O Conjunto São Joaquim foi construído em 1984 com a finalidade de abrigar famílias que moravam nas proximidades das lagoas do bairro Mafrense. No primeiro semestre de 1985, o intenso inverno provocou a alagação da zona norte deixando centenas de famílias desabrigadas. No segundo semestre, após o retorno das famílias para as suas residências, inicia-se as primeiras reuniões na comunidade, coordenadas por padre Eduardo (CSsR), Patrício (Seminarista Irlandês) e Francisca Nascimento (moradora do conjunto). Nas reuniões discutia-se sobre os problemas sociais que afetavam o bairro, assim como a necessidade de organização do povo, da celebração de missas, catequese para crianças e jovens, etc. Após inúmeras reuniões para amadurecimento destas necessidades, foi formado um grupo de catequistas para serem capacitadas: (Fátima Nascimento, Rosemita, Angélica, Nazinha, Solange e Meire) e fundada a Associação de Moradores do Conjunto São Joaquim (AMCOSAJ).
O ano de 1986 é marcado por momentos importantes na vida da comunidade, como:
Padre Eduardo celebra a primeira missa e tem início a catequese (mês de março);
Eleição da primeira Ministra da Eucaristia da comunidade (Dona Antonia);
Eleição da primeira diretoria da Associação de Moradores presidida por Francisca Nascimento (mês de junho);
Celebração da Primeira Eucaristia dos primeiros catequizados da comunidade (mês de dezembro);
Patrício faz a preparação da primeira turma de jovens para receberem o Sacramento do Crisma.
Com apoio e incentivo de Pe. Eduardo que sempre teve preocupação em melhorar a vida das pessoas, sobretudo no aspecto social, levando-as a lutar pelo direito a uma vida digna através da conscientização política e da organização em grupos e associações, formou-se um grupo de mães composto por Zeza, Vera, Eliza, Nazaré, Edilousa, Maria Bispo e Edna com o objetivo de trabalhar com as crianças carentes da comunidade. Sem nenhuma estrutura física confortável, as crianças eram alfabetizadas e recebiam lanche em um espaço na casa de Edna Loureiro, uma das integrantes do grupo. Na época, trabalharam como professoras voluntárias, Rosemita, Fátima, Teresa, Conceição e Milagres. As mães batalharam junto aos órgãos públicos até adquirirem uma casa para transformar em creche, que posteriormente recebeu o nome de Creche “Tia Vera”. Infelizmente, ao longo da caminhada houve problemas, desavenças, jogo de interesse e o projeto inicial do grupo de mães de desenvolver um trabalho comunitário e sem fins lucrativos se desfez.
Nesse cenário, surgiu na comunidade um grupo de dança organizado por Leoneto e Gilson. Foi a partir deste grupo formado basicamente por jovens, que nasceu em 26 de março de 1986 o GRUJOMEPAZ (Grupo de Jovens Mensageiros da Paz) que recebeu incentivo de alguns seminaristas e dos acólitos: Ribeiro, Pedro e Domingos. Um passo foi dado para a integração do grupo de jovens com o grupo de catequese que já vinha atuando na comunidade.
Na caminhada, animados pela fé e pelo desejo de crescimento dacomunidade Teresa, Lúcia, Wilson, Dona Antonia, Rosa e Lourdes fundam o Praesidium Rainha do Céu da Legião de Maria, em 13 de outubro de 1991, para congregar os legionários que moravam na comunidade, mas participavam da Legião de Maria em bairros vizinhos além da necessidade de realizar um trabalho de evangelização através de visitas às famílias. O grupo se reunia no Colégio Antonio Gayoso uma vez por semana. Atualmente Isabel e Rosa presidem a Legião de Maria na comunidade.
Como a principal dificuldade da comunidade girava em torno de um local próprio para a realização dos trabalhos e como a associação de moradores caminhava junto com os grupos da igreja, formou-se uma comissão que solicitou da Prefeitura um terreno localizado na Rua José Compasso (final do Conjunto) para a construção da sede da entidade. Com a ajuda de Pe. Eduardo e dos bingos realizados pelos moradores construiu-se um barraco de palha e posteriormente murou-se parte do terreno que passou a ser o local das reuniões e celebrações da comunidade durante alguns anos mesmo sem nenhuma estrutura. Atualmente, existe nesse terreno uma Fundação de propriedade do professor Julimar (ex presidente da Associação de Moradores).
