Maíra C. Gamarra é fotógrafa, curadora, editora, gestora cultural e pesquisadora de fotografia. Natural de Maceió, Alagoas, graduou-se em comunicação social/fotografia pelas Faculdades Integradas Barros Melo (2011, Olinda, Pernambuco) e é bacharel em Turismo pela Faculdade Alagoana de Administração (2005, Maceió, Alagoas), com especialização em Gestão Sustentável de Projetos (2006, Universidad para la Cooperación Internacional/UCI UNIDAS). É mestra em Estudos Latino-Americanos pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), com o projeto de pesquisa intitulado: Enlaces da Fotografia Latino-Americana: Estratégias, aproximações e ações em rede (2019, Foz do Iguaçu, Paraná).
Trabalha no campo da fotografia de maneira independente desde 2008, atuando como palestrante, professora, mentora, revisora de portfólios e jurada em bolsas e concursos nacionais e internacionais. É colaboradora da VIST Foundation, coordenadora do Fabrico - Laboratório para a construção de projetos fotográficos, um programa online para acompanhamento de artistas e fotógrafes, e uma das coordenadoras do GIF – Grupo de Estudos Imagens e Feminismos. É nominadora da Joop Swart Masterclass da World Press Photo Foundation. Integra o Conselho Consultivo do Concurso POY Latam - Pictures of The Year para Ibero América. É membra da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil e integrante da Diretoria Executiva, compondo o Conselho Administrativo, nas gestões 2019-2022 e 2022-2025. Em 2025 foi jurada regional para América do Sul do World Press Photo Contest e do CatchLight Global Fellowship.
É idealizadora e curadora do Mira Latina Lab., uma organização dedicada a fotografia e a arte contemporânea latino-americanas, a construção de discursos e narrativas visuais, processos de criação, questões de gênero e decolonização da imagem e das práticas fotográficas. O Mira Latina compreende a produção latino-americana desde um viés contracolonizador, desenvolvendo pesquisas, intercâmbios, mentorias e acompanhamento de projetos com artistas, fotógrafas e fotógrafos da América Latina. É também criadora da Residência Mira Latina, projeto que nasce do desejo por promover a visibilização, aproximação e diálogo entre artistas da região e a reflexão e tomada de consciência sobre o papel de produtores de imagens no subcontinente. O projeto realizou a primeira edição da Residência em janeiro de 2022, em São Miguel dos Milagres (Alagoas, Brasil), que resultou numa intervenção urbana e projeção apresentada durante o 10º Festival de Fotografia de Tiradentes, Minas Gerais.
Participou como convidada de eventos como: E.CO – Encontro de Coletivos Fotográficos, com a palestra “Pesquisa, Difusão e Ação” (2014, Santos, Brasil); foi curadora do encontro de fotografia “Confluência” (2014, Petrolina, Brasil); participou da mesa de debates sobre festivais e apresentou a palestra “Redes e vínculos na Fotografia Latino-Americana” durante o San Jose Foto (2018, Uruguai); compôs a equipe de produção do “Fórum Escuta” durante a quinta edição do Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo e foi mediadora da plenária final do evento (2019, Brasil); participou, como palestrante, do II Colóquio de Fotografia da Bahia, com o artigo: “Para repensar e fotografia latino-americana” (2018, Salvador, Brasil); ofereceu uma oficina durante o FestFoto Bolívia (2018, La Paz, Bolívia); ministrou oficina e palestra sobre fotografia e gênero durante a primeira residência de gênero na América Latina - Residência Existimos (2019, Sucre, Bolívia); apresentou a palestra “Redes da Fotografia Latino-Americana” durante o III Colóquio de Fotografia da Bahia (2019, Salvador, Brasil). Em 2020, além de ter atuado como curadora assistente do Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG), foi também mediadora de três mesas durante o evento; participou da conversa sobre Produção Cultural organizada pelo Festival de Fotografia de Paranapiacaba; mediou duas mesas de debate durante os Festivais Efêmero e Mulheres Luz; compôs a programação do Maré Fotofestival e FotoRio; foi curadora do Espaço do Livro na 7ª edição do Pequeno Encontro da Fotografia; cocuradora do I Festival de Fotógrafas Latino-americanas – FFALA; participou do evento “Stefania Bril no plural” a convite do Instituto Moreira Salles; apresentou a Residência Mira Latina durante o 11º Festival de Fotografia de Tiradentes, onde também foi curadora da Mostra de Portfólios; coordenou o Laboratório de Ideias do 4º ECO – Encontro de Coletivos; e outros como: FotoRio (2020, Brasil), Efêmero Festival (2021, Brasil), Festival Fotográfico Masterclass (2021, Colômbia, 2021), Pequeno Encontro da Fotografia (2021, Brasil); Maré Foto Festival (2021, Brasil), I Festival de Fotógrafas Latinoamericanas (2021, Brasil); Festival de Fotografía Experimental Cali Foto Fest (2022, Colômbia), QXAS Festival de Fotografia do Sertão Central (2022, Ceará, Brasil); Foto Festival Solar (2022, Ceará, Brasil); PhotoThings (2023, Brasil), entre outros.
