela Espanca a apresentação do espetáculo da residência artística, que integrou o Projeto do Plano Nacional das Artes e o Teatro Umano, intitulado Memórias Infinitas.
Com a artista convidada Rita Wengorovious e com o apoio inexcedível do município de Vila Viçosa e do agrupamento de escolas foi possível criar um espetáculo onde se explorou a memória coletiva e a identidade de Vila Viçosa. Conseguiu-se desta forma estabelecer um diálogo entre o passado e o presente da comunidade local, através da criação artística e da participação ativa dos alunos finalistas do 4.º ano da Escola do Carrascal.
Conselho Geral dá posse ao Diretor para o quadriénio 2025-2029
No passado dia 25 de junho, o Conselho Geral deu posse ao Professor Rui de Sá como Diretor da nossa escola para o quadriénio 2025-2029.
Num momento marcado por um espírito de confiança e responsabilidade, a cerimónia de tomada de posse assinalou o início de um novo ciclo que promete continuidade, inovação e compromisso com a qualidade do ensino. O Professor Rui de Sá, cuja dedicação à escola é amplamente reconhecida, assume agora formalmente a liderança com uma visão clara: fortalecer a comunidade educativa, valorizar o trabalho de todos e apostar num futuro mais inclusivo, exigente e humanista.
“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência”
Que este novo mandato traga renovada energia, sentido de propósito e a certeza de que, com trabalho e união, construímos uma escola melhor todos os dias.
Atividades dos Cursos Profissionais
Os alunos do 12.º G do Curso Profissional Técnico de Multimédia chegaram ao fim do seu percurso escolar.
Nos dias 7 e 8 de julho, apresentaram as suas Provas de Aptidão Profissional, dando assim por terminada uma fase marcante do seu trajeto no ensino secundário.
Parabéns a todos! Que esta etapa seja apenas o início de novas oportunidades e conquistas!
No dia 27 de maio de 2025 realizou-se uma tarde de convívio no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa, no âmbito do Clube de Leitura e Semana Nacional da EMRC, em colaboração com as disciplinas Português, HGP, EM e EV e o Curso Profissional Técnico de Multimédia.
A Nossa Escola no Eco-Digithon ENNE+!
Nos dias 9, 10 e 11 de maio, a nossa escola participou na 1.ª edição da competição Eco-Digithon Portugal, maratona educativa, promovida pela Arts&Skills - Formação e Consultoria e a Apemeta no âmbito do projeto ENNE+, para alunos do Ensino Profissional, em Guimarães, conquistando com orgulho o 3.º lugar com o inovador projeto EcoBOT – Separação Inteligente de Resíduos!
Este projeto, desenvolvido com a parceria entre o Projeto Escola Limpa e o Clube de Programação e Robótica, alia tecnologia, automação e sustentabilidade ambiental, promovendo uma separação eficiente e inteligente de resíduos como plástico, papel e lixo indiferenciado, através de sensores, motores, microcontroladores (Arduíno e Raspberry Pi), câmara e Inteligência Artificial.
Para além de facilitar a reciclagem, o EcoBOT tem ainda um caráter educativo, incentivando comportamentos conscientes através de feedback visual, sonoro e informativo sobre o impacto ambiental da reciclagem.
Parabéns a toda a equipa de alunos do Curso Profissional Técnico de Multimédia e professores envolvidos, nomeadamente, aos alunos Érica Almeida, Gabriel Ramalho, Henrique Passinhas e Tiago Anselmo e aos professores Ana Matos, Elizabete Semedo e José Padilha, que demonstraram criatividade, conhecimento técnico e um forte compromisso com a sustentabilidade, culminando com um brilhante pitch no Laboratório da Paisagem, em Guimarães!
Contámos ainda com o apoio da professora Teresa Ribeiro e dos alunos da turma 10º G, que nos acompanharam nas atividades e apoiaram nesta jornada!
Continuamos a inovar por um futuro mais verde!
Dia da Internet Mais Segura
No dia 25 de março, todas as turmas dos 2.º e 3.º Ciclos e Ensino Profissional, tiveram a oportunidade de participar em sessões dinamizadas no âmbito do Dia da Internet Mais Segura, atividade inserida no plano anual de atividades do grupo de Informática.
Tivemos a honra de contar com a presença do Professor José Calado, do Centro de Competências TIC da Universidade de Évora, que nos trouxe uma palestra envolvente sobre a temática da Inteligência Artificial, abordando os desafios, oportunidades e impacto desta tecnologia no nosso dia a dia.
Foi um momento de grande aprendizagem, reflexão e troca de ideias, promovendo o uso consciente e responsável da Internet.
No dia 21 de março, os alunos do Ensino Profissional das turmas 10.ºG, 11.ºG e 12.º G participaram numa atividade letiva fora da sala de aula, que incluiu uma visita ao Museu 3D FunArt e uma sessão do Festival de Cinema de Animação “A Monstra”, no Cinema de São Jorge, em Lisboa. Foi acompanhada pelo professor Lino Gato e pelas professoras Dália Camões, Elizabete Semedo, Fátima Garcia, Maria José Machado e Rosa Trindade.
A iniciativa, dinamizada no âmbito das disciplinas de Formação Técnica, Matemática, Área de Integração e TIC, proporcionou aos estudantes a oportunidade de explorar exposições interativas em 3D, que lhes permitiram perceber melhor o impacto da arte no universo digital.
Além disso, os alunos tiveram uma experiência cinematográfica enriquecedora, no Cinema São Jorge, onde assistiram a várias curtas-metragens de animação produzidas por jovens de diversos países, em que foram utilizadas diversas técnicas integradas no Festival “A Monstra” e também no âmbito do Plano Nacional de Cinema.
O Dia Internacional da Matemática, dia 14 de março, foi celebrado no nosso Agrupamento com jogos matemáticos, oficinas de tapeçaria e participação em palestras online.
O tema deste ano foi "Arte, Matemática, e Criatividade".
Crédito do cartaz: Bernardo Valente, aluno do 3.º ano do curso profissional de técnico de multimédia.
No dia 13 de dezembro de 2024, foi com enorme orgulho que o Departamento de Línguas realizou, no âmbito do Clube de Leitura, o Encontro com o escritor Possidónio Cachapa.
Alunos do ensino secundário – 10.º A, 12.º C e 12.º E – tiveram a oportunidade de conhecer este extraordinário contador de histórias e autor de várias obras. A mais recente, "A selva dentro de casa", foi publicada em setembro de 2024, e conta uma história autobiográfica, que decorre no Alentejo e em África.
Possidónio Cachapa foi surpreendido por um pequeno grupo de cante alentejano, composto por alunos de 5.º ano, que interpretaram, de forma autónoma, dois cantos alentejanos. A 2.ª surpresa foi revelada no final da sessão - a longa-metragem "Os demónios do meu avô" - cujo argumento é da criação do autor e que ficou disponível muito recentemente no Plano Nacional do Cinema.
Agradecemos ao escritor por esta excelente conversa, que encantou todos os presentes e que ficou registada através das fotografias e vídeos feitos por alguns alunos do 12.º G.
As professoras responsáveis, Maria Paula Garcia, Mariana Louzeau e Maria Paixão.
A 9 de dezembro de 2024, o Departamento de Línguas do AEVV, no âmbito do Clube de Leitura, homenageou a poetisa calipolense, Florbela Espanca, assinalando os 130 anos do seu nascimento. Destacou-se o envolvimento ternurento dos grupos das crianças da educação pré-escolar do AEVV, que participaram, de forma encantadora, no “Desfile de Florbelas e Apeles”. Foi extraordinário o grande empenho das educadoras, das AO e famílias, que tão bem caracterizaram as “Flores” belas e os doces Apeles. Colaboraram ainda alguns alunos do secundário, das turmas 12.º A, 12.º C, 12.º D e 12.º G. Junto ao busto de Florbela, todos juntos cantaram "Ser Poeta é ser mais alto..."!
Um agradecimento a todos os que connosco colaboraram, e, em especial, ao município, que nos apoiou no transporte das crianças, na cedência do espaço do cineteatro e na oferta do delicioso lanche, do convívio final.
As professoras responsáveis, Mariana Louzeau, Maria Paixão e Ana Sofia Branco.
No dia 7 de novembro, realizou-se na Escola Básica e Secundária Professor Ruy Luís Gomes, um evento com o objetivo de distinguir 417 Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas, com o selo “Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência” 2023/2024, que implementaram planos de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying, adotando práticas de promoção da saúde e do bem-estar da comunidade educativa, orientadas pelos princípios da não violência, da inclusão e da não discriminação. Nesta data, celebra-se também o Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Ciberbullying e o nosso Agrupamento esteve representado pelo aluno Ahmad Azizi, do Curso Profissional de Técnico/a de Gestão de Equipamentos Informáticos, pela docente Ana Matos e pela psicóloga Angélica Lopes.
Os pequenos cientistas estão de volta!
Um agradecimento especial à Vereadora Mónica Lobo, que está sempre disponível para colaborar connosco.
A reportagem é da responsabilidade da Professora Fátima Garcia e dos seus alunos do 12.º do curso Profissional de Multimédia, que gentilmente acederam participar no nosso projeto.
No dia 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, os alunos das turmas 11ºG e 12ºG, do Ensino Profissional, acompanhados pelas professoras Dália Camões, Elizabete Semedo e Rosa Trindade, visitaram o Museu do Mármore "Raquel de Castro". Com o objetivo de conhecer e valorizar o património local, bem como aprimorar as competências digitais dos alunos, assim se assinalou este dia com o tema “Turismo e Paz”, definido pela ONU Turismo.
"Um olhar para o Futuro de Portugal", de Duarte Ferreira, do 6.ºA
Trata-se de uma publicação que constitui um incentivo à realização de trabalhos do mesmo género, para que, de forma sistemática, organizada e globalizante, os alunos possam desenvolver as suas capacidades de Interpretação e Comunicação.
Pretende-se que os alunos desenvolvam estratégias para a construção das relações entre o olhar, o ver e o fazer, valorizando-se igualmente as vivências e as experiências de cada um, no sentido de os levar a uma interpretação mais abrangente e mais complexa.
As professoras,
Cristina Cardoso
Carla Franco
“A viagem de Camões”
Com organização do Museu Biblioteca da Casa de Bragança, na Igreja dos Agostinhos, no dia 23 de abril, os alunos de 8.º, 9.º e 10.º ano, assistiram à peça de teatro “A Viagem de Camões” da autoria e interpretação de Clara Fonseca Borges e Pedro Beirão. Esta peça vem a propósito do 5.º centenário do nascimento de Luís De Camões. A peça apresenta-se como uma viagem no tempo onde se conta um pouco da história do poeta e soldado, de uma forma divertida e didática para os mais jovens. Com uma mistura de humor, aventura, poesia e muita música, a narrativa enfatiza a importância da literatura e da coragem necessária para superar os desafios das nossas vidas.
Oh, meu querido 25...25 de abril! Revolução dos cravos!
Quantas vezes terás de ser vivido para entenderem o que foi sofrido?
Não aprenderam nada com os antepassados? Acham que isto valeu todo aquele custo? Vidas inocentes tiradas para que os tiranos sejam alimentados.
Dá-me os direitos que são meus, os mesmos que sempre apreciaram os teus! A saúde, a comida… A minha vida não me será mais oprimida. A pide não me vai impedir de ter opinião formada, não vai suprimir toda a minha raiva.
Dinheiro e dinheiro, são tão gananciosos!
Enquanto eu procuro alimento no lixo, eles gabam-se dos seus diamantes preciosos.
Os teus picos ferem o meu coração, ó rosa! Por isso prefiro cravos. Estás sempre tão furiosa, mas são os outros que pagam pelos teus pecados!
Os meus andam com a cabeça baixa, envergonhados, com medo de serem levados. Por causa de uma sociedade injusta que não os encaixa. DESIGUALITÁRIA!
O povo sempre na miséria! E vocês? Ó meus reis! Tirem de mim e deem a vossos filhos mimados! Como eu queria dar aos meus, como eu queria ter sido amado!
TANTO CONFLITO ARMADO! Para no fim, acabarmos todos no mesmo buraco.
Enquanto uns entram em guerra por ganância, os outros são obrigados a lutar e os seus comandantes não têm tolerância. Tanto sofre alguém que 18 anos acabou de completar e não sabe nem o que é amar…
Nós que trabalhamos para sustentar toda uma corja. E não temos saúde física, psicológica e social.
Enquanto passam o dia sentados à sombra da bananeira, que outros plantaram, a gozar com quem te viu crescer, AFINAL, a minha vida não foi feita para viver. Tu tiraste-me o meu coração, arrancaste-o e cuspiste-o como se não valesse nada. Precisam do meu trabalho para se saciar. Se visses o meu pirralho, que para sobreviver, tem de matar!
Se saísses do teu paraíso e olhasses para o mundo além disso, verias pesadelos. Não há ninguém que nos console. Na rua são só atropelos e em casa são só pontapés da sorte.
Gente esfomeada! Quantas vezes preciso de repetir até olhares para toda esta gente desesperada? Além de aguentarem tanta porrada…
Avancemos. Quantos gays foram assassinados para que os monstros sejam elogiados? O meu Deus não vive hoje em dia, ele não sabe o quanto dói dizer amar e não poder - se não quiseres morrer. É mais que amor proibido…
"Amem o próximo", já dizia Cristo. Não devíamos ter todos a mesma mentalidade?
Diana Ribeiro
Robótica Sustentável – sessão 5
A oficina "Robôs Sustentáveis Ecopod Explorer Criatividade e Tecnologia em Ação” terminou a 7 de maio, celebrando a criação e apresentação dos protótipos robóticos pelos jovens participantes.
Os alunos demonstraram entusiasmo ao explicar as suas funcionalidades ecológicas, a criteriosa seleção de materiais reciclados e a superação dos desafios. Cada robô, com um nome único, materializou soluções como o sinalizador dos níveis de poluição, o reflorestador autónomo, o armazenador e transportador de água, o detetor e armazenador de energia solar, e o coletor e varredor de lixo. Encerrou-se a oficina com uma sessão fotográfica, a avaliação da experiência pelos alunos e a elaboração de um manifesto onde expressaram o compromisso com a sustentabilidade, a importância da tecnologia para um futuro mais verde, a promoção da reciclagem, a sensibilização para a preservação ambiental, a exploração da ciência e tecnologia e a partilha de conhecimentos.
Em breve, os alunos do 4A farão a apresentação dos seus protótipos à comunidade escolar. O projeto estará disponível para consulta em formato de website na página do Eco-Escolas e no Laboratório em Rede do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.
XXXIII Encontro Diocesano de Educação Moral e Religiosa Católica - 6 de maio
O XXXIII Encontro de Alunos de EMRC da Arquidiocese de Évora juntou, no dia 6 de maio, cerca de quatro mil alunos e professores, em Elvas.
“Moral Hope” (Esperança Moral) deu mote ao encontro onde a cor, energia e a alegria, fizeram lembrar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realizou em Lisboa em 2023.
Após o acolhimento e apresentação das escolas participantes no Coliseu José Rondão de Almeida, seguiu-se a coreografia do Hino “Moral Hope” e uma encenação, tendo como base a Parábola do Bom Samaritano, indo ao encontro do tema deste encontro, “Jovens Focos de Luz e de Esperança”, que incluiu também um momento de oração.
A manhã terminou com umas palavras das Diretoras do Agrupamento n.º 3 e do Colégio Luso Britânico de Elvas, do vereador da Câmara, Cláudio Monteiro e do arcebispo de Évora que recordou as palavras do Papa Francisco na JMJ em Lisboa, quando afirmou que a Igreja é para “todos, todos, todos”.
Seguiu-se uma caminhada pelas ruas da cidade de Elvas, que terminou no Jardim Municipal. Local onde decorreu o almoço e onde os alunos aproveitaram para confraternizar, jogar e ouvir música.
O encontro encerrou pelas 16:00h com a atuação dos Dj’s Dinga e Cuba e com o anúncio de que o próximo Encontro diocesano se realizará em Coruche.
Foi sem dúvida em encontro pleno de alegria e convívio.
Alunos de EMRC
Vila Viçosa Impulsiona Futuro Sustentável com Jovens Eco Exploradores na Robótica
Vila Viçosa, 30 de abril – A Sala Led da escola sede do Agrupamento de Escola de Vila Viçosa acolheu, uma vez mais, a energia criativa da oficina "Robôs Sustentáveis - Eco Pod Explorer" na sua quarta sessão. Jovens eco exploradores, envolveram-se com entusiasmo renovado no desafio de unir robótica e consciência ambiental.
O ponto de partida para esta jornada de inovação foi uma atividade dinâmica, especialmente concebida para estimular a reflexão sobre a simbiose entre robôs e sustentabilidade. Inspirados por esta nova perspetiva, os alunos dedicaram-se, com foco e determinação, à programação dos seus projetos.
Em cada grupo de trabalho, o empenho foi visível. A prioridade desta sessão foi testar e operacionalizar os protótipos em desenvolvimento. Os jovens eco exploradores concentraram esforços em dar os primeiros passos funcionais aos seus robôs, depurando cada linha de código e observando atentamente os resultados produzidos.
O progresso foi notável, com a maioria dos robôs a alcançar a fase de testes. Alguns protótipos já se encontram em estado quase final, enquanto outros avançam firmemente rumo à sua conclusão. O entusiasmo dos alunos foi contagiante, particularmente no momento em que conseguiram pôr a funcionar as suas pequenas máquinas, um marco significativo do seu trabalho.
O empenho de todos os envolvidos tem sido fundamental para o sucesso desta oficina. A paixão demonstrada pelos jovens eco-exploradores alimenta a expetativa para a fase final, onde as ideias ganharão forma concreta. Nesta sessão, os alunos programaram e codificaram com Arduino. Aguardamos com grande interesse o culminar deste projeto, que demonstra o potencial da robótica como ferramenta para um futuro mais sustentável.
Visita de Estudo a Praga e Terezin (República Checa) – 05 a 08 de abril e 26 a 29 de abril de 2025
«Existem lugares no mundo onde à nossa chegada ou partida se acrescentam, de forma misteriosa, as emoções de todos os que lá chegaram ou de lá partiram antes de nós»
Cees Nooteboom
No âmbito das atividades desenvolvidas pela EMRC, entre os dias 05 e 08 de abril e 26 e 29 de abril de 2025, alunos, professores e técnicos, deslocámo-nos em visita de estudo a Praga e Terezin, na República Checa (separados por dois grupos devido ao elevado número de alunos). Nas malas levámos a vontade de conhecer e aprofundar conhecimentos adquiridos ao longo dos anos na EMRC (e outras disciplinas) ao que se somou o desejo de conhecer um país tão marcado pela II Guerra Mundial, boa disposição e muita expectativa.
Num sem fim de “aulas ao vivo”, contactámos com a riqueza histórica da cidade, através de visitas às suas conhecidas praças adornadas com os seus maravilhosos monumentos. Desde o castelo à catedral, igrejas, sinagogas e pontes, tudo na cidade nos permitiu viajar no tempo. No centro da cidade um mercadinho de Páscoa permitiu-nos comprar algumas lembranças e saborear doces e comidas típicas deste povo. Num pequeno “cruzeiro” pelo rio Moldova apreciámos a cidade numa panorâmica diferente.
O ponto alto da nossa visita, o terceiro dia. A 64 km de Praga visitámos Terezin, a cidade que acolhe o campo de concentração de Theresienstadt. À entrada o cemitério, onde descansam tanto judeus como cristão, destaca-se a famosa placa com a frase “Arbeit Macht Frei”, “o trabalho liberta” e que serviu essencialmente para utilização forçada de prisioneiros e campo de “trânsito”.
Saindo do campo de concentração uma pequena paragem na cidade para visitar o museu do holocausto.
Vivemos experiências que não serão esquecidas. É sem dúvida um privilégio estudar numa escola que nos permite aprender de um modo tão gratificante.
Regressámos a casa com a vontade de voltar um dia.
Alunos de EMRC
XIII Encontro Nacional de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) do Ensino Secundário (ENES) - 28 e 29 de março
Realizou-se nos dias 28 e 29 de março, o XIII Encontro Nacional de Alunos de EMRC designado “Horizontes de Esperança”.
