Limiarmente nasce como um espaço de escuta e elaboração emocional para noivas que não se reconhecem no discurso idealizado do casamento.
É um projeto que olha para o que acontece dentro quando um novo ciclo começa, para as ambivalências, os medos, as dúvidas e as negociações silenciosas que atravessam o “sim”.
Aqui, casar não é se encaixar.
É atravessar essa fase sem deixar de ser quem você é.
Um espaço psicológico para sustentar o entre: entre o eu e o nós, entre a expectativa e o desejo, entre o rito e a identidade.
O limiarMENTE não foi criado a partir de uma estratégia. Nasceu de uma inquietação.
Muito antes da psicologia, existia em mim o amor pela arte. Pela estética, pelo simbólico, pelo que não é imediatamente visível. Sempre me interessei pelo que existe por trás das formas, o que uma imagem comunica sem dizer, o que um gesto revela sem perceber, o que uma escolha tenta proteger. A filosofia veio como extensão desse movimento: a vontade de compreender o sentido das coisas, o que sustenta uma decisão, o que atravessa uma transição, o que permanece quando tudo muda.
Quando a psicologia entrou na minha vida, ela não foi apenas uma formação. Foi um encontro. Ali encontrei uma linguagem para aquilo que sempre me moveu: a experiência humana no momento em que ela está se transformando. O instante delicado em que alguém já não é exatamente quem era, mas ainda não sabe quem está se tornando.
O limiarMENTE nasce exatamente nesse ponto, no “entre”. Entre o que se era e o que se está se tornando. Entre o eu e o nós. Entre o desejo e a expectativa. Entre o sonho e a realidade.
Antes de ser psicóloga nesse espaço, eu também fui noiva. E vivi algo que quase não se fala: casar pode ser profundamente solitário. Existe uma narrativa pronta sobre como essa fase deve ser [feliz, leve, mágica]. Mas existe também a experiência real, feita de ambivalências, dúvidas, pressões e pequenas perdas de si. Depois, atuando também com design e no universo dos eventos, comecei a perceber o mesmo movimento em muitas mulheres. Casamentos impecáveis. Estéticas coerentes. Mas noivas em conflito. Algo ficava desalinhado, não na festa, mas dentro.
Percebi que, muitas vezes, não era sobre vestido, decoração ou fornecedores. Era sobre identidade. Sobre autenticidade. Sobre permanecer inteira enquanto tudo ao redor parecia exigir adaptação, concessão, performance.
O limiarMENTE nasce como resposta a essa travessia silenciosa. Um espaço psicológico para mulheres que estão vivendo um rito de passagem, mas não querem se perder nele. Um lugar onde o “sim” não apaga a individualidade, não anula valores, não exige perfeição. Ele marca uma passagem, e toda passagem mexe.
Aqui, o casamento não é tratado apenas como evento, mas como experiência existencial. Um limiar. Um momento de reorganização interna, de negociação de papéis, de revisão de expectativas, de confronto com medos e desejos. Um convite para morar no entre, escutar o que emerge, respeitar o tempo emocional e escolher com presença.
O limiarMENTE é isso: um espaço para sustentar quem você é enquanto se transforma. Porque casar é atravessar um limiar, mas não precisa ser se perder nele.
Terapia Centrada na Pessoa
ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso)
Psicoterapia Breve
Fenomenologia Existencial Humanista