O texto discute diferentes propostas de arquitetura da notícia na web, destacando a evolução do formato e a necessidade de adaptação às características do meio digital. Inicialmente, autores como Nielsen e Stovall defendiam a aplicação da Pirâmide Invertida, mas logo surgiram outros, como Edo, Salaverria e Canavilhas, que propuseram técnicas e linguagens específicas para a web.
De forma geral, as notícias na web devem seguir arquiteturas abertas e interativas, atendendo a dois tipos de leitores: os que buscam informações específicas e estão dispostos a explorar itinerários de leitura pessoais, e os que navegam pela notícia e precisam ser guiados pela estrutura do formato.
Foram apresentados diferentes modelos, como o não linear de Carole Rich, o "Copo de Champanhe" de Mario Garcia, e o mais complexo de Ramón Salaverria, que inclui estruturas unilineares, multilineares (arbóreas e paralelas) e reticulares, com diferentes níveis de interatividade e liberdade de navegação.
Modelo de Caroline Rich (1998)
Modelo proposto por Mario Garcia (2002)
Modelos propostos por Ramón Salaverría (2005)
Canavilhas propôs a Pirâmide Deitada, com níveis de informação conectados por hiperligações, oferecendo ao leitor diferentes percursos de leitura. Já Paul Bradshaw introduziu um modelo de fluxo em que a informação se torna mais complexa, partindo de um alerta até alcançar a personalização, envolvendo vários suportes e canais online.
Modelo proposto por João Canavilhas (2006)
Modelo proposto por Paul Bradshaw (2007)
Por fim, o modelo Black's Wheel de Martinez e Ferreira apresenta uma estrutura reticular, com um elemento central e elementos secundários ligados, permitindo ao leitor ter uma visão geral do acontecimento relatado sem a necessidade de passar por todos os blocos informativos.
Modelo proposto por Maria Laura Martinez e Sueli Ferreira (2010)
Essas propostas destacam a importância da adaptação da arquitetura da notícia para a web, considerando a velocidade de distribuição da informação, o nível de personalização oferecido aos leitores e a liberdade de navegação como elementos-chave para uma experiência informativa eficaz.