No âmbito da disciplina de Educação para a Cidadania e Desenvolvimento, a turma A do 12.º ano desenvolveu o seu Projeto de Turma, em articulação com o Programa de Apoio à Promoção e Educação para a Saúde (PAPES), centrado na viagem de finalistas, que decorrerá entre os dias 6 e 12 de abril, na estância espanhola de Punta Umbría.
Este projeto teve como principal objetivo capacitar os alunos para a tomada de decisões informadas, assentes em conhecimentos científicos, promovendo uma cultura de responsabilidade individual e coletiva. Procurou, igualmente, incentivar a adoção de comportamentos seguros e responsáveis durante a viagem.
O trabalho culminou numa sessão de sensibilização dirigida aos pares, realizada no dia 26 de março, no auditório da escola. A iniciativa contou com a valiosa intervenção do Dr. Paulo de Jesus, Coordenador do Centro de Respostas Integradas do Alentejo Central, da enfermeira Lara Gato, da UCC de Vila Viçosa, bem como dos representantes da Escola Segura e da Guardia Civil Espanhola.
Os alunos do 12.º A estão de parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido, demonstrando empenho, organização e criatividade, deixando toda a comunidade educativa orgulhosa.
Um bem-haja a todos e votos de uma excelente viagem!
A Docente Marta Morais
Para celebrar o Dia do Livro Português - 26 de março – as turmas do 10.º B e do 10.º C participaram na iniciativa “Bibliotecário por um dia”, dinamizada pela Fundação da Casa de Bragança, no Museu-Biblioteca do Palácio de Vila Viçosa. A mesma integrou-se nas comemorações da Semana da Leitura e das Línguas 2026 do AEVV, em articulação com o Plano Nacional das Artes e a disciplina de Português.
Os participantes experienciaram uma tarefa prática de catalogação de alguns livros de literatura portuguesa, em programa de gestão documental – UNIMARC (o acrónimo de Universal Machine Readable Cataloging).
Neste dia, decorreram duas sessões, os alunos da turma C estiveram presentes, no período da manhã, acompanhados pela professora Mariana Louzeau, enquanto os alunos da turma B participaram na sessão da tarde, tendo sido acompanhados pelas professoras Mariana Louzeau e Maria Catarina Passarudo.
Em cada uma das sessões, foi aplicada a metodologia de trabalho de grupo, tendo-se constituído quatro grupos, em que todos os alunos e as alunas tiveram oportunidade de realizar a tarefa prática de catalogação de alguns livros de literatura portuguesa. Os livros propostos para seleção fazem parte das aprendizagens essenciais da disciplina de Português, no ensino secundário, nomeadamente livros da autoria de Luís de Camões, Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós.
As sessões foram dinamizadas pelo Dr. Vicente Fino, diretor adjunto do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, que orientou as diversas etapas para a catalogação dos livros, fornecendo aos alunos instruções claras e concretas. Cada um dos grupos teve também o apoio de outras colaboradoras e técnicas da Fundação da Casa de Bragança, que ajudaram e esclareceram dúvidas, facilitando assim o trabalho e tornando-o mais eficiente e eficaz.
Todos os discentes revelaram muito empenho e consideraram esta atividade “nova”, “dinâmica”, “inovadora” e "muito interessante”, destacando também o seu forte carácter prático.
Todos agradecem esta excelente oportunidade de conhecer os livros numa nova perspetiva, abrindo certamente algumas portas para o conhecimento na área das Ciências Documentais.
Um agradecimento especial ao Dr, Vicente Fino e a todas as suas colaboradoras e técnicas da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa, pelo desafio que nos fizeram de ser “Bibliotecário por um dia”, pela excelente organização da atividade e por toda a vossa inestimável atenção.
Dia do Livro Português – 26 de março
O Dia do Livro Português celebra-se a 26 de março e tem como objetivo valorizar o livro, a leitura, o conhecimento e a riqueza da língua portuguesa, destacando o seu papel na cultura e na identidade nacional.
A data foi criada pela Sociedade Portuguesa de Autores, com o intuito de promover a literatura portuguesa e incentivar o gosto pela leitura em todas as faixas etárias. Esta celebração pode ser também entendida como o reconhecimento: do contributo dos escritores portugueses; do papel das editoras, bibliotecas e livrarias; da importância da leitura no desenvolvimento pessoal e educativo; e da língua portuguesa como património cultural global.
Este ano, a Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa criou uma iniciativa - “Bibliotecário por um dia” – convidando a participar duas turmas do ensino secundário.
Qual a origem desta data?
A escolha do dia 26 de março está ligada a um marco importante da história da imprensa, em Portugal, que fora introduzida no reinado de D. João II. Assim, foi nesta data, em 1487, que se imprimiu o primeiro livro em território português — o Pentateuco, com caracteres hebraicos. A obra foi impressa nas oficinas do impressor judeu Samuel Gacon, na zona de Vila-a-Dentro, em Faro, por isso assinala o início da atividade tipográfica em Portugal. Sabe-se que o único exemplar da primeira edição deste livro encontra-se em Inglaterra, depois de ter sido roubado por Francis Drake, quando este atacou e saqueou a capital do Algarve em 1587.
Acrescenta-se também que o segundo livro impresso em Portugal terá surgido em 1489, em Chaves, cujo título é O Tratado de Confissom, sendo considerado o primeiro livro cristão impresso, utilizando já o sistema de Gutenberg.
No entanto, o primeiro livro impresso em língua portuguesa surgiu anos mais tarde, a 4 de janeiro de 1497, no Porto. Intitulado Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto, foi produzido por Rodrigo Álvares, sendo este considerado o primeiro impressor português.
No dia 12 de março de 2026, todas as turmas do 11.º ano visitaram a vila de Sintra, no âmbito das disciplinas de Português, Biologia e Geologia, Filosofia e História A.
De manhã, a recriação do percurso queirosiano foi uma ótima oportunidade para visualizar diversos lugares descritos ao longo do capítulo VIII d’ Os Maias, desde “o maciço e silencioso” Palácio da Vila, passando pela “velha Lawrence” até à beleza das paisagens de Seteais.
À tarde, os alunos do curso de Ciências e Tecnologias, no Museu de História Natural de Sintra, fizeram uma longa viagem no tempo e observaram fósseis e minerais, enquanto os restantes alunos partiram à descoberta da emblemática Quinta da Regaleira.
-----------------------------------------------------------------------------
No dia 12 de março, o curso profissional Técnico de Multimédia de 11.º ano deslocou-se a Sintra para fazer o percurso queirosiano e visitar a Quinta da Regaleira.
A partida ocorreu pelas 7h30, e a viagem até Sintra decorreu sem percalços. Já no local, a caminhada começou junto ao Palácio Nacional de Sintra, que tal como referido no capítulo VIII de Os Maias, é um "maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres...". O ponto seguinte foi o local onde se situava o Hotel Nunes, onde se "come melhor", como disse Carlos da Maia na obra de Eça de Queirós. Daí o percurso continuou até outro hotel, desta vez "A Lawrence" como é conhecido e que o Cruges disse ter "o ar mais simpático". A caminho do último ponto, houve uma paragem na cascata de Pisões, onde foi tirada a fotografia de grupo da turma. Este emblemático local é um dos que faz com que Sintra seja considerada "um paraíso", como disse Carlos quando por lá passou. A dificuldade da caminhada aumentou a partir daqui, pois foi preciso vencer uma íngreme subida para chegar ao Palácio de Seteais e poder admirar a sua fachada e imponente arco. Daí foi possível observar todo o vale, e, em sentido oposto, a serra e lá no topo o icónico Palácio da Pena.
Após um almoço retemperador, o destino foi a muito próxima Quinta da Regaleira, onde os estudantes percorreram um sem fim de locais fantásticos. O primeiro e que despertou muita curiosidade foi o "Poço Iniciático", ao qual foi possível descer para daí entrar nos numerosos túneis, muitos dos quais terminavam numa belíssima cascata. O "Poço Imperfeito", o "Portal dos Guardiões" e a "Torre da Regaleira", com as suas imponentes torres às quais foi possível subir, o "Lago da Cascata", a "Gruta do Labirinto" foram outros dos maravilhosos locais que fascinaram os alunos. Por fim, a entrada no palácio propriamente dito foi o marco final da visita, onde numa das salas os alunos puderam verificar que o grande Luís de Camões está presente em todo o lado.
Os alunos ficaram muito satisfeitos com este dia, pois foi muito enriquecedor e divertido, puderam apreciar o percurso que Carlos efetuou em Sintra em busca de Maria Eduarda e visitar um dos locais mais visitados e emblemáticos de Sintra, a famosa Quinta da Regaleira, que surpreendeu pelas maravilhas que nela podem ser apreciadas.
Alunos do 11.º G
-----------------------------------------------------------------------------
A visita de estudo a Sintra, começou com o Percurso Queirosiano, um itinerário literário, que nos permitiu reviver o capítulo VIII de Os Maias, de Eça de Queirós, seguindo os passos de Carlos da Maia à procura de Maria Eduarda, já que este pensava que ela estaria em Sintra. Carlos da Maia saiu de Lisboa às oito horas da manhã, em busca de uma oportunidade para conhecer a mulher que vira à entrada do Hotel Central, sob o pretexto de mostrar Sintra ao seu amigo Cruges, o pianista, que ele convidou, aproveitando que este não conhecia aquele lugar tão idílico.
O ponto de partida do percurso foi em frente ao Palácio Nacional de Sintra, que apenas vimos por fora, mas que nos ajudou a imaginar a ambiente e perceber a descrição detalhada que o autor nos proporciona, no momento da chegada de Carlos e do seu amigo Cruges à vila de Sintra. Depois, passámos no local do antigo hotel Nunes, atualmente com o nome de NH Sintra Hotel, e no Lawrence’s Hotel, designado na obra pela Lawrence, que se mantém original, com a mesma aparência do século XIX. Pelo caminho, conhecemos a Quinta da Regaleira, que apenas avistámos da rua, com os seus majestosos edifícios e parte dos jardins exteriores, mas que nos transmitiram a beleza arquitetónica e o mistério do espaço. Por fim, chegámos ao terreiro de Seteais, onde se encontra um majestoso palácio, ligado pelo célebre arco, moldura de deslumbrantes paisagens: de um lado, estende-se uma vasta planície que culmina com o mar e, do outro, a serra de Sintra, com o Palácio da Pena no seu cume.
Portanto, ao longo deste percurso, passar pelos vários espaços referidos na obra e proceder à leitura de alguns excertos, ajudou-nos a compreender melhor onde se desenrolava a ação, neste capítulo específico. Assim, esta experiência permitiu-nos relacionar a literatura com os espaços reais, tornando a leitura mais concreta e fácil de compreender.
