O programa “Refloresta Rio”, criado em 1996 e promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, visa restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica dentro dos limites urbanos da cidade, especialmente em regiões de risco ambiental e ocupação desordenada, como encostas e margens de rios. Derivado do histórico *Programa Mutirão Reflorestamento*, o projeto combina recuperação ecológica com inclusão social ao empregar e capacitar moradores locais no processo de reflorestamento. Com mais de 10 milhões de mudas plantadas e 3.400 hectares restaurados, o programa é reconhecido internacionalmente. A partir das iniciativas do programa, mais de 15 mil pessoas foram capacitadas e empregadas, sendo a maioria destas pessoas de comunidades de baixa renda. Graças aos impactos e às ações, o programa é mencionado na plataforma da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, destacando sua relevância global. Recentemente, adotou tecnologias inovadoras como drones para dispersão de sementes e inteligência artificial para análise do solo e monitoramento da biodiversidade, tornando-se uma referência de longa duração em restauração ecológica urbana na América Latina.
Aprendizados para São Paulo
A experiência do “Refloresta Rio” oferece lições valiosas para São Paulo, sobretudo na articulação entre sustentabilidade ambiental e inclusão social. Áreas paulistanas com topografia acidentada, como nas regiões da zona norte e extremo sul, enfrentam problemas semelhantes de risco geológico e ocupação precária, sendo potenciais alvos para ações semelhantes de reflorestamento urbano. Além disso, São Paulo pode adotar tecnologias de ponta como drones e IA para ampliar a escala e a eficiência de seus programas ambientais. Combinando mapeamento de áreas críticas, engajamento comunitário e inovação tecnológica, a capital paulista pode avançar na recuperação ecológica e na resiliência climática de seu território urbano.