Áreas de intervenção:
Áreas de intervenção:
As nossas relações inter e intrapessoais (também temos uma relação connosco próprios!) são o que de mais importante existe para a nossa qualidade de vida. Curiosamente, são também dos aspetos mais negligenciados. Pensamos que já nascemos com as competências relacionais necessárias, como se já tivéssemos aprendido a fazê-lo por osmose. No entanto, muitos de nós não tivemos sequer modelos relacionais adequados e vamos pela vida fora, deixando que abusem de nós, ou abusando dos outros, sem capacidade de dizer “não”, sem prestar a devida atenção às pessoas das nossas vidas, “sem estarmos, verdadeiramente presentes” ou, por outro lado, sem nos conseguirmos desprender. Desta incompetência surgem os conflitos que estão na origem de sofrimento psicológico significativo.
Aprender a gerir as nossas relações interpessoais é de extrema importância uma vez que os estudos mostram que esta é a dimensão mais importante para uma boa qualidade de vida e felicidade.
O luto é uma reação emocional a uma perda significativa. É um processo natural e um modo de recuperação emocional face à perda. Esta reação ocorre em diversos tipos de perdas,
incluindo:
• A morte de alguém significativo;
• O fim de um relacionamento significativo;
• Alguém que nos é próximo e que está a experienciar uma doença crónica ou terminal;
• A perda de fatores importantes na vida como segurança económica, um emprego ou curso que gostávamos;
• A morte de um animal de estimação;
• Uma mudança negativa no que diz respeito à saúde ou funcionamento físico e psíquico.
Quando se torna um problema? Quando prejudica gravemente a vida da pessoa em diferentes contextos e por um período longo de tempo.
O cérebro em stress
Originalmente, o termo stresse inspira-se na física e designa a tensão e o desgaste a que estão expostos os materiais.
Atualmente, o termo stress é utilizado para nos referirmos a um programa inato e pré-definido que permite que os organismos se adaptem às mudanças no ambiente; : interno ou externo. O stress é um facto inescapável da vida. Faz parte da condição humana e sempre fez porque a vida é cheia de contrariedades, incertezas, doença, morte, mudança e por aí adiante. De facto, estarmos completamente livres de stress significa que já estamos mortos. Então quando se torna um problema? Quando o stress se torna crónico, daí a importância de aprender a geri-lo.
Ansiedade/medo
O medo é a reação emocional que surge da interpretação automática (que pode ser consciente ou inconsciente) de uma situação de perigo. A ameaça ou perigo percebido pode ser psicológico, como uma rejeição ou físico como uma agressão. O cérebro não distingue.
A antecipação de determinado dano acontece quando a pessoa tem baixas expectativas de eficácia. A pessoa sente-se vulnerável face ao perigo.
Ativamos a resposta de fuga: aumenta o ritmo cardíaco, a temperatura, transpiração; o indivíduo monitoriza o ambiente à procura da ameaça, sente tensão e motivação para se proteger. Portanto, o medo tem esta função protetora.
Quando se torna um problema? Quando esta emoção se ativa com demasiada frequência, intensidade e duração sem nenhum perigo evidente. É como se tivéssemos um detetor de fumo que se ativasse sempre que fazemos uma torrada. Não nos é muito útil.
Aaron Beck, o pai da terapia cognitiva publicou, em 2016, o seu modelo integrativo da depressão, de abordagem evolucionária, onde reformula a sua hipótese sobre a perturbação, defendendo que a mesma representa uma adaptação a uma perda percebida, num investimento considerado um recurso vital (e., relações interpessoais, identidade de grupo ou atributos pessoais) e que excede as competências e capacidades do indivíduo, de forma a mitigar o impacto da perda. Seria um programa para conservação de energia . Nesta abordagem é preconizado ainda que qualquer pessoa, mesmo sem vulnerabilidade prévia, seja decorrente de suscetibilidade genética, seja de experiências precoces negativas, pode "entrar" neste programa.
Adicionalmente, Beck defende que este programa pode ser ativado parcial ou completamente ( o que ajudaria a explicar diferentes graus de severidade da perturbação) e decorre da avaliação negativa do acontecimento, originando uma cascata de acontecimentos neurobiológicos (e.g., sistema imunitário, sistema endócrino) responsável pelo "comportamento tipo doença" e não doença, o que é extremamente importante.
O que é Insónia?
A insónia é uma perturbação comum do sono que consiste em frequentes dificuldades em adormecer e/ou manter-se adormecido apesar das pessoas afetadas poderem usufruir do tempo adequado para isso e de terem um ambiente de quarto confortável. Esta perturbação do sono, associa-se a importantes consequências, como o aumento do peso, aumento da mortalidade causada por doenças cardiovasculares, perturbações psicológicas, acidentes e menor produtividade, para além do absentismo laboral.
A insónia pode ser de curta duração ou temporária, intermitente, ou bastante persistente ao longo do tempo. Em Portugal, de acordo com os resultados obtidos em alguns estudos, 28,1% da população com mais 18 anos de idade sofre de sintomas de insónia, pelo menos três noites por semana.
Os sintomas mais comuns da insónia incluem:
■ Dificuldade em adormecer à noite(insónia inicial)
■Acordar durante a noite ( insónia intermédia)
■Acordar muito cedo e já não conseguir voltar a adormecer ou, no caso de conseguir, o sono já não ser reparador ( insónia final)
■ Sono, no geral, de pouca qualidade
■ Fadiga diurna ou sonolência
■ Problemas de concentração, atenção e memória
■ Irritabilidade diurna
■ Preocupações sobre dificuldades de sono ou sintomas diurnos
Critérios para ataque de pânico:
Um ataque de pânico é o surgimento abrupto de um medo ou desconforto intenso que atinge o seu pico de intensidade em poucos minutos, e em que ocorrem 4 (ou mais) dos seguintes sintomas:
palpitações, batimentos cardíacos acelerados
suores
estremecimentos ou tremores
dificuldade em respirar
sensação de sufoco
desconforto ou dor no peito
náuseas ou mal-estar abdominal
sensação de tontura, desequilíbrio, cabeça oca ou desmaio
sensação de frio ou calor
parestesias (dormências ou formigueiros)
desrealização ou despersonalização
medo de perder o controlo ou de enlouquecer
medo de morrer