Durante a nossa caminhada pela vila de Sintra, também observámos a rica biodiversidade da região, entre árvores, arbustos e espécies típicas da Serra de Sintra.
O que mais nos impressionou foi o facto de muitos dos locais descritos na obra ainda existirem e poderem ser visitados atualmente. Ao percorrermos os mesmos caminhos que a personagem Carlos da Maia e o seu amigo Cruges, conseguimos imaginar melhor os acontecimentos da narrativa e compreender a importância dos espaços na construção da história. Deste modo, foi fascinante percebermos a diferença entre a Sintra antiga, mais tranquila e quase privada, narrada por Eça de Queirós, e a Sintra atual, muito turística e cheia de visitantes, o que muda totalmente a forma como se vive e se sente aquela encantadora localidade.
Assim, os espaços visitados tiveram impacto nas nossas aprendizagens, pois ajudaram-nos a compreender melhor a obra Os Maias, não apenas ao nível da história, mas também ao nível da descrição dos espaços e do realismo presente na escrita de Eça de Queirós. Ao observarmos aqueles lugares, conseguimos perceber de que forma o autor descreve os espaços com detalhe e como os mesmos influenciam o estado de espírito das personagens. Assim, esta visita de estudo permitiu consolidar o estudo da obra de forma mais interessante, dinâmica e próxima da realidade, facilitando a compreensão da narrativa e das personagens.
Gostámos bastante desta atividade, porque nos permitiu seguir os passos de Carlos e compreender melhor o capítulo, tornando a sua leitura mais concreta e envolvente. Ajudou-nos ainda a perceber a obra de Eça de Queirós, bem como a diferença entre o passado literário e o presente turístico da cidade.
Após o almoço, à tarde, realizámos a visita ao Museu de História Natural de Sintra, criado a 1 de agosto de 2009 pela Câmara Municipal de Sintra, em homenagem a Miguel Barbosa (1925-2019), um economista, escritor, poeta, dramaturgo, pintor e paleontólogo. Foi na área da paleontologia que, juntamente com a sua esposa, desenvolveu importante atividade e colecionou milhares de fósseis e minerais, descobertos em Portugal e em países visitados pelo casal (África, E.U.A., México e Brasil). Ainda em vida, Miguel Barbosa ofereceu ao município de Sintra mais de dez mil peças para o acervo que deu origem a este museu.
Ao entrarmos no museu, pudemos visitar uma pequena sala, onde observámos fósseis e outros objetos expostos, como algumas pinturas da autoria de Miguel Barbosa. De seguida, noutro espaço, o guia explicou-nos que a vida na Terra surgiu com seres vivos muito simples. Ao longo de milhões de anos, esses seres foram evoluindo, tornando-se mais complexos. Referiu também que os primeiros animais viviam no mar e, só mais tarde, passaram para a terra. Explicou igualmente que os dinossauros existiram durante uma fase da história do planeta, mas acabaram por se extinguir, dando lugar a outros seres vivos, como os mamíferos. Por fim, destacou a importância dos fósseis, que nos ajudam a compreender a evolução da vida na Terra. Consideramos, assim, que esta exposição complementou e consolidou os nossos conhecimentos, de forma prática e divertida.
Em suma, ambas as partes da visita de estudo a Sintra tiveram um impacto muito positivo nas nossas aprendizagens. O percurso queirosiano contribuiu para consolidar conhecimentos de Português, ao relacionar a obra Os Maias com o contexto real, enquanto o museu reforçou aprendizagens na área da Geologia, tornando os conteúdos mais práticos e fáceis de compreender.
Alunos do 11.º A
No passado dia 3 de março, os alunos do 12.º ano, da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, realizaram uma visita de estudo ao Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, onde assistiram à adaptação teatral da obra Memorial do Convento, de José Saramago. A atividade teve como principal objetivo complementar o estudo da obra que integra o programa da disciplina de Português, proporcionando aos alunos um contacto direto com a sua interpretação em palco.
Publicado em 1982, Memorial do Convento é um romance histórico que se passa no século XVIII, durante o reinado de D. João V. A narrativa acompanha a construção do Convento de Mafra, prometido pelo rei caso tivesse descendência. Paralelamente, desenvolve-se a história de Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas, duas personagens marcantes que vivem uma relação marcada pelo amor, cumplicidade e mistério. Juntamente com o padre Bartolomeu de Gusmão, participam no ambicioso projeto da “Passarola”, uma máquina voadora movida pela vontade humana. Ao longo da obra, José Saramago relaciona acontecimentos históricos com ficção, abordando temas como o poder, a religião, a injustiça social e a força do espírito e sonhos humanos.
A peça de teatro procurou transportar o público para este universo histórico e simbólico. A encenação destacou-se pela forma como conseguiu condensar os principais momentos da narrativa, mantendo a essência da obra original. Na minha opinião, um dos aspetos mais marcantes foi a banda sonora utilizado ao longo do espetáculo. Achei que a música estava impecável e que contribuía muito para a atmosfera da peça, ajudando-nos a sentir melhor a intensidade de cada cena. Também achei interessante ver como algumas partes do livro foram adaptadas em palco. Na primeira cena, dois camaristas satirizam a relação entre o rei D. João V e a rainha D. Maria Ana, apresentando-a como uma relação puramente conjugal e com um único objetivo: garantir descendência para a coroa. Através do humor e da ironia, fica claro que se trata de um casamento sem amor verdadeiro, baseado apenas em deveres e interesses políticos. Esta introdução foi muito perspicaz porque criou, desde o início, um forte contraste com o que viria a seguir na peça. Depois de nos ser apresentada esta relação fria e forçada, surge a história de Baltasar e Blimunda, marcada por um amor verdadeiro, único e até dramático. Assim, a cena inicial acaba por reforçar ainda mais a autenticidade da relação entre estas duas personagens, tornando-a ainda mais significativa para o público.
Ao discutir com os meus colegas, concluímos que certos momentos que, durante a leitura, podem parecer mais complexos ou difíceis de imaginar, tornaram-se mais claros ao vê-los representados. A interpretação dos atores, especialmente nas cenas entre Baltasar e Blimunda, conseguiu transmitir bem a ligação especial entre as personagens. Para além disso, considerámos notável o companheirismo, a coragem e a dedicação do padre Bartolomeu e o casal referido. Lutaram contra os limites e preconceitos impostos pela sociedade e perseguiram incansavelmente o seu sonho até o alcançarem.
Como ainda não tinha lido a obra na sua totalidade antes de assistir à peça, houve alguns momentos que não consegui reconhecer ou interpretar completamente. Em certas cenas, especialmente no final, senti alguma dificuldade em perceber exatamente o que estava a acontecer. No entanto, isso não impediu que a experiência fosse bastante positiva. Mesmo sem compreender todos os detalhes, a encenação, a interpretação dos atores e o ambiente criado ao longo do espetáculo tornaram a peça envolvente e interessante, despertando ainda mais a curiosidade para terminar a leitura da obra e compreender melhor o seu desfecho.
Esta visita de estudo revelou-se, assim, uma experiência enriquecedora. Para muitos alunos, assistir à adaptação teatral permitiu compreender de forma mais clara alguns episódios da obra e aproximar-se do universo criado por José Saramago. No final, ficou a sensação de que o teatro conseguiu dar uma nova dimensão a uma história já conhecida, tornando-a mais viva e envolvente.
Para além dessa experiência, os alunos também foram visitar o Museu do Ar, em Pêro Pinheiro. Este museu é um espaço dedicado à preservação e divulgação da história da aviação em Portugal. Possui uma vasta coleção de aeronaves, motores, instrumentos e exposições que mostram claramente a evolução da aviação, tanto a nível civil como militar, ao longo do tempo.
Durante a visita, tivemos a oportunidade de explorar vários hangares e observar diferentes tipos de aviões e helicópteros, desde modelos mais antigos até aeronaves mais modernas. Cada aeronave tinha uma determinada função e tomámos conhecimento das altas velocidades que conseguiam atingir. Achei bastante curioso os aviões utilizados nas guerras, desde uns com metralhadoras e macas integradas na sua estrutura e outros com pinturas extravagantes na parte da frente.
Foi muito interessante perceber a evolução da aviação, comparando os primeiros aviões, mais simples e com menos tecnologia, com os atuais, muito mais avançados e sofisticados. Também vimos exposições com equipamentos de navegação, uniformes e objetos históricos ligados à aviação. Um dos pontos altos foi, sem dúvida, a possibilidade de entrar em alguns aviões, o que tornou a experiência muito mais realista e interessante. De acordo com a opinião dos meus colegas, as partes mais interessantes foram precisamente essas experiências mais interativas, como entrar num avião e até num cockpit, onde foi possível perceber melhor como são os interiores das aeronaves e como trabalham os pilotos. Ficámos bastante surpreendidos com os inúmeros botões e ferramentas que constituem a cabine de pilotagem.
A aeronave que mais me chamou à atenção foi o Dassault Falcon 50, sobretudo devido às suas funções. Trata-se de um avião utilizado, entre outras missões, para transporte de entidades oficiais, evacuações médicas e missões de vigilância e apoio. Destaca-se pela sua autonomia e capacidade de voar longas distâncias com segurança e eficiência que permitem o salvamento de múltiplas vidas.
Outro aspeto muito marcante foi conhecer a história de António de Sousa Faria e Mello, um aviador português que se distinguiu pela sua determinação. Após um acidente que o deixou paraplégico, não desistiu do seu sonho de voar. Tornou-se o primeiro piloto paraplégico no mundo a atravessar todos os oceanos sozinho e realizou por duas vezes a viagem em volta do globo. A sua história é um exemplo de superação, mostrando que com esforço, coragem e persistência, é possível ultrapassar grandes dificuldades e alcançar objetivos que parecem impossíveis.
Em conclusão, esta visita foi muito interessante e cativante. Inicialmente, eu não tinha muitas expectativas, mas acabou por me surpreender bastante pela diversidade de experiências, pelo contacto direto com as aeronaves e pela oportunidade de compreender melhor a evolução da aviação ao longo do tempo, o papel da Força Aérea Portuguesa e a importância do desenvolvimento tecnológico no setor aeronáutico.
Beatriz Rocha n.º 1 12.º B
No âmbito do Programa Sorrisos Sem Fronteiras – Projeto “Luminar Casa di Mininus di Skola”, dinamizado em parceria com a Associação “Mães do Mundo”, a turma do 9.º C participou numa iniciativa solidária, que resultou num impacto muito positivo junto de comunidades da Guiné-Bissau.
No passado dia 3 de março, os alunos enviaram uma contribuição monetária no valor de 300 euros. De acordo com o feedback recentemente recebido, esta angariação permitiu melhorar significativamente as condições de vida de três famílias na região de Bissorã.
