DO CÉU À TERRA.
DO CÉU À TERRA.
OS BISPOS E CARDEAIS CHILENOS PEDEM INDULTO.
ESCREVI EM 23 DE JULHO 2010:
OS BISPOS E OS CARDEAIS CHILENOS PEDEM O INDULTO PARA OS MILITARES CRIMINOSOS E SANGUINÁRIOS QUE MASSACRARAM MILHARES DE CIDADÃOS DURANTE A DITADURA DE PINOCHET.
UMA “CRISTÔ PROPOSTA ACEITÁVEL COM UMA CONDIÇÃO: QUE ESTES FARISEUS DO 3º MILÊNIO FAÇAM PUBLICAMENTE “UMA MINHA CULPA”, MINHA CULPA, MINHA MÁXIMA CULPA, POR TER SIDO CÚMPLICES, CONCORDES E CULPADOS POR HOMICÍDIOS E GENOCÍDIOS. MINHA CULPA POR TER ESTADO COMPENETRADOS POR SATANÁS E TER APOIADO PINOCHET O HITLER SUL AMERICANO. MINHA CULPA POR TER ENGANADO AOS FIÉIS E ATÉ MESMO A CRISTO.
SE OS SENHORES BISPOS E CARDEAIS CHILENOS ACEITAM ESTA CONDIÇÃO, ENTÃO A PETIÇÃO DE INDULTO PODERIA SER COERENTE COM A MISSÃO QUE DESENVOLVEM.
Giorgio Bongiovanni
Budoia – Pordenone, 23 de Julho de 2010.
OFICIAL: A IGREJA PEDE A PIÑERA O INDULTO DE MILITARES
A Conferência Episcopal solicitou oficialmente o perdão por razões humanitárias de militares sentenciados por crimes contra os direitos humanos durante a ditadura do Pinochet e que estejam arrependidos. Esclareceram que não procuram abrir "graves feridas".
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010.
A Igreja chilena propôs ontem ao governo de seu país incluir em um indulto por razões humanitárias os militares sentenciados por crimes contra os DDHH, mas que têm um grau de responsabilidade menor e que mostraram gestos de arrependimento.
A Conferência Episcopal do Chile fez sua proposta ao presidente Sebastián Piñera para um indulto a réus com motivo do bicentenário da independência, que se cumpre em setembro, e pede nela não excetuar os militares envolvidos e sentenciados por violar os direitos humanos durante o regime de Augusto Pinochet.
"Não esqueçamos que nem todos eles tiveram igual responsabilidade nos crimes que se cometeram. A nosso parecer não cabe nem um indulto generalizado nem um recusa geral do indulto para todo ex-uniformizado condenado" por crimes na ditadura, - diz a proposta.
"A reflexão deve distinguir, por exemplo, o grau de responsabilidade que coube a cada um, o grau de liberdade com que atuou, os gestos de humanidade que teve e o arrependimento que manifestou por seus delitos", - assinala o documento eclesiástico.
A solicitação se concretizou em um encontro entre o Presidente Piñera e o cardeal arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, e o presidente da Conferência Episcopal, Alejandro Goic.
No final da reunião monsenhor Alejandro Goic, assegurou que a colocação do clero "não tenta reabrir as graves feridas de ontem nem tampouco pretende que elas se fechem por decreto".
"Simplesmente apresentamos às autoridades da Nação a realidade de dor que vivem pessoas privadas de liberdade, que foram julgadas e cumpriram grande parte de suas condenações...". "Acreditamos que se pode dar passos de clemência atuando no marco do estado de direito", - acrescentou.
Goic, que não aceitou perguntas, leu uma declaração que assinala que, "em matéria de crimes de lesa a humanidade, acredita que se pode dar passos de clemência atuando no marco do estado de direito, do ordenamento constitucional e dos tratados internacionais vigentes".
"O presidente vai refletir a respeito deste documento e vai tomar uma decisão em apôio aos compromissos com a verdade e a justiça, a unidade nacional, a segurança cidadã e as considerações humanitárias", - disse a ministra secretária geral de Governo, Ena von Baer.
A porta-voz também pediu não adiantar opiniões sobre o tema e anunciou que nos próximos dias receberão a proposta de indulto de parte da Igreja Evangélica.
A proposta foi bem acolhida na direita chilena que governa o Chile. "É uma visão realista, não vai aos extremos, é integradora", - assegurou o senador da conservadora União Democrática Independente, Patrício Melero.
"A Igreja aplica a compaixão de maneira uniforme. A compaixão não conhece categorias", - assinalou por sua parte o presidente de Renovação Nacional, Carlos Larraín.
A oposição repeliu a colocação. "Recuso totalmente esse pedido. Quando se invoca a misericórdia, é precisamente o que os violadores do DDHH não tiveram com suas vítimas", - disse o deputado opositor Jorge Tarud.
"Peço-lhe ao presidente Piñera que não leve em consideração esta petição de indulto. Ele não desejará que seu governo seja recordado como aquele que indultou os violadores de direitos humanos", - acrescentou.
A ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) deixou 3.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos. Mais de 500 militares da época estão processados por estes casos.
Agencia AFP e AP
http://www.losandesmedia.com/notas/2010/7/22/internacionales-503806.