Os fósseis são restos ou vestígios de animais e plantas que existiam em tempos remotos, a milhares e milhões de anos antes do presente (anos AP). Geralmente ficam preservados como fósseis as partes duras dos animais como os seus ossos, porém é possível que parte moles como cartilagem e até mesmo a pele do animal seja preservada. No caso das plantas, para poder ter um fóssil dessa espécie, a preservação das partes moles é mais necessária.
Existem vários tipos de fósseis. Alguns são realmente o corpo e/ou os ossos dos animais e plantas enquanto outros fósseis são apenas uma “marca” que o animal ou a planta deixou no solo ou no fundo de lagos e mares rasos e que depois se transformou em rocha como é o exemplo das pegadas de dinossauros do Vale dos Dinossauros em Sousa na Paraíba. Ou ainda dos animais e plantas presas em âmbar e/ou gelo que são perfeitamente preservados podendo até em alguns casos preservar os restos de alimentos não digeridos pelos animais (figuras 1 e 2).
Fósseis são considerados vestígios ou restos de espécies mais antigas que 11 mil anos, ou seja antes do período Holoceno, que é o período geológico atual.
A fossilização ocorre quando o animal ou planta morre e é coberto por sedimentos em um lago ou mar raso. Posteriormente, pela diagênese, que é a consolidação e formação das rochas sedimentares, os fósseis podem ser preservados inteiramente ou então, se isso não acontecer e o material do animal ou vegetal for decomposto, restará apenas a sua impressão nos sedimentos como um registro. Existem diferentes formas de fossilização:
Incrustação: ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo depositam-se em torno do animal ou planta, revestindo-o como por exemplo os fósseis de peixes da Chapada do Araripe, Ceará (figura 3).
Permineralização: ocorre quando substâncias minerais são depositadas em cavidades existentes em ossos e troncos. É dessa forma que os troncos fossilizados são formados (figura 4).
Recristalização: é o rearranjo da estrutura cristalina de um mineral, o deixando em uma forma mais estável. Este fenômeno ocorre em locais muito secos onde se ocorre a rápida desidratação e podendo ocorrer a preservação total do do corpo do animal e/ou da planta. Isso se chama mumificação.
Carbonificação ou incarbonização: quando ocorre a perda de substâncias voláteis como o oxigênio, hidrogênio e principalmente o nitrogênio, apenas restando uma película de carbono, este fenômeno é mais frequente em estruturas formadas de lignina, queratina, quitina e celulose (figura 5).
Os profissionais que trabalham e estudam os fósseis são os paleontólogos, paleobotânicos, paleobiológos etc. Estes profissionais têm a importante e difícil tarefa de classificar, nomear as espécies de fósseis encontradas e de datar a idade das amostras. Estes profissionais tentam montar o passado evolutivo das espécies e até conseguem montar o passado evolutivo das espécies que estão vivas hoje em dia. Eles ainda procuram imaginar e reconstruir como era o ambiente onde aqueles fósseis viveram.
Geólogos, biólogos e ecólogos são os profissionais que usualmente se dedicam aos estudos de fósseis
A maior importância que o estudo dos fósseis pode nos dar é a possibilidade de nós criarmos uma linha evolutiva das espécies, dos climas, dos papéis que essas espécies tinham no seu habitat e conseguir entender períodos de extinção em massa que ocorreram. Outra grande utilidade deste estudo é auxiliar geólogos na descoberta das reservas de combustíveis fósseis.
O estudo dos fósseis também contribui para os estudos estratigráficos, pois fica mais fácil de atribuir diferentes idades das rochas e ambientes deposicionais quando se sabe a idade e local de origem de um fóssil que está presente na rocha em que se quer datar.
REFERÊNCIAS
de Morais Branco, Pérnacio. O que são e como se formam os fósseis?. Serviço Geológico do Brasil - CPRM, 18 de agosto de 2014. Serviço Geológico do Brasil. Acesso: 06/05/2020.
Museu de Paleontologia e Estratigrafia: Prof. Dr. Paulo Milton Barbosa Landim, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”- UNESP.<https://www.rc.unesp.br/museupaleonto/paleonto.htm> Acesso: 05/05/2020.