Tendo como objetivo permitir aos alunos reconhecerem-se como peregrinos de e em esperança, desafiando-nos a assumir compromissos que “nos mobilizem e nos desinstalem”, tal como afirmou o coordenador da EMRC no Secretariado Nacional da Educação Cristã, António Cordeiro, o encontro iniciou na tarde de sexta-feira (28 de março), no Centro Nacional de Exposições (CNEMA), e incluiu vários ateliers, visando apresentar um pouco da cultura, arte e tradições de Santarém e surpresas, num encontro que é e foi de festa. Pela noite fora, a música tomou conta do espaço.
No sábado, dia 29 de março, o dia começou bem cedo. Em formato peddy paper “invadimos” a cidade, percorrendo as ruas, conhecendo os monumentos, as pessoas, a história e contando com novas experiências e algumas surpresas para refletir.
Este foi o nosso primeiro ENES, sem dúvida um encontro diferente do que estamos habituados e onde nos foi permitido descobrir uma outra amplitude da disciplina de EMRC, concretizando no convívio, na partilha, na construção de laços de fraternidade e amizade o que trabalhamos na sala de aula.
Alunos de EMRC
Visita de Estudo ao Museu da Fábrica da Eletricidade – Central Tejo- Teatro “A Aventura de Ulisses”- Colégio Pedro Arrupe- Lisboa
No dia 13 de março de 2025, no âmbito de uma visita de estudo organizada pelas disciplinas de Português, Educação Visual e Educação Tecnológica, os alunos do 6.º A, do 6.º B, 6ºC e 6º D da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro de Vila Viçosa deslocaram-se a Lisboa e tiveram a oportunidade de visitar dois espaços distintos: o Museu da Fábrica da Eletricidade- Central Tejo e o Teatro no Colégio Pedro Arrupe – Lisboa.
O primeiro local visitado pelos alunos das mencionadas turmas foi o Museu. Este museu é “A Central Tejo” foi uma central termoelétrica, propriedade das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), que abasteceu toda a região de Lisboa de eletricidade. Construída em 1908, o seu período de atividade produtiva está compreendido entre 1909 e 1972, se bem que a partir de 1951 tenha sido utilizada como central de reserva, produzindo apenas para completar a oferta de energia das centrais hídricas.
Em 1975, foi desclassificada, saindo do sistema produtivo. Numa nova fase da sua existência, a Central Tejo abriu ao público pela primeira vez em 1990, então como Museu da Eletricidade. Após um novo período de obras de restauro dos seus edifícios e equipamentos, reabriu definitivamente em 2006.
A sua exposição permanente, designada como Circuito Central Elétrica, apresenta maquinaria original, em perfeito estado de conservação, através da qual se conta a história desta antiga fábrica, bem como a evolução da eletricidade até às energias renováveis. Espaço de ciência de base industrial, é um dos pólos museológicos mais visitados em todo o país, em especial pelo público escolar.
A Central está instalada num edifício que é um exemplar único da arquitetura industrial da primeira metade do século XX em Portugal. O edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1986, apresenta uma imponente estrutura de ferro revestida a tijolo, e revela nas suas fachadas diversos estilos artísticos, desde a arte nova ao classicismo.
O segundo local a visitar foi ao teatro localizado no Parque das Nações, Lisboa- Colégio Pedro Arrupe, para assistirem à peça de teatro ”A Aventura de Ulisses”, projeto da companhia Cultural Kids e encenado por António Feio.
Terminada a guerra de Tróia, os Deuses reúnem-se para decidir o destino de Ulisses. Enquanto uns defendem o seu rápido regresso a casa, na ilha de Ítaca, outros preferem voltar a pô-lo à prova, lançando-lhe novos desafios. Zeus acaba por concordar em transformar a viagem de regresso numa espécie de jogo de computador, programado em função dos caprichos dos Deuses. Os episódios da “Odisseia” surgem assim como etapas ou níveis deste jogo, cabendo a Ulisses contornar os obstáculos que o afastam do seu grande objetivo: reencontrar a mulher Penélope e o filho Telémaco. Antes de chegar ao último nível do jogo, Ulisses terá de enfrentar a fúria das tempestades e a força dos Ciclopes, terá de resistir aos feitiços de Circe, ao canto das Sereias e à sedução da ninfa Calipso. Entre o mar e a terra firme, o gosto pela aventura e a vontade de voltar para casa, Ulisses vai debater-se, não apenas com os Deuses, mas também consigo próprio. O Game Over não corresponderá, necessariamente, ao fim das suas aventuras.
Cristina Cardoso | Carla Franco
Partilhamos alguns sublinhados dos alunos, que refletem o que sentiram nesta visita fantástica:
“Senti felicidade, foi muito divertido. Adorei estar em Lisboa.” (Carlota Nunes - 6.º A)
“Foi bué fixe, adorei o teatro e a visita.” (Carolina Massas - 6.º A).
“Eu achei a visita muito interessante.” (Diogo Carriço - 6.º A)
“Eu senti felicidade e gostei muito do teatro.” (Gonçalo Anão - 6.º A)
“Eu senti-me muito feliz.” (Núria Caeiro - 6.º A).
“Gostei muito do teatro e da viagem, porque havia pessoas muito fixes.” (Catarina Martins - 6.º B)
“Muito fixe, uma experiência inesquecível.” (Frederico Gonçalves - 6.º B)
“Gostei muito, e o que gostei mais foi o teatro.” (Gustavo Queimado - 6.º B)
“Gostei muito, a minha parte favorita foi o teatro e a parte do autocarro. Quero mais visitas de estudo.” (Iris Calisto - 6.º B)
“Gostei muito. Queria repetir. Adorei o teatro.” (Afonso Frade - 6.º C)
“Gostei muito do teatro e do museu. A viagem de autocarro foi muito boa.” (António Simões - 6.º C)
“Adorei tudo e queria repetir tudo outra vez.” (Iris Prates - 6.º C)
“Gostei muito da viagem e queria ir de novo.” (Miguel Geadas - 6.º C)
“Gostei muito do teatro e gostava de ir ver outro.” (Tatiana Pereira- 6.º C)
“Eu gostei muito da visita de estudo. O que mais gostei foi o teatro do Ulisses, porque era adaptado para a nossa idade. Foi um dia maravilhoso. Gostava muito de poder voltar lá.“ (Maria Chamorra - 6.º D)
“Eu gostei muito da visita de estudo. Foi incrível ver o Museu da Eletricidade. O que mais gostei foi o teatro. O teatro foi muito giro, pois aconteceram cenas incríveis.” (Rodrigo Ferrão - 6.º D)
Visita de estudo a Sintra
No passado dia 25 de março, os alunos do décimo primeiro ano realizaram uma visita de estudo a Sintra.
Partimos de manhã cedo e chegámos por volta das 11 horas a Sintra, uma vila cheia de vida e completamente imersa no turismo. É uma vila muito bonita e pitoresca e cada recanto parece saído de um conto de fadas, mas toda a movimentação acaba por lhe retirar um pouco dessa magia. Um sítio que tinha tudo para ser tranquilo e relaxante acaba por se tornar muito barulhento e stressante com tantas pessoas.
A primeira atividade que fizemos foi o percurso Queirosiano, orientado pela professora de português. Confesso que adorei, não só porque visitámos lugares que estão mencionados no livro, mas também pelas paisagens de cortar a respiração. Durante o percurso lemos algumas passagens dos Maias e visitámos o antigo Hotel Nunes, o palácio de Seteais e o Hotel Lawrence. Para mim, o palácio de Seteais conquistou o meu coração. Todo o cenário envolvente é maravilhoso e o panorama é deslumbrante.
Depois disso, almoçámos nas escadas do Palácio Nacional de Sintra, e durante esse tempo alguns aproveitaram para comprar as famosas queijadas na pastelaria “A Piriquita”.
A seguir ao almoço, foi hora de visitar o Museu de História Natural de Sintra que, apesar de ser pequeno, tem muitos detalhes e pormenores sobre a história da Terra. Sendo uma aluna de ciências gostei bastante, pois vimos muitos fósseis de dinossauros e de outros animais que habitaram o nosso planeta há muitos milhões de anos.
Após a visita guiada, e como tínhamos algum tempo antes de partir, aproveitámos para explorar um pouco de Sintra e fazer algumas compras, seja um gelado para refrescar, mais queijadas ou até meias!
Por fim, foi hora de regressar a casa. Partimos de Sintra por volta das 16:30 e chegámos a Vila Viçosa perto das 20h, cheios de sono e muito cansados, mas também felizes por termos tido um dia diferente.
Catarina Ricardo 11.º B
No passado dia 25 de março, os alunos do 11.° ano realizaram uma visita de estudo a Sintra, uma vila encantadora, repleta de paisagens deslumbrantes e vistas panorâmicas impressionantes.
As turmas de Línguas e Humanidades iniciaram a manhã com uma visita ao MUSA (Museu das Artes de Sintra), onde tivemos a oportunidade de explorar uma exposição temporária dedicada a Luís de Camões, uma das figuras mais icónicas da literatura portuguesa. A exposição incluía uma secção que abordava a influência do poeta na arte, com pinturas, esculturas e ilustrações inspiradas nas suas obras. No entanto, o foco principal da exposição era a relação entre Camões e António Augusto de Carvalho Monteiro, proprietário da Quinta da Regaleira, um grande admirador da obra camoniana, que dedicou parte da sua vida à coleção de objetos e documentos relacionados com o poeta. A meu ver, esta visita foi extremamente enriquecedora, pois observámos de perto manuscritos, primeiras edições de Os Lusíadas e até cartazes e objetos comemorativos do tricentenário da morte do poeta. Contudo, o que mais me impressionou, foi a presença do dedo polegar que falta na estátua de Luís de Camões, localizada na Praça de Luís de Camões, em Lisboa. Pessoalmente, eu gostei muito desta visita, especialmente por poder ver objetos que estiveram em contacto direto com Camões, o que tornou a experiência ainda mais fascinante.
Mas, como nem tudo é feito de coisas boas, após a visita ao MUSA, tivemos de caminhar cerca de 20 minutos até chegarmos ao Palácio Nacional de Sintra para almoçar. Foi uma caminhada um pouco cansativa, especialmente depois de já termos percorrido tanto durante a manhã (e a fome que começava a apertar…), mas, pelo menos, fomos acompanhados por lindas paisagens, o que tornou o trajeto mais agradável e compensador. Finalmente, chegámos ao nosso destino e pudemos descansar, almoçar e aproveitar um pouco de tempo livre. Muitos de nós aproveitaram essa oportunidade para provar as famosas queijadas de Sintra, que estavam deliciosas. Este momento de pausa foi essencial para recarregarmos as energias e estarmos preparados para iniciar, na parte da tarde, o percurso Queirosiano.
Uma vez ao pé do Palácio Nacional de Sintra, conseguimos identificar o local onde se situava o Hotel Nunes, a opção escolhida por Carlos da Maia durante a sua visita à vila. A partir daí, começámos a percorrer as ruas estreitas e encantadoras de Sintra, que nos conduziram até ao Lawrence 's Hotel, o mais antigo da Península Ibérica. O que mais nos surpreendeu, e até nos chocou, foi o preço elevado do restaurante, onde uma simples tosta mista custa 11 euros! Para concluir este percurso, fomos até ao magnífico Palácio de Seteais, cuja beleza deixou todos boquiabertos. A grandiosidade do palácio, com os seus jardins clássicos e vistas deslumbrantes, foi, na minha opinião, o ponto alto do dia. Este percurso foi uma experiência fascinante que nos permitiu entrar no universo literário de Os Maias, o que torna a aprendizagem da obra menos monótona e mais interessante, fazendo-nos sentir mais próximos da obra e da atmosfera que inspirou o romance de Eça de Queirós. Após termos terminado o percurso, reunimo-nos com o resto das turmas, voltámos para o autocarro e regressámos a Vila Viçosa.
Para concluir, eu gostei muito desta visita a Sintra, desde o Museu até ao percurso Queirosiano, pois cada etapa da visita foi uma oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos. No entanto, o que despertou mais o meu interesse foram as paisagens deslumbrantes da vila, onde cada rua e cada jardim parecem sair de uma obra de arte!
Beatriz Figueiredo 11.º C
No dia 25 de março de 2025, as turmas do 11.º ano da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, partiram de Vila Viçosa às 08:00h em direção a Sintra.
Aí chegados, as turmas separaram-se e a nossa turma – 11.º E – deslocou-se até o museu de História Natural de Sintra, onde observámos minerais, fósseis, esqueletos ou até reconstruções de dinossauros ou dos nossos antecedentes. Após alguma análise visual, deu-se início à sessão de desenho à vista. Cada aluno pegou no seu diário gráfico e materiais da sua preferência para representar as relíquias aí expostas, todas recolhidas por Miguel Barbosa.
Quando deram as 13:00h, a turma – acompanhada pela professora Catarina Passarudo e o professor Vicente Sardinha – dirigiu-se à frente do Palácio de Sintra para almoçar, e, logo de seguida, começou o principal objetivo desta visita de estudo: o percurso da personagem Carlos da Maia da obra Os Maias.
Enquanto eram lidos excertos da obra Os Maias consoante o momento adequado, passámos pelo Hotel Nunes, o Lawrence’s Hotel, a quinta da Regaleira e o Palácio de Seteais.
A viagem terminou em frente ao Palácio de Sintra, onde as turmas se reuniram novamente para esperar pelo autocarro de regresso a Vila Viçosa.
Falo por todos quando digo que, visivelmente, o momento que foi mais apreciado foi aquele em que passámos em volta da Quinta da Regaleira. O seu exterior fascinou-nos a todos e levou-nos a desejar poder visitar o seu interior.
Foi uma visita didática, útil, não só em questão do estudo da obra Os Maias, mas também na prática do desenho à vista para os alunos da turma E.
Marta Claré 11.º E
A excursão que realizámos recentemente, no âmbito principal da disciplina de Português, foi uma experiência bastante enriquecedora, permitindo-nos explorar tanto a história literária de Sintra, quanto o seu património natural e arquitetónico.
O dia foi dividido em dois momentos: um de conhecimento mais aprofundado da obra de Eça de Queirós em estudo e outro na visita ao Museu de História Natural de Sintra.
Pela manhã, realizámos o Passeio Queirosiano, passando por todos os pontos que os próprios personagens Carlos da Maia e Cruges cruzam na sua viagem a Sintra em busca de Maria Eduarda. Foi bastante interessante ver este capítulo da obra Os Maias ganhar vida pelas ruas da vila e imaginar a história a desenrolar-se nestes lugares lindíssimos, através das paragens para a leitura dos excertos.
O roteiro reservado para a tarde foi a visita ao Museu de História Natural. Era um pequeno museu, mas bastante completo, onde se podia explorar a evolução das espécies através da exposição de fósseis, tanto reais como cópias, que viveram nas várias eras geológicas da Terra. Tivemos a oportunidade de visitar este museu com ajuda de um guia, o que juntamente com a forma como o museu estava organizado, foi bastante esclarecedor, principalmente para quem não estava tão familiarizado com esta matéria.
Ao longo de todo o dia, tivemos também alguns momentos para conhecer as ruas principais de Sintra de forma autónoma, o que foi uma boa oportunidade para sentir a vila no seu todo, observando-a além dos seus pontos turísticos, podendo assim parar para apreciar a mistura de cores nas habitações, a paisagem verde e a arquitetura encantadora e também desfrutar do ambiente sereno e leve de Sintra com a ajuda de umas deliciosas queijadas!
Em suma, a visita de estudo a Sintra foi uma experiência memorável, que nos proporcionou uma aprendizagem única e mais detalhada desta vila.
Maria Catarina Chamorro 11.º F
Visita de estudo 9.º ano, 23 de fevereiro de 2025
Museu Militar
A visita ao Museu Militar teve como objetivo ajudar os estudantes a aprender mais sobre a história militar de Portugal.
Durante a visita, os alunos viram armas, uniformes e objetos históricos usados em várias épocas, desde a Idade Média até aos dias de hoje. Um dos momentos mais interessantes foi a passagem pela exposição sobre a I Guerra Mundial, onde alguns alunos tiveram a oportunidade de pegar na famosa arma do Soldado Milhões.
Matilde Chaleta 9.º D
Peça de Teatro Auto da Barca do Inferno
Depois de visitar o Museu Militar, os alunos dirigiram-se, a pé, para o Castelo de S. Jorge para almoçar. Logo depois, assistiram à peça de teatro O Auto Da Barca do Inferno, de Gil Vicente, que teve lugar também no Castelo e foi encenada entre os alunos, ou seja, os alunos interagiam com os atores, o que se tornou uma experiência muito dinâmica e envolvente. A peça é classificada por especialistas como moralidade, mesmo que, muitas vezes, se aproxime da farsa. Diz-se "Barca do Inferno" porque quase todos os candidatos às duas Barcas em cena – a do Inferno, com o Diabo e a da Glória, com o Anjo – seguem na Barca do Inferno.
São apresentados diversos personagens inspirados na sociedade do tempo de Gil Vicente, sociedade que ele critica, embora muitos dos assuntos abordados sejam pertinentes na atualidade.
Catarina Barradas 9.º D
Museu da Eletricidade
No dia 23 de fevereiro de 2025, os alunos do 9º ano participaram de uma visita de estudo ao Museu da Eletricidade, em Lisboa. Acompanhados por professores e guias, os alunos conheceram os processos históricos da geração de energia termoelétrica, desde a chegada do carvão até à sua queima em fornos para aquecer a água. Eles aprenderam como o vapor de alta pressão gerado movimentava turbinas conectadas a um grande gerador, enquanto as cinzas eram descartadas. Durante a visita, também foram destacadas as más condições enfrentadas pelos trabalhadores da época, que lidavam com calor extremo e pouca segurança.
Após a visita guiada, os alunos participaram em diversas experiências. Eles realizaram atividades práticas que demonstravam os princípios básicos da eletricidade. Uma das experiências foi manipular geradores manuais com os princípios da energia eólica, hidráulica e solar, além de um simulador da fábrica que, em vez de queimar carvão, queimava gás para produzir eletricidade e acender pequenas lâmpadas. Os alunos também participaram de demonstrações sobre o funcionamento do magnetismo em motores elétricos.
Sarah Brabec 9.º D
Projeto "Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER)"
No dia 2 de abril, a sala de aula, transformou-se, mais uma vez num laboratório de inovação, durante a terceira sessão do projeto "Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER)".
Munidos de ferramentas e uma dose extra de entusiasmo, os alunos mergulharam no mundo da programação, dando os primeiros passos para controlar os robôs que estão a construir. Enquanto os protótipos ganham forma, a aprendizagem não para. Os alunos experimentaram a arte de instalar e programar circuitos eletrónicos, o coração pulsante dos seus robôs. Com criatividade, aplicaram os conhecimentos adquiridos nas sessões anteriores, transformando materiais reciclados e peças antigas em autênticas obras de engenharia. E, para celebrar o progresso, um dos robôs já demonstrou as suas capacidades, funcionando com sucesso!
O ambiente foi de colaboração e entusiasmo. Em cada grupo, ideias fervilharam, testes foram realizados e alguns ajustes finos para garantir que os robôs respondessem aos comandos. A cada linha de código, um novo desafio foi superado e, a cada circuito instalado, a confiança cresceu. O trabalho desenvolvido foi dinâmico e construtivo, refletindo o empenho e a dedicação dos alunos.
Esta sessão foi uma etapa importante no projeto, demonstrando que a robótica é muito mais do que montar peças. É saber resolver problemas, trabalhar em equipa e dar asas à imaginação. E, acima de tudo, é saber construir um futuro mais sustentável.
