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Aqui você vai poder ouvir uma estória e boa música!
Esperamos que curtam!
Há muitos anos atrás, nosso planeta começava a enfrentar um longo e terrível inverno.
Muitos animais pereceriam de frio e fome.
Instintivamente, um grupo de diferentes espécies se abrigou em uma caverna. Porém, mesmo ali dentro, o frio era forte.
Teriam então que aquecer uns aos outros.
Acontece que muitos animais possuíam chifres, espinhos, carapaças. Assim, ao se agruparem para se aquecer, machucavam-se.
E o longo inverno, teve seu fim. Sobreviveram aqueles que souberam suportar as feridas.
Conto popular/Releitura
Mary Cunha
Cresci numa grande metrópole e sempre achei aquela vida muito estranha. Sentia que todos pareciam viver na esperança de que no futuro as coisas melhorariam. Sentia falta de viver o melhor, no presente. Ser feliz no agora.
A música me trouxe essa felicidade.
Quando descobri que era possível ser feliz no presente, que a arte é um instrumento para revelar a beleza do agora, quis compartilhar esta experiência com outras pessoas.
Tive a oportunidade de estudar e aprender a tocar diversos instrumentos musicais e tive a experiência de tocar diferentes ritmos musicais.
Em meados do ano 2000, comecei a sentir falta de ar puro em minha vida. A cultura, os teatros, os shows, os museus, já não eram mais suficientes. E fui morar na ilha da magia. Foi em Floripa que dancei pela primeira vez, ao som dos tambores do Maracatú. Foi na ilha que comecei a respirar a cultura popular e os ritmos afro-brasileiros. Percebi, que a música e a arte, não são apenas coisas de auditório ou de museu. A música ali era comunhão.
Foi através de amigos do Chile, Argentina e Uruguai, que entrei em contato com a rica cultura da América Latina. Que me mostrou o outro lado da moeda. Escutei outras vozes. Outras versões de mundo.
Ao entrar em contato com outras culturas, percebi que fomos forçados desde o berço a sermos norte americanos.
A música da América latina, fala sobre a natureza, sobre a Pacha Mama, nossa mãe terra. Fala sobre a água, as montanhas e sobre os mistérios do beija flor. Me reconheci nesta temática.
Comecei a perceber a importância do resgate cultural do povo da nossa terra. Iniciei então uma jornada rumo aos conhecimentos dos povos ancestrais.
Assisti a diversos filmes de samurais e fiquei completamente embriagado com a perfeição da fotografia, dos atores, da direção e do enredo. O que mais me chamou atenção foi a forma profundamente sensível e humana, das narrativas. A trilha sonora era composta pelas sonoridades exóticas do Shamisen e do Shakuhachi, que ambientadas nessas representações épicas, faziam finalmente todo o sentido para mim.
O Shakuhachi, a flauta de bambu japonesa. Foi utilizada por alguns monges Zen Budistas, como instrumento de meditação. O som do Shakuhachi, representa os sons da natureza, das águas, dos ventos... Sua maneira de tocar difere da racionalização matemática da música ocidental. É um instrumento que exige muita técnica, porém é extremamente intuitivo e orgânico. Queria tocar um daqueles instrumentos.
Fiquei meses pesquisando como fazer um e levei cerca de 2 anos para terminá-lo. Assim me iniciei na arte do Shakuhachi. Instrumento musical que segundo meu pai, meu avô também tocou.
Como sempre toquei instrumentos de cordas, me apaixonei também pelo Shamisen. Este encantador e hipnótico instrumento, similar a um banjo com 3 cordas, era tocado por gueixas, cegos, no teatro Kabuki, teatro No, em rituais e outras ocasiões. Muito versátil, pode ser tocado de maneira sútil e melodiosa ou de forma enérgica e rítmica.
O que mais me motiva a tocar estes instrumentos tão exóticos aqui no Brasil, é o caráter contemplativo que eles evocam. É a conexão com os antepassados, com os seres da natureza, com a espiritualidade.
Quando toco, as pessoas dizem que sentem paz, que esse som acalma a mente.
Acredito que, por serem instrumentos muito antigos, o timbre deles estimula a memória dos nossos antepassados que estão guardados em nosso DNA. Surge então uma reconexão com nosso passado.
Chego ao fim deste texto com algumas reflexões: será que não estamos vivenciando esta experiência devastadora no atual momento, devido ao nosso distanciamento da natureza? Será que não ignoramos a sabedoria de nossos antepassados?
Os seres humanos, a água, a floresta, os animais todos somos um.
Momento de voltar às origens.
Texto Massashi Murahara
Vale a pena ver de novo o Concerto Japão Quatro Estações.
Duo de canto e violão com a cantora soprano Masami Ganev e o violonista Igor Ishikawa. Com arranjos de Igor Ishikawa.
O Concerto tem duração de 50 minutos. Em outubro de 2012 o duo fez apresentação na Biblioteca Pública Barreiros Filho e no Jurerê Classic. Em agosto de 2014 participaram do projeto TAC 7:30 apresentando-se no Teatro Alvaro de Carvalho.
O Concerto Japão Quatro Estações tem como objetivo transmitir a influência das bem definidas estações do ano na formação do espírito japonês.
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