Movemo-nos sempre em oposição a algo. Empurramos o ar para trás, enquanto nos movemos para a frente. Isto é tão óbvio quanto complexo, porque quando tomamos consciência disto, avançamos para um novo estágio de negação, e outra dimensão de oposição.
A negação da própria oposição. Tentando andar sempre um passo atrás do próprio tempo, para negarmos essa oposição, assim realizando o movimento contrário ao que estaríamos prestes a realizar.
Aqui o problema adensa-se, visto que caímos na inação total. A falta de movimento, não por não o haver, mas por tantos opostos realizados infinitamente, que o próprio corpo fica restringido de qualquer movimento ativo.
Aqui fica a questão, já que agora, com a consciência disso abre-se uma nova dimensão, que tem duas possibilidades:
Realizar um novo movimento, sabendo que qualquer movimento extra numa mesma direção resulta numa aceleração do processo de abertura da possibilidade ao movimento.
Eliminar um dos movimentos, fazê-lo sumir. Eliminando uma das batidas do jogo de pingue pongue a corrente quebra-se abrindo espaço ao plano em que o jogo cessa. O ciclo quebra-se, para fora.
A verdade estava morta. Foi reduzida ao contexto do seu nascimento. Mas pode haver uma ressureição, a universalidade, a possibilidade de ressureição da verdade em outro mundo, em novas circunstâncias.