Inauguração da exposição Camões: Leitura e Arte
Convidamos toda a comunidade escolar a visitar a exposição Camões: Leitura e Arte, patente na sala de exposições da Biblioteca Escolar, onde permanecerá até 30 de abril de 2025. Inaugurada no dia 3 de abril de 2025, trata-se de uma das iniciativas promovidas pelo Departamento das Línguas, em colaboração com a Biblioteca Escolar, no âmbito da Semana das Línguas e da Leitura 2025. Esta atividade, prevista no PAA, integra-se igualmente nas Comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, que o nosso Agrupamento celebra ao longo do ano letivo. Os trabalhos realizados por alunos e alunas de diversos níveis de ensino do AEVV testemunham a interligação da leitura com diferentes expressões de arte e resultam da articulação de aprendizagens essenciais de diferentes disciplinas, nomeadamente as disciplinas de Português (9.º e 11.º anos), Educação Visual (9.º ano) e Desenho A (11.º ano). Salienta-se, ainda, o trabalho colaborativo entre a educação pré-escolar, o 1.º ciclo, o 3.º ciclo e o ensino secundário. Ficámos deslumbrados/as com o olhar criativo, o talento e a sensibilidade estética e artística dos/as discentes participantes, que tão bem se inspiraram em versos de Os Lusíadas ou das Rimas de Luís de Camões. Agradecemos a todos/as os/as que colaboraram nesta iniciativa e a todos/as os/as presentes na inauguração, em especial ao senhor diretor.
Concurso Interconcelhio “Leituras na Planície”
O Concurso “Leituras na Planície” é organizado pelos Agrupamentos de Escolas (A.E.) de Cuba, Castro Verde, Moura, Manuel Ferreira Patrício - Évora, Portel, Redondo, Montemor-o-Novo e ES Poeta Al Berto - Sines.
Este ano teve a participação do nosso Agrupamento com a dinamização e coordenação da Biblioteca Escolar e do Departamento de Línguas.
O Concurso tem como objetivos principais a promoção do gosto pela leitura, o contacto com os livros, bem como o desenvolvimento da expressividade / leitura expressiva em voz alta.
A 1.ª fase realizou-se nas salas de aula pelos professores titulares de turma ou professores de Português. Foram selecionados 2 alunos por turma que se apresentaram na 2.ª fase realizada a nível do Agrupamento/ Escola. Nesta 2.ª fase apurou-se 1 aluno, por ano de escolaridade. O júri da 2.ª fase foi constituído por um elemento da Direção do Agrupamento, pelo professor bibliotecário e um representante da comunidade.
A Prova Final realizar-se-á no dia 14 de maio de 2025, na Biblioteca Pública de Évora. O Júri desta fase será constituído por representantes dos parceiros do Concurso “Leituras na Planície”.
O júri seguirá os seguintes critérios, pontuados de 1 a 5 pontos:
Dicção / Articulação - Avaliar a natureza auditiva da leitura/recitação: pronúncia de todas as palavras com correção e clareza, sem troca ou omissão de sons/palavras.
Fluência - Avaliar a expressividade da leitura: projeção da voz no volume adequado (nem baixo, nem alto de mais), no ritmo e entoação adequada ao sentido do texto (nem devagar, nem depressa demais, respeitando a pontuação).
Rigor - Avaliar a correção da leitura.
Presença Física - Avaliar a natureza física da leitura/ recitação: apresentação de uma postura adequada, mostrar confiança e evitar gestos de nervosismo e estabelecer contacto visual com a audiência.
Os alunos apurados na 2.º fase foram:
2.º A 13 Maria Inês Granadeiro Rocha
3.º A 2 Benedita Gomes Correia
4.º B 22 Rita Ruxa Prior
5.º C 3 Carolina Sofia Parraça Costa
6.º A 4 Carolina Pombeiro Massas
7.º D 11 Maria Belém Alferes
8.º C 1 Afonso Duarte Bilro Moura
9.º A 7 Maria Inês Gomes Correia
10.º C 16 Matilde Catarino Ferreira
11.º D 16 Rui Filipe Courelas Pinto
12.º A 2 André de Sousa Pernas Correia
Parabéns a todos e boas leituras para a próxima fase!
Encontro com a escritora Clara Pinto Correia
No dia 31 de março de 2025, no âmbito da Semana das Línguas e da Semana da Leitura 2025, decorreu o Encontro com a escritora Clara Pinto Correia, um grande nome da literatura portuguesa. Esta iniciativa foi dinamizada pela Biblioteca Escolar e pelo Departamento de Línguas.
Foram realizadas três sessões, destinadas a alunos do ensino secundário (11.º A, 11.º D, 11.º C, 10.º A e 10.º B), bem como a algumas turmas do 8.º ano, que tiveram a oportunidade de conhecer algumas das múltiplas histórias de vivências da escritora em algum momento da sua vida. A escritora partilhou igualmente com os alunos e as alunas como a escrita tem sido importante na sua vida, considerando-a o seu “lugar seguro”. Já tem 58 livros publicados, sendo Antares (2024), a sua última publicação. Atualmente, encontra-se a trabalhar no 59º, que prevê publicar ainda em 2025. Alguns alunos ou algumas alunas tiveram oportunidade de colocar certas questões à escritora convidada.
Agradecemos à escritora pelas extraordinárias partilhas realizadas connosco, que foram certamente inspiradoras e promotoras do valor da leitura e da escrita.
Inauguração da estátua de Florbela Espanca a 30 de março de 2025
Alunos e alunas do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa participaram na inauguração da estátua de Florbela Espanca, no passado domingo, dia 30 de março de 2025, pelas 11:00 horas, no Largo D. João IV, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Viçosa e do Grupo de Amigos de Vila Viçosa.
Esta nova escultura resultou de uma parceria entre os Municípios de Vila Viçosa e de Oeiras, já que, no Jardim dos Poetas dessa localidade, se encontra uma estátua da ilustre poetisa calipolense. Esta estátua foi efetuada pelo mesmo escultor, Francisco Simões, com diversas pedras de mármore de diferentes freguesias do concelho de Vila Viçosa. A mesma integra um projeto urbanístico do arquiteto Nuno Lopes.
Entre as diversas entidades civis e militares, que estiveram presentes na cerimónia, discursaram os presidentes das câmaras municipais de Oeiras, Isaltino Morais, e de Vila Viçosa, Inácio Esperança. O autarca calipolense esclareceu que este novo local florbeliano será um dos 14 pontos de interesse do “Circuito Florbela Espanca”, pretendendo dar a conhecer locais relacionados com a vida e a obra da poetisa, incluindo espaços públicos e privados. Acrescentou ainda o mesmo que valorizar esta poetisa calipolense consiste num compromisso assumido pela autarquia, no sentido de promover não só a cultura e o turismo, mas também de afirmar a identidade local.
Durante o evento, algumas meninas da Educação Pré-escolar, vestidas e penteadas a rigor, figuraram com ternura pequenas Florbelas.
Após os discursos dos autarcas, um aluno e duas alunas, do 12.º ano - André Pires, do 12.º A, Madalena Canhão, do 12.º C, e Margarida Lanternas, do 12.º C - homenagearam igualmente a ilustre poetisa calipolense com a leitura de alguns dos seus poemas, nomeadamente: “Árvores do Alentejo”, “Primavera” e “Saudades”.
Visita de estudo a Mafra
No passado dia 20 de março, os alunos de 12.º ano participaram numa visita de estudo, no âmbito da disciplina de Português. Fomos até Mafra com o objetivo de estudar, de forma mais aprofundada, a obra Memorial do Convento.
Nesta visita de estudo, na parte da manhã, fomos conhecer o Palácio Nacional de Mafra. Durante a tarde, assistimos a uma peça de teatro que retratava a obra em estudo.
A visita ao Palácio Nacional de Mafra foi, também, uma oportunidade para conhecermos uma época impactante do nosso passado. Penso que todos ficámos com uma perceção da vaidade, da megalomania e da exuberância do rei Dom João V, assim como retivemos uma perspetiva de como era, na altura, a vida da corte, dos criados e do clero. Para além disto, esta ida a este monumento permite-nos ter uma conceção mais realista da descrição feita por Saramago no livro. O único ponto negativo que encontro é o facto de não termos visitado a Basílica de Mafra, uma vez que esta se encontra em obras de restauro e de conservação. Por outro lado, a Biblioteca Joanina do Palácio é de encantar, quer seja pela sua opulência ou pela quantidade e qualidade de livros ali guardados.
A peça de teatro foi importante, pois abordou os principais tópicos e aspetos de Memorial do Convento, de forma a termos uma melhor noção sobre a obra. A peça estava muito bem constituída, tendo partes cómicas e divertidas, mas também, dramáticas e de suspense. Foi interessante rever a história de uma forma diferente.
Penso que a visita de estudo foi de extrema importância, porque para além do intuito didático sobre literatura portuguesa, ela também contribuiu para a nossa cultura. Acho que também é agradável que os conteúdos sejam trabalhados de diferentes formas.
Mafalda Candeias, 12ºF
No passado dia vinte de março os alunos do décimo segundo ano da escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro visitaram a vila de Mafra, numa expedição ao Palácio Nacional de Mafra e ao Auditório Beatriz Costa, onde os alunos assistiram a uma recriação da obra Memorial do Convento, da autoria de José Saramago, sob a forma de peça de teatro. Esta atividade teve como objetivo complementar o estudo da obra na disciplina de Português.
A jornada teve início com uma visita guiada ao Palácio Nacional de Mafra, o maior monumento nacional português com um estilo arquitetónico barroco. Durante o percurso, os alunos puderam explorar os salões nobres, a impressionante biblioteca e a basílica (vista apenas de janelas do 1º andar, por se encontrar encerrada, devido a obras de restauro e de conservação), que albergam valiosas peças de arte e cultura.
Após o almoço, os alunos dirigiram-se ao auditório Beatriz Costa, onde assistiram a uma representação da obra em estudo, produzida pela Éter. A adaptação dramatúrgica deu vida a um romance que nos desperta para a importância do amor verdadeiro, sem julgamentos ou interesses, cativando a atenção do público através de uma encenação envolvente e carismática de elevado valor para os estudantes, uma vez que facilita, em muito, a compreensão do livro.
Em última análise, esta visita revelou-se um importante mecanismo cultural para o aprofundamento dos conhecimentos dos jovens acerca daquela que é uma das mais importantes e valiosas obras da literatura portuguesa, bem como, da história do nosso país, reforçando o interesse dos jovens pelo património nacional.
Bernardo Anão, N.º 3, 12.º A
Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER)
No dia 19 de março, na sede do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, teve início o projeto “Robôs Sustentáveis (ECOPOD EXPLORER)”, uma oficina de aprendizagem promovida pelo Clube de Ciência Viva e pelo Clube de Robótica da nossa Escola e em parceria com o Projeto Eco Escolas.
Este projeto tem como objetivo despertar a curiosidade científica e tecnológica dos alunos do 4.º ano, incentivando a criatividade, o pensamento computacional e a consciência ambiental. Na inovadora Sala Led, os alunos participaram na primeira sessão em que foram apresentados ao fascinante mundo da robótica. Durante a atividade, compreenderam o que é e como se constrói um robô sustentável, explorando o uso de materiais recicláveis e componentes que podem ser de brinquedos antigos. Esta abordagem não só promove a reutilização de materiais, como também reforça a importância da tecnologia na construção de um futuro mais sustentável. Um dos momentos altos da sessão foi a demonstração de robôs programados pelos alunos do Clube de Robótica. Esta apresentação cativou os participantes mais novos, permitindo-lhes visualizar o potencial da robótica e motivando-os a desenvolverem os seus próprios projetos nas sessões futuras.
A equipa multidisciplinar, composta por professores de Matemática, Informática e Educação Tecnológica (professoras Maria Machado, Sandra Almeida, Sónia São Brás, Zita Paulinho, Elizabete Semedo e Paula Fura), trabalhou de forma articulada com a professora do 4.ºA, Conceição Roque, proporcionando aos alunos uma experiência integrante e enriquecedora. Esta oficina de aprendizagem alia conhecimentos científicos e tecnológicos, desenvolvendo não só o pensamento crítico e a resolução de problemas, mas também o pensamento computacional, essencial para os desafios do século XXI.
Para as próximas sessões, será importante continuar a incentivar a experimentação e a autonomia dos alunos, criando oportunidades para que possam, gradualmente, começar a construir e programar os seus próprios robôs sustentáveis.
Fiquem atentos às próximas etapas deste percurso inovador, que promete ser recheado de aprendizagens e descobertas!
Podcast AE
Segundo episódio do Podcast "Erro 404 - Maturidade não Encontrada" da Associação de Estudantes com o tema "Consequências do Sedentarismo na Vida dos Jovens", com a colaboração dos colegas Ana Nunes, Eduardo Cordeiro e Maria Moizão.
https://drive.google.com/file/d/1r4ZpQxtIMDxA7HGj_GMXYDCdapKNzIBY/view?usp=sharing
Palestra, “Os Direitos da Mulher”, numa perspetiva histórica
Tivemos, hoje, o grato prazer de receber a professora Noémia Serrano, que nos presenteou com uma palestra especial, inserida nas comemorações do "Dia da Mulher". A palestra foi dirigida aos alunos do ensino secundário dos Cursos Científico-Humanísticos de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, mas aberta a todos os que tiveram a possibilidade de assistir.
Foi um momento muito agradável e particularmente enriquecedor, em que a professora Noémia Serrano partilhou os vastos conhecimentos e reflexões sobre a importância do papel da mulher, as suas lutas e conquistas, numa perspetiva histórica. A sua intervenção foi não só inspiradora, mas também uma oportunidade para os alunos, e todos os presentes refletirem sobre questões cruciais, relacionadas com a conquista de direitos cívicos, políticos, profissionais, sociais, entre outros desafios atuais com que a mulher se defronta.
AE CINE
A Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro promoveu, na tarde de terça-feira (26/02/2025), uma sessão de cinema do filme Five Feet Apart (A Cinco Passos de Você), no auditório da escola. O evento reuniu alunos num momento de reflexão e emoção, abordando temas como o amor, a amizade e os desafios das doenças crónicas.
A iniciativa tem como objetivo incentivar discussões sobre empatia e superação, além de proporcionar uma atividade cultural para os estudantes. A primeira sessão contou ainda com música ao vivo tendo as alunas, Ana Luísa e Matilde Pécurto, acompanhado o tema principal da banda sonora ("Don't Give up on me") com saxofone e clarinete.
Podcast AE
A Associação de Estudantes do AEVV pretende promover conversas informais acerca de temas da atualidade e do interesse dos jovens, com recurso às novas tecnologias. Este é o primeiro episódio do Podcast "Erro 404 - Maturidade não Encontrada", da Associação de Estudantes com o tema: "Impactes das Redes Sociais na Saúde dos Jovens", com a colaboração dos colegas do 12.º A: André Pires, Margarida Oliveira e Susana Canhoto.
https://drive.google.com/file/d/10XNXpEuq5KmAuuKe0e1_BH5o6yVHoZoP/view?usp=sharing
Encontro com os escritores Francisco Caeiro e António Claréu
No dia 26 de fevereiro de 2025, foi um enorme orgulho para o departamento de línguas ter realizado, no âmbito do Clube de Leitura, o Encontro com os escritores Francisco Caeiro e António Claréu, que aceitaram gentilmente este nosso convite para partilhar um pouco da sua experiência e do seu percurso literário.
Esta iniciativa, de carácter interdisciplinar e colaborativo, foi dinamizada pelos alunos da turma do 6.º A, nomeadamente os alunos David Códices e Beatriz Mestre, na sequência do projeto de leitura, realizado em sala de aula, e pelos professores: Cristina Cardoso, Marisa Nico, Júlia Mira, Luís Calado, e Mariana Louzeau, que agradecem a extraordinária dedicação e empenho de todos os participantes.
Os alunos do 2º ciclo do ensino básico – 6.º A, 6.ºB, 6.º C e 5.º B – tiveram a oportunidade de conhecer estes extraordinários autores de várias obras. Francisco Caeiro é o autor de: Bolachas Mágicas da Avó Inácia, publicada em maio de 2014; A NOITE em que os SONHOS não entraram, publicada em novembro de 2016; O entardecer segundo Jacinto Felizardo, publicada em maio de 2023. Assumindo desde sempre o gosto pela escrita, em 2011 começou a escrever crónicas no seu blogue “Pomar das Laranjeiras” (www.pomardaslaranjeiras.blogspot.com), assim designado em homenagem à sua terra natal, Vila Viçosa, a terra alentejana com as ruas e avenidas ornadas de laranjas.
António Claréu é o autor da obra: Um Rosário de Poemas, publicada em outubro de 2024. O poeta popular, da aldeia do Rosário, concelho de Alandroal, trouxe-nos poesia popular à escola para chamar os jovens à arte de rimar. O escritor presenteou-nos com um poema para o momento, A Escola em 1958.
Durante o encontro literário, tivemos a oportunidade de ouvir as palavras dos escritores, que nos contaram sobre os seus processos criativos, as suas inspirações e os impactos que a literatura tem tido nas suas vidas. Os alunos experienciaram e interagiram com os escritores, colocando diversas questões, manifestando muito interesse e entusiasmo.
Este encontro terminou com um momento musical, em que todos os alunos puderam cantar um poema, preparado pelo professor de Educação Musical, Luís Calado.
Esta sessão foi, efetivamente, muito agradável, em que as histórias para crianças, a poesia popular e a música se juntaram, para oferecer aos alunos e a todos os presentes, um momento cultural único, que nos tornou melhores pessoas e felizes.
Agradecemos aos escritores por esta excelente conversa, que todos adoraram e descobriram como eles são tão talentosos e apaixonados pela escrita.
Semana dos Afetos
A aprendizagem transcende o mero processo cognitivo, integrando também uma dimensã o afetiva. Com o objetivo de alinhar os propósitos do projeto educativo com os valores de cidadania, e considerando os diversos conflitospresentes no mundo, torna-se essencial valorizar o Ser.
Nesse sentido, entre os dias 10 e 14 de fevereiro, o Agrupamento promoveu a Semana dos Afetos, durante a qual foram realizadas várias atividades.
Destacou-se uma exposição no átrio da escola, apresentando as instalações "A Árvore dos Afetos" e "O Mural do Amor e da Amizade". Estas foram concebidas pelos alunos do 12.º ano das turmas C, D e F, no âmbito da disciplina de Sociologia, contando com a colaboração dos trabalhos efetuados nas disciplinas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e Espanhol.
No contexto da disciplina de EMRC, os alunos participaram na troca de cartas repletas de afetos e criaram o "Cantinho das Fotos".
A 14 de fevereiro, no Auditório Professor Manuel Serrano, foi exibido o filme "Belle", de Mamoru Hosoda, integrado no Plano Nacional de Cinema. Esta sessão contou com a presença dos alunos do 10.ºG, do Curso Profissional de Multimédia, e dos participantes da disciplina de EMRC.
Adicionalmente, os estudantes das turmas 12.º B, C e D dedicaram-se a "distribuir afetos com poesia" pelas turmas do 5.º e 6.º anos.
Com estas e outras iniciativas, celebrámos os afetos e o Dia dos Namorados.
A equipa organizadora:
Dália Camões
Júlia Mira
Mariana Louzeau
Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência
No dia 10 de fevereiro, os alunos da turma B do 10.º ano do curso de Ciências e Tecnologia, tiveram a oportunidade de participar de uma palestra em videoconferência que abordou a importância das mulheres e raparigas na ciência. Seis cientistas e investigadoras partilharam com os alunos as suas trajetórias académicas e profissionais, revelando como superaram obstáculos e conquistaram o seu espaço num universo ainda predominantemente masculino. As palestrantes relataram as suas investigações, destacando o impacto das suas descobertas e o papel essencial da inclusão feminina em diversas áreas científicas. A palestra foi uma verdadeira fonte de inspiração, incentivando os alunos a refletirem sobre os desafios e as oportunidades no mundo da ciência, ao mesmo tempo que fortaleceram a ideia de que a diversidade é um motor fundamental da evolução do conhecimento científico.
Madalena Rebocho
Visita de estudo ao Museu do Terramoto de Lisboa - QUAKE e à Casa do Parlamento – Centro Interpretativo
No dia 24 de janeiro de 2025, no âmbito de uma visita de estudo organizada pelas disciplinas de Filosofia, Biologia, Geologia e Português, os alunos do 10.º A e do 10.º B da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro de Vila Viçosa deslocaram-se a Lisboa e tiveram a oportunidade de visitar dois espaços distintos, ambos com importante interesse histórico e de natureza educativa: o Museu do Terramoto de Lisboa - Quake e a Casa do Parlamento - Centro Interpretativo.