Através desta ação, foi possível proporcionar melhores condições de iluminação às habitações, contribuindo para o bem-estar diário e permitindo que as crianças possam estudar por mais tempo e em melhores condições.
A coordenadora do projeto em Portugal, Dra. Olga Cardoso, destacou a importância deste contributo numa mensagem dirigida à turma:
“as crianças das famílias têm agora oportunidade de estudar mais tempo (…) sentir conforto porque comiam ‘à luz da lua à porta’ (…) quem doa estes painéis é abençoado por Deus”.
Esta iniciativa reforça a importância da solidariedade, da cooperação e do envolvimento dos jovens em causas sociais, demonstrando que pequenos gestos podem, efetivamente, fazer a diferença na vida de outras pessoas.
O Clube Ciência Viva na Escola congratula todos os professores e alunos envolvidos no projeto “Santuário dos Elefantes no Montado Alentejano” pelo excelente trabalho desenvolvido.
O projeto foi recentemente reconhecido na 4.ª edição dos Prémios Nacionais da Educação, iniciativa promovida pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação e da Inovação, que visa destacar e valorizar projetos escolares inovadores, incentivando boas práticas pedagógicas, criatividade, cidadania e sustentabilidade.
O Projeto “Santuário dos Elefantes no Montado Alentejano” recebeu distinções nas seguintes categorias:
Cidadania: 3.º lugar
Ciência: 3.º lugar
Ambiente e Sustentabilidade: 5.º lugar
Cultura e Património: 5.º lugar
Inovação e Empreendedorismo: 6.º lugar
Este reconhecimento evidencia o empenho, a dedicação e o espírito inovador de toda a equipa, bem como o impacto positivo do projeto na promoção da ciência, do respeito pelos animais e da sustentabilidade ambiental.
Parabéns a todos os que tornaram este projeto possível! 🌿👏
No dia 26 de fevereiro, o curso profissional Técnico de Multimédia deslocou-se a Lisboa para visitar o museu Quake e a sede do Grupo Impresa.
A partida foi ainda de madrugada, pelas 6h30, para se conseguir chegar a horas ao museu. Depois de entrar, foi explicado aos alunos de como ocorrem os terramotos, e foram informados do maior terramoto que aconteceu no mundo, especificamente no Japão. De seguida, foi dado destaque ao terramoto de Lisboa, com a rotina dos alfacinhas antes do mesmo e como ficou a cidade depois deste acontecer. A parte mais espetacular foi a entrada para o simulador. Nele, os estudantes puderam experienciar o terramoto de 1755, como se estivesse a acontecer naquele momento, dentro duma igreja de Lisboa, com uma simulação compreendida entre os 8.5 e 9 graus da escala de Richter.
Chegada a hora do almoço, o mesmo foi muito rápido, pois não havia tempo a perder, uma vez que às 14h estava marcada a visita ao Grupo Impresa. Esta começou pela redação do jornal Expresso, onde os alunos perceberam como funciona a elaboração das notícias "quentes", mas também dos restantes artigos que compõem o semanário. De seguida, visitaram os vários estúdios da SIC, nomeadamente o da SIC Notícias e o estúdio "Verde", onde é aplicada a técnica "Chroma Key", que consiste em utilizar um fundo verde de forma a poder alterar o cenário de forma virtual. As câmaras com teleponto foi também um dos assuntos abordados e verificado o seu funcionamento no local. A visita terminou com os estúdios multimédias, nomeadamente o de edição de vídeo, onde se preparam vídeos variados, como os de autopromoção, e o estúdio de Podcast, no qual se gravam alguns podcast do grupo.
Os alunos ficaram muito agradados com este dia, pois foi muito enriquecedor e divertido, puderam apreciar o estúdio dum dos maiores canais televisivos portugueses e experienciar um grande acontecimento da história portuguesa, o terramoto de Lisboa de 1755, de forma intuitiva.
Alunos 11.º G
No dia 24 de fevereiro, no âmbito do Clube de Leitura e da disciplina de Português, realizaram-se três sessões do Encontro com a escritora Dora Gago, destinadas aos alunos do ensino secundário das turmas: 10.º A, 10.º B, 10.º C e 10.º E.
Num cenário oriental, a autora levou os alunos a refletir sobre a leitura, a literatura e as viagens como eixos centrais da sua vida, destacando o seu papel essencial no autoconhecimento e no desenvolvimento do pensamento crítico.
Os discentes interagiram muito, tendo a oportunidade de: satisfazer a sua curiosidade acerca de biografia e bibliografia da escritora; conhecer algumas das surpreendentes vivências da autora em diversos continentes, sobretudo na Ásia; e aprofundar o estudo dos contos do livro Floriram por engano as rosas bravas.
Expressamos um agradecimento muito especial à escritora Dora Gago pela sua inspiradora e inesquecível partilha literária, que certamente contribuirá para fortalecer o gosto pela leitura e pela escrita nos nossos alunos.
Professora Mariana Louzeau
No dia 24 de fevereiro, recebemos a visita da escritora Dora Gago, que nos presenteou com relatos sobre o percurso da sua carreira literária.
As nossas expetativas eram elevadas e foram plenamente correspondidas. A escritora começou por se apresentar e por partilhar o seu percurso biobibliográfico. Desde cedo, desenvolveu um grande amor pela leitura e pelos livros, que eram o seu principal refúgio, dentro do contexto geográfico do interior algarvio, onde nasceu e cresceu até entrar para a universidade, em Évora. Antes de aprender a ler, pensava mesmo que “Ler era ouvir vozes”, mas, ao aprender a ler, percebeu que resultava de uma aprendizagem complexa. Porém, agora confirma que, efetivamente, “Ler um livro é ouvir a voz de cada autor.”.
Durante a sessão, mostrou-nos a pintura “O Bibliotecário” (1566), de Giuseppe Arcimboldo, que despertou a nossa curiosidade para a importância da leitura e para o seu impacto nos leitores.
Em seguida, falou-nos das suas viagens, sobretudo ao Oriente, tendo destacado Macau, já que é um dos lugares que mais a marcou e onde viveu durante vários anos. A sua primeira viagem a Macau aconteceu na sequência de um prémio literário que recebeu, ainda na sua juventude, ainda sem pensar que anos mais tarde seria o lugar escolhido para emigrar, para trabalhar na universidade de Macau. Além do trabalho, essa sua localização permitiu-lhe concretizar viagens únicas e inesquecíveis, por isso partilhou connosco diversos episódios muito curiosos dessas experiências, entre os quais a necessidade de “inventar” a existência de um suposto marido para evitar determinadas abordagens.
A autora falou também dos seus contos, previamente estudados por nós, nos quais expõe aspetos da sua vida pessoal e das suas vivências. Tivemos, depois, a oportunidade de colocar várias questões sobre os seus textos, o que resultou numa interessante e enriquecedora troca de ideias.
Consideramos que foi um encontro muito importante, não só pelo contacto direto com a escritora, mas também pela motivação que nos transmitiu para a leitura e para o reconhecimento da sua importância.
Alunos de Literatura Portuguesa – 10.º B+C
O balanço desta atividade foi, efetivamente, muito positivo, considerando o interesse manifestado pelos discentes participantes, durante as sessões com a autora, bem como o seu elevado grau de satisfação, revelado em algumas das suas opiniões, que passamos a citar, seguidamente:
“Surpreendeu-me pela positiva, porque me deu a conhecer a origem de cada conto que lemos e estudámos.”
Anónimo, 10.º ano
“Ter participado no encontro com a escritora Dora Goga foi um privilégio. Mais do que uma simples palestra literária, o contacto direto com a autora fez-me viajar por todos os lugares onde esta já esteve. Com esta oportunidade rara e incrível, percebi que a literatura não é apenas uma área disciplinar, mas também uma ferramenta de sobrevivência e descoberta. A presença de Dora Gago na nossa escola foi um incentivo à nossa formação e foi uma experiência que nos deixou o desejo de escrever a nossa própria história e ler as histórias dos outros sob um novo olhar. Em relação à escritora, interagiu bem connosco, tirou-nos sempre as dúvidas e esteve aberta para qualquer tipo de questão. Obrigada!”
Carlota Monteiro, n.º 2, 10.º B
“Gostei muito do encontro com a autora. Ela conseguiu tornar a sessão dinâmica e nada aborrecida, o que a tornou ainda mais interessante. Achei particularmente cativante a forma como falou sobre as suas viagens e a maneira como relacionou essas experiências com os contos que lemos na sala de aula.”
Carlota Sêbo, n.º 1, 10.º C
“Gostei muito do encontro com a escritora Dora Gago, através deste consegui tirar as minhas dúvidas para a minha apresentação. Impressionei-me muito com sítios já viajados por a escritora e de como estes serviram de inspiração para os seus livros. Surpreendeu-me também a informação de que é muito mais difícil publicar um livro do que a própria escrita do mesmo. Dora Gago foi muito simpática, interagiu connosco e foi muito acessível, respondendo a todas as nossas questões.”
Filipa Pisco, n.º 4,10.º B
“Gostei muito deste encontro e achei-o muito divertido e importante. Ajudou-me muito na apresentação oral do conto, especialmente porque soube o verdadeiro motivo pelo qual a escritora o escreveu. A autora foi muito simpática, esclareceu dúvidas e explicou, de uma forma fácil de entender, todos os contos que os eu e os meus colegas lemos.”
Dinis Rasteiro, n.º 4, 10.º C
“Na minha opinião, o encontro com a escritora Dora Gago foi muito útil e pertinente, pois ajudou-nos a compreender melhor as histórias dos nossos contos e a aprender mais sobre a cultura asiática.”
Matilde Chaleta, n.º 17, 10.º C
“Despertou-me a curiosidade em conhecer o Oriente e os seus costumes.”
Anónimo, 10.º ano
“O encontro com a escritora Dora Gago teve uma impressão positiva, uma vez que esta se mostrou bastante simpática e animada por sermos leitores dela. Para além disso, consegui perceber as raízes dos seus, contos através das suas viagens. É uma escritora bastante acessível, já que respondeu a todas as nossas perguntas de uma forma sincera e entusiástica.”
Isabel Azeitona, n.º 11, 10.º B
“Na minha opinião, o encontro com a escritora Dora Gago foi muito interessante. Gostei de ouvir a forma como ela falou sobre os seus livros e sobre a escrita. Achei inspirador e fez-me ter mais curiosidade pela leitura e pela escrita.”
Leonor Roma, n.º 14, 10.º B
“Achei este encontro muito importante para os alunos, porque a escritora conseguiu esclarecer as dúvidas aos alunos sobre o conto de cada um, explicando a cada aluno em que o seu conto consistia e a razão pela qual o escreveu.”
