O sol foi motivo
Que Deus utilizou
Pra formar a cidade
Que na extremidade
Do mar se criou
Um homem desce a serra
E vem morar na terra que ele desbravou.
O sol no céu brilhava
Quando este homem tal
À beira do riacho
Sobre o fogo de um tacho
Foi sonho ou real?
A água ia fervendo
E assim ia nascendo
O Arroio do Sal.
Tiro o meu chapéu e bato palmas
A quem cria cidades
Fazendo o curso da história continuar
De peito aberto, planta o progresso
Sobre as dificuldades
Pois ser gaúcho é ter o dom de conquistar.
A beira do riacho
As lavadeiras mil
Serviam-se das águas
Pra lavar suas roupas
Sob o céu de anil
A gente foi lutando
E o sal temperando
O sul deste Brasil.
De homens pioneiros
Formou-se uma geração
Tornaram-se mais fortes
Quando eles se uniram
E deram-se as mãos
Quebraram as correntes
Levando a cidade à emancipação.
Antônio Carlos Lopes Coitinho (1990)