AVES & ORNITOLOGIA
AVES & ORNITOLOGIA
Método para Previsão e Monitoramento de
Riscos de Colisão de Aves em Linhas de Transmissão
Uma nova proposta metodológica
O método que aqui descrevemos reúne experiência obtida em estudos de avaliação de impactos ambientais, monitoramento e pesquisas diversas para quase quatro dezenas de empreendimentos de transmissão de energia em 21 estados brasileiros. Ele foi concebido e implementado por nós em 2009 e, em seguida, aperfeiçoado gradativamente, mediante ajustes para a adequação contínua a diversos cenários avifaunísticos, ambientais e geográficos. Pretende suprir a enorme lacuna que existe nesse campo metodológico, referente a uma notável ameaça, quase sempre subestimada, à avifauna nativa. Embora contando com grande universo de variáveis a serem tratadas, compõe-se de um protocolo bastante simples, que pode ser adequado pelo usuário, de acordo com diversas situações e circunstâncias regionais. Fundamenta-se, como um todo, na associação de informações teóricas, exames de situações mesológicas e observações colhidas em campo, resultando em um processo robusto a ser aplicado em estudos ambientais.
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Aves do Paraná
Contrastes de cores e sons pela arte fotográfica de Marcelo Krause
Aves estão por toda a parte. São encantos que voam. Aparecem à nossa frente e se vão, perenizando nossa lembrança e a conhecida contradição: alguns momentos não voltam mais; ainda assim, são eles eternos.
Prestando atenção, mínima que seja, estaremos aptos a encontrá-las, saltitando pelas calçadas urbanas, em voos sorrateiros ou, simplesmente, exercendo sua constante lida pela sobrevivência. Ouvidos atentos também nos facilitam um contato mais próximo, quando – em momentos de contemplação sonora – vemo-nos a escutá-las no mais profundo encantamento.
Cores e sons as resumem. Porém, suas mais belas virtudes estão nos contrastes, revelando-nos além dos dois extremos, todas as matizes dos abundantes padrões intermediários. Afinal, as aves, como instrumentos de liberdade que são, também nos ensinam sobre a diversidade.
Entre a explosão de cores da saíra-sapucaia e o oliva discreto da maria-da-restinga, há muitos outros segredos que, por imagens, podemos desvendar. Aqui é possível apreciar o tucano-de-bico-preto a explorar ativamente uma fruteira mas, também, a inércia quase fleumática do tovacuçu, solene e imóvel no solo da floresta úmida. Mesmo efeito – desses extremos – causa o falcão-peregrino, animal mais rápido do mundo, cujo voo atinge a impressionante marca dos 300 km/h.
Raridades como a maria-catarinense e o gavião-de-penacho estarão lado a lado com o prosaico sabiá, cantor melódico que anuncia o alvorecer, assim como o curioso bem-te-vi – tão presente em nosso cotidiano diário. Em harmônica convivência com essa composição eclética, merecem igual atenção os ilustres desconhecidos, como o maxalalagá e também o bacurau, ativo durante a noite, tal como as corujas. Eles, isso sim, desfrutam da natureza com os mesmos fins dos célebres símbolos, a gralha-azul e o grimpeiro, para os quais em nada importa a pompa e a circunstância. Desejam apenas viver. E ensinar-nos o caminho da simplicidade, já tão distante dos homens.
Se não podemos com imagens proporcionar o tato ou a audição que, ao menos, possamos mostrá-las em plena atividade, usando-as como emblema de uma riqueza ainda desconhecida. Assim, o próprio visitante, com criatividade, pode criar seu próprio cenário em uma intimidade compartilhada consigo mesmo.
Metáforas da liberdade, as aves apresentam-se aqui para nos ajudar a refletir e – por que não? - a voar junto delas, visitando todos os recônditos do nosso estado do Paraná, terra do Cruzeiro do Sul. Se mesmo assim, faltarem motivos para uma perfeita comunhão com a natureza usando nossas aves como exemplos, apresentamos aqui outros motivos:
“...Porque os passarinhos precisam antes de belos ser eternos. Eternos que nem uma fuga de Bach.”
(Manoel de Barros, 2007 em “Compêndio para uso dos pássaros”).
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