O primeiro local visitado pelos alunos das mencionadas turmas foi o Quake. Este museu é um espaço interativo dedicado aos acontecimentos que ocorreram durante o terremoto de 1 de novembro de 1755, que atingiu Portugal, e com especial incidência a zona de Lisboa, e permite aos visitantes fazer uma viagem no tempo.
Ao entrar no Quake, fomos recebidos pela voz de “um cientista”, mas também fomos envolvidos por um ambiente interativo com projeções audiovisuais que nos remeteram para o momento histórico do terremoto, resultando de toda esta combinação uma interessante e educativa articulação entre a ciência e a história no tratamento do mesmo evento.
No plano científico e educativo, a exposição permanente do museu explica os movimentos das ondas sísmicas, bem como os movimentos das placas tectónicas ao longo dos períodos geológicos, destaca ainda os avanços científicos no estudo e no desenvolvimento da tecnologia sísmica e, também, proporciona informação relativamente à construção de prédios antissísmicos, ou seja, projetados para resistirem aos terremotos.
No plano lúdico e interativo, o momento mais impactante desta visita foi, sem dúvida, a simulação do terremoto de 1755, que nos permitiu “reviver o evento mais dramático e transformador de Lisboa”, mas também refletir sobre a dimensão da tragédia vivenciada à data.
Depois de visitarmos o “Quake”, seguimos para a Casa do Parlamento - Centro Interpretativo, que se encontra organizado em quatro núcleos temáticos: “Cidadania”, “Parlamento”, “Democracia” e “Memória”.
O núcleo da “Cidadania” visa informar os cidadãos dos seus direitos, mas também dos seus deveres. Neste núcleo, aprendemos que existe uma ferramenta, designada por Correio do Cidadão, que permite aos cidadãos enviar sugestões, reclamações e solicitações aos representantes do povo.
No núcleo da “Democracia”, conseguimos interiorizar o que é a Democracia, as suas características e a importância da Constituição, enquanto lei fundamental e única, que varia de país para país e de sistema para sistema. Neste núcleo acedemos a algumas normas constitucionais estruturantes do nosso regime político, percebemos como estão organizados os círculos eleitorais, revisitámos o modelo de repartição dos poderes (executivo, legislativo e judicial) e aprendemos quais as várias etapas do processo de elaboração das leis.
O terceiro núcleo, o do “Parlamento”, é composto por uma sala parlamentar interativa que visa replicar o plenário da Assembleia da República. Neste núcleo, entendemos como estão organizados os grupos parlamentares e a presidência da Assembleia da República.
Por fim, no núcleo da “Memória”, conhecemos a história do parlamento para melhor compreendermos o que nos trouxe até ao regime político atual. Neste núcleo, foi possível observar algumas das figuras ilustres que se destacaram, não só nos trabalhos parlamentares, mas também noutros trabalhos públicos e que de certa forma também contribuíram para o Parlamento.
A aprendizagem adquirida na Casa do Parlamento foi facilitada por alguns meios interativos que se encontram disponíveis no centro interpretativo, mas também pelo conhecimento transmitido pelos vários guias que nos acompanharam nesta “viagem pela história política de Portugal” e que nos lançaram várias questões para debate e reflexão.
Em suma, enquanto a visita ao Museu do Terramoto de Lisboa nos fez refletir sobre os desafios da natureza e sobre a resiliência da população nos tempos mais difíceis, a visita à Casa do Parlamento deu-nos uma visão mais complexa e profunda sobre a história e a política do nosso país., Aalém disso, ficámos a compreender como as leis são debatidas e aprovadas e a importância da participação cívica na vida política, uma vez que a mesma afeta diretamente a nossa vida social e pessoal.
Por outras palavras, esta visita de estudo permitiu aos alunos, por um lado, ampliar as aprendizagens sobre vários conteúdos tratados, na área da geologia, como por exemplo, a atividade sísmica, e, por outro lado, refletir sobre temas políticos e filosóficos, designadamente sobre o sistema democrático e o funcionamento do parlamento na atualidade, contribuindo para a nossa formação, enquanto cidadãos mais capacitados de uma participação cívica, ativa, consciente e responsável.
Luana Galrito n.º 15 e Maria Balsante n.º 18 – 10.º A
No dia 24 de janeiro de 2025, os alunos do 10.º ano da área de Ciências e Tecnologia, realizaram uma visita ao Museu Quake, localizado em Belém. Este museu é dedicado à memória do devastador terremoto de 1755 e aos eventos subsequentes que marcaram a história de Lisboa.
O museu oferece uma imersão única na experiência desse acontecimento dramático e transformador, que não se limitou ao tremor inicial, mas foi seguido por réplicas, incêndios e tsunamis que devastaram a cidade. Os visitantes têm a oportunidade de entender como a vida era na época e como as pessoas enfrentaram essas tragédias.
A visita começa numa sala interativa onde somos apresentados à história sob o ponto de vista de uma personagem fictícia, que assume o papel de investigador. Ela pede-nos ajuda para encontrar três importantes relíquias perdidas durante o terremoto: as providências, a planta de Lisboa e as provas da catástrofe. Para isso, os alunos participaram numa série de atividades, começando por um centro de treino onde puderam vivenciar a sensação de um sismo.
O ponto alto da experiência foi a entrada numa "máquina do tempo", que transportou os alunos diretamente para o momento do terremoto de 1755, proporcionando uma vivência imersiva e emocionante da tragédia.
Essa visita ao Museu Quake não só foi uma oportunidade de aprendizagem sobre um dos maiores desastres naturais da história, mas também um convite à reflexão sobre a resiliência humana e as lições que a história nos ensina.
Diana Madruga
Conferência sobre a Restauração da Independência
“Guerras da Restauração, Cerco a Vila Viçosa de 1665 e Castelo de Vila Viçosa.”
No passado dia 22 de janeiro, pelas 11 horas, realizou-se no Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, uma conferência promovida, no âmbito escolar, pela professora Águeda Palmeiro.
O evento teve como tema principal o cerco ocorrido, em Vila Viçosa, de 7 a 19 de junho de 1665, um dos momentos mais marcantes da Restauração da Independência.
A palestra foi realizada pelo Tenente General Nuno Lemos Pires do Exército Português e Diretor-Geral da Política de Defesa Nacional e a sua respetiva equipa. A sessão contou com a presença de alunos de 8.º e 11.º ano da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, de alunos da Universidade Sénior de Vila Viçosa, do Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Dr. Inácio Esperança, do Vice-Presidente, Dr. Tiago Salgueiro e da Dra. Vereadora da Educação, Mónica Lobo, destacando assim a importância de eventos como estes para a comunidade local.
Durante a conferência, foi descrito com detalhe o contexto histórico do cerco a Vila Viçosa (Batalha de Montes Claros), liderado pelo Marquês de Caracena, chefe do exército espanhol, composto por cerca de 23000 homens de inúmeros países e com bastante experiência, possuindo ainda uma extensa e resistente artilharia.
O combate ocorrido entre 10 e 15 de junho, quando as tropas portuguesas, sob o comando de Cristóvão de Brito Pereira resistiram ao exército espanhol. Foi também reconhecida a importância das estratégias da defesa portuguesa, que, mesmo em menor número, conseguiu atrasar o inimigo. A derrota dos espanhóis acabou por acontecer a 17 de junho, depois de terem regressado com reforços, sob o comando do Marquês de Marialva.
A palestra abordou ainda a importância do Império Português, sendo mencionados os países onde se fala português e a influência de Portugal, apesar de ser um país tão pequeno no Mundo. Valorizou-se a cultura, a história e a identidade portuguesas, passando por diversos problemas, mas, acima de tudo, valorizou-se o simples facto de existir e de ter o orgulho de ser um país pequeno de tamanho, porém, gigante de história.
A conferência terminou com a reflexão sobre o que esperar das guerras em 2025, sendo sinalizada a responsabilidade das novas gerações para criar um mundo mais justo e pacífico. O fim da palestra deu-se com a apresentação de alguns livros da autoria do Tenente General Lemos Pires, em que são abordadas as suas experiências em cenários de guerras.
Para concluir deve ser reconhecida esta oportunidade como algo para enriquecer o nosso conhecimento sobre Portugal e Vila Viçosa e aprendermos a valorizar o nosso país e a nossa história (local, nacional e mundial).
Pessoalmente, gostaria de destacar a iniciativa do Município, na sua procura por dar a conhecer as origens da sua terra aos mais jovens, mas também aos mais idosos.
Maria dos Santos 8.º C
(Re)descobrir Camões:
Visita de estudo à exposição comemorativa dos 500 Anos do nascimento de Camões
Juntando-se às múltiplas iniciativas nacionais e internacionais das comemorações do quinto centenário do nascimento de Luís de Camões, o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa decidiu, em Conselho Pedagógico, ter como tema congregador das atividades do PAA para o ano letivo 2024-2025 - "Camões, vida e obra".
Neste âmbito, em parceria com a Fundação da Casa de Bragança, todos os/as grupos/ turmas tiveram oportunidade de realizar uma visita de estudo à exposição temporária e comemorativa "Luís de Camões - 500 anos do nascimento", promovida pela Fundação da Casa de Bragança e pela comissão oficial das comemorações dos 500 anos do grandioso poeta.
Desta forma, entre outubro e dezembro de 2024, muitas foram as turmas de diversos níveis de ensino que se deslocaram ao Palácio de Vila Viçosa para melhor conhecer este ilustre poeta português, a quem tanto devemos o desenvolvimento e divulgação da língua e cultura portuguesas. Esta iniciativa permitiu igualmente promover o trabalho colaborativo e criar projetos interdisciplinares, com a articulação de aprendizagens essenciais da disciplina de Português e de outras disciplinas, nomeadamente, História, História A, Desenho A, Física e Química A, Educação Visual, Educação Tecnológica, entre outras.
Os textos que se seguem testemunham bem as vivências enriquecedoras experienciadas por diversos/as alunos/as do AEVV.
Estudantes do 12.º ano desvendam a História e a Cultura no Palácio de Vila Viçosa
Alunos do 12.º ano, da turma D, visitaram o Palácio de Vila Viçosa para explorar as pinturas do rei D. Carlos e homenagear o legado de Luís de Camões na exposição dos 500 anos deste ilustre poeta português.
No dia 17 de outubro de 2024, os alunos do 12º. ano, da turma D, da Escola Básica e Secundária Públia Hortência de Castro, participaram numa visita ao emblemático Palácio de Vila Viçosa, uma experiência promovida pelas disciplinas de Português e História A. A visita pretendia: explorar as obras artísticas do rei D. Carlos; conhecer D. Manuel II, o último rei de Portugal e um grande admirador da obra de Luís de Camões; assim como aprofundar o estudo do grande poeta celebrado na exposição “500 anos de Camões”.
Guiados por técnicas do palácio e pelas professoras Mariana Louzeau e Águeda Palmeiro, esta visita marcou os estudantes, que se envolveram em cada detalhe desta rica herança lusitana deixada na pintura e na escrita. Ao entrarem no Paço, os alunos foram transportados para uma era de esplendor e requinte. O percurso iniciou-se com a visita de algumas salas para observação dos quadros de D. Carlos. Este encontro com a arte do monarca teve um forte impacto nos alunos. À medida que as salas avançavam, o entusiasmo falava mais alto. “É de facto impressionante a forma como este rei traz emoção para os seus quadros apenas com pastel e carvão” e “Acho que esta visita foi uma viagem ao passado, onde conseguimos ver mais do que apenas pinturas – conseguimos compreender a história através dos olhos de quem a viveu", foram algumas das opiniões dos alunos. A habilidade de D. Carlos em transmitir emoção e história através da pintura deixou os jovens profundamente impressionados, tornando a experiência muito marcante.
Em seguida, prosseguiu-se com a visita à exposição comemorativa dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, organizada pela Fundação da Casa de Bragança, com a colaboração de uma comissão científica, formada por especialistas das áreas da Literatura, História e História do Livro. Dividida em quatro núcleos temáticos - “Camões e o seu Tempo”, “Camões no Alentejo”, “História das Edições” e “A imagem de Camões” – a exposição incluia peças históricas, como quadros, espadas, armaduras, cerâmicas, livros antigos, além de variadíssimas edições das obras de Camões, em especial, de Os Lusíadas, destacando-se a primeira edição desta célebre epopeia portuguesa, datada de 1572. Esta exposição apresenta várias interpretações da vida e obra de Camões, que, segundo os alunos, “pareciam dar vida aos versos de Os Lusíadas e à viagem de Vasco da Gama.” Com a exposição aberta até 31 de dezembro, os visitantes tiveram a oportunidade de observar parte da coleção das edições de Camões, preservadas pela Fundação da Casa de Bragança, e puderam assim conhecer as mais emblemáticas edições da obra do poeta até à atualidade.
Esta visita ao Palácio de Vila Viçosa foi uma oportunidade única para os alunos que puderam ver de perto como a Arte e a História podem enriquecer a sua compreensão acerca do passado e da cultura nacional. “Sem dúvida, esta visita mostrou-nos a importância de conhecer e preservar a nossa história." – declararam estes alunos. Para estes jovens, o palácio não foi apenas um destino turístico; foi uma porta aberta para o passado, onde as figuras de D. Carlos, D. Manuel II e Camões deram sentido ao presente, inspirando as futuras gerações.
Texto produzido por: Carolina Carretas, n.º 2, e Lúcia Palhoco, n.º 8, 12.º D
“0s 500 anos de Luís de Camões”
Introdução
No dia 17 de outubro de 2024, pelas 14 horas, a turma 12º B, da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, dirigiu-se ao Palácio de Vila Viçosa, no âmbito da disciplina de Português, para observação da exposição da celebração “500 anos de Luís de Camões”.
À chegada, a turma tirou uma fotografia para recordação desta visita, em frente a uma porta na fachada do magnífico palácio, perto da porta principal de entrada do mesmo.
Assim que a turma chegou ao palácio, foi logo bem recebida por uma guia, a técnica Elodie Noruegas, que os acompanhou durante a visita, tornando a tarde muito bem passada, através da partilha do seu conhecimento, simpatia e boa disposição.
No caminho até à exposição, foi possível aos alunos observarem algumas salas, dentro destas observaram a sala dos Duques e a das Virtudes, entre outras, já que, independentemente das vezes que os habitantes deste concelho de Vila Viçosa visitem o palácio, vão sempre observá-lo com olhos de admiração e aqueles que nunca o tinham visto, ficam fascinados.
O Tempo de Camões/ Camões no Alentejo
Logo à chegada à exposição de celebração “500 anos de Luís de Camões”, a guia informou que a Fundação Casa de Bragança iria manter até dezembro a exposição no Palácio, depois iria para Sintra e, passado uns meses, para Lisboa, a bonita capital portuguesa, e que as obras de Luís Vaz de Camões surgiram no século XVI.
A exposição inicia-se com o retrato de D. Manuel II, que viveu na transição do século XIX para o XX, destacando-se que estudou a obra de Camões, como todos nós e, ao longo da sua vida, se interessou bastante pela obra camoniana, tornando-se um grande colecionador. Na exposição, os alunos observaram dois dos seus cadernos de estudo, algumas passagens d’ Os Lusíadas e composições sobre Camões. Um facto muito curioso foi que D. Manuel II repetia as palavras novas que encontrava nos versos da epopeia, representando uma estratégia pedagógica de aprendizagem, distinguindo-se do que acontece atualmente, quando os alunos estão a aprender a escrever, pede-se para repetir as palavras, que contêm erros. D. Manuel II dedicou grande parte da sua vida ao estudo da obra do reconhecido maior poeta português, D. Manuel II era muito empenhado na realização deste estudo, chegando a analisar estrofe a estrofe de todos os poemas de Camões.
Muitos dos livros expostos pertencem à rica coleção camoniana de D. Manuel II, integrando o acervo do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, que para além de preservar os livros antigos, continua a adquirir outros novos relacionados com Camões.
A obra deste grande poeta ocorre como homenagem à época dos Descobrimentos, à Expansão Marítima, fase de conhecimento de novos mundos, territórios por descobrir, como a descoberta da Índia. Há quem tenha escrito também coisas importantes, com o objetivo de enaltecer os feitos dos portugueses, mas para D. Manuel II, e muitos outros, nada se iguala a Luís de Camões. D. Manuel II redigiu num comentário “Camões é o melhor representante da renascença porque ninguém fundiu mais harmoniosamente todas as correntes literárias.”.
Nesta parte, fez-se referência aos rumores de plágio da grandíssima obra de Camões, por parte de Diogo Bernardes, um poeta português do século XVI, que tentou igualmente o seu sucesso literário.
Estava exposta também uma Carta Náutica (Carta Náutica do Atlântico e uma parte do Pacífico), que fora restaurada há pouco tempo, sendo um pergaminho muito sensível e em delicado estado de conservação.
Unindo o Mundo, veio da Alemanha, uma reprodução que retrata uma batalha muito importante na nossa história, a batalha de Alcácer Quibir – a temida batalha, que motivou o surgimento do mito de D. Sebastião, acreditando-se que talvez ainda apareça em um dia de nevoeiro... Este documento alemão mostra a conhecida estratégia de defesa: “a estratégia de defesa do quadrado”, técnica que permitiu aos portugueses vencerem contra os castelhanos, mas que não resultou na fatídica batalha do norte de África.
Inspiradas no mito do sebastianismo, ficaram os alunos a saber que surgiram, no século XVI, lendas na maravilhosa princesa do Alentejo, em Vila Viçosa. Primeiramente, aqui, estas lendas de cavalaria foram transmitidas de boca em boca, contando-se que havia um senhor que, à semelhança de D. Sebastião, aparecia nas manhãs de nevoeiro, na Tapada Real, sendo visto como um Salvador dos Duques de Bragança este misterioso cavaleiro.
Ao longo da exposição encontra-se todo um mundo completo de arte, desde a arte da escrita portuguesa, como a arte renascentista em loiças, a Meia Armadura do Infante da Inglaterra daquela época e a Espada de Duas Mãos.
A obra de Camões foi-se expandindo mais e cada vez mais, ao longo do tempo e, apesar de Camões nunca ter estado no Alentejo, nos centros da cultura e educação alentejanos, ele fora muito valorizado. Referimo-nos à cidade de Évora e ao Paço dos duques de Bragança, em Vila Viçosa, por se terem tornado em grandes centros culturais.
A história das Edições
Uma das salas que os alunos visitaram desta grandiosa e tão importante exposição acerca dos “500 anos de Camões” estava dividida em dois núcleos, sendo um desses núcleos o principal, relativo às edições das obras de Luís Camões.
Ocorreram diversas edições da obra de Camões, ao longo dos tempos, e foi possível observar bastantes destas edições.
Descobrimos que, na época do lançamento da epopeia de Camões, a imprensa não tinha os caracteres tão diversificados como atualmente, então utilizavam a letra V para U e para V. O tipo de papel é também uma das provas que, após vários anos, comprovou que a primeira edição deste livro terá ocorrido em 1572. Em 1584, surgiu a primeira edição com anotações, conhecida pela “edição dos piscos” (sentido literal de abundância em peixes, apesar da nota se referir incorretamente a grande quantidade de pássaros). Durante o domínio Filipino surgiram também versões d’ Os Lusíadas em espanhol, tendo o rei o intuito de as pessoas associarem a epopeia a um autor espanhol. Quando o rei pediu que fizessem esta versão espanhola da obra, ordenou que algumas passagens enaltecedoras dos grandes feitos dos portugueses fossem censuradas, pois isso não seria do interesse dos espanhóis. Entre as edições observadas, os alunos viram a sua edição mais pequena, que foi lançada; a evolução das edições, ilustradas com gravuras; e a primeira obra d’ Os Lusíadas em inglês, lançada em 1655.
Os alunos ficaram a saber que, no início do século XIX, foram escolhidos os melhores ilustradores do país, para junto dos versos se criarem ilustrações adequadas e pertinentes, tais como ilustrações do célebre episódio da morte de Inês de Castro. Em 1880, uma das edições mais bonitas está encadernada em veludo azul e, na capa, mostrava precisamente o episódio da morte de Inês de Castro, em prata.