Rodrigo Samora, n.º 19, 10.º C
“Foi um encontro bastante interessante. Dora Gago é uma mulher eloquente, que facilmente captava os alunos quando falava das suas viagens. Achei fascinantes as suas descrições do Oriente, já que normalmente são países que poucas pessoas que eu conheço viajaram. O seu processo de escrita também é encantador. Ela mistura realidade e ficção, ou seja, as suas experiências reais, da sua vida quotidiana, baseando-se, por vezes, em pessoas que conheceu nas suas viagens, e acrescenta-lhes um toque pessoal. Em suma, achei o encontro cativante uma vez que não é todos os dias que encontramos pessoas tão viajadas e com experiências tão marcantes ao ponto de escrever sobre elas.
Leonor Leitão, n.º 15, 10.º B
“Foi interessante perceber como a escrita nos pode levar longe.”
Anónimo, 10.º ano
No âmbito do PAPES e da Cidadania e Desenvolvimento, em articulação com aprendizagens essenciais de Português, no dia 10 de fevereiro de 2026, a turma do 11º A, na disciplina de Português, realizou a atividade prevista para comemoração do Dia dos Namorados (14 de fevereiro), exploração de um vídeo com a música intitulada "Amor e sexo...", interpretada pela cantora Lara Lee, seguida de debate.
O amor e sexo são duas ações/sentimentos da nossa vida humana que muitas vezes são associados, mas que não são o mesmo. Rita Lee mostra-nos esta diferença a partir da sua música “Amor e sexo”, de forma simples, mencionando as suas diferenças e parecenças.
Na nossa turma, em 5 grupos, foram feitas algumas análises sobre a música e foram pedidas algumas opiniões sobre o que concordavam e o que discordavam, em relação às frases da música. Além disso, também foi solicitada uma definição do que é o amor.
As frases mais escolhidas pelos grupos, por concordarem com o exposto na música foram: “O amor vem de nós e demora” - para ser considerado algo significativo é algo que tem de crescer na relação e demora tempo a ser construído; “Sexo sem amor é vontade” - Sexo é algo que só deveria ser praticado, quando existe um compromisso, um laço, que é o amor, sem esse laço não há motivo para o sexo, além da vontade.
Já as frases, com as quais os diferentes grupos discordaram, foram: “Amor sem sexo é amizade” - Pode ainda não haver conforto na relação para haver sexo, mas isso não impede a existência de amor no casal; “Sexo é desporto” - Sexo é um ato íntimo, não deveria ser levado como uma competição à semelhança do desporto; “Sexo antes amar depois” - Para haver sexo tem de haver uma base para começar, sendo essa base o amor, antes de existir algum compromisso físico íntimo.
Assim, a partir das frases escolhidas e conclusões dos grupos, conseguimos concluir que: o amor é um sentimento profundo de afeto, cuidado e ligação entre pessoas, não deve ser levado como uma brincadeira e é como uma base para a intimidade sexual. Já o sexo, sendo um ato íntimo, deve também ser levado muito a sério, não fazê-lo, quando não existe amor, não deve ser feito apenas por vontade, tem de existir a base (o amor) para ser possível praticar sexo, com sentimentos e não só por prazer.
Durante o debate, cada grupo ainda fundamentou as suas ideias, sugerindo outras músicas, também relacionadas com os assuntos explorados.
Por fim, por sermos uma turma do Curso de Ciências e Tecnologias, lemos e analisámos um artigo científico – “A Química do Amor”, de Paulo Ribeiro Claro, que nos ajudou a aprofundar o tema do amor numa nova perspetiva, sobretudo do ponto de vista da química que lhe está associada, considerando o amor um fenómeno neurológico complexo. Assim, aprendemos que há um conjunto de compostos químicos que atuam sobre o nosso corpo, principalmente sobre o nosso cérebro, que transmitem sensações e comportamentos associados ao amor. Portanto, este ponto de vista do amor mais científico ajudou-nos a conhecer melhor a origem das nossas emoções e atitudes e também dos outros.
Gonçalo Tique, n.º 6, e Laura Canhoto, n.º 12 – 11.º A
O Clube Ciência Viva na Escola lançou recentemente o seu 2.º Desafio Científico, proporcionando aos alunos uma oportunidade única de contacto direto com a biodiversidade e o mundo da investigação científica.
A iniciativa consiste no acompanhamento da eclosão de ovos da espécie (bicho-da-seda), permitindo aos alunos observar e registar todo o ciclo de vida desde a larva até ao casulo. Cada turma participante recebeu uma caixa com ovos, uma ficha de acompanhamento do desenvolvimento das larvas e propostas de exploração da temática para integrar várias disciplinas, como Cidadania e Desenvolvimento, Português, Estudo do Meio e Expressões.
Quatro turmas aceitaram o desafio, trazendo novas perspetivas e entusiasmo para esta experiência prática, que também contará com o apoio da Biblioteca Escolar.
O 2.º Desafio Científico do Clube Ciência Viva na Escola é uma excelente oportunidade para fomentar a curiosidade, a responsabilidade e a observação científica entre os alunos, aproximando-os da investigação de forma divertida e educativa.
Fiquem atentos às próximas edições e aos resultados das experiências destas turmas, que prometem surpreender!
O 9.º C está a desenvolver um projeto de solidariedade internacional que já está a ter impacto concreto. Até agora, os alunos conseguiram angariar fundos suficientes para três mini painéis solares, que já foram adquiridos e irão ser entregues em aldeias de Guiné Bissau, trazendo luz e oportunidades para as crianças beneficiadas.
O projeto “Iluminar Casa di Mininus di Skola”, integrado no Programa Sorrisos Sem Fronteiras – ONGD Mães do Mundo, pretende melhorar as condições de estudo das crianças na Guiné-Bissau, permitindo que possam estudar à noite em casa, nas cidades ou aldeias. Cada mini painel solar ilumina duas divisões de forma sustentável, oferecendo mais segurança e conforto.
Além de apoiar o estudo, esta iniciativa ajuda a reduzir o absentismo e o abandono escolar, oferecendo melhores oportunidades às crianças e tornando o seu dia a dia mais digno.
O 9.º C convida toda a comunidade escolar a participar nesta angariação e a ajudar a levar luz e esperança a mais casas. Cada contributo faz a diferença e aproxima estas crianças de um futuro com mais oportunidades.
Juntos podemos iluminar vidas!
No âmbito do Plano Anual de Atividades do PAPES, realizaram-se sessões teórico-práticas dirigidas aos alunos do 9.º ano, dedicadas a temas atuais e fundamentais na área do Suporte Básico de Vida (SBV).
As sessões foram dinamizadas pela Enfermeira da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Sr.ª Enf.ª Lara Gato, em estreita articulação com os Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, representados pelo Sr. Bombeiro Miguel, cuja colaboração foi essencial para o sucesso da iniciativa.
Durante as atividades, os alunos aprofundaram os seus conhecimentos sobre a Cadeia de Sobrevivência, o algoritmo de atuação em Suporte Básico de Vida (SBV), os procedimentos perante uma vítima em paragem cardiorrespiratória, a importância do pedido precoce de ajuda através da linha 112 e a Posição Lateral de Segurança (PLS), entre outros conteúdos relevantes.
Para além da componente teórica, os alunos tiveram ainda a oportunidade de praticar manobras essenciais, desenvolvendo competências fundamentais que podem fazer a diferença em situações reais.
As sessões revelaram-se extremamente pertinentes, interessantes e enriquecedoras, promovendo não só a literacia em saúde, mas também o sentido de responsabilidade cívica e a capacidade de intervenção em situações de emergência.
A escola agradece a colaboração das Enfermeiras da UCC e dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, reforçando a importância destas parcerias na formação integral dos nossos alunos.
Esta primeira semana do 2.º Semestre foi marcada pela exposição "O Mundo das Células" organizada pela turma 10.° G do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural. Os alunos trabalharam questões relacionadas com a organização celular, os seus compostos e funções associadas às células animais versus as células vegetais.
No dia 15 de janeiro, no âmbito das disciplinas de Físico-Química e Português, acompanhados pelas professoras Cristina Carvalhal, Vera Falé, Ana Gonçalves e Elisabete Elias, eu e os restantes alunos do 9.º ano realizámos uma visita de estudo a Lisboa, onde tivemos a oportunidade de aprender de uma maneira mais prática e dinâmica. Esta incluiu a visita ao Museu da Eletricidade e assistir à peça de teatro, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
A visita ao Museu da Eletricidade foi bastante enriquecedora, uma vez que me permitiu conhecer melhor a forma como a eletricidade era produzida antigamente e compreender a sua importância no desenvolvimento da sociedade. Achei ainda interessante o facto de a visita ser interativa, uma vez que se podia entrar nas caldeiras e mexer em alguns dos objetos expostos, permitindo assim compreender melhor aquilo que estávamos a ver.
Mais tarde, no Castelo de São Jorge, assistimos à peça de teatro Auto da Barca do Inferno. Esta experiência foi uma mais-valia, dado que nos ajudou a consolidar os conteúdos da disciplina de Português, já que é esta a obra que estamos a estudar em contexto de sala de aula. A representação tornou a história mais fácil de compreender, permitindo um melhor entendimento das personagens e da “necessidade” que Gil Vicente tinha em realizar esta crítica social.
No entanto, existiram alguns aspetos negativos. Neste dia, estava a chover muito e, como o Castelo de São Jorge é um local onde os autocarros não conseguem ir, tivemos de ir a pé até ao local da peça. Acabámos por nos molhar, tornando assim a situação desconfortável para alguns de nós.
Apesar destes problemas, considero que, no geral, a visita de estudo foi uma boa ideia, assim como para todos os restantes alunos, pois ficámos todos com uma opinião positiva sobre a experiência. Assim, posso concluir que esta visita foi benéfica e permitiu a aquisição de novos conhecimentos que considero enriquecedores e com alguma utilidade futura.
Maria dos Santos (9.º C)
Tendo em conta a parceria do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa com a Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa, no âmbito da disciplina de Português, em articulação com outras, nomeadamente, Literatura Portuguesa, História A, Desenho A e Física e Química A, durante o mês de novembro de 2025, os alunos do 10.º A, 10.º B, 10.º C, 10.º D, 10.º E e 10.º F+G visitaram o Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, em Vila Viçosa, e a exposição temporária: “Amélia de Orléans e de Bragança: o espólio da rainha”, visando os seguintes objetivos:
Divulgar o valor histórico, cultural e literário do Museu Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa.
Formar leitores reflexivos, confiantes e autónomos que leiam com emoção e discernimento, na Escola, fora da Escola e para além da Escola, conscientes das suas escolhas e dos seus gostos.
