Neste dezembro de 2022 a Zagaia (nome da minha Tornado) está completando 15 anos, considerando a data da emissão da nota. Já é uma jovem senhora. Está na metade do caminho, rumo a PLACA PRETA!
Nesta semana (dezembro 2022), estava lendo sobre a CRF300L (antiga CRF250L) vendida "lá fora" e me peguei pensando em uma possível troca de moto. Sem motivo aparente, vi uma moto nova e simplesmente quis uma moto nova.
Então comecei a pensar em: por quê a XR250 Tornado.
A primeira coisa é: ter uma Tornado foi uma escolha minha. Conheço muito bem a Lander, a XRE 300 e a CRF250L. Inclusive tive oportunidade de ter todas elas. Por OPÇÃO minha, escolhi a Tornado. Considerando isso, não tenho intenção nenhuma de trazer verdades absolutas apenas minha opinião e minha visão.
Entendo que, mesmo sendo uma motocicleta antiga e ultrapassada (já temos uma evolução direta: XRE300) a Tornado ainda mantêm o melhor relação PESO X POTÊNCIA atrelado ao melhor CUSTO-BENEFÍCIO para o MEU USO. É importante dizer que a tornado é minha única motocicleta (considero a DT como um brinquedo, um hobby, um passatempo), assim, uso ela nós meus deslocamentos diários (ir e vir do trabalho: tenho atividades em duas escola em lugares distintos em BH) e como meu hobby.
Apesar de ter carro, ele fica a disposição de minha esposa e, sinceramente, não o vejo como uma opção para os meus deslocamentos diários. Rodo diariamente 15km. É pouco, porém passo em ruas e avenidas muito movimentadas. Por exemplo, pela manhã, meu tempo médio de deslocamento de Tornado é de 10 minutos, de carro, o mesmo caminho, saindo no mesmo horário, gasto 35 minutos. Sei que parece pouco, mas na minha rotina trabalho em média 10 horas por dia (entre escolas e atendimentos individuais), sendo assim qualquer tempo "economizado" é um tempo a mais para estar com minha filha, minha esposa, estudando, lendo, descansando, arrumando a moto, etc. Somente neste quesito, a Tornado está longe de ser a melhor opção. Hoje, comigo, na cidade, a Tornado faz 22 km/l. Já tive um Biz que fazia 35km/l. Porém, só tenho uma moto.
Além dos deslocamentos, minha maior diversão e descanso é andar de moto, principalmente, por trechos "fora de estrada". Aqui entra outro ponto, pra mim o de maior PESO: quero me divertir! Moro em Belo Horizonte (MG), então, a maioria dos meus passeios acontecem nos redondezas e cidades próximas, principalmente por cidades históricas. Trecho de cascalhos e pedras são comuns nesta região. Morro e Serras são comuns nesta região. Considerando por onde passo e o que gosto de fazer entra a minha avaliação de entender que a Tornado tem o melhor relação PesoXPotência, atrelado a uma manutenção simples e com um bom custo benefício (sobre manutenção, tenho um outro devaneio).
Um fato importante é que não comprei a Tornado zera. Peguei ela com 13 mil km, porém a moto era de uma amigo do meu pai, que rodou essa quilometragem junto com ele, em viagens. Assim, conhecia a moto desde de Zero KM. Estou com a minha Tornado desde 2015.
Olhando as concorrentes:
-Lander: "falta" um pouco, comparada com o Tornado, principalmente na "fora de estrada". O conjunto de suspensão da Tornado é superior ao da Lander. Apensar de ter um roupagem novo, a "construção" da Lander é antiga (quase da mesma idade a Tornado), sendo assim, o custo benefício cai muito, considerando o valor da motocicleta. Seria a minha opção se eu não achasse uma Tornado, na época da compra
-XRE300: evolução direta da Tornado. Moto muito boa, porém, muito visada para rouba (na minha região). A carenagens não me agradam, acho uma roupagem desnecessária. Conjunto motor muito bom, suspensão boa, freios bons... uma ótima evolução, mas o fator roubo me preocupa. Se tenho uma moto pra tudo, então ela precisará ficar parada na rua em muitos momentos. Além disso, o preço da motocicleta não justifica o que ela entrega pra mim (apesar de um pouco melhor é muito semelhante a Tornado que tenho).
-CRF250L: SONHO! Motocicleta perfeita para o que busco, porém sua vinda para o Brasil foi curta 2012/13 (certo @crf250lbrasil?). Andei bastante em uma que foi do meu pai. Ela ficou comigo por quase 3 meses. Antes do meu pai vender, eu pude compra, porém, não quis. O custo da moto é alto. Algumas peças são difíceis (conversei com alguns proprietários). Enfim, optei por não comprar ela.
É importante, repetir, isso é minha opinião, minha análise!
A moto não é minha profissão, ela é minha diversão! Amo que o faço: sou pedagogo. Não quero fazer da moto um trabalho, ainda. Não faço dinheiro com moto, eu gasto dinheiro (kkkkkk).
Enfim, acho que me respondi porque tenho uma XR250 TORNADO.
Sou apaixonado pela minha #xr250tornado
Isso são devaneios meus. Gosto de escrever para organizar meus pensamentos e tentar trazer lógica e racionalidade para as minhas decisões.
E você, já parou para pensar porquê tem o moto que uso?
Cá estamos nós para mais devaneios.
Recentemente passei por diversos problemas de saúde, alguns graves. Em uma das consultas, a médica me disse que só não fiquei pior porque eu cuido da minha saúde, que a prevenção é sempre melhor que o tratamento de sintomas.
Pouco tempo depois do meu processo de recuperação eu percebi que havia "perdido" a data para troca do óleo da minha motocicleta. Sim, tenho agendamentos de manutenção. Como percebi isso? Quando fui abrir o Drivvo (app que uso para controle de abastecimento, manutenção e gastos da Tornado) para registrar um abastecimento observei que havia passado a data da troca de óleo. Aproveitei e dei aquela conferida pra ver se eu não tinha perdido mais nada.