Em 1889 saiu uma revista, em que saem apontamentos sobre Camões.
Para esta exposição, a professora Isabel Buesco, que integra a Comissão das Comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões, emprestou o caderno do seu pai com as notas que este teria traduzido para romeno. E, em 1940, começou então, oficialmente, a conhecida época da tradução para muitas outras línguas.
A construção da Imagem
O último núcleo observado pelos alunos baseia-se no retrato de Luís Vaz de Camões, o nosso grandíssimo poeta português. O próprio era, frequentemente, retratado com barba e uma coroa de louro na cabeça. Como se sabia que ele era cego do olho direito, então muitas vezes vê-se o olho tapado por uma pala e um lenço branco. O certo é que, ao longo dos anos, foi retratado de várias formas, por vezes é loiro, outras vezes é moreno ou ruivo. E outro facto muito interessante é que tanto acontece ser retratado como sendo cego do olho esquerdo, como sendo cego do olho direito. As obras observadas foram feitas de diversos materiais, nomeadamente: lápis, carvão, cera, pintadas a óleo, entre outras. Observou-se também, muitas vezes, uma pena na mão e/ou espadas. É também interessante o quadro, em que Camões, já estando em Portugal, encontra-se, num claustro de um convento, a ler aos frades Os Lusíadas. Outra curiosidade se destaca acerca do quadro de Júlio Pomar, que se inspirou num outro retrato de Camões, em que este estava igualmente preso e sentado a uma mesa com um caderno.
Agradecimentos
Em nome de todos os alunos da turma 12B, agradeço o quão boa foi esta visita de estudo à exposição “Os 500 anos do nascimento de Luís de Camões”, por proporcionar muitas aprendizagens, conhecimentos e muita alegria partilhada. Momentos bons, que são muito importantes na educação dos alunos. Obrigada, Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa, por nos permitir a visualização da exposição. Obrigada, guia que nos ensinou tanto e nos recebeu de uma forma tão atenciosa. Obrigada, professora de Português, Mariana Louzeau, por nos permitir vivenciar estes momentos e nos propor sempre atividades deste género. Obrigada, a todos os que contribuíram para que a exposição se realizasse, salientando todos os elementos da Comissão Científica e, no âmbito da sua Concepção e Coordenação, agradecemos ao Dr. Vicente Fino. No Apoio à Coordenação a Elodie Noruegas; Joana Nascimento e João José Bilro. No Design, a Rui Belo. Na Montagem a José Ganchinho; José Gomes; José Pedro Fonseca; José Ricardo Frade, a José Silva e a Luís Simões. Na Manutenção, os agradecimentos vão para Ana Paula Frade e para Nélia Simões e, na Eletricidade, para Rui Ramalho, Lda.
Obrigada a todos, foi incrível!
Obrigada a si, leitor, por ter lido este texto até ao fim!
Beatriz Estalagem e Leonor Prates 12.º B
A Espada de Duas Mãos
No âmbito da disciplina de Português, na sequência da visita de estudo ao Palácio de Vila Viçosa, foi proposto pela professora Mariana Louzeau a escolha de um objeto, entre os vários que vimos na exposição comemorativa dos 500 anos do nascimento de Camões, e a elaboração de uma apreciação crítica sobre o mesmo.
Decidi escolher um dos objetos mais importantes e que mais me fascinou, a Espada de Duas Mãos, pertencente à coleção da armaria da Fundação Casa de Bragança.
Identificação, data e local do objeto
Intitula-se - “Espada de Duas Mãos”. Estima-se que esta espada seja um objeto do século XVI, proveniente da Alemanha.
Dimensões da espada
Esta espada mede aproximadamente 1500mm, isto é, 1.50m, pesando aproximadamente 2300g, ou seja, 2 quilos e 300 gramas.
Materiais que compõem a espada
Os principais materiais que compõe esta espada são, fundamentalmente, aço, no chape (a ponta da espada), ferro, na champa (a lâmina), nas conchas e nos anéis e madeira, no pomo e no cabo.
Simbolismo por detrás da espada
Esta espada, um dos principais símbolos de poder e guerra, tem como principal simbolismo histórico a batalha de Alcácer-Quibir, resultando na derrota do rei português, D. Sebastião. Simbolizando a forte vontade de vencer e guerrear contra exércitos inimigos, demonstrando a força do império português.
Um pouco da história deste objeto
Por ser um objeto do século XVI, e por ninguém saber ao certo quem usou a espada, não há muitos dados concretos e confirmados sobre a sua história, mas sabemos que foi de facto um objeto utilizado pelas tropas portuguesas na batalha de Alcácer Quibir. Por isso, a Fundação Casa de Bragança decidiu incluir na Exposição dos 500 Anos do Nascimento de Luís de Camões, que destaca a sua mais ilustre obra, Os Lusíadas. A célebre epopeia portuguesa, em que Camões tanto homenageia e ilustra o povo lusitano, tão guerreiro e aventureiro.
Conclusão
Escolhi, portanto, este objeto para esta minha apreciação crítica, pura e simplesmente, pelo facto de ser um grande admirador de tudo o que está ligado à armaria e, ainda o que é mais espantoso, pela sua importância para a História de Portugal. Esta Espada de Duas Mãos é, sem dúvida, um objeto imponente que deve ser apreciado por todos!
Disciplina: Português.
Professora: Mariana Louzeau.
Trabalho realizado por: Tomás Glórias, nº11, 12.º D
Uma armadura do século XVI
Esta armadura, apresentada na fotografia, é típica da Europa renascentista do século XVI. O conjunto de peças inclui uma couraça (peitoral e costas), ombreiras, braçais e manoplas, além de um capacete em formato de cónico com abas laterais para proteção das orelhas.
Observa-se um trabalho de ornamentação detalhado nas superfícies das peças, com relevos e padrões gravados que indicam a possibilidade de ser uma armadura cerimonial ou destinada a uma figura de prestígio, pois as armaduras de combate comum, geralmente, não eram tão decoradas. As alças em couro vermelho (visíveis nas ombreiras e na couraça), provavelmente, serviam para fixar as diferentes partes da armadura ao corpo, mantendo-a ajustada durante o seu uso.
O capacete apresenta uma forma cónica, parecida com um "morrião”, um tipo de elmo usado tanto por soldados de infantaria, quanto por cavaleiros em diferentes regiões da Europa. Este design permitia proteger a cabeça sem restringir completamente a visão ou a mobilidade do pescoço.
Durante o final da Idade Média, as armaduras de placas começaram a substituir as cotas de malha, proporcionando maior proteção contra as armas de impacto e as flechas, que eram amplamente utilizadas nos campos de batalha. No entanto, com a chegada do Renascimento e a introdução de armas de fogo mais eficazes, como mosquetes e canhões, a utilidade prática das armaduras começou a diminuir.
No contexto militar da época, as batalhas passaram a envolver uma combinação de armas de fogo e armas tradicionais, como espadas e lanças. Assim, armaduras como esta eram desenhadas para proteger contra armas de corte e impacto. Gradualmente, as armaduras de placas caíram em desuso nos campos de batalha, mantendo-se, porém, como artefactos simbólicos e decorativos nas cortes europeias.
Portanto, esta armadura não é apenas uma peça defensiva; representa também o auge da fabricação de armaduras como uma forma de arte, com valor simbólico e estético, própria do espírito renascentista, que valorizava o esplendor, a pompa e a representação de poder.
Também podemos dizer que poderá representar, juntamente com a espada, uma homenagem ao povo português pela sua vitória na batalha de Aljubarrota, que foi tão bem relatada por Luís de Camões n’ Os Lusíadas.
Gonçalo Santos, n.º 4 e João Lobinho, n.º 6 12.° D
Apreciação crítica sobre…
Discursos vários políticos (1624), de Manuel Severim de Faria
Manuel Severim de Faria (1584-1655) foi uma figura proeminente do Renascimento em Portugal, que viveu em Évora, desde a sua infância. Em Discursos Vários Políticos, oferece uma rica reflexão sobre a política e a sociedade da sua época, marcada pelo domínio filipino. A sua escrita é marcada por uma combinação de erudição clássica e uma preocupação prática com os problemas contemporâneos.
Este viveu num período de grandes transformações em Portugal, incluindo a expansão marítima e as complexidades sociais e políticas daí resultantes. Os seus "Discursos" abordam questões de governo, moralidade e o papel do cidadão, destacando a importância da ética na política.
Alguns dos seus temas principais são: ética na política, em que Faria defende que a moralidade deve ser um pilar da ação política. Por um lado, ele critica a corrupção e a ambição desmedida dos governantes, enfatizando a necessidade de virtude e sabedoria. Por outro lado, aborda a relação entre governante e governados, nos seus discursos, discutindo a responsabilidade dos líderes em relação ao bem-estar do povo. Essa relação é vista como um contrato social, em que a legitimidade do poder é derivada do consentimento dos governados. Dando destaque, por sua vez, também à educação e formação cívica, ele valoriza a educação como um meio de formar cidadãos conscientes e ativos. Para ele, a instrução é fundamental para que as pessoas possam participar criticamente da vida política.
Em conclusão, Manuel Severim de Faria, através dos Discursos Vários Políticos, oferece uma análise crítica e profundamente ética da política do seu tempo. A sua obra não só reflete os desafios da sua época, mas também proporciona lições atemporais sobre a importância da integridade e da responsabilidade na esfera pública.
Maria Aldeagas, n.º 7 e Maria Galego, n.º 8 12.º B
Apreciação Crítica de Os Lusíadas, feito por Emílio Biel (1880)
A edição de Os Lusíadas, publicada por Emílio Biel, em 1880, é uma edição especial e comemorativa da obra de Luís de Camões. Esta edição destaca-se, principalmente, pela sua apresentação luxuosa e requintada, algo que a torna um objeto de grande valor, tanto para os amantes da literatura, quanto para os colecionadores, tendo sido uma oferta de aniversário do príncipe D. Luís.
O trabalho de Biel é notável pelo cuidado na escolha dos materiais e pelo acabamento, com uma tipografia bem trabalhada e ilustrações detalhadas que acompanham o texto. A obra não é apenas um livro para ler, mas um verdadeiro objeto artístico, que exalta a grandiosidade de Os Lusíadas. Este tipo de edição, de aparência sofisticada, reflete o respeito e a admiração que a sociedade da época tinha pela obra de Camões, especialmente num momento em que Portugal vivia um período de reflexão sobre o seu passado imperial. Para a capa deste livro foi utilizado veludo e prata.
Ao focar-se na forma, o autor não deixa de reforçar a importância de Os Lusíadas como símbolo da identidade nacional portuguesa. A edição não só celebra os feitos épicos da navegação portuguesa, como também se insere num contexto de afirmação da grandeza do país, já depois do declínio do império. Neste sentido, a obra de Biel vai além de um simples trabalho editorial: ela é também um testemunho do esforço de manter viva a memória histórica e cultural de Portugal, enquanto se enaltece a sua literatura.
Trabalho realizado por: Afonso Cardoso, n.º 1, Afonso Pereira n.º 2 12.º B
Apreciação Crítica do Retrato de Luís de Camões
Pintura de Almeida Negreiros
A obra que escolhemos da exposição “Os 500 anos de Luís de Camões” é uma pintura de Luís de Camões, a lápis e aguarela sobre papel fabriano, da autoria de Almada Negreiro, um artista português conhecido pelo seu papel no modernismo e pela sua busca por uma identidade artística. Almada Negreiros, nasceu em 1893 e faleceu com 77 anos, em 1970, foi um dos grandes nomes do modernismo em Portugal, com diversas formas de arte, pintura, literatura e teatro.
No quadro, Camões é retratado com vestuário típico do renascimento, um traje escuro e ornamentado, que contrasta com o fundo claro. A postura direita e frontal da personagem e o olhar direto remetem a uma figura de autoridade, mas há uma delicadeza nos detalhes, como a coroa de louro na cabeça, que simboliza a sua genialidade poética. Nas mãos, parece segurar o livro de sua autoria, Os Lusíadas.
Esta obra incorpora características do modernismo de Almada Negreiro, como a simplificação das formas e do uso de linhas geométricas para guiar a composição. Observa-se um esboço de linhas de perspetiva ao redor da personagem, o que indica uma preocupação estrutural e quase matemática, o que nos dá ideia de equilíbrio e perfecionismo, temas do modernismo.
Esta pintura de Camões, feita por Almada, pode ser vista como uma celebração da cultura e da literatura portuguesas, apresentando o poeta como um símbolo de orgulho nacional. Ao mesmo tempo, o estilo modernista da pintura sugere uma fusão entre o passado e o presente, como se o pintor reinterpretasse Luís de Camões para os “novos tempos”.
Beatriz Estalagem, n.º 3 e Leonor Prates, n.º 5 12.º B
Exposição “500 Anos Camões”
Entre as relíquias do Paço Ducal de Vila Viçosa, encontrou-se a exposição “500 Anos Camões”, que se iniciou no dia 22 de junho, permanecendo até aos primeiros cinco dias de janeiro de 2025. Foi visitada pelos alunos do 12ºA da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, no dia 29 de outubro de 2024. Esta iniciativa comemorativa da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa, teve a coordenação dos professores doutores: Ana Isabel Buescu, Hélio J. S. Alves, Isabel Almeida, João Alves Dias, João Luís Lisboa, Mafalda Soares da Cunha, Maria do Céu Fraga e Vítor Serrão. O seu principal objetivo foi celebrar o quinto centenário do nascimento de Luís de Camões, um dos poetas mais prestigiados da língua portuguesa, revelando-se uma oportunidade fulcral para destacar a importância da obra do poeta na cultura lusófona.
A escolha do local de exposição não foi ao acaso, mas sim, repleta de significados históricos e culturais que valorizam o contexto da mostra. Um dos principais motivos é a ligação do local à família real portuguesa. A dinastia do rei D. Manuel II foi a que mais tempo esteve no poder da Casa de Bragança, tendo deixado um legado proveitoso de várias edições das obras de Camões, tais como uma das primeiras edições de Os Lusíadas, cuja publicação data de 1572. Esta exposição biobibliográfica está dividida em quatro núcleos temáticos: “Camões e o seu Tempo”, “Camões no Alentejo”, “História das Edições” e “A imagem de Camões”.
De entre as obras expostas, destaca-se: a primeira edição de Os Lusíadas, publicada em 1572, uma obra que exalta o espírito dos Descobrimentos e a grandiosidade do povo português; uma das edições de Rimas, que contém um caráter épico e foca temas, como o amor e a desilusão; e a Cópia “fidelíssima da capa e portada do livro que mandou fazer o conde Vimioso para os cantos de Luís de Camões e do retrato do poeta”, de Fernão Gomes.
Em última análise, a exposição “500 Anos Camões” é uma oportunidade única para entrar em contacto com o passado da literatura portuguesa. Para o público em geral oferece uma visão aprofundada do património cultural e literário da época de Camões. Enquanto estudantes, sentimo-nos prestigiados em poder contactar com este espaço, que serviu como um instrumento educacional valioso e potenciador da aprendizagem sobre a lírica camoniana.
Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de Português, por:
Bernardo Anão, n.º 3 e Eduardo Cordeiro, n.º 6 12.º A
500 Anos de Camões
No dia 29 de outubro de 2024, por volta do 12h:00m, a turma A, do 12°ano, da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, deslocou-se ao Palácio de Vila Viçosa, para visitar a exposição “500 anos de Camões”, organizada pela Fundação da Casa de Bragança, com o apoio de uma Comissão Científica, constituída por académicos das áreas da Literatura, História e História do Livro.
Foram visitados 4 núcleos, pela seguinte ordem: “O Tempo de Camões”, “Camões no Alentejo”, “História das Edições” e, por fim, “A construção da imagem”, na companhia da guia, Elodie Noruegas, técnica do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, que explicou pormenores acerca de cada objeto exposto e respetivas temáticas.
No primeiro núcleo, como introdução, o destaque vai para dois cadernos de D. Manuel II, quando este era infante e tinha apenas 12 anos, destacando-se, de forma notória, a sua grande admiração por Camões. Nesta parte, abordou-se a época em que Camões viveu e salientaram-se algumas obras literárias contemporâneas, que recorrentemente abordavam grandes feitos do povo lusitano, bem como outros objetos já representativos da mistura de culturas que se fazia com as novas descobertas, tais como peças de loiça e uma arca de madeira. Aqui, é surpreendente a réplica de um documento alemão que representa a Batalha de Alcácer Quibir.
Em “Camões no Alentejo”, estavam expostos objetos do século XVI, evidenciando a fama de Camões na nossa região, incluindo vários documentos históricos de diversos autores. Foi salientado um quadro da autoria de Francisco João, intitulado “Adoração do Menino”. Este retrata o famoso presépio com todos os seus elementos, podendo relacionar-se com Camões, visto que expõe o dilema da submissão à intolerância e a liberdade de criação plena, que é do interesse do poeta.
“História de edições” é o núcleo principal, que estava organizado por ordem cronológica de publicações, com enorme destaque para a primeira edição d’Os Lusíadas, que foi publicada, em 1572, sendo conhecida pela edição do pelicano, devido à sua imagem na primeira página, e a sua respetiva contrafação, publicada anos depois. Em 1584, foi lançada outra edição, designada a Edição dos Piscos, uma vez que é a primeira edição feita com anotações e, curiosamente, foi dada uma explicação incorreta sobre uma referência à “piscosa Sesimbra”, alegando que se referia à quantidade de piscos (pássaros) presentes naquela localidade, em vez de corretamente mencionar a atividade piscatória tão típica daquele lugar. De grande tamanho, surgia outra edição, de enorme beleza, por estar encadernada com veludo e prata, sendo claramente uma edição muito luxuosa, datada de 1880, que pertencera ao príncipe D. Luís. Também aqui se encontram algumas edições das Rimas.
No núcleo, “A construção da imagem”, os alunos puderam observar a modificação da imagem de Camões, ao longo dos séculos, mesmo sem existir um retrato específico do poeta. Imagem esta, construída a partir de gravuras antigas de onde surgiu a ideia típica de Camões: cego do olho direito, de barba, com couraça de soldado e a segurar uma pena. Contudo, nunca se soube ao certo se era ruivo ou moreno, fator que trouxe variações nas suas distintas representações. Os seus retratos mostram, de facto, como a passagem do tempo tornou o poeta num símbolo nacional, relacionado com a melancolia, a saudade e a identidade portuguesa.
Esta visita teve um impacto significativo nos alunos, uma vez que permitiu um aprofundamento e compreensão do contexto histórico e literário de um dos maiores autores que a cultura e a literatura portuguesas já presenciaram. Foi uma experiência bastante envolvente que possibilitou a consolidação dos conhecimentos acerca desta ilustre figura intemporal.
Ana Nunes, n.º 1, Leonor Pécurto, n.º 11, e Margarida Oliveira, n.º 14, 12.º A
Um diálogo entre o Céu e a Terra
O quadro “Adoração do Menino”, de Francisco João, é um dos destaques da exposição “500 Anos de Camões”, que celebra o legado cultural e literário de Luís de Camões e o contexto histórico do seu tempo. Vinda da rica coleção do Museu de Arte Sacra de Vila Viçosa e integrando o núcleo Camões no Alentejo, na exposição, esta peça destaca-se como um exemplo singular da arte sacra do período renascentista. Ela convida-nos a refletir sobre a ligação entre a vida e a morte de Jesus Cristo, oferecendo uma interpretação profunda e simbólica da sua missão terrena, bem como da espiritualidade e dos valores cristãos da época.
O quadro retrata a ideia principal de forma clara e magnífica: o nascimento de Jesus Cristo na manjedoura, enriquecido por detalhes que apontam diretamente para a sua morte. A cruz, transportada por um anjo, junto ao Menino, e a coroa de espinhos, sobre a Sua cabeça, apontam para o sacrifício futuro, sugerindo que a vinda de Cristo ao mundo, já estava intrinsecamente ligada à sua missão redentora. Este paralelismo entre o nascimento e a morte reforça a ideia de que o propósito último de Cristo era a salvação da humanidade, algo que a obra transmite tanto emocional, como espiritualmente.