No campo da curadoria, em 2014 foi curadora do Confluência – Encontro de Olhares, realizado em Petrolina, Pernambuco; em 2016 foi produtora e cocuradora da exposição “Cromossoma X”, do Coletivo Las Ninãs, montada na Casa da Rua como parte do 5º Mesa7 (Recife); em 2018, como parte das ações do Mira Latina, organizou a mostra “Para volar fuera del ala”, no Centro Cultural Brasil-Bolívia, em La Paz, Bolívia; em 2020 foi cocuradora do 10º Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta; em 2021 foi a curadora convidada para promover o Espaço do Livro, dentro da programação da sétima edição do Pequeno Encontro da Fotografia e, também em 2021, foi cocuradora do I Festival de Fotógrafas Latinoamericanas – FFALA, responsável pela curadoria da grade de programação do festival e pela organização da exposição coletiva “Tecendo Redes em meio ao abismo”. Em 2022 foi curadora da Residência Mira Latina e da intervenção urbana/mostra “Salgar a pele, encontrar o que procura”; foi cocuradora da exposição Ajayu – El arte de sanar, da fotógrafa Wara Vargas, apresentada no Museu Nacional de Arte de La Paz, Bolívia. Em 2023 foi curadora da 4a edição do Festival Internacional de Fotografia San José Foto, no Uruguai, responsável pela curadoria da exposição central do festival, com o tema “Território”; fez a curadoria da exposição “Não Reagente”, da fotógrafa Priscilla Buhr, no Museu Murilo La Greca, em Recife.
Foi uma das criadoras e integrantes do coletivo 7Fotografia, um dos primeiros coletivos fotográficos formado somente por mulheres no Brasil (2010) e na América Latina, que desenvolvia atividades de formação, produção de eventos, produção de conteúdo, crítica e reflexão na área da fotografia, atuando como produtora, cocuradora, coautora e editora. Entre 2011 e 2015 o coletivo organizou o Festival Mesa7, que teve cinco edições: 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015, em Recife. Trabalhou como repórter fotográfica na Revista Continente (2010, Recife), foi Coordenadora de Operações do Museu Paço do Frevo (2014, Recife) e Gerente de Projetos na Art.Monta Design (de 2011 a 2016), especializando-se na elaboração, gestão e gerenciamento de projetos, montagem de eventos e exposições artísticas. Esteve como coordenadora convidada no projeto Redlafoto – Rede Latino-Americana de Fotografia, do CdF – Centro de Fotografia de Montevidéu. Foi professora do MBA Cultura Visual – Fotografia & Arte Latino-americana responsável pelas disciplinas: Crítica & Curadoria; e Materializando Ideias – Elaboração e Gestão de Projetos Culturais, e na Pós-graduação Fotografia e Arte - Senac/SP.
Teve trabalhos apresentados em mostras, exposições e projeções como: Fotograma Livre – Festival internacional de Fotografia de Porto Alegre; II ÚNICO - Salão Universitário de Arte Contemporânea; IV Mostra de Fotografia do Recife; THEÓRIA – I Mostra de Fotografia e Vídeo do Museu do Homem do Nordeste; Les Ecoles de Photographies dans le monde, Festival PhotoPhonmPhen – Camboja; Exposição Coletiva “Da CASA pra RUA”; Exposição Rituales, no espaço cultural Mundana Antwerpen (Bélgica).