Eu acompanho alguns grupos de motos e percebo que existe um número considerável de pessoas que não leem o Manual do Proprietário que é entregue junto com o moto, quando tirada Zero Km. Muitas dúvidas e perguntas que aparecem nos papos de motos estão respondidas no Manual do Proprietário.
Hoje ainda tem uma grande vantagem pois com a internet e os dispositivos móveis temos os manuais de, praticamente, todas as motocicletas disponíveis online.
A minha Tornado, mesmo com 15 anos, faz revisões e a manutenção conforme o Manual do Proprietário. Faço as revisões dela na concessionária da Honda, a MinasMotos, aqui em BH, de acordo com o Manual do Proprietário.
Sim, minha escolha é a concessionária! Sei que é mais caro, mas pago pela confiança!
Repito, faço as revisões e não reparos. Prevenção e não reparo.
Procuro sempre estar em dia com a manutenção da minha moto. Eu rodo por estradas de chão e trilhas ermas, isoladas, sem sinal de internet. Preciso ter certeza que vou sair e voltar pra casa. Muitos desses passeios eu vou sozinho.
Com a minha moto fiz Estrada Real, BRs, praias, Bolívia, Peru, Chile e Argentina e nunca tive nenhum problema, apenas coisas comuns, como pneu furado. Nunca (até hoje) fiquei parado por problemas na minha moto.
Óbvio que defeitos podem acontecer, ainda mais em passeios OFF-ROAD, como eu gosto de fazer, mas procuro reduzir as chances de uma "quebra".
Esse pensamento veio por causa das questões de saúde que passei: se eu não tivesse um cuidado constante poderia ter tido consequências mais graves. Penso que com a Tornado é a mesma coisa.
Destaco aqui o @motordomundo como um perfil muito legal e EXTREMAMENTE consciente. Acompanho ele há um tempo e percebo que sempre que chegam perguntas sobre manutenção, óleo, entre outras, a primeira coisa que ele diz é: siga o Manual da sua motocicleta. Não só por esse tipo de conteúdo, mas de uma forma geral, o @motordomundo pra mim, é um dos melhores produtores de conteúdo para o mundo das duas rodas.
Assim como tenho a minha CNH e o CRLV da Tornado disponíveis off-line no celular, eu também tenho o manual do proprietário.
Você já leu o manual da sua moto?
Faz manutenções preventivas ou corretivas?
Nas viagens e passeio, hoje em dia, eu sempre vou navegando com o GPS (uso um Garmin Etrex 30x) e um celular. O celular é exclusivo para navegação, deixo meu aparelho pessoal no bolso (para emergência). Pode parecer muito, mas uso porque já fiquei na mão por contar apenas com o celular, várias vezes.
Não desconsidero o celular. Muito pelo contrário, o celular é muito útil (e melhor que o GPS) nos deslocamento dentro de cidades e em viagens por asfalto, apenas. Pra quem gosta de um offroad, como eu, saiba que se você ainda não "ficou na mão" por causa de navegar apenas com o celular, você é um pessoa de sorte.
Em trechos de fora de estrada e trilhas a navegação pelo GPS é infinitamente melhor: precisão, caminhos, trilhas, sinal, resistente a impacto e chuva (fundamental) duração da bateria (esse é crucial).
Em maio de 2016, última vezes que "deu ruim" por causa de navegar pela celular, resolvi fazer um caminho de BH até Ouro Preto (MG) passando apenas por estrada de chão. Importante lembrar que em 2016 os celulares e os apps de navegação eram com bem diferentes do que temos hoje em dia.
Saímos cedo (por volta de 7 horas da manhã) porque o plano era almoçar em Ouro Preto e voltar por asfalto.
Em Raposos o sinal do GPS começou a ficar fraco... algumas encruzilhadas erradas depois estávamos em uma trilha muito complicada da região... tão complicado que foi por onde passou o Minas Rider (etapa do mundial do Hard Enduro, na época). Éramos em duas Bros e a minha Tornado.
Final das contas: um cipó nos salvou porque, literalmente, precisamos carregar as motos na trilhas; uma das Bros acabou a embreagem; e chegamos em Honório Bicalho (praticamente não saímos da região metropolitana de BH), completamente esgotados por volta de 5 horas da tarde. Nunca fiquei tão feliz em ver um asfalto igual neste dia.
Enfim, isto aconteceu em um sábado, no domingo eu já comprei meu Garmin. Já era uma vontade comprar, mas até então era só vontade, supérfluo.
Hoje, se saio de moto, não saio sem meu Garmin Etrex 30x. Mesmo em asfalto, levo na mochila.
Acabei tomando gosto pelo que o dispositivo entrega e hoje já planejo passeios e viagens com ele... e claro, com o celular. Sem dúvidas, pelo celular é muito mais fácil, mas mesmo assim, na hora do aperto, principalmente em trilhas, eu confio MUITO mais no Garmin.
Motocicletas "Dual Sport" são aquelas motos que tem regulamentação para circular nas vias públicas (ON), porém foram PROJETADAS para o uso OFF Road. Dessa forma, as motos "Dual Sport" (dois esportes, tradução livre) são equipadas com com acessórios obrigatórias para trafegar por ruas e rodovias (faróis, velocímetro, espelhos, buzina, suporte de placa e silenciador), mas tem um projeto de uso também para o Off-Road (fora de estrada, tradução livre).
A categoria "Dual Sport" não diz respeito a uma cilindrada ou peso específico, e sim, ao propósito, ou melhor ao "DUPLO-PROPÓSITO". Motocicletas "Adventure" também podem ser usadas tanto no ON como no OFF, e muitas vezes são muito boas no OFF, porém o propósito é diferente. Se observarmos características como capacidade do tanque do combustível, peso do conjunto, banco, entre outros recursos que, muitas vezes, fica mais fácil entender este "PROPÓSITO".
E sim, eu sei que o uso da moto depende do piloto. Eu mesmo, já fiz trilha de BIZ e CG. Já rodei 10 mil km, em uma única viagem, em uma Tornado.