Os anjos que pairam sobre o estábulo são figuras de destaque, representando a conexão entre o divino e o humano. Além de acompanharem o Menino na sua breve, mas significativa, caminhada terrena, podem simbolizar a missão espiritual de guiar e proteger os homens, sugerindo a presença constante da divindade na vida humana. A leveza transmitida pela presença angélica contrasta com a seriedade da cruz ao fundo, criando um equilíbrio visual e simbólico que sublinha a ligação entre o divino e o terreno.
O detalhe sombreado no canto superior esquerdo introduz uma interpretação contrastante, onde a cena parece aludir ao pecado. Este é simbolizado pelo homem em atitude de pecado e pelo anjo, que parece barrar-lhe o acesso ao céu, reforçando a ideia de que aqueles que se desviam do bem não alcançarão a salvação. Este pormenor evoca, subtilmente, a mensagem moral da obra, conscientizando as pessoas das consequências do mal e da impossibilidade de redenção sem arrependimento. Assim, reforça o caráter moral e teológico da obra.
Em suma, no seu conjunto, “Adoração do Menino” é uma obra profundamente espiritual e visualmente cativante, transcendendo a narrativa do nascimento de Jesus, abordando, de forma subtil, mas poderosa, a sua missão redentora. Francisco João consegue unir a beleza estética e a densidade simbólica, cativando o observador e destacando a intemporalidade da mensagem cristã. Portanto, esta obra suscita uma reflexão profunda sobre temas universais, como o nascimento, o sacrifício e a redenção.
Trabalho realizado por:
Joana Ferreira n.º 7, Lara Moura n.º 9 e Leonor Margalho n.º 10 12.º A
Apreciação crítica sobre a obra
“Camões lendo Os Lusíadas aos frades de S. Domingos”, uma pintura de António Carneiro (1926)
No último núcleo da exposição - “500 anos de Luís de Camões” - encontramos o quadro: “Camões lendo Os Lusíadas aos frades de S. Domingos”, de António Carneiro em 1926.
Nesta pintura de óleo sobre tela, a Congregação dos Dominicanos é o ambiente central deste quadro. Neste cenário católico, é possível ver Camões, como figura principal do quadro, sendo destacado pela iluminação. Ele encontra-se sentado num muro de um convento a declamar Os Lusíadas a diversos frades, que se mostram claramente cativados pelo discurso. O quadro apresenta uma saturação baixa e o pouco uso de cores vibrantes.
Há que destacar a presença poderosa de Camões e o seu papel fulcral na valorização da pátria portuguesa. É também curioso o interesse apresentado pela expressão dos ouvintes, que escutam a declamação de Camões.
Sem dúvida, o uso de óleo sobre a tela é uma técnica sublime que permite ao pintor destacar certos elementos nas pinturas como, por exemplo, os detalhes da textura. Nesta obra, devido ao uso desta técnica, é possível observar os detalhes texturais nas vestes dos frades, nas suas expressões faciais ou então nos elementos ornamentados, tornando reconfortante o clima presente da tela. Esta técnica vai, então, permitir um enriquecimento da obra no que diz respeito à experiência visual.
Em suma, os tons escuros e cinzentos que predominam na pintura sugerem alguma monotonia. De facto, não há muitos elementos diversos a caracterizar o cenário conventual, todo o realce recai sobre os frades que escutam o grandioso Camões.
André Pires n.º 2 e Jorge Mamede n.º 8 12.º A
Luís de Camões retratado por Almada Negreiros
A obra Luís de Camões, de José de Almada Negreiros, é um exemplo vibrante do pensamento e da estética modernistas que marcaram a carreira do pintor. Concebida em lápis e aguarela sobre papel Fabriano, a peça desafia as imagens tradicionais de Camões, surgindo este em postura reverente, segurando o seu Livro, símbolo da sua monumental obra literária, Os Lusíadas. Almada, uma das figuras centrais do modernismo em Portugal, explora nesta obra os temas de rutura e renovação tão caros ao movimento, refletindo uma postura crítica em relação ao peso da tradição e ao lugar de Camões na cultura nacional.
Nesta versão de Camões, o poeta surge com cabelo ruivo e sem a clássica pala no olho, caracterizações que Almada utiliza para (re)imaginar o ícone literário. O ruivo transmite força e vigor, enquanto a ausência da pala retira-lhe o estigma de sofrimento e mártir que tantas vezes lhe está associado. Esta representação de um Camões jovem e quase intemporal reforça a busca modernista por novas formas de expressão e por uma revisão das convenções históricas e culturais. Ao questionar a imagem consagrada de Camões, Almada não apenas desafia o retrato convencional do poeta; ele desmistifica a figura como símbolo de um passado glorioso, mas paralisante, e apresenta um Camões que poderia inspirar inovação.
O interesse de Almada por Camões foi mais do que uma vez evidenciado, como a conferência Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX (1920), em que Almada expõe uma crítica profunda à saudade como força paralisante para Portugal. Com esta obra visual, Almada parece questionar a tradição que eterniza Camões como símbolo de um passado imutável. Por sua vez, apresenta um Camões com energia e potencial de renovação, alinhado com a visão futurista do artista de um Portugal que poderia romper com a decadência, deixando para trás o peso da saudade.
Assim, Luís de Camões não é apenas um retrato, mas uma crítica visual sofisticada e uma celebração do potencial transformador da arte. Almada questiona a idealização histórica para apontar para um futuro, onde o legado cultural serve de inspiração ativa, e não de obstáculo. A obra, nesse sentido, é uma verdadeira manifestação do modernismo português, que instiga o público a redescobrir as suas referências e a ver a tradição como um ponto de partida para novas possibilidades.
Nuno Spínola n.º 20 12.º A
Camões sob o olhar de Júlio Pomar
A exposição “500 anos de Camões” que tivemos a oportunidade de visitar, albergava uma quantidade considerável de documentos históricos e únicos, quadros e pinturas que retratavam o tão estimado autor, constituinte da identidade nacional do nosso país. No último núcleo explorado na exposição - “A construção da imagem”, estavam expostos variados retratos de Camões, que tentavam passar para papel a descrição feita ao longo dos séculos da sua aparência física, da qual nunca se obteve um consenso total, causando variações na sua representação.
A obra de Júlio Pomar, intitulada “Camões na prisão escrevendo com a mão esquerda”, é aquela que mais nos saltou à vista, é precisamente aquilo que diz ser, conforme indicado no seu título. Observa-se aquilo que pretende ser a figura de Camões, representada pelo expressionismo, com uma pena na mão, a escrever numa cela da prisão de Goa. Esta não é uma obra completamente original, uma vez que se baseou num desenho quinhentista, cuja réplica também se encontra na exposição de Camões, e, por sinal, um dos primeiros retratos, que se considera ser o mais fiel da sua representação física.
Apenas através do olhar, é possível encontrar diversos aspetos partilhados pelas duas versões, como o jogo de cores escolhido em ambas, a utilização do vermelho como cor característica da escrivaninha de Camões, e a utilização de formas com intenso drama, característico dos movimentos modernista e expressionista da sua época, como a representação da bandeja com uma forma circular, no quadro de Júlio Pomar. O autor persiste na utilização de cores mais marcantes para a representação do espaço envolvente, a prisão, enquanto aplica cores mais suaves na delimitação da figura humana, Camões. Júlio Pomar conseguiu captar aquilo que é a essência do ato da criação em estado puro de forma excecional, criação essa na qual Camões era particularmente especial e talentoso.
Em suma, a exposição e posterior análise do paralelo entre o retrato de Camões e a obra de Pomar foram um convite à reflexão sobre a persistência do seu legado na cultura portuguesa. Mostra ainda como a arte contemporânea pode reinterpretar o passado de maneira inovadora e impactante.
Ana Nunes n.º 1, Leonor Pécurto n.º 11 e Margarida Oliveira n.º 14 12.º A
Visita de Estudo ao Paço Ducal de Vila Viçosa
No dia doze de novembro, no âmbito das disciplinas de Português, de Física e Química A e de Biologia e Geologia , a turma 10.º B participou numa visita de estudo ao Paço Ducal de Vila Viçosa. Os alunos desta turma, acompanhados pelas professoras Maria João Nogueira, Júlia Lopes e Cristina Florêncio, visitaram os seguintes espaços/eventos : Museu Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, exposição “ 500 anos do nascimento de Luís de Camões”, armaria e cozinha.
A exposição dedicada a Luís de Camões oferece informações muito pertinentes sobre a impressão e divulgação da obra Os Lusíadas, tanto em território português quanto internacionalmente. Destacam-se diferentes versões desta obra épica, evidenciando a sua importância histórica e cultural. Além disso, nesta exposição, podemos também apreciar uma coleção de retratos do poeta que reflete a interpretação única de cada artista e enriquece ainda mais o conhecimento sobre a figura de Camões ao longo dos séculos.
No Museu Biblioteca, os alunos contactaram com obras muito antigas como os Cancioneiros da Lírica Trovadoresca, obras de Fernão Lopes, a Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente, entre outros documentos. É de apreciar e louvar o estado de conservação de todas estas obras, verdadeiras relíquias da literatura portuguesa, que vão resistindo ao tempo.
Na armaria, foi possível observar a evolução dos materiais utilizados desde o séc. XVI até ao séc. XVIII, nomeadamente instrumentos de defesa (armaduras, capacetes, ombreiras, chapéu reforçado) e instrumentos de combate (pistolas, espingardas, espadas, besta, dardos, bastão, foices), entre outros.
A técnica de utilização dos materiais foi evoluindo ao longo dos séculos e destacam-se materiais como a madeira, o ferro, a liga metálica (latão),a prata, o aço, bronze, ouro, o couro, entre outros.
No acervo visitado encontram-se peças de vários lugares distintos do mundo, mais especificamente do continente europeu (Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, França, Itália, Inglaterra, Suíça, Turquia, Polónia, Irlanda, Áustria e Suécia),do continente asiático (China, Irão, Singapura, Malásia, Japão, Índia, Médio Oriente, Afeganistão e Indonésia), do continente africano (Sudão, Egito, Angola e Marrocos) e do continente americano (Brasil e Estados Unidos da América).
É notório que, ao longo dos anos, se verifica uma continuidade ao nível do aproveitamento dessas matérias primas, mudando apenas a sua estética, com o rebuscamento da forma como o material é trabalhado. No século. XVII, a utilização mais comum era a gravura de armas, enquanto que, no século. XVIII, a técnica desenvolvida era a cravura do mesmo.
No âmbito da disciplina de Física e Química, os alunos analisaram os diferentes estágios de oxidação dos elementos químicos presentes e concluíram que diferentes elementos têm processos de oxidação mais lentos ou mais rápidos que outros.
Na cozinha, foi possível observar diferentes utensílios culinários usados na época. Todos eles tinham o cobre como elemento principal, concluindo-se que as razões da escolha deste material fossem a alta condutibilidade, a durabilidade, a maleabilidade e a ductibilidade.
Em suma, esta visita de estudo revelou-se muito interessante, permitindo aos alunos alargarem conhecimentos enriquecedores e facilitadores do trabalho desenvolvido no âmbito das disciplinas que a integraram.
Realizado por: Leonor Maria Ratado Fanica e Maurício Ribas Alves
Visitas das turmas 10.º D, 10.º G, 10.º E e 10.º F à exposição comemorativa dos 500 anos do nascimento de Camões
No dia 19 de novembro de 2024, as turmas D e G do décimo ano deslocaram-se ao Palácio Ducal para visitar a exposição temporária "Luís de Camões - 500 anos do nascimento". Passados uns dias, foi a vez das turmas E e F do mesmo ano de efetuarem a mesma visita.
As visitas decorrem de acordo com o planificado e os objetivos previstos foram alcançados. No geral, os alunos ficaram bastante agradados com o que lhes foi apresentado, tendo os mesmos destacado como pontos altos o facto de terem podido visualizar ao vivo a primeira edição de Os Lusíadas e de lhes ter sido permitido folhear livros antigos.
Professor João Pedro Pina
Uma visita cultural pelo Palácio e o universo de Camões
No passado dia 28 de novembro de 2024, os alunos do 10.º A da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro realizaram uma visita ao Palácio de Vila Viçosa, no âmbito das disciplinas de Português e Física e Química A, com o propósito de: conhecer melhor a obra e o percurso biográfico de Luís de Camões; aprender hábitos e costumes dos diferentes grupos sociais; compreender os motivos de determinados metais serem usados na fabricação dos utensílios de cozinha e de guerra; e também descobrir o acervo do Museu-Biblioteca, um espaço deste Paço, que é pouco conhecido entre os alunos e as pessoas, em geral.
Fez parte da atividade a exploração de quatro espaços distintos do Paço Ducal de Vila Viçosa, cada um com o seu destaque: a exposição temporária “500 anos de Camões”, a Armaria, a Cozinha e o Museu-Biblioteca. Procedeu-se à divisão da turma, tendo cada grupo realizado a visita por uma ordem distinta.
De manhã, os alunos do primeiro grupo visitaram a exposição temporária “500 anos de Camões”, que não é residente em Vila Viçosa, contudo encontra-se no nosso palácio desde junho até ao fim de dezembro do ano de 2024, partindo depois para Sintra e Lisboa. Trata-se de uma exposição comemorativa dos 500 anos do nascimento do poeta, dedicada ao legado literário e histórico de Luís de Camões e está dividida em quatro principais núcleos: “O Tempo de Camões", "Camões no Alentejo", "História das Edições" e “A Construção da Imagem". O primeiro núcleo que visitámos, “O tempo de Camões", relaciona o amor que D. Manuel II teve em vida por toda a cultura e literatura portuguesas do séc. XVI, em especial pelas obras camonianas. Gosto que se manteve até à sua idade adulta, daí durante o exílio, em Inglaterra o rei ter adquirido uma enorme coleção de livros de Camões. Entre os inúmeros objetos expostos, destacam-se, inicialmente, os cadernos de D. Manuel ll, com transcrições de Os Lusíadas e anotações sobre Camões, que exprimem o carinho e o interesse do último rei de Portugal por este ilustre poeta, quando este ainda só tinha 12 anos. Neste primeiro núcleo, mergulhámos no ambiente em que o poeta viveu, o que terá influenciado certamente a sua escrita. Pudemos observar ainda objetos (baú e espada) que simbolizam a época em que Camões viveu, contemporânea dos Descobrimentos portugueses.
No segundo núcleo, “Camões no Alentejo", explorámos a ligação entre Luís de Camões e a região do Alentejo, destacando de que modo se relaciona o nosso território e as suas particularidades culturais e históricas com a vida e obra do autor. Este núcleo contém livros de outros autores, como Amador Rebelo (um padre jesuíta que serviu como tutor do rei D. Sebastião). Ainda neste núcleo, uma das obras que mais nos marcou foi um quadro, intitulado Adoração ao Menino, de 1570, oriundo do Museu de Arte Sacra de Vila Viçosa. Nesta pintura, é interessante o modo como um grupo de anjos adoram o Menino, com alguns símbolos da morte e ressurreição de Jesus. O núcleo seguinte, “História das Edições”, tem como objetivo principal traçar a evolução editorial das obras de Luís de Camões, desde as primeiras edições até aos exemplares mais recentes. Este segmento apresenta o modo como as publicações de Camões foram adaptadas e interpretadas ao longo dos séculos, refletindo certas mudanças culturais, artísticas e políticas em diferentes períodos históricos. Entre os itens expostos, o que mais nos saltou à vista foram as edições raras de Os Lusíadas, com exemplares datados do século XVI, e as inúmeras traduções para diversos idiomas, demonstrando a abrangência e a influência global do poeta. Foi bastante curioso poder observar um dos poucos exemplares da primeira edição de Os Lusíadas que existe no mundo inteiro, mas também pudemos ver um exemplar que se acredita ser contrafeito, o qual também tem um certo valor pela sua raridade. É possível distinguir estes dois exemplares através de um conjunto de elementos diferenciadores, nomeadamente a gravura do frontispício, as manchas gráficas, o material tipográfico e o papel utilizado, posterior à data da primeira publicação da obra (1572). Ainda neste núcleo da exposição pudemos observar duas traduções de “Os Lusíadas” em castelhano, datadas de 1580, do início do domínio filipino; uma publicação conhecida como “edição dos piscos” (1584), a primeira edição com notas explicativas, para tornar o texto mais acessível e de melhor compreensão; a tradução do livro em inglês (1655) e em latim e um exemplar magnífico daquela obra de 1880, que pertenceu ao rei D. Luís, encadernada em veludo e com um relevo em prata da cena trágica da morte de Inês de Castro, um dos episódios mais marcantes do Plano da História de Portugal presentes na epopeia portuguesa.
Por fim, no último núcleo da exposição, “A imagem de Camões”, conseguimos observar inúmeras representações de Luís de Camões ao longo de todos os séculos. Considerámos esta secção bastante interessante e apelativa, pois pudemos visualizar representações da imagem de Camões de vários autores e épocas, podendo relacioná-las entre si. A nossa representação favorita é a última de toda a sequência, intitulada “Camões na prisão escrevendo com a mão esquerda”, uma pintura de Júlio Pomar, do século XX (1985), cujo autor se inspirou num outro retrato já existente e recorreu à técnica do abstratismo.
A exposição “500 anos de Camões” foi especialmente marcante, pela presença de várias preciosidades e todos estes núcleos temáticos ajudaram, sem dúvida, a contextualizar a vida e obra do poeta, bem como a conhecê-lo melhor.
Durante o período da tarde, os alunos visitaram a Cozinha e a Armaria do Palácio. Esta parte da nossa visita teve como objetivo a observação direta de metais presentes nos vários elementos expostos nestes espaços referidos. Durante esta visita, identificámos em vários utensílios, antigamente utilizados na confeção das refeições servidas no palácio, vários elementos químicos, como cobre (Cu), ferro (Fe) e chumbo (Pb) e associámo-los às suas propriedades químicas e localização na Tabela Periódica. Foi, assim, possível relacionar os conceitos lecionados nas aulas de Física e Química A. A Cozinha do Palácio de Viça Viçosa é, sem dúvida, um local bastante impressionante e rico em história, que reflete não só a grandiosidade da casa dos duques de Bragança, mas também as características dos costumes gastronómicos daquela época. Esta Cozinha é muito ampla e espaçosa, contém grandes fornos, construídos para cozinhar refeições em grande escala. Neste espaço, também é possível observar um sistema de exaustão, como a chaminé, que é um exemplo da evolução arquitetónica e adaptação às necessidades do grupo de elite da altura. É impossível entrar nesta cozinha sem reparar na gigante e variada coleção de utensílios e instrumentos destinados à confeção de alimentos, maioritariamente tachos e panelas de cobre (Cu), mas também de outros metais como latão (Cu, Zn), ligas metálicas que são bons condutores do calor, tornando mais fácil aquecer a comida, para além de proporcionar um sabor diferente à comida.
De seguida, foi a visita à Armaria, que está dividida em duas partes. A primeira parte integra as peças mais importantes, provenientes das ofertas e de encomendas especiais, que refletem o quão importante a caça era para a Família Real. Nesta primeira parte, é possível encontrar pistolas e espingardas, um conjunto constituído pelas armas exóticas de D. Fernando II e o revólver disparado pelo Príncipe D. Luís Filipe, no dia do Regicídio. A segunda parte da Armaria está organizada de forma ordenada, relembra o armamento bélico utilizado ao longo dos últimos 400 anos e ali também é possível observar elementos tauromáquicos e uma coleção de quadros da maioria dos reis de Portugal. A Armaria é, no geral, uma coleção notável que prova o poder da Família Real e o gosto cultural da época. Aqui, verificou-se que o ferro era muito utilizado no fabrico de armas, visto que este era um material fácil de trabalhar e tinha uma forte resistência e durabilidade, sendo estas características muito importantes nessa altura, em cenários de guerra.
Finalmente, o Museu-Biblioteca foi o último local a ser visitado por todos os alunos da turma, contendo várias obras importantes e enriquecedoras, com destaque para os livros que se encontravam expostos numa mesa, uma versão fac-simile do Cancioneiro da Ajuda, uma versão fac-simile, que contém textos da poesia trovadoresca (cantigas de amor, de amigo, de escárnio e de maldizer), a “Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, obras de Gil Vicente, isto é, obras literárias que integram as aprendizagens essenciais da disciplina de Português do 10.º ano. Sem dúvida, observar diretamente e ter contacto com edições destes textos ajudou-nos a contextualizar a sua importância literária, histórica e cultural, oferecendo-nos igualmente uma nova visão aquando da sua análise, em sala de aula.
