Yes
1968-...
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Os Yes são uma das bandas mais monumentais e influentes da história da música, sendo frequentemente apontados como os arquitetos primordiais do rock progressivo. O seu percurso artístico é marcado por uma evolução constante, desde o rock psicadélico até composições de complexidade sinfónica e, mais tarde, ao sucesso do pop-rock de arena. Formados em Londres em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e pelo baixista Chris Squire, os Yes começaram por misturar harmonias vocais intrincadas com versões muito originais de artistas folk e rock. Nos dois primeiros álbuns, Yes (1969) e Time and a Word (1970), a banda explorou arranjos orquestrais, mas ainda estava à procura da sua verdadeira identidade sonora. O verdadeiro ponto de viragem aconteceu com as entradas do guitarrista Steve Howe e do teclista Rick Wakeman. Juntamente com o baterista Bill Bruford (mais tarde substituído por Alan White), esta formação elevou o rock a um nível de virtuosismo sem precedentes. Nesta fase, as canções passaram a ter 10 a 20 minutos de duração (ocupando um lado inteiro de um disco de vinil), estruturadas em movimentos como peças de música clássica, repletas de solos virtuosos, mudanças de compasso e letras místicas ou cósmicas de Jon Anderson.
No início da década de 80, o rock progressivo clássico perdeu terreno para o punk e a new wave. Os Yes reinventaram-se de forma surpreendente com a chegada do guitarrista e compositor sul-africano Trevor Rabin. Lançado em 1983, 90125 adotou uma produção moderna, direta e incrivelmente polida, resultando no mega-hit "Owner of a Lonely Heart". A banda alcançou o topo das tabelas da Billboard, atraindo toda uma nova geração de fãs de rock de arena, embora com uma sonoridade muito distante das suas raízes épicas. As décadas seguintes foram marcadas por múltiplas mudanças de alinhamento, chegando a existir duas versões da banda em digressão simultaneamente (como o projeto Anderson Bruford Wakeman Howe). A banda continuou a lançar álbuns e a dar espetáculos um pouco por todo o mundo, celebrando o seu catálogo histórico. A morte de Chris Squire em 2015 (o único membro presente em todos os álbuns de estúdio até à data) marcou o fim de uma era, mas a banda permanece no ativo com Steve Howe ao leme.
A marca que os Yes deixaram na história da música vai muito além do seu sucesso comercial. A sua importância divide-se em várias frentes. Ajudaram a definir os alicerces do género no Reino Unido ao lado de gigantes como Genesis, King Crimson e Jethro Tull. O seu foco em composições épicas e no uso expansivo de teclados e sintetizadores ecoa de forma evidente no trabalho de grupos que vieram a explorar territórios semelhantes, como os Eloy ou os Camel. Os membros clássicos dos Yes são amplamente considerados mestres nos seus instrumentos. O baixo melódico e incisivo de Chris Squire (tocado num Rickenbacker) revolucionou a forma como o instrumento era encarado no rock, atuando muitas vezes como uma segunda guitarra principal. Rick Wakeman foi fundamental na popularização dos sintetizadores modernos no rock. Provaram que o rock não precisava de se limitar à estrutura básica de "verso-refrão-verso" em compasso 4/4. Trouxeram dinâmicas orquestrais, contraponto e harmonias complexas para a música popular.
A parceria da banda com o artista Roger Dean, que desenhou o icónico logótipo da banda e as capas surrealistas e alienígenas dos álbuns (a partir de Fragile), criou um padrão visual indissociável da cultura do rock progressivo. Foram uma influência direta para o surgimento do metal progressivo e do neo-prog nas décadas seguintes, sendo citados como inspiração maior por bandas como Rush, Dream Theater e Tool. Foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 2017, consolidando definitivamente o seu impacto na cultura musical.
Close To The Edge, 1972
Close To The Edge
Letra e música - Jon Anderson, Steve Howe
Duração - 18:43 minutos
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The Solid Time of Change
Total Mass Retain
I Get up I Get Down
Seasons of Man
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Jon Anderson – Voz
Steve Howe – Guitarras, Cítara Elétrica Coral, Voz
Chris Squire – Guitarra Baixo, Voz
Rick Wakeman – Pianos Acústico e Elétrico, Órgão, Sintetizador, Mellotron, Cravo, Órgão de Tubos
Bill Bruford – Bateria, Percussão
Ritual, 1973
Tales From Topographic Oceans
Letra e música - Jon Anderson, Steve Howe
Duração - 21:35 minutos
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The Solid Time of Change
Total Mass Retain
I Get up I Get Down
Seasons of Man
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Jon Anderson – Voz
Steve Howe – Guitarras, Voz
Chris Squire – Guitarra Baixo, Voz
Rick Wakeman – Pianos Acústico e Elétrico, Órgão, Sintetizador, Mellotron, Cravo, Órgão de Tubos
Alan White – Bateria, Percussão
The Gates of Delirium, 1974
Relayer
Letra e música - Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire, Patrick Moraz, Alan White
Duração - 21:52 minutos
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Jon Anderson – Voz
Steve Howe – Guitarras, Voz
Chris Squire – Guitarra Baixo, Voz
Patrick Moraz – Pianos Acústico e Elétrico, Órgão, Sintetizador, Mellotron
Alan White – Bateria, Percussão
Awaken, 1977
Going For The One
Letra e música - Jon Anderson, Steve Howe
Duração - 15:23 minutos
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Jon Anderson – Voz
Steve Howe – Guitarras, Voz
Chris Squire – Guitarra Baixo, Voz
Rick Wakeman – Pianos Acústico e Elétrico, Órgão, Sintetizador, Mellotron
Alan White – Bateria, Percussão
Machine Messiah, 1980
Drama
Letra e música - Geoff Downes, Trevor Horn, Steve Howe, Chris Squire, Alan White
Duração - 10:23 minutos
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Trevor Horn – Voz
Steve Howe – Guitarras, Voz
Chris Squire – Guitarra Baixo, Voz
Geoff Downes – Pianos Acústico e Elétrico, Órgão, Sintetizador, Mellotron
Alan White – Bateria, Percussão
Fly From Here, 2011
Fly From Here
Duração - 23:54 minutos
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Overture
We Can Fly
Sad Night At The Airfield
Madman At The Screens
Bumpy Ride
We Can Fly (Reprise)
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Letra e Música - Chris Squire, Geoff Downes, Steve Howe, Trevor Horn
Instrumentistas
Benoît David - Voz
Steve Howe - Guitarras, Voz
Chris Squire - Guitarra Baixo, Voz
Geoff Downes - Teclados, Sintetizadores
Alan White - Bateria, Percussão
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Trevor Horn - Voz, Guitarra Acústica
Oliver Wakeman - Teclados