Nesta página, você tem acesso aos resumos de algumas das atividades da III Semana
Para mais detalhes de dia e horário de cada oferta, confira a aba 'Programação'
Oficina: Expressões faciais e corporais como gramática
Ministrante: Prof. Me. Rimar Segala
Nesta oficina, as expressões faciais e corporais serão exploradas como recursos gramaticais da libras, com exercícios de como usar tais recursos.
Oficina: Os encantos e mistérios das expressões faciais e corporais em libras
Nesta oficina, os participantes serão convidados a desvendar os encantos das expressões faciais e corporais, por meio de atividades práticas instigantes e 'misteriosas'...
Oficina Básica de Captação e Edição de Vídeos
Material necessário:
POSSIBILIDADES DO INTÉRPRETE EDUCACIONAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA BILÍNGUE
Raissa Siqueira Tostes
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Resumo: No Brasil, no momento atual, a educação de surdos tem enfrentado um dilema entre duas propostas educacionais tão distintas, a educação inclusiva e o contexto educacional bilíngue. As principais diferenças entre essas duas propostas educacionais referem-se ao lugar da língua de sinais nos anos de escolarização, à forma como a Língua Portuguesa pode ser ensinada, assim como, à função e responsabilidade de cada profissional direcionado à educação de surdos. Estudos recentes evidenciam que o contexto educacional bilíngue se constitui a proposta mais adequada e efetiva na educação para surdos, por atender as demandas linguísticas, pedagógicas e culturais desse alunado. Embora existam diversas pesquisas sobre políticas e ações pedagógicas acerca da educação bilíngue para surdos, poucas discutem sobre a função do intérprete educacional (IE) no espaço escolar. O objetivo deste trabalho foi analisar e refletir sobre limites e possibilidades do IE no contexto inclusivo bilíngue. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e documental. Foram analisadas investigações e documentos sancionados que abordam o trabalho do intérprete. Após a compilação dos dados, concluiu-se que para que a atuação do IE seja possível é necessária parceira com professores regentes, isto favorece um melhor preparo para que a interpretação simultânea seja adequada e efetiva. Além disso, o intérprete deve dominar os aspectos linguísticos e culturais de duas línguas para não estar na fronteira entre elas. Já que na escola há diversos (e diferentes) personagens, linguagens, materiais escolares e significações que estão em um processo contínuo de transformação, a prática do intérprete educacional não está direcionada apenas ao aluno surdo e aos professores, e sim à escola como um todo.
Palavras-chave: Surdez. Educação inclusiva bilíngue. Intérprete educacional.
EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS: A PEDAGOGIA TEM CONTRIBUÍDO PARA ESSA FORMAÇÃO?
Bianca Salles Conceição
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo problematizar a formação de pedagogos verificando se a proposta curricular oferecida nas Universidades Federais do Estado de São Paulo atende a demanda do Decreto 5.626/05 em relação à formação de professores bilíngues nos anos iniciais. O foco é perceber se o currículo proposto direciona, para a reflexão do ensino e da aprendizagem mediadas pela língua de sinais, conforme orientação de composição de salas língua de instrução Libras. Trata-se de um trabalho de conclusão de curso (TCC), sendo uma pesquisa qualitativa, com investigação do tipo descritiva com cunho documental. As referências bibliográficas para a pesquisa foram retiradas de bancos de dados como repositórios on line de dissertações e teses da CAPES (banco de teses); Porta de periódicos da CAPES; a Scientific Eletronic Library Online (SciELO); Diretórios de grupos de Pesquisa da CAPES. As obras selecionadas eram pesquisas com temas relacionados a educação de surdos. Outra fonte de estudo foi o livro “Escola e Diferença”, resultado de pesquisa de uma escola municipal polo de educação bilíngue de surdos: caminhos para a educação bilíngue de surdos. Foi realizada uma pesquisa ocumental. Os dados foram coletados a partir das grades e ementas das Universidades Federais do Estado de São Paulo dos cursos de Licenciatura em Pedagogia nas disciplinas relacionadas à Língua Brasileira de Sinais balizados pelo Decreto 5.626/05 e a Política Nacional de Educação Especial (PNEE). Com os resultados observa-se que os cursos de formação de professores dos anos iniciais mantêm a lógica da educação inclusiva. As representações da surdez enquanto deficiência e da língua de sinais como instrumento emanam políticas formativas, como carga-horária mínima para a disciplina de Libras. Tal perspectiva fomenta a proposta de educação de surdos baseada pelo atendimento educacional especializado e não pela lógica de salas bilíngues, Libras/língua portuguesa.
Palavras-chave: surdez; pedagogia bilíngue; inclusão escolar.
“ENSINAR A PESCAR OU DAR O PEIXE”: A TRADUÇÃO DE METÁFORAS DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
Anderson Marques da Silva
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo observar e analisar o processo interpretativo de compreensão e significação de sujeitos surdos mediante discursividades constituídas por metáforas traduzidas da Língua Portuguesa para a Língua Brasileira de Sinais. Para isso, faz-se uma análise de entrevistas, tendo como instrumento teórico e analítico a Análise do Discurso Francesa. São tratados aspectos históricos da educação de surdos e das Línguas de Sinais, e aspectos da trajetória do profissional tradutor intérprete de Libras, para contextualização e embasamento das análises. São abordados também elementos teóricos acerca dos diferentes modos de tradução, em diferentes aspectos e contextos, atentando-se mais às particularidades dos textos metafóricos. Discute-se como se dá a interpretação de sujeitos surdos mediante tais situações, como figura ativa na produção de sentidos, problematizando o domínio das metáforas da Língua Portuguesa como recurso linguístico na Língua de Sinais para empoderamento da comunidade surda brasileira na sociedade. Também se discute o papel do tradutor intérprete de Libras nessas relações, e quais estratégias lhe cabem como autor desses discursos traduzidos. Este trabalho ademais tem o intuito de contribuir para a formação de profissionais tradutores intérpretes de Libras, produzindo um novo pensar e uma perspectiva para sua atuação nas áreas da surdez, Língua de Sinais, estudos da tradução e Análise do Discurso.
Palavras-chave: Tradução e Interpretação; Metáfora; Libras; Análise do Discurso
Peça: O intérprete que sofre com as mãos
Ator: Sandro dos Santos Pereira
Nesta mesa redonda, Flavia Lima e Bruno Straforini - criadores do canal no Youtube É Libras - e Bruna Duarte - criadora do canal no Youtube Maquiagem em Libras - falam sobre o processo criativo envolvido na preparação e manutenção de um canal no Youtube: de onde vem inspiração para as postagens? Quais são as etapas do trabalho criativo? O medo de julgamentos diante da exposição é real? Esse trabalho pode ocupar algum lugar na carreira do tradutor e intérprete de Libras/Português? Essas e outras ideias serão discutidas com esses criadores de vlogs em Libras.