Esta visita ao Palácio de Vila Viçosa, feita pelos alunos do 10ºA, revelou-se uma experiência rica e multidisciplinar. Ao explorar a exposição “500 anos de Camões”, a Armaria, a Cozinha e o Museu-Biblioteca, os alunos tiveram a oportunidade de relacionar conteúdos das disciplinas de Português e Física e Química A com a realidade histórica, cultural e científica apresentada. Permitiu igualmente aos alunos ficarem a conhecer melhor o património local.
Carolina Ramalho n.º 2, Maria Rosado n.º 17, Luana Galrito, n.º 15 e Maria Luís Balsante n.º 18 10.º A
Comemoração da quadra natalícia no Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa
Festa de Natal - 17 de dezembro de 2024
Porque é importante manter a tradição, comemorar a vida, espalhar o amor e semear a esperança, o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa comemorou a quadra natalícia, culminando com uma festa de Natal, no dia 17 de dezembro.
Neste dia, o ginásio da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro acolheu alunos da educação pré-escolar, dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, apoiados por alunos do ensino secundário e juntos passaram uma manhã cheia de risos e boa disposição.
O senhor diretor do agrupamento, o professor Rui Sá, acompanhado pela senhora vereadora, Mónica Lobo, subiu ao palco e deu início à festa, agradecendo o trabalho, dedicação e empenho de todos os intervenientes na organização da mesma, bem como a presença de pais e encarregados de educação, que não quiseram deixar de estar presentes nesta manhã tão especial para os seus filhos/educandos. Agradeceu também ao Município, na pessoa da vereadora, pelo apoio continuado ao AEVV.
Também a senhora vereadora, Mónica Lobo, tomou a palavra, agradecendo o convite para estar presente nesta festa, já habitual no calendário escolar. De seguida, vincou a educação como um pilar do desenvolvimento do concelho, desejou a todos os presentes um Feliz Natal e um excelente 2025.
Durante essa manhã, a música e a dança animaram pequenos e graúdos: alunos, professores, assistentes operacionais, pais/encarregados de educação e convidados. A narração da “História de um Rei”, encenada por um grupo de alunos do 5.ºB e 5.ºC, lembrou a todos o verdadeiro sentido do Natal. Antes de terminar a festa, destacou-se a chegada do Pai Natal, que não trouxe consigo um saco cheio de prendas, mas não esqueceu a pequenada, a quem entregou (com ajuda dos/as educadores/as) um presépio em cartão, pedindo que, na pausa letiva, as famílias lembrassem Jesus, pintando, recortando e montando o presépio.
No final, todos foram convidados a se deliciarem com um shot de chocolate quente, oferecido pelos alunos e a se divertirem com atividades lúdicas, que decorreram no espaço de convívio dos alunos, preparadas em parceria com a Associação de Estudantes.
Um Torneio de Futebol, organizado pela Associação de Estudantes, completou este, que foi, sem dúvida, um dia pleno de alegria e convívio no nosso agrupamento.
Alunos de EMRC
Após a Festa de Natal, “repórteres” d’ O Cábula recolheram algumas opiniões sobre a vivência deste evento:
"Na minha opinião, deviam ter sido os mais pequenos a atuar primeiro e os mais velhos no final, apesar de ter gostado bastante."
Mãe de um aluno
“Gostei da festa, foi muito gira, mas o espaço tem de estar mais organizado para se poder ver melhor, de resto, tudo bem.”
Mãe de um aluno
“A festa foi bonita, engraçada, principalmente para os pais que gostam de ver os filhos atuar nesta altura festiva de Natal. Deviam melhorar o som.”
Pai de um aluno
“A festa esteve muito bem organizada, as crianças estiveram muito bem, mas havia pouca visualização. Acho mal não haver um espaço, onde os adultos se possam sentar.”
Avó de um aluno
“Gostava de ter conseguido ir durante mais tempo, já que estava de serviço, mas acho que foi bem realizada.”
Assistente operacional
"Foi melhor do que no ano passado, estava muito bem organizado e houve muita criatividade na realização.”
Luana Galrito, 10.º A
"Foi muito interessante. Adorei a iniciativa de envolver pessoas de todas as idades e também o facto de os pais poderem assistir às atuações dos filhos/filhas."
Joana Infante, 10.º D
“Eu gostei bastante da festa porque relembra muito a minha infância, faz-me sentir bastante nostalgia… Penso que se deve manter sempre esta festa para as crianças terem a mesma experiência que nós tivemos.”
Tiago Novado, 11.º ano
“Achei uma atividade divertida e até necessária. Gostaria que acontecesse mais vezes.”
Aluna de 10.º ano
Encontro com o escritor Possidónio Cachapa
No dia 13 de dezembro de 2024, foi um enorme orgulho para o departamento de línguas ter realizado, no âmbito do Clube de Leitura, o Encontro com o escritor Possidónio Cachapa, um nome reconhecido na literatura portuguesa, que aceitou gentilmente este nosso convite para partilhar um pouco da sua experiência e do seu percurso literário.
Alunos do ensino secundário – 10.º A, 12.º C e 12.º E – tiveram a oportunidade de conhecer este extraordinário autor de várias obras, sendo a mais recente A selva dentro de casa, publicada em setembro de 2024. A professora Maria Paula Garcia apresentou uma breve apreciação crítica sobre esta obra, destacando ser uma história autobiográfica, que decorre no Alentejo e em África.
Durante esta sessão, tivemos a oportunidade de ouvir as palavras do Possidónio, que nos contou sobre o seu processo criativo, as suas inspirações e o impacto que a literatura tem tido na sua vida. Além disso, foi um momento propício para alguns alunos e algumas alunas colocarem questões e debaterem ideias.
Possidónio Cachapa foi surpreendido por um pequeno grupo de cante alentejano, composto por alunos de 5.º ano que interpretaram, de forma autónoma dois cantos alentejanos. A 2.ª surpresa foi revelada no final da sessão, está disponível muito recentemente, no Plano Nacional do Cinema, a longa-metragem - Os demónios do meu avô, cujo argumento é da autoria do próprio autor.
Agradecemos ao escritor por esta excelente conversa, que todos adoraram e descobriram como este escritor é tão talentoso e apaixonado pela escrita.
Leituras partilhadas: Contos de Natal à lareira…
No dia 12 de dezembro de 2024, no âmbito do Clube de Leitura, as turmas do 5.º e 6.º anos, do 2.º ciclo, com Leituras partilhadas, vivenciaram um verdadeiro espírito de Natal!
À lareira, num ambiente muito familiar, alunos e alunas de 5.º e 6.º anos, pais e encarregados de educação, o professor bibliotecário do AEVV e duas alunas do 12º ano de Português da Associação de Estudantes leram e recontaram diversos contos de Natal, que foram escutados com muita atenção.
Esta iniciativa, de carácter muito interdisciplinar e colaborativo, foi dinamizada pelos professores: Cristina Cardoso, Marisa Nico, Júlia Mira, Luís Calado, Carla Franco e Mariana Louzeau, que agradecem a extraordinária dedicação e empenho de todos os participantes, assim como o serviço de fotografias e filmagens dos alunos do 12.º G. Votos de Bom Natal!
Campanha do 1
Com o propósito e o lema “Sê solidário, ajuda quem mais precisa”, realizou-se, entre 5 e 16 de dezembro de 2024, mais uma ação de angariação de bens alimentares no nosso agrupamento, “A CAMPANHA do 1”, tal como vem acontecendo há vários anos. Desta foi feita uma distribuição, tanto quanto possível equilibrada dos referidos bens, da qual resultou um total de 10 sacos, que foram entregues a 10 famílias carenciadas de alunos do agrupamento. A identificação destas, foi, como é habitual, feita pelos serviços do SASE.
Cumpre-nos agradecer a todos os que solidariamente colaboraram com os seus donativos, nesta campanha e de alguma forma contribuíram para minorar as carências dos que mais precisam.
A Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas,
Professora Águeda Palmeiro
O primeiro dia de aulas na escola dos “crescidos"
Os textos dos alunos de 5.º B surgiram de um desafio proposto na aula de Português. Os alunos foram convidados, através de um exercício de escrita, a registar o que sentiram no seu primeiro dia de aulas na escola dos “crescidos”. Ficam alguns sublinhados…
A Nova Etapa
No meu primeiro dia de aulas, eu estava nervoso e ansioso.
Quando entrei na escola era tudo novo, na sala olhei para tudo e parecia-me tudo estranho.
A professora, quando nos disse quais eram os nossos lugares, estava um pouco baralhada com os nossos nomes.
Depois de nos sentarmos, fiquei mais tranquilo, pois a professora era mais simpática do que o que eu estava à espera.
O primeiro dia de aulas para mim foi muito importante, pois conheci colegas novos e gostei da escola e dos professores.
Foi uma surpresa gostar tanto do meu primeiro dia de aulas.
João Guilherme Patacas
Os primeiros dias de aulas
Antes de chegar à escola, eu tinha dois sentimentos: a ansiedade e o nervosismo, mas quando entrei na escola senti-me crescida! Os colegas da minha turma são gentis, simpáticos e amigos. Eu achava que iria ser pior. Quando conheci os professores senti-me nervosa, mas quando conheci a diretora de turma, fiquei relaxada, eu acho que a diretora de turma é incrível. Espero ter um ótimo quinto ano!
Matilde Ganito
Primeiro dia de aulas
Então, quando cheguei à escola, estava um bocadinho nervoso. Fui para ao pé dos meus amigos e eles também estavam nervosos, como eu.
A campainha tocou, fomos para dentro da sala de aula. Quando passei algum tempo com a professora, comecei a gostar dela. Eu já não estava nervoso, estava mais descansado, depois fomos ver algumas partes da escola para a conhecermos melhor. E assim foi o meu primeiro dia de aulas na escola nova.
João Frade
Primeiros dois dias de aulas
Nestes primeiros dois dias de aulas, senti-me mais velho, nervoso, feliz, excitado e emocionado.
Gostei da minha diretora de turma, é muito divertida e tenho a impressão de que vou aprender muitas coisas.
Espero conhecer novos amigos nesta escola, não sei se me vou perder, mas eu tenho a certeza que posso contar com amigos, família, amigos dos escuteiros e colegas para me apoiarem e eu os apoiar.
Quero aprender muito, chegar à faculdade e tirar o curso de piloto da Força Aérea Portuguesa.
Manuel Dias
Uma Nova Etapa!
Após quase três meses de férias, lá chegou o tão esperado dia a entrada no 2.º ciclo. Nesse dia, acordei bem cedo, sentia-me bastante nervosa e nostálgica, tomei um duche e lá me acalmei. Saí de casa com a pensar que estava pronta para enfrentar esta nova etapa da minha vida e pensei que ia tudo correr bem.
Cheguei à escola e fiquei confusa com tanta gente nos corredores. Encontrei-me com as minhas amigas, conversamos um pouco enquanto subíamos as escadas e procuramos a nossa sala de aula. Entramos na sala de aula, estava lá a nossa diretora de turma, a professora Cristina Cardoso, gostei muito de a conhecer, achei-a bastante simpática. Falamos do comportamento a assumir na sala de aula e do funcionamento da disciplina. Também vimos um “trailer” do regresso às aulas. Depois de finalizarmos a nossa conversa, a professora Cristina decidiu ir connosco dar uma volta à escola para relembrarmos alguns locais da nova escola. Aproveitámos para conhecer alguns professores de outras disciplinas que iríamos ter ao longo do ano. Ao final da manhã, regressamos a casa com o sorriso enorme no rosto e a desejar que o tempo voasse até ao dia seguinte.
Concluindo, gostei muito da escola e da professora juntamente com a minha turma 5.º B. Estou a adaptar-me muito bem e estou a gostar muito das novas disciplinas. Espero que corra bem esta nova etapa da minha vida!
Benedita Rocha
Celebração do dia de São Martinho
Esta atividade Interdisciplinar de EMRC; EV; ET; Português, surgiu no âmbito da Comemoração do dia de São Martinho
- Ilustração da Lenda em quadros tridimensionais
- Elaborados pelas turmas de 5.º ano (A, B, C)
Iniciativa Líderes Digitais
Esta iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação - Direção-Geral da Educação (DGE).
Os Líderes Digitais do AEVV são os alunos Afonso Nunes, António Gato, Guilherme Cochicho, Margarida Canhoto, Maria Alferes, Rita Canhoto e Tiago Cordeiro.
Tem como objetivos principais divulgar e promover, junto das comunidades educativas, a adoção de comportamentos que contribuam para a utilização e navegação segura na Internet, nos ambientes digitais, contribuindo, ainda, para a promoção da Cidadania Digital.
Os Líderes Digitais terão como missão intervir tanto junto dos seus pares como dos restantes membros da comunidade educativa em que se inserem, incentivando-os à adoção de uma atitude crítica, refletida e responsável no uso de tecnologias e ambientes digitais em colaboração com a SeguraNet.
No dia 4 de novembro, participaram no webinar nacional dos Líderes Digitais em que tomaram contacto pela primeira vez com os pares dos outros agrupamentos. Aqui foi lançado um desafio para assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, no dia 10 de dezembro, como ponto de partida para as primeiras ações a realizar. Os líderes Digitais do AEVV elaboraram dois cartazes para este efeito.
Crianças da educação pré-escolar e alunos do ensino secundário do AEVV comemoraram os 130 anos de nascimento de Florbela Espanca
A 9 de dezembro de 2024, o Departamento de Línguas do AEVV, no âmbito do Clube de Leitura, dinamizou uma singela homenagem a Florbela Espanca, assinalando os 130 anos do nascimento desta ilustre poetisa calipolense, celebrados, no dia 8 de dezembro de 2024.
Esta afetuosa celebração teve início às 10h:30m, junto do busto de Florbela Espanca, contando com o envolvimento ternurento dos grupos das crianças da educação pré-escolar do AEVV, que participaram, de forma encantadora, no “Desfile de Florbelas e Apeles”. Foi extraordinário o grande empenho das educadoras, das assistentes operacionais e das famílias, que tão bem caracterizaram as “Flores” belas e os doces Apeles. Colaboraram, neste evento, também alguns alunos e algumas alunas do ensino secundário, das turmas 12.º A, 12.º C, 12.º D e 12.º G.
Todos juntos cantaram o poema - "Ser Poeta é ser mais alto..."! - para celebrar Florbela, uma interpretação musical da banda Trovante. Devido à fresquinha manhã que se fez sentir, o desfile das crianças continuou no palco do cineteatro Florbela Espanca, onde as crianças cantaram os Parabéns a Florbela; ouviram poemas declamados por alunas do 12.º A e 12.º C – Leonor Margalho, Lara Moura, Luísa Martins e Margarida Lanternas; e cantaram, novamente, o poema “Ser Poeta”, interpretado por uma aluna do 12º A – Diana Velhinho. Colaboraram ainda, nesta atividade, alunos do 12.º A e D – Joana Ferreira, Sérgio Pinheiro e Luís Claréu, no apoio à logística, assim como alunos do 12.º G – João Pombeiro e Miguel Pereira, responsáveis pela reportagem fotográfica e de vídeo. No final, todos confraternizaram com um lanche, oferecido a todos os alunos, famílias e amigos, pelo município, graças à preparação, empenho e disponibilidade da senhora vereadora do pelouro da educação, Mónica Lobo.
O feedback desta iniciativa de promoção da leitura e da escrita foi bastante positivo, tendo sido gratificante os sorrisos (e até uma lagrimita), que vimos nos rostos encantadores das crianças, e que nos aqueceram os corações, durante esta especial homenagem a Florbela Espanca, uma grande personalidade da cultura e da literatura nacional e internacional.
Foi, sem dúvida, de saudar o trabalho colaborativo entre o departamento de línguas/ grupo de português, o departamento da educação pré-escolar, o grupo de informática e o grupo de artes visuais do AEVV.
Por fim, um agradecimento a todos os que connosco colaboraram e às famílias e amigos que nos acompanharam. Agradecemos ainda, em especial: ao senhor presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, e à senhora vereadora do pelouro da educação, Mónica Lobo, devido ao apoio no transporte das crianças, na cedência do espaço do cineteatro e na oferta do delicioso lanche, do convívio final; ao senhor diretor do AEVV, professor Rui Sá, por nos ter acompanhado; ao vice-diretor do AEVV, professor Lino Gato, pela cedência de material tecnológico; à senhora adjunta do diretor do departamento da educação pré-escolar, Ana Sofia Branco, pelo seu grande empenho e apoio na organização; à coordenadora do departamento da educação pré-escolar, Célia Gromicho, e a todas as educadoras de infância do AEVV, pelo sua extraordinária colaboração; à professora Vanda Amaral de Oficina Multimédia do 12.º E, por ter orientado os alunos na realização de cartazes comemorativos; aos alunos do 12.º E, pela sua grande dedicação e criatividade na construção dos cartazes; à senhora presidente do Conselho Geral, professora Júlia Lopes, por ter celebrado connosco; às senhoras professoras Catarina Passarudo e Águeda Palmeiro, que se disponibilizaram a acompanhar os alunos das turmas 12.º C e 12.º D, respetivamente; à senhora professora Fátima Garcia, que orientou os alunos do 12º G, na reportagem fotográfica e de vídeo; ao guarda Gonçalves, da GNR, que garantiu a segurança das crianças na via pública; às representantes da Casa Florbela Espanca, Paula Taborda, e do Grupo de Amigos de Vila Viçosa, professora Noémia Serrano, que nos agraciaram com a sua presença
As professoras responsáveis,
Mariana Louzeau, Maria Paixão e Ana Sofia Branco
Florbela, a poetisa do verso puro
Vila Viçosa orgulha-se de ser o berço de Florbela Espanca. Nasceu a 8.12.1894, em Vila Viçosa e faleceu no dia que a viu nascer, em 1930, em Matosinhos. Poetisa muito apreciada pelos portugueses, revelou sempre a sua sensibilidade e melancolia, não se coibindo nunca de revelar os seus estados de alma.
Neste domingo, dia 8 de dezembro, completou 130 anos do seu nascimento.
Como qualquer artista que realizou uma grande obra, tornou-se imortal por cantar a saudade, o amor, a solidão, a angústia e o desencanto. A vila que a viu nascer não poderia deixar de celebrar o seu nascimento e o seu legado literário e, por isso, realizou-se uma apresentação das suas obras de destaque junto ao seu busto, no centro da vila, contando com a presença e contributo da comunidade escolar.
Realçamos um dos seus poemas mais icónicos “ Ser poeta” em que a poetisa revela a sua visão sobre a criação poética e a essência do seu EU artístico.” É ter fome, é de ter sede de infinito!”, ou seja, Florbela acreditava que o dom das palavras era “(…) alma , e sangue, e vida(…)”, fundindo a sua vida com a sua obra.
Assim, relembramos, mais um ano, a sua grandeza e fragilidade que a tornaram única e inolvidável, sendo uma figura incontestável no panorama literário português.
11.º C/D Literatura Portuguesa
Erasmus - Hildesheim, Alemanha
Durante a semana de 24 a 29 de novembro, três professoras, uma psicóloga, o diretor do agrupamento e dez alunos, deslocaram-se a Hildesheim, Alemanha, para visitarem uma escola onde os alunos também desenvolvem programas de mentorias e tutorias.
Tratou-se da última mobilidade do projeto AEVV - Aproximar, Educar, Valorizar e Viver - Caminhos para uma Educação Inclusiva.
Foi uma semana muito enriquecedora, durante a qual, professores e alunos, participaram em aulas, workshops, debates e assembleias, assumindo uma postura reflexiva e crítica em relação ao que se faz naquela escola. Houve ainda tempo para conviver com alunos croatas e franceses que também estavam em intercâmbio. Apesar do frio que se fez sentir, viveu-se a magia do Natal, nos tão belos e característicos Mercados de Natal alemães.