Na caminhada, animados pela fé e pelo desejo de crescimento dacomunidade Teresa, Lúcia, Wilson, Dona Antonia, Rosa e Lourdes fundam o Praesidium Rainha do Céu da Legião de Maria, em 13 de outubro de 1991, para congregar os legionários que moravam na comunidade, mas participavam da Legião de Maria em bairros vizinhos além da necessidade de realizar um trabalho de evangelização através de visitas às famílias. O grupo se reunia no Colégio Antonio Gayoso uma vez por semana. Atualmente Isabel e Rosa presidem a Legião de Maria na comunidade.
Até o ano de 1992 nossa comunidade pertencia a Paróquia de São José Operário e era assistida pelos padres redentoristas: Pe. Eduardo, Pe. José Maria, Pe. Neto e Pe. Domingos respectivamente. Naquele mesmo ano houve o desmembramento de 10 comunidades da paróquia que os redentoristas entregaram para a Diocese (Parque Alvorada, Nova Brasília, Itaperu, Alto Alegre, Mafrense, Poty Velho, Conj. São Joaquim, São Joaquim das Mangueiras, São Joaquim das Olarias e Vila Pe. Eduardo). Qual seria o nosso futuro: Área Pastoral ou Paróquia? Passamos por vários momentos de discussão até D. Miguel tomar a decisão de fundar uma nova paróquia. E assim, no dia 27 de junho de 1993 foi oficializada a criação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e empossado como Pároco o Pe. José de Pinho.
No período de transição para a nova paróquia D. Miguel esteve acompanhando pessoalmente os encaminhamentos e, em uma daquelas reuniões, o Conselho Comunitário do Conjunto São Joaquim representado por Jocimar, Angélica, Antônia e Rosemita solicitou de D. Miguel um local para a comunidade se reunir. Este atendeu imediatamente a reivindicação e não mediu esforços no sentido de estruturar o local, adequando-o as nossas necessidades. Feliz, a comunidade preparou a celebração para a bênção e inauguração da Casa Comunitária “D. Miguel” que aconteceu no dia 29 de agosto de 1993 com a presença do Arcebispo, que foi homenageado pela comunidade.
No ano seguinte, 1994, começamos a discutir sobre a escolha de um padroeiro para a comunidade e então, elegeu-se SANTA MARIA MADALENA em homenagem a Congregação Santo Nome de Maria e em especial a Ir. Maria Madalena desta Congregação, que viabilizou recursos para a Diocese comprar e reformar a casa comunitária possibilitando assim, a realização do nosso sonho de possuir um espaço onde pudéssemos nos reunir e celebrar. Correndo contra o tempo partimos para a preparação do festejo e em busca da imagem de Maria Madalena. Como não encontramos na cidade nenhuma imagem da santa decidimos comunicar tal fato a D. Miguel e pedir sua ajuda. Este nos enviou uma carta dizendo que iria solicitar uma imagem em São Paulo e que, se por ventura a imagem não chegasse a tempo, poderíamos realizar o festejo sem a mesma. E assim, de 12 a 22 de julho de 1994 realizamos o nosso 1º FESTEJO. O hino à Padroeira foi composto por Jurandir Pereira, padre da Diocese de São Raimundo Nonato, que passou por nossa comunidade em 1996 na época de seminarista.
A comunidade caminhou enquanto integrante da Paróquia N.Sra do Perpétuo Socorro por dois anos (de junho/93 a junho/95). No início de 1995, um grupo de leigos representando suas comunidades (Conjunto São Joaquim, Parque Alvorada, Nova Brasília, São Joaquim Olarias) solicitou de D. Miguel que fosse feita uma divisão na referida paróquia e que o Pe.José Luiz (recém chegado em Teresina vindo do Rio de Janeiro), assumisse as comunidades da área periférica que compreendia todo o bairro São Joaquim e mais duas ocupações recentes (Vilas Carlos Feitosa e Apolônia) Mediante a exposição de motivos, Dom Miguel decidiu criar a Área Pastoral São Joaquim contemplando as seguintes comunidades: São Francisco, Santa Maria Madalena, São Joaquim, São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição e São José. Dessa forma, no dia 02 de julho de 1995, foi oficializada a Área Pastoral São Joaquim e empossado o Pe. José Luiz como administrador até o mês de setembro de 1998 sucedido por Pe.Damião e Pe. Vilmar, respectivamente.