Mas... este era o propósito da moto?
Uma motocicleta Dual Sport tem como propósito sair de casa… fazer uma trilha… e voltar pra casa, sem a necessidade de carregar a moto na caminhonete, ou ir até o lugar onde ela fica guardada. Outro aspecto importante é que as Dual Sport são projetadas para o OFF-ROAD, não só para estradas de chão. Isso é um ponto muito importante.
No Brasil conhecemos as motocicletas Dual Sport apenas como “Trail” (trilha em uma tradução livre). Não é muito comum termos a diferenciação clara de uma Dual-Sport e de uma Adventure. Acredito que pela própria forma que o nosso mercado foi construído ao longo dos anos. Levando ao pé da letra, atualmente no Brasil, temos pouquíssimas, ou nenhuma, motos Zero Km Dual-Sport. As Trails vendidas por aqui, atualmente, têm muito mais características de motos Adventure, do que de Dual Sport. Na verdade, historicamente, sempre foi assim. Reparem os modelos das Trails!
Tivemos sim um período em que as trails nacionais tinham mais características de Dual-Sport. Hoje, eu entendo que isso passou!
Considerando o que temos disponível no Brasil, pra nós, reles mortais, fico com o Tornado. As outras opções, pra mim, não são viáveis.
Autores: André Azevedo e Klever Kolberg
Oito anos de aventuras no Rali Paris-Dakar
O livros traz relatos maravilhosos desses dois brasileiros que brilharam nas dunas do continente africano. Na época que conheci o livro, ainda não era fácil acompanhar o @dakarrally , ainda mais se quisemos imagens. Ler livro foi uma forma de conseguir estar mais perto da competição e "ver" um pouco como é o Dakar.
Autor: Hunter S. Thompson
Depois de anos escrevendo apenas para jornais, Hunter Thompsan entra para o mundo do livros com o "pé na porta". Relatos surreais do grupo na final da década de 60! O autor conviveu com o grupo por um ano, aproximadamente. Os relatos são vivos e são descritos conforme ia acontecendo!
Autor: Marcos Rey
Clássico da Coleção Vaga-Luma
um infanto-juvenil com motos e motocross como cenário! A coleção Vaga-lume marcou uma geração! O livro era da minha irmã! Talvez essa tenha sido a primeira indicação de livro ele me fez!
Nesta época eu ainda andava na garupa do meu!
Para muitos, esta é a nascente do Rio São Francisco, localizada no alto do chapadão do Zagaia (Serra da Canastra). Pra mim, esta é a pista do meu primeiro enduro. Há aproximadamente 25 anos, foi ai, aos pés do Velho Chico, que eu andei sozinho de moto pela primeira vez. Parece que foi ontem que eu estava montado na clássica DTzinha de tanque de fogo do meu pai e ele ficava correndo atrás da moto. Este primeiro "enduro" durou apenas alguns minutos, no entanto, foram suficientes para despertar uma paixão. Nas palavras do meu vô: "Nós não temos sangue correndo nas veias, temos óleo dois tempos". Sempre que volto a nascente me lembro de uma máxima Faustina: "Deves adquirir, aquilo que herdas." A paixão pela canastra e por motocicletas são duas das heranças que hoje fazem parte de mim.
22 de março Dia Mundial da Água!
Já que #professor adora uma história pra ilustrar... vamos a de hoje:
Havia um grande incêndio na floresta. O fogo se elevava a uma enorme altura e as árvores começavam a ser pouco a pouco destruídas pelo fogo. Os animais, apavorados, corriam em busca de abrigo, fugindo desesperadamente da catástrofe. Enquanto isso, um pequeno beija-flor voava velozmente até o rio, pegava no minúsculo bico uma gota de água e trazia até a borda da floresta, deixando-a cair sobre as chamas.
Observando o vai-e-vem do beija-flor, uma coruja que ia passando interrogou-o:
– O que você está fazendo, beija-flor?
– Não está vendo? Estou trazendo água do rio para apagar o incêndio antes que ele destrua toda a floresta –respondeu o beija-flor. – Você deve ser maluco – disse a coruja.
– Não está vendo que é impossível apagar esse incêndio enorme com essa gotinha de água?
– Sei disso – o beija-flor falou.
– Estou apenas fazendo a minha parte.
Cada "gota" importa!
Não é só sobre motos, é também sobre como podemos contribuir para o planeta, preservando o #offroad!
Be the change you want to see in the World! 🌎
Livro espetacular!
Relatos incríveis ao longo de todo o curso do #velhochico .
Incrível ver como nasceu o #rally no Brasil!
Confesso que o trecho que relata a #canastra eu viajei junto com o Chico Morais!
Esse é daqueles livros que nem adianta contar, somente lendo se é possível captar as histórias!
Adquirido com @ecomuseudooffroad
#livros #offroad #virecarranca #sertoes #rallyraid #rallybike #rallyvelhochico #rallydossertoes #riosaofrancisco
Venci o concurso fotográfico promovido pela Estrada Real e pelo Diamantina MotoFest.
Uma foto que adoro e que, antes mesmo do concurso já era fundo de tela do meu computador!
Fui lá em Diamantina no dia 07 de setembro buscar o o Prêmio. Um capacete muito massa!
Foi com essa imagem que me apaixonei por uma Tornado!
Em um dos primeiros anos que acompanhei o @dakarrally (acho que este era o 3º que eu acompanhava), vi Luiz Mingione "voar" em uma XR250 Tornado! Era uma Honda Tornado Rally.
Me apaixonei pela Tornado aí, neste momento ... o ano era 2002!
Em 2001, a gente já havia tido a oportunidade de acompanhar Juca Bala pilotar uma Honda Falcon Rally 400 e vencer na categoria Super Prodution (até 400cc).
Claro que hoje eu sei que aquela motocicleta era uma XR250 (a importada), com "roupa" de Tornado, mas na época, com pouco idade, eu não sabia. Na verdade, não me importava com isso, pois o nome, a carenagem do farol e o paralama dianteiro ganharam meu coração!