Promover o conhecimento de si e do mundo, desenvolvendo uma sensibilidade percetiva e um potencial criador que contribuam para a compreensão do comportamento humano e para o desenvolvimento de formas de relacionamento plurais com a criação cultural.
Fomentar a leitura de textos literários.
Promover o conhecimento de obras e autores representativos da tradição literária portuguesa.
Promover o contacto com fontes históricas.
Reconhecer a diversidade de documentos e a necessidade de uma leitura crítica.
Exercitar a prática da recolha de informação e a sua transformação em conhecimento.
Com esta atividade promoveu-se o desenvolvimento de competências do Perfil do aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória e deu-se cumprimento a algumas das aprendizagens essenciais das disciplinas do currículo referidas de cada uma das turmas participantes, conduzindo os alunos a descobrir a riqueza do património histórico e literário local, principalmente a história e origem desta biblioteca, assim como os principais núcleos que a constituem.
De acordo com uma calendarização previamente definida, os alunos de cada turma tiveram a oportunidade de realizar esta visita de estudo, acompanhados das/os docentes das disciplinas envolvidas. Agradecemos à Fundação da Casa de Bragança, em especial à Senhora Diretora do Museu-Biblioteca, Dra. Ana Saraiva, e à sempre amável e disponível técnica, Elodie Noruegas, que sempre acompanhou os alunos, conduzindo-os a novos conhecimentos e descobertas.
Seguem-se alguns textos que testemunham a experiência cultural vivida pelos alunos no emblemático Paço Ducal de Vila Viçosa.
Aprendizagens culturais inesquecíveis
No dia 18 de novembro de 2025, a visita de estudo dos alunos do 10.º B ao Museu-Biblioteca, no contexto das disciplinas de Português, Literatura Portuguesa e História A, foi uma experiência enriquecedora, focada na exposição temporária - “Amélia de Orléans e de Bragança - o espólio da rainha”. Os alunos forma acompanhados das professoras Mariana Louzeau, Catarina Passarudo e Estrela Tobias. Esta visita teve como objetivos: aprofundar os conhecimentos históricos sobre a figura da última rainha de Portugal e contactar com edições antigas dos livros das aprendizagens essenciais de Português e de Literatura Portuguesa, estabelecendo uma ligação entre o património histórico e cultural e os conteúdos do programa do 10.° ano.
A visita começou no Paço Ducal, onde conseguimos perceber como viviam os duques e qual era o papel da Casa de Bragança na cultura e na política do país. Depois, entrámos no espaço, onde estava presente a exposição temporária, disponível até agosto de 2026. Esta exposição foi organizada para assinalar os 160 anos do nascimento de D. Amélia, a última rainha de Portugal.
Durante a atividade, conhecemos vários núcleos da exposição que mostram diferentes partes da vida de D. Amélia: a vida oficial, enquanto rainha, a sua vida familiar, a sua religião, o seu gosto pelas artes e a sua faceta de filantropa. Um dos objetos que chamou mais a nossa atenção foi o manto real oferecido por D. Amélia a Nossa Senhora de Fátima, que pertence ao Santuário de Fátima, tendo sido emprestado para esta exposição. Este manto é feito com um tecido pesado e brilhante, realçando-se os bordados detalhados e dourados, que mostram, por um lado, o valor da peça e, por outro, a forte ligação da rainha à religião. Além deste manto, logo na primeira sala, está exposto outro também deslumbrante. Segundo alguns historiadores, este último é de um tecido, que tem vindo a mudar de cor com o passar do tempo, já fora azul, agora é verde, o que torna a peça ainda mais especial. O que também nos despertou muita curiosidade foi um conjunto de objetos pessoais expostos, como madeixas de cabelo da rainha e dos filhos e um pendente, em forma de leque, com pequeníssimas fotografias de rostos da sua família. Estes objetos ajudam a ver D. Amélia não só como rainha, mas como mãe e mulher.
Esta exposição ajudou-nos a perceber melhor a importância de D. Amélia na sociedade e cultura portuguesas, já que ela apoiou hospitais, orfanatos e vários projetos sociais e artísticos. A visita permitiu também reforçar os conhecimentos dados nas aulas e tornou mais fácil compreender certos acontecimentos da história de Portugal.
Seguidamente, fomos conduzidos para um outro espaço do Paço Ducal, o Museu-Biblioteca, onde vimos ainda três obras das Aprendizagens Essenciais de Português do 10.º ano: Os Lusíadas, de Luís de Camões, o Cancioneiro da Ajuda e a Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, estas duas últimas, nas suas edições mais antigas. Observar de perto estas obras permitiu-nos perceber melhor o seu valor histórico, cultural e literário.
Em suma, a visita à exposição temporária do Paço Ducal e ao Museu-Biblioteca foram duas experiências muito recompensadoras. Para além de aprendermos mais sobre a última rainha de Portugal e sobre a história do país, pudemos conhecer peças únicas e edições especiais, tornando o nosso estudo mais interessante e mais acessível.
Alunos do 10.º B
Conhecer a rainha D. Amélia e edições especiais
Os alunos da turma do 10.º C realizaram uma visita de estudo ao Palácio de Vila Viçosa, no dia 11 de novembro de 2025, acompanhados das professoras Mariana Louzeau e Águeda Palmeiro, no âmbito das disciplinas de Português, Literatura Portuguesa e História A. A visita ao Museu-Biblioteca tinha como objetivo: observar livros muito antigos e importantes não só para a História de Portugal, como também para a Literatura Portuguesa. Aproveitámos e visitámos ainda as várias salas da exposição temporária "Amélia de Orléans e de Bragança - o espólio da rainha", com o objetivo de conhecer melhor o património histórico e cultural ligado à Fundação da Casa de Bragança.
Segundo o que observámos na exposição sobre a Rainha D. Amélia, podemos distinguir objetos pessoais, artísticos e familiares. Entre os objetos pessoais da Rainha, destacamos: pentes, espelhos, luvas, mechas do cabelo, entre outros. Relativamente a objetos artísticos, observámos o apreço de D. Amélia pela literatura, pela fotografia e pelo desenho e pintura. É aqui que encontramos alguns dos seus textos e poemas manuscritos, coleções dos seus desenhos e pinturas e álbuns de fotografias. Por fim, relativos à Família Real, encontramos pendentes com fotografias da família, um estojo com medalhas, os seus mantos, o seu trono, entre outros.
Entre os objetos que mais nos chamaram a atenção, destacam-se o manto cerimonial e o trono de D. Amélia. O manto é feito de um tecido claro e leve, decorado com bordados dourados que formam delicados motivos florais, mostrando a atenção e o cuidado com que foram confecionadas as peças usadas em cerimónias oficiais. A sua cauda longa estende-se pelo chão, dando uma ideia da imponência da Rainha e da solenidade dos momentos em que era usado.
Já o trono é uma peça igualmente impressionante, feito de madeira dourada e revestido com veludo vermelho. Os entalhes minuciosos e as pequenas figuras decorativas que ornamentam a estrutura demonstram a elegância típica do mobiliário real. Ao olhar para o trono, conseguimos imaginar a rainha sentada, numa cerimónia oficial, rodeada de toda a pompa e importância que a sua posição exigia.
Posteriormente, visitámos o espaço do Museu-Biblioteca, onde encontrámos algumas obras das aprendizagens essenciais de Português do 10.º ano, tais como o Cancioneiro da Ajuda, com diversas cantigas escritas em galego-português, a Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, a Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente e Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. Estas três obras são representativas do período medieval até ao período do renascimento, revelam a evolução histórica, literária e cultural de Portugal, desde a lírica trovadoresca, aos relatos históricos de Fernão Lopes, à crítica social vicentina e à exaltação épica da identidade nacional.
Nesta visita, sentimos muita curiosidade e interesse, pois conseguimos, por um lado, observar mais de perto como era realmente a vida da rainha D. Amélia, através dos seus objetos pessoais, fotografias e dedicação a causas humanitárias, por outro, pudemos consultar edições especiais e antigas das obras estudadas nas disciplinas de Português e de Literatura Portuguesa.
Alunos do 10.º C
Alunos de Literatura Portuguesa do 10.º ano visitam o Museu-Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa
No dia 18 de novembro, os alunos de Literatura Portuguesa do 10.º ano e a professora Estrela Tobias realizaram uma visita de estudo à Biblioteca do Paço Ducal, com o objetivo de consultar algumas das obras incluídas no programa do 10.º ano.
Acompanhados pela Técnica do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, Elodie Noruegas, os estudantes tiveram acesso a exemplares raros e de grande valor histórico, entre os quais o Cancioneiro Geral, que reúne cantigas de amigo, de amor e de escárnio e maldizer; o Auto da Índia, de Gil Vicente, em COMPILACAM DE TODALAS OBRAS DE GIL VICENTE; a Crónica de D. Pedro I, de Fernão Lopes; e o Livro de Linhagem do Deão.
O contacto direto com estas obras originais proporcionou uma experiência marcante e enriquecedora. Para muitos alunos, ver de perto textos tão antigos e preservados foi descrito como “mágico” e “inesquecível”.
Alunos da turma de Literatura Portuguesa do 10.º ano (10.º B e C)
No âmbito do desafio “Santuário de Elefantes no Montado”, lançado pelo Clube Ciência Viva, e com a colaboração das professoras da Biblioteca Escolar do EB1 do Carrascal, nove turmas do 1.º ciclo, do 1.º ao 4.º ano, das Escolas Básicas do Castelo e do Carrascal, do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, participaram numa experiência educativa marcada pelo entusiasmo, pela criatividade e pela aprendizagem significativa.
A leitura do conto “Elmer, o Elefante Xadrez” serviu de ponto de partida para a exploração de temas como a diferença, a amizade, o respeito pelos outros, pela natureza e pelos animais. A partir da história, os alunos imaginaram o Elmer a visitar o Santuário de Elefantes no Montado Alentejano, refletindo sobre a importância deste ecossistema único e da convivência harmoniosa entre animais, plantas e pessoas.
O projeto integrou diversas atividades de expressão plástica, envolvendo desenhos, colagens e pintura. A componente prática culminou na criação do “Elmer do Montado”, utilizando materiais reutilizados e papéis coloridos, dando origem a trabalhos cheios de cor, significado e criatividade. Cada elefante xadrez simboliza a valorização da diferença e a ideia de que todos somos únicos e importantes.
O entusiasmo e o envolvimento dos alunos foram evidentes ao longo de todo o processo, como demonstram alguns testemunhos:
“Gostei do Elmer porque ele é diferente e isso é bonito.” (6 anos)
“Os elefantes precisam de um santuário para viverem em paz.” (7 anos)
“Aprendi que ser diferente é bom, como o Elmer.” (8 anos)
“O Montado é importante para os animais e para as pessoas.” (9 anos)
O projeto “Santuário de Elefantes no Montado” permitiu desenvolver aprendizagens nas áreas do Estudo do Meio e das Expressões, promovendo valores como o respeito pela diferença, a empatia e a proteção do ambiente, reforçando o papel da escola na formação de cidadãos conscientes, criativos e responsáveis.
