Resgatar a historicidade do município, dos primórdios aos dias atuais, é de vital importância para que as crianças se percebam como partícipes dessa mesma história, essencial à construção da cidadania. O estudo do município amplia as noções espaciais das crianças e possibilita que estas se percebam como sujeitos históricos inseridos em realidades temporais e espaciais mais amplas, com as quais constroem suas próprias experiências de vida. Conhecer o município onde se mora, espaço geográfico e histórico, faz parte da construção de parte da identidade das crianças, inserindo-se em um quadro mais amplo da própria história individual e da comunidade.
Estudar o município tem por objetivo sensibilizar os alunos para que conheçam o lugar onde residem como um conjunto de lugares, caminhos e fluxos. Todos esses caminhos fazem do município um organismo extremamente complexo e sensível. Com a pretensão de que os alunos interajam com a comunidade e entendam o seu município como um espaço no qual também ocorrem relações interpessoais e com a própria paisagem natural ampliando assim as noções de tempo histórico e tempo cronológico por meio de comparações entre o presente e o passado, ressaltando as permanências, as rupturas e as transformações.
O estudo da história do município torna-se ainda mais importante na atualidade, em virtude do crescimento urbano desordenado e da especulação imobiliária, que descaracteriza os espaços públicos e, consequentemente, as referências histórico-espaciais dos alunos, fundamentais para a construção da identidade. Transversalmente, criam-se oportunidades para sensibilizá-las em relação à importância da manutenção e preservação do bem público e/ou patrimônio histórico.
“Estudar o local é muito importante para o aluno, pois ali ele “conhece tudo”, ele sabe o que existe, o que falta como são as pessoas, como são organizadas as atividades, como é o espaço. [...] como trabalhar o local sem considerá-lo como o “único”, sem considerar que as explicações estão todas ali, sem cair no risco de isolá-lo no espaço e no tempo”. (CALLAI e ZARTH, 1988, p.17).
Então, vamos conhecer um pouco do município de Arroio do Sal.
Sou a Simone Andréia da Rosa Dias, filha do João Dias (gaiteiro) e da Iraci Maria Dias. Sou natural de Arroio do Sal, nascida no hospital de Torres ( aqui naõ temos hostpital até hoje). Sou casada com o Claudio (Sos Máquinas) e tenho um casal de filhos, a Emanuella e o João Manoel.
Sou professora aposentada do município de Arroio do Sal, onde trabalhei por 31 anos, concursada , e onde desenvolvi atividades docentes em diversas áreas: professora, diretora, supervisora de escola e da Secretaria de Educação.
Sou graduada em Pedagogia com habilitação em Supervisão Escolar, e pós-graduada em Psicopedagogia e Interdisciplinaridade, Atendimento Educacional Especializado e Mídias na Educação.