Nesta época meu sonho era ser piloto da Equipe Lubrax!
Lembro da sensação maravilhosa de ver o Luiz "voando" pelas dunas com uma Tornado... uma moto que poderia ser comprada em qualquer concessionária Honda (eu achava isso).
Fato importante: neste ano o Luiz foi o campeão da categoria!
PS: minha DT, na época, tinha um protetor de mão igual o da moto do Juca. Eu achava isso um máximo (kkkkkkkkk)!
Fotos foram retiradas do site Motos Clássicas 80 . Aproveitem para ler esse texto muito legal "O Heróis acessível".
A antiga Sahara era uma NX, porém teve como inspiração a Africa Twin, que era uma XR.
A atual Africa Twin é uma CRF.
A atual Sahara é uma XRe, porém inspirada em uma NX, sendo que, esta última foi inspirada em uma XR.
A Bros é uma NX, que tem uma óbvia inspiração em uma XR. Na Argentina a Bros é uma XR.
Faz sentido?!?!?!
Tentei buscar coerência no nome e nas propostas.
Conclusão: nenhuma, só pensamentos não tão aleatórios assim.
Essa foi uma das primeiras coisas que pensei que vi o anúncio da nova #xre .
Devaneios que normalmente eu tenho.
Fui pra Internet para ver se tinha algo neste sentido.
Me deparei com um texto muito legal do @motosclassicas80 .
Leiam!
Link do texto: https://www.motosclassicas80.com.br/2021/04/08/propostas-diferentes-honda-xl-xr-e-nx/
Acompanhar o @dakarrally é parte da minha rotina de #janeiro desde 2001.
O deserto sempre me fascinou! E o #dakar é uma união de duas paixões: moto e deserto
Por isso, hoje vai um #tbt muito especial pra mim.
Chegar ao Atacama na minha Tornado foi a realização de sonho: conhecer o deserto a bordo da minha moto.
Assim que começaram as paisagens do #atacama veio à minha cabeça os seguintes versos:
"Sabine sabia que o deserto não precisava ser deserto.
O grande vazio poderia se tornar em uma imensidão de possibilidades.
E para Sabine foi.
Foi no vazio do deserto que ele encontrou sua paixão.
Mostrou ao mundo que no vazio do deserto é possível trilhar um caminho."
Escrevi isso em Janeiro de 2020.
Sou muito grato à todos os amigos que estiveram comigo durante esta viagem!
E que venha #ushuaia !
#motorcycle #Chile #atacamadesert #southamerica #valedelaluna #desertodoatacama
#desert #deserto #xr250tornado #xr250tornadobr #hondaxr #dualsport #dualsportadventure #motoadventure #lightadv
Nos últimos dias tem circulado imagens de uma suposta nova Tornado e isso me faz pensar na minha "bolha". Sendo verdade ou não esse lançamento, acho pouco provável que teremos uma motocicleta dual-sport (falo isso, mas torço para estar errado).
Praticamente, TODAS as pessoas que converso questionam as opções de moto trail na atualidade no Brasil. Cada vez mais as #dualsport tem dado lugar as #adventure .
Não falo de uma marca em específico, mas de todas. Começo a ter certeza que esse desejo por trails seja algo muito específico, da minha bolha e que fora desse círculo as motocicletas oferecidas ao consumidor brasileiro têm agradado.
Não falo BIGTRAIL e sim de Dual-Sport. O conceito de trail ganhou um roupagem muito diferente da sua origem. Já falei sobre isso em outro devaneio.
Hoje, é muito difícil eu pensar uma moto zero Km que tenho vontade de ter, de comprar.
Talvez eu esteja muito fora da realidade que existe no Brasil hoje, mas ainda não abro mão da minha XR250 Tornado 2007!
Não acredito que eu esteja muito errado, basta olhar o valores da FIPE dessa motocicleta!
Confesso que eu realmente gostaria de entender sobre esses lançamentos e como os fabricantes têm visto o mercado brasileiro.
#xr250 #xr250tornado #tornado #xr #hondaxr #hondabrasil #dualsport #dualsportadv #trailbike #motorcycle #lighisright #lightadv #unicornbike #loucospormotos #hondamotos #hondamotorcycles
Gosto muito de número e medidas. Resolvi me pesar como todos os equipamentos que uso nos offroad.
Tive uma enorme surpresa: Todo o conjunto de roupas, equipamentos, acessórios e o camelbak com 2,5l pesou 11,7 kg... Exatamente, mais de dez quilos!
Mas vale cada grama, pois umas das coisas boas dos passeios é poder chegar em casa bem e "inteiro".
Sei que esse valor poderia ser menor, considerando a tecnologia que já temos hoje, porém no momento esse é o "PESO" que carrego em cada rolê.
Espero trocar os equipamentos por outros ainda mais seguros. Também espero gastar todo esse dinheiro com equipamentos, mas nunca precisar "usar".
Equipamento de segurança e proteção é aquela coisa que compramos, mas esperando nunca usar.
#maioamarelo já passou, mas a preocupação com a segurança deve ser o ano inteiro!
#offroad #motorbike #motorcycle #gear #camelbak #boots #offroad #equipament #motorcyclegear
O Enduro de Regularidade é uma modalidade mineira que ganhou destaque no motociclismo off-road brasileiro ao longo de quase cinco décadas. Sua história começou em 26 de outubro de 1975, quando o Trail Clube Minas Gerais organizou a primeira prova experimental de Todo Terreno para Motos, idealizada por Ayres Mascarenhas. Inspirado nos rallys de carros, Ayres desenvolveu um formato de competição em que o piloto também atuava como navegador, utilizando uma planilha de navegação específica para motos.
A primeira prova, com um percurso de cerca de 80 km nos arredores de Belo Horizonte, teve 19 inscritos, mas apenas 7 completaram o trajeto. O sucesso do evento gerou grande interesse e foi a base para a realização da primeira prova oficial da modalidade, em 4 de abril de 1976.