No dia 14 de janeiro, a nossa escola teve a honra de receber o Sr. John Nascimento, no âmbito da visita à exposição “Santuário dos Elefantes no Montado Alentejano”, dando seguimento à notícia anteriormente publicada sobre este projeto educativo e ambiental.
O Sr. John Nascimento foi recebido com grande entusiasmo pelos alunos da turma do 5.º C, que demonstraram um enorme orgulho em apresentar os seus trabalhos e colocaram diversas questões, nomeadamente sobre a vinda da elefanta Kariba para o santuário. A visita contou ainda com a presença da Sr.ª Vereadora da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Dr.ª Mónica Lobo, que destacou o excelente trabalho desenvolvido pelos alunos e o forte envolvimento da comunidade educativa.
Estiveram igualmente presentes o Diretor do Agrupamento de Escolas, o Prof. Rui Sá, o Prof. Luís Calado, a Prof.ª Cristina Florêncio, docente diretamente envolvida no projeto, e a Prof.ª Filipa Macedo, em representação da equipa do Clube Ciência Viva.
A exposição foi explicada pelos próprios alunos, que assumiram com responsabilidade e entusiasmo o papel de guias, enquadrando os trabalhos no desafio lançado aos alunos do 1.º ciclo, 5.º e 8.º anos. O Sr. Nascimento mostrou-se muito interessado e agradado com a qualidade dos trabalhos apresentados, elogiando o empenho, a criatividade e o conhecimento demonstrado pelos alunos.
Este projeto insere-se no Plano Anual de Atividades e surgiu a partir de um desafio do Clube Ciência Viva, desenvolvido em estreita colaboração com a Pangea Trust. No seguimento deste trabalho, está prevista para o mês de fevereiro, a deslocação à escola do Sr. Nascimento, na qualidade de encarregado e tratador dos elefantes da Pangea Trust, que irá dinamizar sessões de contacto direto com os alunos envolvidos, aprofundando o conhecimento sobre o cuidado, a proteção e o bem-estar dos elefantes em contexto de santuário.
Ao longo do projeto, os alunos participaram ativamente em diversas atividades pedagógicas, como a elaboração de desenhos, cartazes, maquetes e trabalhos de grupo, explorando temas como as características dos elefantes, o seu habitat natural e a importância dos santuários na preservação da biodiversidade. O trabalho colaborativo destacou-se como um dos aspetos mais valorizados, promovendo a partilha de ideias, a criatividade e o espírito de equipa.
Este projeto revelou-se uma experiência educativa profundamente enriquecedora, reforçando valores de cidadania ambiental, respeito pela vida animal e sustentabilidade, ao mesmo tempo que promoveu o envolvimento ativo e criativo dos alunos — uma iniciativa que deixa marca e inspira a agir em prol de um futuro mais consciente e responsável.
No âmbito da disciplina de Ciências Naturais, do projeto Eco-Escolas e do Clube Ciência Viva, os alunos das quatro turmas do 8.º ano desenvolveram um trabalho de pesquisa dedicado à biodiversidade existente nos espaços exteriores da escola sede.
Organizados em pequenos grupos, os alunos observaram atentamente o recinto escolar, identificando e registando diversas espécies de flora e fauna. Para tal, recorreram a registos fotográficos e a ferramentas digitais de identificação científica, tornando o trabalho mais rigoroso e aproximando-os dos métodos utilizados pelos cientistas.
Este projeto teve como principais objetivos promover a literacia ambiental, sensibilizar para a importância da biodiversidade em contextos urbanos e incentivar a adoção de comportamentos responsáveis na preservação do património natural da escola.
“A escola é também um ecossistema, e queremos que os alunos aprendam a olhar para este espaço como um lugar vivo, que merece cuidado e atenção”, referem os docentes responsáveis pela atividade.
Ao longo do trabalho, os alunos refletiram sobre a importância das espécies que coexistem no espaço escolar. Como refere um dos participantes, “a biodiversidade na escola mostra-nos que até nos pequenos espaços existem muitas formas de vida diferentes”. Outro aluno destaca que “as plantas e os animais que vivem no espaço escolar ajudam a manter o equilíbrio da natureza”.
Vários alunos salientaram ainda a importância da preservação, afirmando que “cuidar da biodiversidade na escola é uma forma de proteger o ambiente e o nosso futuro” e que “quando preservamos os jardins da escola, estamos a dar abrigo a insetos, aves e outras espécies”. Para muitos, esta experiência reforçou valores essenciais, pois “a biodiversidade no espaço escolar ensina-nos a respeitar a natureza no dia a dia”.
Os alunos concluíram também que “cada árvore e cada planta da escola têm um papel importante no ecossistema” e que “a existência de diferentes espécies na escola torna o ambiente mais saudável”. Para eles, “a escola pode ser um bom exemplo de como cuidar da biodiversidade local”, lembrando que “pequenas ações, como não deitar lixo no chão, ajudam a preservar a biodiversidade escolar”.
Os resultados deste trabalho foram apresentados em cartazes informativos, que estão expostos no átrio da escola sede. Esta exposição constitui uma excelente oportunidade para toda a comunidade educativa descobrir a biodiversidade que nos rodeia, refletir sobre a sua importância e reconhecer a escola como um verdadeiro ecossistema vivo.
👉 Venham conhecer de perto as espécies identificadas e descobrir como todos podemos contribuir para proteger o nosso património natural! 🌱🦋
No âmbito do Plano Anual de Atividades, os alunos de vários ciclos da nossa escola participaram numa visita de estudo à exposição «Santuário dos Elefantes no Montado Alentejano», uma iniciativa que aliou aprendizagem, criatividade e consciência ambiental.
Este projeto surgiu como um desafio lançado pelo Clube Ciência Viva, desenvolvido em estreita colaboração com a Pangea Trust. No seguimento deste trabalho, está prevista para a próxima semana a deslocação à escola do encarregado e tratador dos elefantes da Pangea Trust, em data a acordar, que dinamizará sessões de contacto direto com os alunos envolvidos no Projeto, permitindo um aprofundamento do conhecimento sobre o cuidado, a proteção e o bem-estar destes animais em contexto de santuário.
Ao longo do projeto, os alunos envolveram-se ativamente em diversas atividades pedagógicas, incluindo a realização de desenhos, cartazes, maquetes e trabalhos de grupo, que permitiram explorar temas como as características dos elefantes, o seu habitat natural e a importância dos santuários na preservação da biodiversidade. O trabalho colaborativo destacou-se como um dos aspetos mais valorizados, promovendo a partilha de ideias, a criatividade e o espírito de equipa.
Os alunos do 1.º ciclo revelaram grande entusiasmo ao descobrir mais sobre estes animais. “Gostei muito dos elefantes grandes e simpáticos”, partilhou um aluno do 2.º ano, enquanto outro referiu: “Fizemos desenhos e foi divertido pintar juntos.” A mensagem da proteção da natureza foi claramente assimilada, como se pode perceber no testemunho de um aluno do 3.º ano: “Os elefantes precisam de ajuda e não podemos fazer mal à natureza.”
No 5.º ano, o impacto do projeto refletiu-se no aumento da curiosidade e da consciência ambiental. Um aluno destacou: “Gostei muito de aprender sobre os elefantes e como vivem nos santuários. Nunca pensei que pudessem ser tão inteligentes e sociais.” O trabalho em grupo foi igualmente valorizado: “Foi muito divertido trabalhar em equipa. Todos deram ideias para os cartazes e fizemos um trabalho bonito juntos.” Muitos alunos reconheceram ainda a importância das pequenas ações do quotidiano, afirmando que aprenderam que “reciclar ou poupar água ajuda a proteger o planeta”.
Já os alunos do 8.º ano demonstraram uma reflexão mais aprofundada sobre a temática. Para alguns, foi particularmente marcante conhecer projetos reais de proteção animal: “Achei incrível conhecer o projeto e perceber que podemos ter um santuário de elefantes tão perto de nós. É muito inspirador.” O sentido de responsabilidade coletiva esteve presente nos testemunhos, com alunos a reconhecerem que “a proteção da natureza exige o esforço de todos” e que “cada ação conta”. Um dos alunos resumiu a experiência afirmando que o projeto mostrou que “mesmo sendo jovens, podemos fazer a diferença no mundo”.
Este projeto revelou-se, assim, uma experiência educativa profundamente enriquecedora, reforçando valores de cidadania ambiental, respeito pela vida animal e sustentabilidade, ao mesmo tempo que promoveu o envolvimento ativo e criativo dos alunos — uma iniciativa que deixa marca e inspira a agir em prol de um futuro mais consciente e responsável.
No dia 15 de dezembro, os alunos das turmas do 8.º ano e do 9.º C participaram numa visita ao Creativity Bus, um laboratório móvel interativo que esteve à disposição da comunidade escolar. Esta atividade, realizada no âmbito das disciplinas de Ciências Naturais e Física e Química e integrada no Plano Anual de Atividades (PAA), ofereceu aos alunos a oportunidade de experimentar e aplicar conceitos científicos de forma criativa e colaborativa.
No interior do Creativity Bus, os alunos exploraram diferentes materiais e desafios que incentivam o pensar com as mãos e resolver problemas, promovendo o pensamento crítico e a criatividade. A iniciativa proporcionou um momento educativo diferente, reforçando a ligação entre o currículo escolar e atividades práticas de aprendizagem.
Parabéns aos nossos alunos pelo empenho e curiosidade demonstrados! 👏
O Cábula deseja a todas e todos Boas Festas, com muita paz, amor e saúde (e boas leituras) e deixa aqui o testemunho da Festa de Natal do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, que foi muito animada e participada por toda a comunidade!
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado a 3 de dezembro, o Grupo de Educação Especial dinamizou, nos estabelecimentos do 1.º ciclo e na Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, atividades destinadas a sensibilizar a comunidade escolar para os desafios enfrentados diariamente por pessoas com diferentes tipos de limitações.
Nas escolas do 1.º ciclo, os alunos foram convidados a desenhar de olhos vendados. A atividade teve como objetivo despertar a consciência para as dificuldades associadas à ausência de visão, promovendo a empatia entre os mais novos.
Na Escola Secundária, um painel de papel de cenário foi colocado em destaque e os alunos foram convidados a escrever uma frase alusiva ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. As mensagens abordaram temas como inclusão, respeito e igualdade de oportunidades, revelando sensibilidade e preocupação dos jovens com estas questões.
