Nascido em 30 de dezembro de 1903, em Brodósqui (SP), numa família de imigrantes italianos, Candido Portinari foi um grande pintor brasileiro. Com apenas 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou artes plásticas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928, ganhou o Prêmio de Viagem à Europa e passou dois anos percorrendo vários países, entrando em contato com a obra de outros grandes artistas, como Pablo Picasso e Henri Matisse. De volta ao Brasil, em 1931, passou a representar em seus quadros diversos aspectos do país; sua cultura, fauna, flora, bem como suas mazelas sociais. O caráter social de sua obra se tornou ainda mais forte após Portinari vivenciar a ascensão do nazifascismo na Europa e os horrores da Segunda Guerra Mundial. Filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), candidatou-se, sem sucesso, a deputado federal (1945) e senador (1947). Exilou-se na Argentina e no Uruguai, entre 1947 e 1948, devido às perseguições do governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) aos comunistas. É considerado o pintor modernista brasileiro de maior projeção internacional, tendo exposto suas obras em diversos países e recebido vários prêmios. Os enormes painéis se tornaram uma marca desse artista, tais como os murais Guerra e Paz, que pintou entre 1953 e 1956 para a sede da ONU, em Nova Iorque, e que foi impedido de inaugurar em razão de suas convicções políticas. Essa foi sua última grande obra antes de morrer, em 6 de fevereiro de 1962, intoxicado pelo chumbo de próprias suas tintas.
Documentário animado: Cláudio Furton
Documentário: TV Câmara