No Enduro de Regularidade, o objetivo não é ser o mais rápido, mas o mais constante. O piloto precisa manter um ritmo constante, respeitando o tempo estipulado, e vence aquele que for mais regular ao longo do percurso. A modalidade exige tanto habilidade técnica quanto resistência, pois os pilotos enfrentam longas horas em terrenos desafiadores.
O Trail Clube Minas Gerais foi fundamental para a expansão da modalidade, organizando provas em várias regiões e formando gerações de pilotos. Hoje, o dia 26 de outubro é comemorado como o "aniversário" do Enduro de Regularidade, celebrando suas origens e o legado de aventura que continua vivo.
Essa história pode ser "lida" no Marco Zero do @ecomuseudooffroad lá no @bardomarcinhomacacos um dos importantes lugares para a história do regularidade no Brasil.
#enduro #enduroseregularidade #Regularidade #offtheroad #bh #novalima #macacosmg #dirtbike #roadbook #navegação #totemoffroad #fulltotemrally #xr250 #xr250tornado #ecomuseu
#2025 começou!
Depois de tudo o que vivi em #2024, achei que este seria o meu ano. Iniciei o ano fazendo o que mais gosto: andando de #moto. E, ainda, realizando um grande #sonho: conhecer a #Patagônia. Tudo planejado, tudo perfeito. O ano prometia. A #tranquilidade merecida — pelo menos na minha avaliação.
Ledo engano (parafraseando @yurimarcal ).
No terceiro dia do ano, caí de #moto. Um #tombo feio.
Moto quebrada, #dedo quebrado… e eu, longe de casa. Muito longe. Uns 8 mil quilômetros.
#2025 já mostrava as suas caras.
#Moral abalada.
E aí vem a parte que todos esperam: o discurso #motivacional sobre #recomeços, "levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima". Mas, sinceramente? Nada disso faz sentido.
O tombo aconteceu. Moto quebrada, dedos quebrados.
E é só isso. Em nenhum momento essas explicações #cósmicas passaram pela minha cabeça.
Eu caí. Ponto.
Sem mais, nem menos. Sem significados profundos, sem justificativas milagrosas, sem recomeços poéticos.
A verdade é que as explicações cósmicas são um conforto efêmero para os nossos #fracassos e "derrotas". A #vida é o que é. Preto no branco simplificaria tanta coisa. Acabaria com a "conversa mole" que a gente escuta por aí.
No final, a vida está na vida. Explicações mirabolantes só servem para justificar e tirar de você a #responsabilidade.
Na foto acima: meu #capacete após o tombo.
Equipamentos de #segurança salvam vidas.
A única peça que não era de qualidade? As #luvas. E adivinha? Foi exatamente onde me machuquei.
Capacete #bell é top demais! Não senti nada!
Tools to Save Our Home Planet é mais do que um manual: é um manifesto contemporâneo para aqueles que desejam atuar na linha de frente da crise climática e da justiça social. Editado por Nick Mucha, Jessica Flint e Patrick Thomas, o livro reúne vozes de mais de 50 líderes de movimentos ambientais e sociais, apresentando uma combinação equilibrada entre orientação prática e fundamentação teórica.
Dividido em quatro grandes partes — motivação individual, estruturação de campanhas, mobilização coletiva e construção de movimentos — o guia se propõe a ser acessível e aplicável, sem abrir mão da profundidade. Cada seção oferece ferramentas claras, mas é na abordagem reflexiva que o livro se destaca: o ativismo não é tratado como mera ação reativa, mas como um processo contínuo de transformação pessoal e social.
Entre os aspectos teóricos mais relevantes, destaca-se a adoção da interseccionalidade como eixo central. O livro reconhece que os problemas ambientais estão entrelaçados com questões de raça, gênero, classe e colonialismo, incorporando contribuições do ambientalismo interseccional e da justiça climática. Nesse sentido, o guia ultrapassa a lógica técnica da conservação e entra no campo político e ético, onde a natureza não é apenas objeto de proteção, mas sujeito de direitos.
A presença da ecologia profunda, da teoria dos movimentos sociais e da ação direta não violenta confere solidez ao conteúdo. A valorização de experiências de comunidades indígenas, quilombolas, ativistas urbanos e rurais mostra um compromisso com a pluralidade de saberes.
Destaque especial deve ser dado aos estudos de caso, como a remoção das barragens no rio Klamath ou os protestos organizados por lideranças indígenas nos EUA. Tais exemplos conferem vida ao texto, mostrando que a teoria é apenas um ponto de partida: a mudança ocorre no engajamento coletivo e nos territórios.
Visualmente, o livro também é atrativo — uma característica marcante das publicações da Patagonia — com diagramação amigável, infográficos, mapas mentais e chamadas de ação.
Tools to Save Our Home Planet é leitura essencial para educadores, estudantes, ativistas e qualquer pessoa interessada em atuar com consciência e estratégia na defesa do planeta. Ao unir teoria, prática e inspiração, o livro reafirma que salvar nosso planeta não é tarefa de heróis solitários, mas de redes comprometidas e bem organizadas.
Tools to Save Our Home Planet: A Changemaker’s Guidebook . Organizadores: Nick Mucha, Jessica Flint e Patrick Thomas . Editora: Patagonia, 2025
O Brasil abriga uma das maiores redes hidrográficas do planeta, e entre seus cursos d'água mais emblemáticos está o Rio São Francisco, o "Velho Chico". Muito além de sua relevância hídrica e ecológica, o rio simboliza integração cultural, resistência de povos tradicionais e potencial educativo para práticas de preservação ambiental. No final dos anos 1980, esse potencial foi reconhecido de forma singular por Francisco Morais de Souto Filho — o Chico Morais —, arquiteto urbanista mineiro que idealizou o primeiro rally cross-country do Brasil: o Rally São Francisco. A iniciativa representou um marco não apenas esportivo, mas também ambiental, educativo e cultural, articulando o motociclismo off-road com a valorização do território e das populações ribeirinhas.
