Maringá se destaca nacionalmente como um modelo de planejamento urbano verde, combinando ações institucionais e comunitárias para promover a arborização. A cidade conta com 21 áreas de preservação ambiental — sendo 14 parques —, cerca de 90 praças, calçadas ecológicas e mais de 150 mil árvores em sua área urbana. Iniciativas como o projeto “Fabricando Árvores”, que visa produzir 20 mil mudas por ano para plantio em áreas públicas, reforçam esse compromisso com o meio ambiente. Além disso, a Prefeitura mantém um departamento exclusivo para Arborização Urbana, responsável por ações de manejo, e um Viveiro Municipal que abastece a cidade com novas mudas. A institucionalização da arborização urbana e do cuidado com as árvores é exemplo para outras cidades de como gerir essas questões, além de demonstrar que o cuidado contínuo com as árvores realmente funciona e melhora a qualidade de vida urbana.
Aprendizados para São Paulo
A experiência de Maringá mostra que o sucesso na ampliação dos espaços verdes depende da integração entre planejamento urbano, gestão técnica eficiente e institucionalização da questão das árvores. Para São Paulo, que enfrenta déficits históricos de áreas verdes em regiões periféricas, é possível adaptar iniciativas como viveiros municipais descentralizados e a criação de departamentos regionais de arborização urbana e de manutenção ambiental, como podas regulares e adequadas. Parques lineares em fundos de vale, corredores verdes em grandes avenidas e ações em bairros com pouca cobertura vegetal — como Capão Redondo, Cidade Tiradentes e Brasilândia — poderiam replicar esse modelo e serem apresentados como projetos e/ou iniciativas públicas como a “Fabricando árvores”, melhorando a qualidade de vida urbana com soluções de baixo custo e alto impacto ambiental e social.