Fósseis são vestígios, restos, pegadas ou marcas de seres vivos que viveram no passado e foram preservados em rochas sedimentares, dado seu processo de formação a partir da superposição de sucessivas camadas de rocha. A coleta de fósseis deve ser realizada pelo Paleontólogo, o qual possui conhecimento quanto a legislação brasileira e as técnicas que envolvem os procedimentos adequados. O Museu de Geologia da Universidade Estadual de Maringá, atualmente, conta com um extenso acervo de fósseis, organizados segundo sua idade geológica. Veja um pouco sobre algumas das espécies que você pode observar no museu:
Descrito por Mac Gregor em 1908, o Mesosaurus brasiliensis é um réptil fóssil do período Permiano, com cerca de um metro de comprimento, corpo alongado provido de grande cauda, hábito aquático, com longos dedos que indicam que eram dotados de membranas natatórias. Apresentava longos e finos dentes que não se destinavam a devorar peixes, somente um peixe minúsculo poderia atravessar garganta tão estreita. Provavelmente alimentava-se de crustáceos que se fossilizaram nas mesmas rochas. Seus fósseis são assinalados nas bacias de Karroo (África) e do Paraná, nesta última na formação Irati.
Nomeados por T. Shikama and H. Ozaki em 1966, integram um pequeno grupo de répteis extintos, de formas lacertiformes esguias, de pequeno porte, adaptados à vida aquática ou semi-aquática com idade atribuída ao período Permiano da América do Sul e da África.
Denominação que recebem as concreções calcárias que possuem peixes fossilizados em seu interior. As concreções ao lado são provenientes da formação Pirabas (Grupo Santana), Chapada do Araripe – Ceará.
Denominação que recebem as concreções calcárias que possuem peixes fossilizados em seu interior. As concreções ao lado são provenientes da formação Pirabas (Grupo Santana), Chapada do Araripe – Ceará.
Coquina é um tipo de rocha sedimentar de origem biológica, formada a partir do acúmulo de conchas transportadas e cimentadas.
Tecodontes compreendem um grupo de organismos, prováveis ancestrais dos dinossauros, presentes entre o começo do período Permiano e final do período Triássico. O nome tem sido considerado obsoleto, sendo mais adequada a denominação de arqueossauros.
Durante o período triássico, a flora denominada Dicroidium (um gênero extinto de samambaias) era bastante comum na África, América, Austrália e Antártida. As folhas eram bifurcadas dando a aparência de duas folhas de samambaia. Fósseis desse vegetal são encontradas nos argilitos da Formação Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Estromatólitos são um tipo de fósseis vivos, considerados as formas de vida mais antigas em nosso planeta. “Fóssil vivo” – embora inadequada – é a denominação de organismos que detém um longo tempo de vida entre as formas viventes. Um outro exemplo exemplo é o gênero Lingula, um braquiópodo que surgiu no Período Devoniano e, ainda hoje, é encontrado nos mares.
Classificado em 1998 por Barberena, é caracterizado como um anfíbio do período Permiano cujos restos fósseis foram encontrados em afloramento na Serra do Cadeado rodovia do Café (km. 313).
Os labirintodontes pertencem a uma sub-classe extinta de anfíbios, presentes nas eras Paleozoica e Mesozoica. Recebem seu nome a semelhança de seus dentes à um labirinto, quato vistos em corte transversal.
Um caso raro de fossilização, onde ocorre a quebra da estrutura cristalina original, havendo uma modificação no aspecto geral do organismo.
A eventual dissolução de um fóssil originará um espaço vazio. Pela ação da água percolante esse espaço poderá ser preenchido por material da própria rocha, originando uma réplica do antigo fóssil. Esta reprodução denomina-se contramolde.