O off-road, prática esportiva que envolve a travessia de terrenos irregulares com motocicletas, carros ou quadriciclos, costuma ser associado à aventura e ao desafio físico. No entanto, o esporte pode desempenhar papéis simbólicos e socioculturais importantes quando contextualizado historicamente e articulado a práticas de sensibilização. No Brasil, a prática do rally em regiões interioranas revelou-se uma ferramenta poderosa de valorização territorial. Ao planejar o Rally São Francisco, Chico Morais propôs mais do que uma competição: idealizou uma jornada educativa, onde pilotos, organizadores e comunidades pudessem se reconectar com as paisagens do semiárido, conhecer culturas locais e refletir sobre os impactos humanos na natureza. A prova inaugural, realizada em 1991, percorreu 3.300 km entre Ribeirão Preto (SP) e Maceió (AL), margeando o Rio São Francisco e passando por regiões historicamente negligenciadas em termos de visibilidade nacional.
O Rio São Francisco possui cerca de 2.863 km de extensão e atravessa cinco estados, representando um dos principais sistemas hidrográficos do país. Sua bacia hidrográfica abastece diretamente cerca de 16 milhões de pessoas. No entanto, enfrenta sérios problemas ambientais, como assoreamento, desmatamento, contaminação por agrotóxicos e perda de biodiversidade aquática. A degradação do rio compromete não apenas os ecossistemas ribeirinhos, mas também modos de vida tradicionais. Preservar o São Francisco é preservar um elo de identidade brasileira, pois sua história está entrelaçada à formação cultural e econômica do país. A proposta de Chico Morais insere-se nesse contexto de resistência. Suas expedições, realizadas entre 1989 e 1991, tinham como objetivo mapear o percurso do rio e construir um roteiro de rally que respeitasse o meio ambiente e revelasse paisagens desconhecidas ao grande público.
Fechando seu escritório de arquitetura, Chico dedicou dois anos inteiros ao projeto. Ele percorreu sozinho mais de 3.500 km, registrando trilhas, altimetrias, pontos de apoio e condições do terreno. Em um Brasil ainda sem GPS, sua pesquisa foi feita com papel vegetal, régua e bússola, revelando não só um esforço técnico, mas um compromisso ético com o território. Em termos pedagógicos, a experiência proposta por Chico se alinha à pedagogia da experiência, que vê na vivência concreta um meio potente de aprendizagem. Ao promover a imersão no sertão, o Rally São Francisco tornava-se um dispositivo educativo para pilotos e espectadores, revelando paisagens, desafios socioambientais e formas de vida esquecidas pelo discurso urbano-moderno.
O Rally São Francisco serviu de base direta para a criação do Rally dos Sertões, hoje reconhecido internacionalmente como um dos maiores eventos de rally cross-country do mundo. Os roteiros e planilhas utilizados na primeira edição dos Sertões, em 1993, derivaram da experiência acumulada por Chico. Sua visão holística — integrando esporte, cultura e sustentabilidade — consolidou uma filosofia pioneira no cenário off-road brasileiro. Mais recentemente, o Ecomuseu do Off-Road, com apoio de seu filho Cauhé Morais, passou a preservar parte do acervo pessoal de Chico. Fotografias, documentos, equipamentos e relatos de viagem estão sendo sistematizados como patrimônio cultural, permitindo que novas gerações conheçam não apenas a história do esporte, mas também o compromisso ambiental e social de seu precursor.
A trajetória de Chico Morais evidencia como o esporte pode ser veículo de transformação cultural e ambiental. O Rally São Francisco transcendeu os limites da competição para se tornar uma travessia de consciência. Ao alinhar o motociclismo off-road a práticas sustentáveis e à valorização do Rio São Francisco, Chico antecipou discussões que hoje são centrais no debate sobre esportes de natureza, ecoturismo e educação ambiental. No atual contexto de mudanças climáticas e degradação hídrica, o legado de Chico Morais ressurge como um farol. Ele nos ensinou que trilhas não servem apenas para cortar caminhos, mas também para revelar sentidos. Que o ronco do motor pode conviver com o murmúrio do rio — desde que guiado por respeito, responsabilidade e paixão.
Bom… fora da sala de aula e do consultório, existe um outro lado de mim que muita gente talvez não conheça: sou um aficcionado por motocicletas.
Costumo dizer que a moto é uma extensão do meu corpo. É onde me perco e me encontro, onde o tempo desacelera e a mente respira. É ali, entre o ronco do motor e o silêncio do vento, que muitas vezes eu penso. E foi justamente em uma dessas viagens que comecei uma conversa comigo mesmo sobre a escola como instituição na sociedade atual.
E… sim, dentro do capacete existem inúmeras conversas. E… não, nem sempre são filosóficas.
Muita gente diz por aí que a escola é uma instituição ultrapassada, antiquada, que não acompanha as mudanças do mundo. Mas enquanto eu percorria milhares de quilômetros, pensei: se fosse ultrapassada, como eu teria chegado até aqui?
Comecei então a revisitar cada disciplina, cada professor que passou pela minha vida — como quem revê velhos amigos — e percebi que a escola não ficou para trás: ela viaja comigo.
Geografia: o mapa que mora em mim
A Geografia foi o primeiro mapa que aprendi a decifrar. Ela me ensinou que a Terra é viva, gira, muda de vento, de luz e de estação. As linhas de latitude e longitude, que antes riscavam o caderno, hoje cruzam o caminho diante dos meus olhos. Os climas e biomas, que um dia estudei com lápis de cor, agora têm textura, som e cheiro. As noções de relevo, erosão e tempo geológico se revelam nas montanhas que subo, nos vales que cruzo e nos horizontes que se abrem. A Geografia me ensinou que a estrada é um texto — e o viajante, um leitor do mundo.