Em 1996, chegavam a Área Pastoral as Irmãs da Congregação “Filhas de Santa Teresa” – Ir. Ana Maria, Selma e Meire, que fixaram residência em nossa comunidade por 03 anos. Recebemos uma valiosa contribuição no trabalho pastoral especialmente por parte da Ir. Ana Maria.
Com o intuito de despertar e conscientizar os fiéis para a importância de devolver o DÍZIMO, em maio de 1998 Pe. José Luiz convoca os representantes das comunidades para um momento de planejamento para implantação da Pastoral do Dízimo nas comunidades. E desde então, nossa comunidade tem demonstrado espírito cristão e sentimento de gratidão a Deus, pois “quanto mais uma pessoa é generosa e abre a mão e o coração para partilhar, tanto mais recebe as bênçãos de Deus”.
No ano de 1999, Pe. Damião incentivou a criação dos grupos de Acólitos (coroinhas) e Infância Missionária na comunidade que teve como primeira coordenadora Glayone. A infância missionária foi coordenada posteriormente por Gerdany, Glayerlane, Andrelane, Natália, Lourdilene, Jaqueline, Michele e Aline; o Grupo de Acólitos por Assis e atualmente tem como coordenador Afonso. Nesse período, foi fundado na Área Pastoral o ECC (Encontro de Casais com Cristo) onde casais da comunidade participaram deste encontro de formação assumindo o compromisso com a Pastoral Familiar, que tem como coordenadores Fátima e Antonio.
A oração é o combustível da caminhada, através dela nos fortalecemos enquanto pessoa cristã. E assim, com o desejo de evangelizar as famílias a partir da reza do terço, foi fundado em 1999 por Dona Fátima e Lúcia o grupo “Mãe Rainha” coordenado inicialmente por Lúcia, Raimundinha, Das Neves, Dona Rosa. Atualmente, existem dois grupos na comunidade coordenados por Maria José e Inês.
Como diz a canção “... sonho que se sonha só pode ser pura ilusão, sonho que se sonha juntos é sinal de solução, então vamos sonhar companheiros, sonhar ligeiro, sonhar em mutirão ...” e assim, saímos em busca da realização de mais um sonho – a construção da Igreja, que se concretizou com a aquisição do terreno cedido pela Prefeitura no dia 25 de abril de 2002 e somente em 2009, teve início à obra. No mesmo ano (2009), as celebrações das missas e o festejo passaram a ser realizados na igreja completando, portanto 01 ano desta conquista.
Procuramos no resgate da nossa história destacar aqueles momentos mais fortes da caminhada enquanto povo de Deus. Certamente teríamos algo mais para relatar como, por exemplo, citar inúmeras pessoas que direta ou indiretamente participaram desta história, pessoas de perto e de longe, falar dos momentos de lazer e confraternizações, das dificuldades, dos frutos colhidos num determinado trabalho, dos momentos de angústia e desânimo... Mas, em meio a tudo isso permanece o sentimento maior e mais importante que nos move nessa caminhada, o AMOR e a certeza de que “Deus não nos pede nunca o que não podemos fazer, ao contrário Ele nos dá a força necessária para fazermos aquilo que Ele espera de nós.” (João Paulo II).
LINHA DO TEMPO
Portanto, é com este sentimento que nos orgulhamos de ter chegado até aqui. Com certeza, dentro daquela pequena semente que foi plantada há 30 anos atrás por Pe. Eduardo havia uma força enorme que foi capaz de produzir uma árvore com bons frutos. Acreditamos que muitos outros 30 anos virão na caminhada, para celebrarmos e agradecermos alegremente pois, ...
“...NO FILME DA NOSSA HISTÓRIA, SANTA MARIA MADALENA ESTÁ PRESENTE.”
Texto escrito por Maria Rosemita Leite de Carvalho por ocasião dos 25 anos da comunidade.