Os trabalhos elaborados pelos alunos encontram-se expostos na Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro.
Estas iniciativas procuraram fomentar uma escola mais inclusiva e consciencializar todos os seus membros para a importância da aceitação da diferença.
No passado dia 2 de dezembro 2025, 39 alunos dos 12.º A e 12.º B do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, participaram numa visita de estudo à Universidade de Évora, no âmbito das disciplinas de Biologia e Química do Curso de Ciências e Tecnologias, acompanhados por três professoras.
Ao longo do dia, os alunos tiveram a oportunidade de contactar diretamente com investigadores, docentes e estudantes universitários, explorando diferentes espaços e laboratórios:
Laboratório HERCULES – Conheceram projetos ligados à arte, património e cultura, técnicas de análise e conservação científica.
Departamento de Física – Mecatrónica e Robótica – Assistiram a demonstrações tecnológicas e compreenderam como a engenharia e a física se combinam na criação de soluções inovadoras.
Hospital Veterinário – Visitaram as instalações, o laboratório de microbiologia e a vacaria, aprofundando o papel da ciência na saúde e bem-estar animal.
Departamento de Biologia – Exploração do laboratório de antropologia, da estufa e de projetos de biotecnologia vegetal. Os alunos tiveram ainda a oportunidade única de assistir a uma aula de mestrado, aproximando-se da rotina académica universitária.
Esta visita permitiu aos estudantes uma visão abrangente de diferentes áreas científicas, ajudando-os a refletir sobre interesses pessoais, escolhas futuras e percursos possíveis no ensino superior. Consideramos essencial oferecer experiências que aproximem os alunos da investigação, do quotidiano universitário e do trabalho dos profissionais das diferentes áreas.
Um dia repleto de descobertas, motivação e aprendizagem!
O Clube de Ciência Viva na Escola
No dia 20 de novembro, no âmbito do Projeto "Mais Educação - Vila Viçosa Rumo ao Sucesso Escolar", em parceria com a Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva do agrupamento, a escola recebeu a Associação Inovar Autismo para realizar algumas sessões de sensibilização, destinadas aos alunos. Foi um momento muito esclarecedor em que se explicou de forma simples e direta o que é o autismo e como cada pessoa autista percebe o mundo de maneira diferente, destacando a importância da comunicação, da compreensão e do respeito.
No final, ficou a sensação de que todos saíram mais informados e mais conscientes sobre a inclusão e sobre a forma como cada pequeno gesto pode fazer a diferença.
Uma iniciativa breve mas muito valiosa para toda a comunidade escolar.
Na semana de 27 a 31 de outubro, os grupos de Desenho, Inglês e Espanhol promoveram uma exposição de trabalhos elaborados pelos alunos, subordinados ao tema do Halloween (ou das Bruxas, em Português). Nestes trabalhos, vemos como a imaginação e a técnica se uniram e as abóboras ou Jacks surgiram assustadoras e divertidas!
Durante o verão do presente ano, tive a oportunidade de participar no programa “Ciência Viva no Laboratório 2025”. Vivi uma semana incrível ao fazer parte do estágio “Aprender Citogenética num Laboratório de Diagnóstico”, no Laboratório de Genética da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD). Esta experiência foi, sem dúvida, uma das mais enriquecedoras do meu percurso académico, ao representar uma verdadeira imersão no mundo da genética, da andrologia e na realidade dos laboratórios de investigação biomédica.
Desde o primeiro dia fui recebido por uma equipa acolhedora de técnicos e investigadores, com os quais aprendi imenso acerca de citogenética, a área que estuda os cromossomas e as suas alterações. Pude observar e participar nos mais diversos procedimentos laboratoriais: desde a preparação de culturas de sangue periférico até à obtenção de cromossomas. Aprendi e executei técnicas de bandagem de cromossomas, de análise dos mesmos e montagem de cariogramas. O estágio permitiu-me também integrar na rotina de um laboratório hospitalar, dar entrada de amostras, preparar reagentes e saber como estar corretamente em tal ambiente.
Aquilo que mais me marcou foi a paciência e a disponibilidade de todos os profissionais de saúde que nos acompanharam ao longo de todo o processo, a quem fiquei expressamente grato. Também merece destaque o desenvolvimento do espírito de trabalho em equipa e das capacidades de comunicação, visto que este foi um estágio em que tive a oportunidade de não só trabalhar, mas de desenvolver um trabalho com outra aluna, que conheci nesta experiência.
Assim, recomendo vivamente esta iniciativa da Ciência Viva, que conta com diversos estágios, de diferentes durações, espalhados por todo o país, que permitem a alunos, desde o 9.º ano de escolaridade até ao 12.º ano, desenvolver os seus conhecimentos nas mais diversas áreas e criar laços com outros jovens.
Caso sejam alunos curiosos e com sentido de responsabilidade, não hesitem em inscrever-se na edição de 2026. Podem consultar mais informações acerca da iniciativa através da seguinte ligação: https://www.cienciaviva.pt/ciencia-viva-no-laboratorio/2025.
Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de Português, por:
Bernardo Anão
N.º 3 12.º A
Ano letivo 2024/2025
O cartoon “Exploração Infantil” de Vasco Gargalo mostra uma criança malnutrida debaixo de uma grande máquina de costura com um padrão que representa a Terra. Esta criança está a coser um vestido vermelho para uma mulher.
Este trabalho, tal como o seu título indica, é suposto ser uma metáfora que retrata o trabalho infantil. A máquina de costura e a criança juntas representam as inúmeras crianças em volta do mundo forçadas a trabalhar para que certas empresas vendam os seus produtos injustamente produzidos aos seus clientes (como a mulher de vestido vermelho). A metáfora é claramente entendida através desta simbologia.
Para além disso, o sentido desta imagem pode ser facilmente associado ao capítulo IV do Sermão de Santo António, porque ambos os trabalhos expõem o tema da injustiça e da desigualdade social. Enquanto o Sermão exemplifica estes temas através da forma como os peixes, geralmente grandes, comem os mais pequenos (ou, no caso dos homens, se aproveitam uns dos outros), a ilustração também inclui uma hierarquização e uma relação de poder em que os “maiores” controlam os mais “pequenos.”
Resumindo, o cartoon transmite uma crítica bem representada e de significado facilmente entendível.
Lara Pinguicha 11.º E
Os resultados do Concurso Nacional de Acesso de 2025 das 1.ª e 2.ª fases revelam que 80% dos alunos e das alunas que concluíram o Ensino Secundário, no ano letivo 2024-2025, decidiram prosseguir os seus estudos no Ensino Superior, apostando na sua formação académica. É sempre gratificante, para o nosso agrupamento, saber que muitos deles optaram por um caminho formativo, rumo a um futuro profissional, de acordo com os seus resultados académicos, as suas capacidades e os seus interesses.
De acordo com os resultados das 1.ª e 2.ª fases do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2025, da Escola Básica e Secundária Públia Hortênsia de Castro, 64 alunos apresentaram candidatura na 1.ª fase e 20 na 2.ª fase, tendo ficado colocados, respetivamente, 63 e 12 alunos. Esclarece-se ainda que dos 12 candidatos colocados na 2.ª fase, 7 concorreram pela 1.ª vez ao Ensino Superior, nesta mesma fase, tendo todos obtido colocação, exceto 1.
É também de referir que, contabilizando as duas fases, de um total de 71 candidatos, foram colocados 70 (99%) e não obteve colocação apenas 1 (1%).
Salienta-se ainda que, na 1.ª fase, dos 63 colocados, 39 (62%) ficaram na sua 1.ª opção, 16 (25%) na 2.ª, 4 na 3.ª (6%), 3 na 4.ª (5%) e 1 na 5.ª (1%), o que significa que a maior parte dos que reuniam condições de acesso ao Ensino Superior conseguiu entrar nas suas três primeiras escolhas (93%). Uma situação semelhante ocorreu, na 2.ª fase, dos 12 alunos colocados, 4 (33%) ficaram na 1.ª opção, 5 (42%) na 2.ª, 1 (8%) na 3.ª, 1 (8%) na 5.ª e 1 (8%) na 6.ª, isto é, a maioria destes candidatos conseguiu ficar nas três primeiras escolhas (83%).
À semelhança de anos anteriores, os alunos que concluem o 12.º ano, no AEVV, fazem opções muito diversificadas, quer na escolha da universidade ou do instituto politécnico, quer na opção do curso.
No que respeita aos locais escolhidos para prosseguir estudos no ensino superior, considerando as duas fases de 2025, destaca-se a cidade de Évora, como destino preferido dos nossos estudantes, onde ficaram colocados 27. Seguiu-se a capital do país, Lisboa, onde foram colocados 8, Faro (6), Covilhã (4), Portalegre (3) e Tomar (3), entre outras cidades. (Ver gráfico 1).
Constata-se, igualmente, uma grande variedade de opções de cursos, tendo também em conta as colocações das duas fases, conforme se apresenta nos gráficos 2 e 3. No gráfico 2, entre os cursos mais escolhidos, evidenciam-se três: Gestão, Turismo e Enfermagem.
Além destes, registaram-se outras colocações em mais 35 cursos de áreas muito díspares, onde ficou apenas um aluno, conforme se apresenta no gráfico 3.
Agora, estamos certos de que todos estes jovens vão viver intensamente uma nova etapa da sua vida, por vezes, com incertezas e receios, mas esperamos que tenham a coragem e resiliência necessárias para enfrentar os novos desafios e superar as suas dificuldades.
Neste momento especial, a equipa d’ “O Cábula” e toda a comunidade escolar congratula-se e deseja a todos os novos estudantes universitários os maiores sucessos pessoais, académicos e profissionais. Muitos Parabéns a todos/as!
A equipa d’ O Cábula
No âmbito das disciplinas de Ciências Naturais, do projeto Eco-Escolas e do Clube Ciência Viva, os alunos do 8.º ano iniciaram um trabalho de pesquisa sobre a biodiversidade existente nos espaços exteriores da escola. Organizados em pequenos grupos, os alunos estão a observar, identificar e registar espécies de flora e fauna presentes no recinto escolar, recorrendo a registos fotográficos e ferramentas digitais de identificação científica.
O projeto pretende promover a literacia ambiental, sensibilizar para a importância da biodiversidade em contextos urbanos e incentivar a adoção de medidas de preservação do património natural da escola. “A escola é também um ecossistema, e queremos que os alunos aprendam a olhar para este espaço como um lugar vivo, que merece cuidado e atenção”, referiram as docentes responsáveis.
Os resultados serão apresentados em formato de cartaz e estarão expostos nos corredores da escola, permitindo à comunidade educativa conhecer as espécies identificadas e refletir sobre formas de proteger a biodiversidade local.
