A geomorfologia é ciência que estuda a morfologia da Terra, ou seja, ela estuda as formas da superfície terrestre, e o relevo é aquilo que marca essa superfície, as formas da parte externa da crosta. Portanto, o relevo é o objeto de estudo da geomorfologia, e também o assunto que será abordado neste tópico.
A superfície da Terra é moldada a partir de fatores exógenos e endógenos, isto é, os processos que atuam externamente ou internamente na Terra são responsáveis pela alteração da sua superfície. Esse processo é dinâmico e contínuo, e é responsável por formar todos os tipos de relevos que conhecemos, como montanhas, chapadas, depressões, entre outros. Entenda esses fatores:
Fatores exógenos
Os fatores exógenos são aqueles que agem externamente na modelagem do relevo e caracterizam os processos que conhecemos como erosão e intemperismo. Os principais agentes erosivos são: a água (pluvial e fluvial), o vento e o gelo.
Fatores endógenos
Os fatores endógenos são aqueles que acontecem no interior da Terra e resultam em fenômenos na superfície podendo causar alterações no relevo. Pode-se citar, por exemplo, o processo orogenético (a partir dele se dá a formação de montanhas), abalos sísmicos e vulcanismos. Esses fenômenos acontecem devido aos movimentos das placas tectônicas que compõe a crosta, a isso damos o nome de tectonismo.
Além dos fatores acima citados, a ação antrópica também é um agente externo que tem forte influência na modelagem do relevo. Toda mudança da paisagem para pavimentação, construção de casas e edifícios, aterramento de rios, entre outras atividades, são capazes de mudar a dinâmica de transformação do relevo.
Existem muitas formas de relevo, mas a principais são montanha, planalto, planície e depressão. As montanhas são grandes elevações, com mais de 300 m de altitude, formadas a partir da colisão de placas tectônicas, dependendo de sua idade tem uma morfologia mais acidentada e cumes pontiagudos (quando novas), ou contornos suaves e arredondados (quando mais antigas) (figura 1).
Planaltos são formas erosivas. geralmente pela água e vento, com superfícies quase niveladas e altitude normalmente superior a 300m. Esse tipo de relevo pode ser formado por inúmeros processos, um deles é a erosão diferencial que atinge terrenos compostos por litologias de diferentes resistências. A parte do terreno constituído por um tipo de rocha menos resistente é erodida mais rápido, restando a rocha mais resistente, este processo pode resultar num planalto (figura 2).
As planícies são formas de relevo relativamente planas, podendo ter pequenas elevações, e geralmente se encontram próximas do nível do mar. Sua formação está associada ao acúmulo de sedimentos provenientes das áreas mais altas que as cercam. Estes relevos mais elevados, geralmente planaltos, sofrem forte processo de erosão e fornecem o sedimento que se acumula e da forma a planície. Nesta forma de relevo, a sedimentação supera a erosão (figura 3).
A depressão é uma área rebaixada que apresenta irregularidades, caracterizada por estar abaixo do nível altimétrico das áreas que a cercam. Pode se formar a partir do desgaste, erosão, do terreno, ou por forças endógenas que causam o afundamento deste. As depressões podem ser relativas ou absolutas, quando se encontra acima do nível do mar é relativa, e quando abaixo, absoluta (figura 4).