Matemática: o raciocínio que guia
A Matemática também segue comigo, invisível, mas presente em tudo. Ela está nas regras de três que uso para calcular combustível e tempo; nas proporções que equilibram a bagagem sobre duas rodas; nas conversões de medidas que transformam milhas em quilômetros, litros em autonomia e números em decisões. A Matemática é o ritmo lógico do universo, o compasso que organiza o caos da estrada. E aprendi, rodando, que até o improviso tem cálculo — e que a precisão pode conviver com a intuição.
Ciências: a linguagem da natureza
As Ciências me ensinaram a respeitar o que não posso controlar. O ponto de fusão da água se revelou em gelo nas garrafas; a pressão do ar, em motor que falha nas alturas; os ventos oceânicos, em rajadas que testam a firmeza das mãos. Com elas, compreendi que a natureza não é cenário — é presença viva e professora constante. A Biologia me mostrou que meu corpo também é uma máquina, que precisa de pausa, de calor e de cuidado. A Física me ensinou que todo movimento é troca de energia — e que toda viagem é um equilíbrio entre força e resistência. E a Química me lembrou que até o cheiro da gasolina e o frio da Patagônia são, no fundo, reações entre elementos do mesmo mundo que habitamos.
Arte: o olhar que transforma
A Arte me ensinou a ver beleza onde muitos só enxergam estrada. Ela me mostrou que uma curva pode ser um quadro, que um pôr do sol é uma pintura em movimento, e que até o barulho do motor tem ritmo e cadência. A Arte me ensinou a sentir o mundo antes de explicá-lo, a transformar experiência em expressão e silêncio em sentido. Foi na escola que aprendi que o olhar também se educa — e que a sensibilidade é uma forma de inteligência. Hoje percebo que o viajante é também um artista: ele compõe, interpreta e devolve o mundo em forma de emoção.
Língua Portuguesa e Espanhol: a ponte do encontro
A Língua Portuguesa me deu as palavras com que o mundo se traduz. Foi ela que me ensinou a ler placas, compreender manuais, escrever e pensar com clareza. E o Espanhol, aprendido entre livros e sorrisos, abriu pontes de conversa, de afeto e de aprendizado pelas estradas da América do Sul. Descobri que a linguagem é um farol — ilumina o encontro entre quem chega e quem espera. E percebi que toda comunicação é também uma forma de acolhimento.
História e Cidadania: as vozes da estrada
A História me acompanha nas paisagens e nos rostos. Cada cidade tem camadas de tempo, e cada estrada é feita de passos que vieram antes de mim. Com ela, aprendi a ler o presente como consequência do passado, a respeitar a cultura local e reconhecer a diversidade dos caminhos humanos. As aulas de Cidadania me ensinaram que viajar é também representar — o lugar de onde venho, o povo que me formou, a ética que aprendi. E que a estrada ensina o mesmo que a vida: respeito, empatia e pertencimento.
Rodando pelo continente, percebi que a escola não ensina apenas conteúdos — ela ensina modos de ver, de sentir e de estar no mundo. Ensina a pensar antes de agir, a questionar antes de julgar, a observar antes de concluir. A internet informa, mas é o conhecimento que orienta. E o professor, tantas vezes invisível, é o artesão silencioso dessa autonomia que hoje me leva tão longe.
A escola é, afinal, um mapa invisível gravado na mente, que segue nos guiando mesmo quando todas as rotas parecem incertas. Ela não termina quando deixamos a carteira escolar; continua viva — no cálculo que evita o erro, na leitura que decifra o mundo, na ética que sustenta a estrada.
Hoje entendo que o verdadeiro destino da educação não é o diploma, mas a liberdade e a autonomia— de compreender o tempo, as pessoas e a si mesmo. De olhar o horizonte e perceber que todo caminho é também um retorno: a quem fomos, aos que nos ensinaram, às lições que ficaram.
Por isso, digo com gratidão: o que aprendi na escola — e com meus professores — me tornou o motoqueiro que sou hoje. Eles foram e continuam sendo meus guias invisíveis, meus primeiros companheiros de viagem, os que me ensinaram a ler o mundo, a respeitar o tempo e a seguir adiante com coragem.
Sigo aprendendo — porque cada curva é uma aula, cada quilômetro é um novo parágrafo, e a vida, essa estrada longa, é o livro que nunca termina.
Se você curte trilhas ou motocross, certamente já ouviu falar da lendária Honda CRF 230F. Lançada em 2006, essa motocicleta logo ganhou o apelido de “Rainha das Trilhas” – e não foi por acaso. Ela trouxe uma revolução silenciosa (e cheia de lama!) para o off-road brasileiro, democratizando o acesso às trilhas com um pacote nacional de qualidade, robustez e preço acessível. Vamos explorar por que a CRF 230F se tornou tão importante no cenário off-road do Brasil, com aquela pegada de blog, linguagem descontraída e muita informação de bastidor. Prepare-se, porque hoje é dia de nostalgia sobre duas rodas!
Um marco nacional no off-road BR
Desde o primeiro contato, ficou claro que a CRF 230F vinha para preencher uma lacuna enorme no mercado. Diferente de pegar uma moto de rua e “tacar” pneu de cravo, a 230F já saía da concessionária pronta para a aventura: é só botar gasolina, vestir o capacete e cair na trilha. Com um projeto genuinamente off-road, ela eliminou gambiarras e adaptações; entregou ao piloto brasileiro exatamente o que ele queria: uma trail de verdade, nascida e criada na terra. Finalmente, tínhamos uma trilheira nacional de fábrica!
Além do ineditismo, a Honda acertou em cheio na fórmula da CRF 230F. A moto chegou com preço acessível e mecânica descomplicada, o que atraiu uma nova geração de pilotos para o off-road e até trouxe muito marmanjo das antigas de volta à ativa. Não à toa, ela rapidamente se tornou o “sonho de consumo” de uma grande parcela dos trilheiros brasileiros, justamente por ser ideal e viável para quem queria uma moto de entrada específica para trilhas. A CRF 230F inaugurou uma era em que qualquer entusiasta poderia ter uma off-road competente na garagem sem precisar importar uma moto de competição caríssima ou reformar uma velha enduro dos anos 90. Esse marco mudou os rumos do nosso off-road.