Cábula(C): Olá, Leonor! Antes de mais, queremos dizer-te que é com muito prazer que O Cábula realiza esta entrevista, pois é sempre gratificante conhecer o percurso de antigos alunos da nossa escola.
C: Para começarmos, podes dizer-nos onde trabalhas e em que área?
A: Olá! Agradeço o convite.
Atualmente, trabalho na Academia das Ciências de Lisboa, no Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa. A minha área de trabalho é a lexicologia e a lexicografia, dois ramos da linguística/ciências da linguagem, dedicados ao estudo do léxico — o conjunto das palavras que usamos no nosso dia a dia — e às formas de as registar, organizar e descrever. Dicionários, glossários ou vocabulários são grandes exemplos da lexicografia.
Assim, a nossa principal ferramenta de trabalho é a língua portuguesa. Entre outras tarefas, uma parte central da minha atividade consiste na atualização sistemática do Dicionário da Língua Portuguesa (DLP), o que envolve a criação e o tratamento de novas entradas, bem como a revisão e aperfeiçoamento de artigos já existentes. O DLP é um dicionário digital, adaptado às novas tecnologias e acessível em qualquer dispositivo. É atualizado diariamente, quer com o registo de palavras recentes ou de uso corrente que ainda não estavam incluídas, quer com a adição de novos sentidos a vocábulos já registados. Se tiverem alguma sugestão, podem sempre contactar-nos. Todas as mensagens que recebemos são cuidadosamente analisadas!
C: Pedimos-te, agora, que relembres os momentos vividos na nossa escola. Quais são, passados estes anos, os melhores momentos que aqui viveste?
A: Não consigo escolher um momento específico, mas sempre gostei de estudar e, por isso, gostava de ir à escola (mesmo que nem sempre o demonstrasse).
C: Quando estavas no secundário, já tinhas claro o que querias ser e fazer no futuro? Ou isso só foi descoberto mais tarde?
A: Sempre gostei muito de línguas e de literatura. Então, no secundário, eu já tinha um plano: queria estudar Línguas, Literaturas e Culturas e depois fazer o mestrado em Ensino de Português e Inglês, para voltar à escola e poder dar aulas.
De facto, no início, segui esse caminho! No entanto, a vida raramente é linear e é importante saber aproveitar as oportunidades que surgem! Durante o primeiro ano no mestrado em Ensino descobri a área da linguística e tive o meu primeiro contacto com a investigação. Essa experiência despertou em mim um novo interesse e levou-me a mudar de direção, passando para o mestrado em Ciências da Linguagem.
C: A tua opção por esta via é empolgante e gostávamos de saber mais. Por favor, conta-nos o teu percurso.
A: Como referi antes, tinha um plano bem definido. No entanto, no primeiro ano do mestrado em Ensino, por exigências curriculares, tive de frequentar algumas disciplinas do curso de Ciências da Linguagem. Já tinha tido contacto com a área durante a licenciatura, mas de forma muito superficial.
Acabei por escolher estudar Linguística Computacional e Lexicologia e Lexicografia, sem saber muito bem o que me esperava. Quando vi os programas, percebi que poderiam ser interessantes e, de facto, excederam todas as expetativas! Lembro-me de esperar com entusiasmo pelos dias em que tinha essas aulas, porque me divertia imenso nelas. Rapidamente percebi que estava mais envolvida e motivada nessas disciplinas do que naquelas que pertenciam ao mestrado em Ensino.
No final desse semestre, a professora responsável por ambas as cadeiras informou-me que iria abrir uma vaga para investigadora num projeto que coordenava e perguntou-me se teria interesse em concorrer. Candidatei-me e fui selecionada. Essa oportunidade, e o apoio dessa professora, foram decisivos para a minha mudança de rumo académico e profissional. Foi assim que alterei a matrícula para o mestrado em Ciências da Linguagem.
Mais tarde, e depois desse primeiro projeto, comecei a trabalhar no Dicionário da Língua Portuguesa (DLP), onde continuo a trabalhar atualmente.
Na dissertação de mestrado, tive ainda a oportunidade de integrar o trabalho desenvolvido em ambos os projetos, reunindo ambas as experiências num único percurso de investigação!
C: Sabemos que atualmente estás a viver em Lisboa e já disseste que te dedicas à lexicologia e à lexicografia. Podes contar-nos um pouco dessa experiência? (como surgiu a oportunidade, se o trabalho é bom/difícil/árduo…).
A: A oportunidade de trabalhar no DLP surgiu através de uma das minhas professoras de mestrado, que é coordenadora do dicionário. A professora informou-nos que iria abrir um concurso para trabalhar no dicionário e, mais uma vez, candidatei-me e fui selecionada. No início, confesso que não sabia muito bem o que esperar: tinha pouca experiência prática com dicionários e não conhecia ninguém que tivesse trabalhado na área para poder partilhar impressões.
Apesar disso, rapidamente descobri que era um trabalho muito estimulante! Costumo dizer que me divirto a trabalhar, e sei que muita gente se surpreende com isso, porque tende a imaginar o dicionário como algo estático, aborrecido, esquecido numa prateleira a ganhar pó.
Mas, na realidade, um dicionário é muito mais do que isso: é um reflexo de uma cultura, de uma sociedade e da própria história de uma língua. Ter a oportunidade de participar na construção e atualização desta ferramenta é fascinante, porque nos permite observar de perto como a língua funciona e como nós, falantes, a usamos diariamente, muitas vezes sem sequer refletirmos sobre isso.
C: Quais são os aspetos de que mais gostas na tua profissão/área?
A: Gosto sobretudo da possibilidade de investigar, questionar e estar sempre a aprender. Quanto mais aprendemos, mais vimos que há muito mais a aprender. Adoro poder estudar e criar, enquanto contribuo para algo que, muitas vezes, passa despercebido, mas que faz parte da nossa sociedade e dia a dia.
C: E menos bons?
A: Apesar de ser uma pessoa introvertida e de gostar de trabalhar sozinha, às vezes sinto falta de um contacto mais direto com outras pessoas, já que trabalhamos em regime de teletrabalho e a comunicação é quase sempre feita por email. Além disso, trabalhamos frequentemente sem horários fixos e em várias tarefas em simultâneo. Isso faz com que, por mais horas que dedique, sinta que nunca fui suficientemente produtiva e que deveria ter feito sempre mais e melhor. Nesses momentos, desligar torna-se um verdadeiro desafio.
C: Quais são os teus futuros projetos?
A: Em setembro, vou iniciar o doutoramento em Ciências da Linguagem! Quando estava na escola, nunca pensei sequer em fazer um doutoramento, mas agora não me consigo imaginar a fazer outra coisa. Não sei exatamente o que esperar do futuro, mas quero continuar a trabalhar e a aproveitar todas as oportunidades e desafios que surgirem.
C: O Cábula sabe que, apesar de teres sido uma aluna dedicada, também eras um pouco introvertida e descontraída durante os tempos na nossa escola. Aliás, és mais um exemplo de que há que desenvolver esforços para conseguirmos aquilo que queremos. Então, neste momento, perante tudo o que fizeste até agora, o que dirias a todos aqueles que se encontram a estudar? Achas que os alunos devem apostar na sua formação? Vale mesmo a pena?
A: Sem dúvida que vale a pena apostar nos estudos. Estudar ensina-nos a pensar, a questionar e a procurar respostas. É um processo que nos oferece ferramentas para compreender melhor o mundo e tomar decisões mais conscientes.
Diria também que o percurso académico e profissional não precisa de ser perfeito nem linear. O mais importante é estarmos disponíveis para aprender, experimentar e aproveitar as oportunidades que surgem, mesmo aquelas que não estavam nos nossos planos iniciais. Cada percurso deve ser adaptado a cada pessoa: não precisa de ser aquilo que outros considerem melhor para nós, mas aquilo que sentimos ser mais adequado, seja num ambiente formal de educação ou fora dele.
A formação é, acima de tudo, um investimento em nós próprios. É isso que, mais tarde, nos abre portas e nos permite fazer a diferença.
C: Obrigado pelo tempo despendido e desejamos-te a continuação de um ótimo percurso académico e de trabalho de muito sucesso!
A: Eu é que agradeço o convite! Desejo-vos tudo de bom.
Queridos/as leitores/as d’O Cábula!
É com grande alegria que o jornal digital da nossa escola, O Cábula, vos dá as boas-vindas para o novo ano letivo 2025-2026!
Após o merecido descanso das férias, desejamos que este seja um ótimo ano de descobertas, aprendizagens e crescimento para todos/as. Acreditamos que a escola é mais do que apenas um lugar para estudar. É um espaço de partilha, de amizades e de desafios que nos ajudam a evoluir e a construir um futuro promissor.
O nosso jornal continuará a ser o espelho da comunidade escolar, através da projeção de histórias, opiniões, atividades e projetos. Convidamos todos a participar ativamente, seja a escrever textos ou a divulgar trabalhos de temas curriculares, de projetos ou clubes do AEVV, devidamente ilustrados com desenhos ou fotografias. A vossa colaboração é fundamental para que O Cábula digital seja um reflexo do dinamismo, criatividade e inovação do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.
O Cábula pretende, assim, continuar a promover o desenvolvimento das competências da escrita e da leitura na comunidade escolar, a fomentar a inclusão e a implementar uma cultura e sentimento de pertença ao agrupamento.
Como tal, é fundamental a vossa participação (alunos/as, encarregados/as de educação, pessoal docente, pessoal não docente, …), através do envio de textos (textos expositivos, textos de opinião, apreciações críticas, notícias, poemas, crónicas, entrevistas, reportagens, ensaios, …), sempre que possível, ilustrados com imagens/fotografias (sempre enviadas, em anexo e em formato de imagem – jpeg, jpg…) para o seguinte endereço eletrónico:
Esclarecemos que, em caso de artigo sobre uma atividade ou visita de estudo, este deve conter não só a descrição da mesma, referindo o(s) local(ais) visitado(s) e data(s) de realização, mas também a reação dos/as alunos/as envolvidos/as.
Para manter a atualidade, o envio dos textos alusivos a atividades deve ocorrer dentro de 8 dias, após a sua realização.
Além disso, relembramos que as imagens identificativas de alunos/as exigem atempadamente uma autorização de captação e divulgação de imagem dos respetivos pais/ encarregados de educação para cada atividade, de acordo com a lei de proteção de dados pessoais.
Por fim, O Cábula ao longo deste ano letivo visa aumentar a quantidade, a qualidade e a diversidade dos textos publicados, contando com uma maior participação da comunidade escolar. Afinal, O Cábula é um jornal de todos e para todos!
Com os melhores cumprimentos,
A equipa d' O Cábula
Leontina Pires
Fátima Garcia
Mariana Louzeau