Comemoração do 35.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança
No ano em que se comemora o 35.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, a CPCJ de Vila Viçosa quis assinalar a data, no dia 20 de novembro, com um Estendal dos Direitos da Criança, no Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, com o intuito de sensibilizar a comunidade escolar sobre a Prevenção dos Direitos das Crianças.
Este documento (Convenção) enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais - os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais - de todas as crianças, representando um vínculo jurídico para a promoção e proteção eficaz dos direitos e liberdades nela consagrada.
Manuel Almas, representante do Ministério da Educação na CPCJ de Vila Viçosa
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Hoje, dia 3 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Esta data é comemorada pela Organização das Nações Unidas desde 1992 e procura promover os direitos e o bem estar das pessoas com deficiência e a sua participação nos vários domínios da sociedade.
O lema deste ano é "Promover a liderança das pessoas com deficiência para um futuro inclusivo e sustentável" reforçando que no que se refere a este público-alvo, nada se deve fazer sem os ouvir, permitindo-lhes ser uma voz ativa e crítica.
Foi o que fez André Soares, campeão do mundo de ciclismo, 25 anos, surdo, atleta paraolímpico, hoje, na escola sede do agrupamento.
Falou, por mais de uma hora, para os alunos de 9.º ano e para uma turma de 6.º ano, frequentada por uma aluna, também ela, surda. Durante todo este tempo o auditório ficou rendido ao discurso forte, íntimo, pessoal e motivador do André.
Nunca desistir, enfrentar desafios e acreditar nas nossas capacidades, ser tolerante e ajudar, foi a mensagem que o André Soares nos deixou.
O grupo de Educação Especial agradece ao André ter aceitado o convite para estar connosco hoje e a oportunidade de participar nesta partilha tão intimista, com uma mensagem tão forte e comovente.
Ao André desejamos muito sucesso na sua vida pessoal e profissional!
Aos alunos do 9.º ano e do 6.º D agradecemos muito o interesse que manifestaram e o comportamento exemplar que tiveram!
COMEMORAÇÃO DE SÃO MARTINHO - “Feira de S. Martinho”
No âmbito das comemorações do S. Martinho, realizou-se no dia 11 de novembro de 2024, uma Feira de S. Martinho, na escola sede do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, proporcionando aos alunos, uma tarde de convívio, onde não faltaram as castanhas quentinhas, doces e salgados, atividade desportivas, música e muita alegria.
Contámos com a colaboração e envolvimento do Município, que forneceu as castanhas, dos DJ´s Rúben Bratz e Tomás Rasteiro, que animaram o espaço, e de toda a comunidade escolar, destacando-se o apoio do grupo de Educação Física. A nós, também se uniram as famílias, o que deu um significado especial à celebração deste dia. A todos resta dizer… Obrigado!
Reza a lenda que certo dia, São Martinho seguia no seu cavalo num dia de chuva e cruzou-se com um mendigo. Deparando-se com o homem cheio de frio, pegou na sua capa e cortou-a ao meio com uma espada e cobriu o mendigo com uma das partes. Pouco depois, encontrou outro pedinte e deu-lhe a parte que restava.
São Martinho seguiu o seu caminho, desprotegido do frio e, conta a história, que de repente as nuvens desapareceram dando lugar ao sol e o bom tempo manteve-se durante três dias. Acredita-se que nesta altura temos sempre dias de sol graças a este gesto e a tradição designa estes dias como “verão de São Martinho".
A professora de EMRC,
Júlia Mira
Exercício “A Terra Treme”
No dia 5 de novembro, pelas 11h05, teve lugar, no agrupamento, o exercício “A Terra Treme”, na sua 12.ª edição, promovido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, e que este ano coincidiu, também, com o Dia Mundial de Sensibilização para o Risco de Tsunami.
O objetivo deste exercício foi capacitar a comunidade escolar para os procedimentos a ter antes, durante e depois de um sismo, assim como conhecer as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção, evitando situações de pânico.
No agrupamento, uma houve franca adesão a este exercício, onde se executaram os 3 gestos de autoproteção: Baixar – Proteger – Aguardar.
Deixamos alguns registos do exercício e agradecemos a todos os que participaram em grupo ou individualmente.
Prof. Alexandrina Gonçalves
Halloween 2024
Nos dias 29 e 31 de outubro, nas escolas do Concelho de Vila Viçosa, nomeadamente EB1 do Carrascal, EB1 de Bencatel e EB1 de São Romão, montaram-se as exposições relacionadas com o Halloween. Esta tradição de festividade foi dada pela docente de Inglês do Agrupamento, Carla Carraquico Carvalho, tendo sido pedido aos alunos do 3º e 4º anos que fizessem um chapéu de bruxa e uma vassoura de bruxa respetivamente. A adesão a esta exposição foi enorme sendo que a docente responsável irá premiar por escola, a melhor vassoura e o melhor chapéu de bruxa. Para este prémio “doce”, a docente contará com um júri constituído por docentes titulares e auxiliares de ação educativa que deverão decidir qual dos trabalhos cumprirá todos os requisitos pedidos para a elaboração dos mesmos: maior criatividade e uso de materiais primários e/ou reutilizados.
A docente confessou que iria ser uma escolha extremamente difícil já que a criatividade de todos os participantes foi imensa.
Assim, a docente agradeceu a todos os participantes e auxiliares que ajudaram na montagem da exposição, deixando para “O Cábula” o agradecimento especial a todos os pais e encarregados de educação que dispensaram algum do seu tempo para ajudar.
“Os momentos mais felizes da minha vida
foram aqueles poucos,
que pude passar em minha casa,
com a minha família.”
Thomas Jefferson
Alunos premiados
Dia Nacional das Acessibilidades
No âmbito do Dia Nacional das Acessibilidades, dia 20 de outubro, o grupo de Educação Especial, em colaboração com a Associação Salvador, dinamizou atividades no pré-escolar, no 1.º e no 2.º ciclo, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância de “derrubar barreiras”.
No pré-escolar e no 1.º ciclo foi realizada a atividade “Acessibilidades e Eu” e no 2.º ciclo a atividade “Ponha-se no nosso lugar”. No decorrer das atividades os alunos mostraram-se bastante empenhados, tendo apresentado inclusive propostas de melhoria nas escolas e nos acessos às mesmas.
Com o intuito de mostrar os trabalhos dos alunos do 1.º ciclo está a decorrer uma exposição, na sede do agrupamento, na entrada principal, que contou com a colaboração dos alunos do 6.ºC.
O grupo de Educação Especial agradece a todos os docentes que participaram e permitiram que esta atividade se realizasse com sucesso.
Deixamos o registo fotográfico do decorrer das atividades que promoveram nos alunos uma visão mais inclusiva.
Dear teenage girls,
Being a teenager is complicated. It’s tiring. So today I’m writing to give you some advice on not being the perfect girl for others but for ourselves.
Firstly, memorize this: It’s okay not to be okay, okay? You are enough but it’s okay not to feel that way, okay? You are unique! Don’t be a copy, okay? It’s okay not to like your body. It’s okay to want to change. It’s okay that you don’t have a boyfriend. But do you know what is not okay? It’s not okay to get hurt. It’s not okay to feel hungry. It’s not okay to hide the pain. It’s not okay to live in prision.So, be fine. How? Simple. Remember that: you worth it; beauty goes beyond the suface; don’t be a fake; love yourself; love your family.
And what about me? I STILL don’t believe it. I’m working on it. Do you want to try this with me?
All the best!!
Maria
A indiferença atinge-nos a todos
Este Cartoon, de Vasco Gargalo, faz jus ao nome “Exploração Infantil”, quando nele está uma criança desnutrida nesta máquina de costura, que é o nosso planeta, a coser um vestido a alguém poderoso que nem olha para trás para ver quem lho faz, escolhe simplesmente não querer saber.
Esta imagem feita para sensibilizar mesmo aqueles que não se interessam por estes problemas, deixa-nos pensativos sobre a realidade em que vivemos hoje em dia e o quanto esta prática abusiva está enraizada na nossa sociedade há séculos. A expressão “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca fez tão sentido como a que Gargalo desenhou e planeou até ao mínimo detalhe. Desde a escolha de fio vermelho a simbolizar o sangue derramado dos pobres, ao contraste de um mundo colorido, mas que na verdade a “manivela” (quem comanda) e o “chão” que pisamos é preto, deixa-nos uma sensação má ao estômago.
A alegoria que nos é apresentada faz alusão ao abuso de poder por aqueles que têm a vida facilitada. Especialmente os habitantes de países desenvolvidos. Somos todos responsáveis, pois tanto têm a culpa os consumidores que sabem do problema e participam na chamada “fast fashion”, como as multinacionais que exploram os países não desenvolvidos e a sua população em troca de mínimos rendimentos.
Esta situação é bastante comparável à que nos foi apresentada no Sermão de Santo António, em que os homens se comem uns aos outros e os peixes grandes alimentam-se dos pequenos, sendo que se fosse ao contrário, bastaria um único peixe grande para alimentar vários pequenos. Querendo isto dizer que, já na altura de Padre António Vieira, os poderosos aproveitavam-se e exploravam os mais vulneráveis, frágeis e pobres tanto que são comparados ao pão que se come diariamente e em todas as refeições por aqueles que o conseguem ter.
Tanto na atualidade como antigamente, o ser humano que vive de aparências, prefere mais estar bem vestido do que estar alimentado e satisfeito. Cheios de fome mas bem apresentados. Esta ignorância vai para o caixão com muitos de nós, mas cabe àqueles a quem a indiferença ainda não atingiu, de mudar a mentalidade e a imagem muito bem conseguida, embora infeliz, que Vasco Gargalo nos apresenta.
Mariana Canhoto, n.° 8, 11.° F
74 Anos de TAP – O Adeus ao Airbus A340
Fundada em 1945, a TAP Air Portugal, companhia aérea de bandeira portuguesa sediada no Aeroporto Humberto Delgado e membro integrante da Star Alliance, celebrou 74 anos de operação a 14 de março de 2019. Os Transportes Aéreos Portugueses tornaram-se um símbolo da conexão de Portugal com o mundo, especialmente com a América do Sul e África, tendo sido a TAP nomeada como companhia aérea europeia líder para a África e América Latina há 10 anos consecutivos.
Os 74 anos da Air Portugal foram marcados por uma renovação de frota em massa, onde se destaca o fim da operação do Airbus A340, um quadrimotor civil de longo alcance que se juntou à frota TAP em 1994. Na altura, era um avião de última geração com capacidade para cerca de 300 passageiros e um alcance de 13 500km. Era um verdadeiro recordista, o único a dar a volta ao mundo com uma só paragem.
A descontinuação do A340 refletiu uma transição inevitável para uma nova série de aeronaves mais eficientes, como o A330neo. O A340 é um marco icónico na história da TAP, ao ter transportado 12 milhões de passageiros para mais de 55 destinos, espalhados por 5 continentes ao longo de mais de 63 mil voos, totalizando mais de 450 mil horas de voo. A operadora aérea portuguesa realizou um total de 912 ações de inspeção desta aeronave, totalizando mais de 4 800 dias em hangar, chegando a ser nomeada “operadora de excelência do A340” pela Airbus.
Contudo, com o passar dos anos, o A340 tornou-se incapaz de concorrer com o avanço da indústria aeronáutica. Os seus quatro motores consumiam muito mais combustível e emitiam muito mais dióxido de carbono e ruído do que a nova geração AIRBUSneo. Assim, de modo a manter o crescimento e satisfazer as necessidades dos passageiros, enquanto reduz o seu impacto no ambiente, a TAP foi, de certa forma, forçada a adaptar-se ao futuro, transitando para aeronaves mais eficientes que vieram a substituir o A340.
Em última análise, aos 74 anos a TAP continuava a revelar-se um símbolo de Portugal no mundo, capaz de se renovar e olhar para o futuro. Dissemos adeus ao A340, uma aeronave incapaz de competir com a modernidade e eficiência dos novos A330neo e A321lr. Contudo, o seu legado permanece. Refletindo engenharia de ponta por parte da Airbus e excelência de operação por parte da TAP, o Airbus A340 transportou 1 500 000 000 de passageiros em todo o mundo, sem nunca ceifar uma única vida, uma verdadeira exibição de segurança impecável ao mais alto nível.
Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de português, por:
Bernardo Anão n.º3 12.º A
PROJETO ESCOLA LIMPA
No domingo, dia 22 de setembro celebrou-se o “Dia Europeu Sem Carros”.
Para assinalar esta data, a equipa do Projeto Escola Limpa propôs que todos os alunos, pessoal docente e não docente, da escola sede, participassem numa atividade na segunda-feira, dia 23 de setembro, entre as 8:30 e as 9:00.
A mesma consistiu num gesto simples, amigo do ambiente – que todos os que tivessem essa possibilidade, NESSE DIA, viessem A PÉ OU DE BICICLETA para a escola.
Desta forma, os alunos, pessoal docente e não docente que, habitualmente, já vêm A PÉ OU DE BICICLETA para a escola, nesse dia fizeram o seu percurso habitual.
Os que dependem do carro procuraram rentabilizar este transporte pessoal e partilharam boleia com pessoas da sua localidade e dirigiram-se ao parque de estacionamento contíguo ao mercado da vila, estacionaram aí o carro e fizeram o percurso até à escola, A PÉ. Também a maioria dos encarregados de educação deixaram os seus educandos junto ao mercado da vila.
De igual forma, todos os alunos que, habitualmente se deslocam de autocarro, NESSE DIA, foram apeados na paragem do Mercado Municipal ou em frente ao Tribunal e todos juntos fizeram o percurso até à escola, A PÉ.
Os alunos mais novos (5.º e 6.º anos) foram acompanhados por alguns alunos do 11.º A, que identificados com o colete amarelo, acautelaram a passagem segura dos colegas mais novos, em três momentos do percurso, onde atravessar a estrada exigia mais atenção.
Verificou-se muito boa disposição entre os participantes e o convívio de alunos e professores durante o trajeto mostrou um verdadeiro sentimento de pertença ao Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.
O objetivo é sensibilizar para a importância de andar a pé e reduzir, pelo menos neste dia, a nossa pegada carbónica.
Por fim, os OBJETIVOS desta atividade, tendo todos igual relevância:
Motivar a comunidade escolar para reduzir a sua pegada carbónica (reduzir as emissões dos carros), indo a pé ou de bicicleta para a escola.
Melhorar a condição física – fazer mais exercício físico, nomeadamente caminhar.
Participar numa atividade que integra todos os alunos da escola sede e fortalecer o sentimento de pertença ao Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.
Envolver os encarregados de educação na consciencialização destas necessidades e objetivos.
A equipa do Projeto Escola Limpa agradece a participação de todos os envolvidos e conta com a colaboração de todos em ações futuras, por um estilo de vida mais sustentável.
Resultados do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2024 da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, do AEVV
Os resultados do Concurso Nacional de Acesso de 2024 da 1.ª e da 2.ª fases revelam que a maior parte dos alunos e das alunas, que concluíram o Ensino Secundário no ano letivo 2023-2024, decidiram prosseguir os seus estudos no Ensino Superior, apostando na sua formação académica. É sempre gratificante, para o nosso agrupamento, saber que muitos deles optaram por um caminho formativo, rumo a um futuro profissional, de acordo com os seus resultados académicos, as suas capacidades e os seus interesses.
De acordo com os resultados da 1.ª e 2.ª fases do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2024, da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, 65 alunos apresentaram candidatura na 1.ª fase e 16 na 2.ª fase, tendo ficado colocados, respetivamente, 62 e 7 alunos. Esclarece-se ainda que dos 7 alunos colocados na 2.ª fase, apenas 2 concorreram pela 1.ª vez ao Ensino Superior, nesta mesma fase.
É também de referir que, contabilizando as duas fases, de um total de 70 candidatos, foram colocados 65 (93%) e não obtiveram colocação apenas 5 (7%).
Salienta-se ainda que, na 1ª fase, dos 62 colocados, 41 (66%) ficaram na sua 1.ª opção, 17 (27%) na 2.ª opção, 2 na 3.ª opção (3%) e 2 na 5.ª opção, o que significa que a maior parte dos que reuniam condições de acesso ao Ensino Superior conseguiu entrar na sua primeira escolha, ou seja, 96% conseguiu ficar numa das suas três primeiras opções. Uma situação semelhante ocorreu, na 2ª fase, dos 7 alunos colocados, 6 (86%) ficaram na 1.ª opção e 1 (14%) na 2.ª opção.
À semelhança de anos anteriores, os alunos que concluem o 12.º ano, no AEVV, fazem opções muito diversificadas, quer na escolha da universidade ou do instituto politécnico, quer na opção do curso.
No que respeita aos locais escolhidos para prosseguir estudos no ensino superior, considerando as duas fases, apresenta-se o gráfico 1, que apresenta, como destino mais escolhido pelos nossos estudantes, em 2024, a cidade de Évora, onde ficaram colocados 22 estudantes. Seguiu-se a capital do país, Lisboa, onde foram colocados 17, e Portalegre, onde ficaram 7. Outros destinos escolhidos foram: Coimbra (4), Santarém (3), Estoril (2), Covilhã (2), Setúbal (2), Castelo Branco (2), Guarda (1), Elvas (1), Leiria (1) e Faro (1).
Constata-se, igualmente, uma grande variedade de opções de cursos, tendo também em conta as colocações das duas fases, conforme se apresenta nos gráficos 2 e 3. No gráfico 2, entre os cursos mais escolhidos, evidenciam-se três: Enfermagem, Gestão e Ciências do Desporto.
Através do gráfico 3, confirma-se que a escolha dos cursos, em 2024, foi deveras muito diversificada, identificando-se 25 cursos distintos.
Agora, estamos certos de que todos estes jovens vão viver intensamente uma nova etapa da sua vida, por vezes, com incertezas e receios, mas esperamos que tenham a coragem e resiliência necessárias para enfrentar os novos desafios e superar as suas dificuldades.
Neste momento especial, a equipa d’ “O Cábula” e toda a comunidade escolar congratula-se e deseja a todos os novos estudantes universitários os maiores sucessos pessoais, académicos e profissionais. Muitos Parabéns a todos/as!
A equipa d’ O Cábula
Neste início de novo ano letivo, o jornal escolar digital O Cábula deseja um excelente ano letivo a toda a comunidade escolar, contando sempre com a sua colaboração!
Desde o ano letivo transato que O Cábula adquiriu maior visibilidade e atualidade, com o seu novo formato de blog na página do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, enriquecido com a publicação de textos alusivos a atividades, trabalhos, projetos ou clubes do agrupamento.
Assim, O Cábula pretende continuar a promover o desenvolvimento das competências da escrita e da leitura na comunidade escolar, a fomentar a inclusão e a implementar uma cultura e sentimento de pertença ao agrupamento.
Como tal, é fundamental a participação de todos/as (alunos/as, professores/as, técnicos/as auxiliares, técnicos/as especializados/as, encarregados de educação, …), que poderão enviar os seus textos (textos expositivos, textos de opinião, apreciações críticas, notícias, poemas, crónicas, entrevistas, reportagens, ensaios, …), sempre que possível, ilustrados com imagens/fotografias (sempre enviadas, em anexo e em formato de imagem – jpeg, jpg…) para o seguinte endereço eletrónico:
Esclarece-se que, em caso de artigo sobre uma atividade ou visita de estudo, este deve conter não só a descrição da mesma, referindo o(s) local(ais) visitado(s) e data(s) de realização, mas também a reação dos alunos envolvidos.
Para manter a atualidade, o envio dos textos alusivos a atividades deve ocorrer dentro de 8 dias, após a sua realização.
Além disso, relembra-se que as imagens identificativas de alunos/as exigem atempadamente uma autorização de captação e divulgação de imagem dos respetivos encarregados de educação para cada atividade, de acordo com a lei de proteção de dados pessoais.
Por fim, O Cábula ao longo deste ano letivo deseja aumentar a quantidade, a qualidade e a diversidade dos textos publicados, contando com uma maior participação da comunidade escolar. Afinal, O Cábula é um jornal de todos e para todos!
A equipa d' O Cábula
Leontina Pires
Fátima Garcia
Mariana Louzeau