Simplicidade que conquista
Uma das chaves do sucesso da CRF 230F está na sua simplicidade mecânica e ciclística equilibrada. Seu motor monocilíndrico de 230 cc (na verdade 223 cc) 4 tempos, refrigerado a ar, com menos de 20 cavalos de potência, não impressiona pelos números brutos. Mas, como diz o ditado, “tamanho não é documento” – e a 230F comprovou isso na prática. Leve, robusta e de fácil manutenção, ela apostou no conceito do “menos é mais”. A entrega de potência privilegiou a força em baixas rotações, ideal para vencer aquele barranco ou sair de curvas fechadas sem apagar o motor. O acerto de suspensão foi todo pensado para absorver obstáculos nas trilhas e saltos modestos, sem ajustes complicados: é subir e andar.
Essa receita simples trouxe um benefício incrível: a CRF 230F é muito fácil de pilotar. Seja você um novato nas trilhas ou um veterano buscando diversão, a moto passa confiança desde os primeiros metros. Como destacou um teste da época, “a CRF230 é pura diversão” e não vai te dar sustos, pois suas reações são previsíveis e ela perdoa os erros do piloto. Sabe aquela moto arisca, que empina ou escorrega sem avisar? Não é o caso da 230F. Ela foi projetada para ser dócil: quando a frente escapa ou a traseira desliza, é tudo de forma suave e controlável, fácil de corrigir. Resultado: o piloto se sente à vontade para abusar um pouquinho mais, evoluir sua técnica, sem perder o domínio. Isso fez dela a companheira perfeita para quem estava começando no off-road – adolescentes de 14 a 18 anos, mulheres, ou qualquer iniciante aterrissaram nas trilhas com muita segurança na 230F[10]. E mesmo os experientes logo perceberam que, embora não fosse uma moto de corrida, dava para encarar qualquer trilha com muita diversão e tranquilidade.
Vale ressaltar: a CRF 230F foi a primeira moto nacional focada em off-road em décadas, mas seu DNA tinha pedigree internacional. Na verdade, ela derivou de um projeto global da Honda voltado inicialmente ao mercado dos EUA (junto com a CRF 150F) – e a fábrica de Manaus foi escolhida para produzi-la para o mundo. Porém, quando o dólar deu aquela baixada meados dos anos 2000, exportar ficou menos interessante e a Honda Brasil aproveitou para lançar aqui mesmo a 230F. Ainda bem! Logo nas primeiras unidades vendidas em 2006, a recepção foi calorosa. Todos queriam experimentar a “duzentinha” de trilha. E, como muitos proprietários diziam nas rodas de prosa: “Quem experimenta, não larga mais”.
“Rainha das Trilhas”: sucesso e legado
Com tanta aceitação, a CRF 230F rapidamente escreveu seu nome na história. Não foi apenas uma moto; foi um fenômeno. Em pouco tempo já estava onipresente nas trilhas e em praticamente todas as competições regionais pelo Brasil. Categorias de motocross nacional, enduros de regularidade, rally classe Brasil – lá estava a valente CRF, às vezes em grid exclusivo só para ela. Em muitas cidades, formaram-se verdadeiros exércitos de CRF 230 nos encontros de trilheiros de fim de semana. Não é exagero dizer que, entre 2006 e o final da década de 2010, se você fosse a um passeio de trilha com 10 motos, grande parte delas seria Honda vermelhinha.
Os números oficiais confirmam esse impacto. A “230” foi o maior sucesso de vendas off-road das últimas décadas no Brasil e até em nível mundial. Foram nada menos que 225 mil unidades vendidas em 13 anos – volume impressionante para uma moto fora-de-estrada. Esse sucesso gerou milhares de empregos diretos e indiretos e consolidou a Honda como principal marca do segmento off-road nacional. Mais importante: a CRF 230F teve um papel fundamental no crescimento e evolução do esporte off-road no país. Graças a ela, multidões de novos pilotos descobriram o gostinho da trilha, formando várias gerações de trilheiros e competidores. Não à toa, a comunidade off-road a reverencia como lendária. Em grupos de Facebook, encontros ou botecos de beira de trilha, você ouve histórias da 230F com um brilho nos olhos. Ela realmente ganhou um lugar especial no coração dos brasileiros.
Não é só em grandes rallies que ela brilhou. Nas trilhas do dia a dia, a 230F reinou absoluta. O apelido “Rainha das Trilhas” foi mais que merecido, pois por onde você olhava tinha uma dominando o terreno. Para se ter uma noção, no Bananalama 2019 – o maior encontro de trilheiros do mundo – havia 4.609 motos inscritas. Destas, 81% eram modelos Honda nacionais, principalmente CRF 230F (e a então recém-chegada 250F). Impressionante, não? Basicamente, a Honda monopolizou a trilha graças à 230F. Ela reinou de 2006 até 2019 sem nenhuma rival nacional à altura. Foram 13 anos de reinado incontestável.
RFVC: quando a Honda mudou o jogo no off-road
Se você já teve ou sonhou com uma XR, NX ou XLX, provavelmente já viu essa sigla no motor: RFVC
Mas o que isso significa?
RFVC significa Radial Four Valve Combustion Chamber.
Em português: câmara de combustão com quatro válvulas em disposição radial. Na prática, isso quer dizer que o motor usa quatro válvulas (duas de admissão e duas de escape) posicionadas em ângulo ao redor da vela, formando um desenho radial dentro do cabeçote.
Esse formato melhora três coisas fundamentais:
-melhor fluxo de ar
-combustão mais eficiente
-mais potência com boa durabilidade
Nos anos 80 e 90, isso era tecnologia de ponta no mundo do off-road. Os motores ficaram famosos exatamente pelo conjunto: motor forte, simples e extremamente confiável.
Quem já trilhou com uma dessas sabe: era motor que aguentava poeira, lama, calor e quilômetros sem reclamar.
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