Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT de Sergipe (NETP/SE) realiza encontro de confraternização e reestruturação
O evento integra a agenda dos encontros estaduais do NEPT
Publicado em 14/04/2026
Publicado em 14/04/2026
Na noite da última segunda-feira, dia 13 de Abril, na cidade de Aracaju, Sergipe, foi realizado um encontro de confraternização e reestruturação do NEPT-SE (NÚCLEO DE EVANGÉLICOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DE SERGIPE).
O encontro contou com a presença de membros do NEPT, filiados do PT e amigos. Foram debatidos diversos temas, principalmente o fortalecimento do Núcleo e a importância de convidar mais evangélicos para o apoio ao Presidente Lula e aos demais pré - candidatos que estarão ao lado do presidente.
Durante a reunião foi aberto o convite para a reestruturação do Núcleo em Sergipe. A nova reestruturação contará com a coordenação de 4 homens e 4 mulheres, que terão a função de coordenar o núcleo no Estado.
A nova coordenação contará com os seguintes coordenadores:
Antonio Ducarmo Santos;
Carlos Alexandre Miguel de Souza;
Dayse Vespasiano de Assis;
Gil Marcos dos Santos Carvalho;
José Antônio Borges Cruz;
Leônia Ferreira da Silva;
Maria José dos Santos;
Nádia Batista de Jesus.
A nova coordenação deverá se reunir com o núcleo no dia 04 de Maio para apresentar os projetos que serão seguidos no decorrer do ano.
NEPT Sergipe
Fonte: NEPT Brasil
Publicado em 13/04/2026 09h30
O Encontro Estadual do Núcleo de Evangélicos do PT de Tocantins, realizado neste domingo, marcou um importante momento de mobilização e fortalecimento da militância evangélica no estado. Com a participação de mais de 40 lideranças religiosas, o evento foi marcado por momentos de louvor, adoração e reflexão sobre o papel da fé na construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Reunindo representantes de diferentes regiões do Tocantins, o encontro evidenciou o crescimento da articulação política entre evangélicos e evangélicas no interior do Partido dos Trabalhadores, reforçando o compromisso com pautas como justiça social, democracia e inclusão.
Estiveram presentes no evento o coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa; a coordenadora nacional do Núcleo de Evangélicos do PT, Neivia Lima; o presidente estadual do PT no Tocantins, Nile William; o coordenador estadual do Núcleo de Evangélicos e Evangélicas, pastor Gilvaldo Vasconcelos; além da presidenta do PT da Paraíba e deputada estadual, Cida Ramos.
A atividade contou com momentos especiais de louvor e adoração conduzidos pelo irmão Silas, advogado da Convenção Batista do Tocantins, fortalecendo a dimensão espiritual do evento e reafirmando a centralidade da fé na caminhada coletiva.
O encontro também reafirmou a importância da organização dos evangélicos progressistas na defesa do Estado Democrático de Direito e no fortalecimento da democracia brasileira. As lideranças destacaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ampliação das bancadas representarão um marco fundamental para a continuidade na implementação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à promoção da dignidade humana.
Mais do que um espaço de articulação política, o encontro demonstrou a vitalidade de um campo evangélico comprometido com a justiça, a solidariedade e a presença ativa nos territórios onde o povo está. A forte participação no evento sinaliza um caminho promissor para o fortalecimento do Núcleo de Evangélicos do PT em todo o país.
Romanos 12:2:
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Núcleo Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT
Setorial Nacional Inter-religioso do PT
Fonte: Site Oficial do PT
Publicado em 20/03/2026 10h51
O Encontro Estadual do Setorial Inter-religioso do Partido dos Trabalhadores e do NEPT – Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT – realizado em Goiânia reuniu lideranças partidárias e representantes de diversas tradições de fé na sede do partido no estado. O evento marcou o primeiro encontro presencial do setorial em Goiás com ampla participação de diferentes matrizes religiosas, reafirmando o compromisso do partido com o diálogo inter-religioso e a defesa da democracia.
Estiveram presentes o coordenador nacional do setorial inter-religioso, Gutierres Barbosa, a deputada federal e presidenta estadual do PT em Goiás, Adriana Accorsi, a coordenadora estadual do Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT), Hiranildes Lobo, e Altamiro José, coordenador estadual do setorial inter-religioso.
O encontro reuniu participantes de diferentes expressões religiosas — evangélicos históricos e pentecostais, católicos e representantes de povos de terreiro, como da Umbanda e do Candomblé — em um momento marcado por mística, música e debate político sobre o papel da fé na construção de uma sociedade mais justa.
Durante sua fala, Gutierres Barbosa destacou a importância do diálogo entre fé e política e avaliou mudanças no cenário religioso brasileiro.
“Entre os evangélicos, a força da direita vem diminuindo. Cada vez mais as pessoas percebem que o caminho do autoritarismo e do ódio não representa os valores do Evangelho. O Partido dos Trabalhadores é o partido da solidariedade, que dialoga com os ensinamentos de Jesus e com a defesa da vida em abundância para todos.”
Segundo ele, políticas públicas do governo federal demonstram esse compromisso com as famílias brasileiras.
“Vida em abundância significa oportunidades concretas: acesso do jovem à universidade, programas como o Minha Casa Minha Vida e a ampliação da justiça tributária, como a proposta de isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais.”
A coordenadora estadual do NEPT, Hiranildes Lobo, destacou que o partido tem buscado ampliar sua presença no diálogo com o campo religioso evangélico e reforçou o papel do setorial inter-religioso na construção de pontes entre diferentes crenças:
“Reafirmamos mais uma vez que o Setorial Inter-religioso foi instituído também para pensarmos juntos, enquanto religiosos das diferentes tradições aqui presentes, nos unindo para a defesa da democracia, da justiça social e para promover a cultura da paz, além de desmistificar as fake news. Enfim, deixamos claro que não é finalidade desse setorial interferir nas diversas formas de cultuar a Deus nas religiões que o compõem.”
Já Altamiro José, coordenador estadual do setorial inter-religioso, ressaltou o papel do diálogo entre religiões na construção da base social do partido.
“O diálogo inter-religioso fortalece a relação do PT com a sociedade e com sua base social. Por isso, propomos ampliar a organização do setorial, criando setoriais municipais inter-religiosos e núcleos de fé nos diretórios municipais.”
A deputada federal e presidenta estadual do PT em Goiás, Adriana Accorsi, exaltou a realização do encontro e convidou o setorial inter-religioso a ampliar sua participação nas atividades partidárias no estado.
“A pauta da religião é fundamental para a defesa da democracia. Queremos o setorial inter-religioso participando ativamente do encontro estadual com os presidentes municipais do PT, fortalecendo o diálogo com o povo de fé.”
O encontro do setorial inter-religioso ocorreu pela manhã na sede estadual do partido em Goiânia. Já no período da tarde foi realizada também uma reunião do Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT), que contou com a participação do coordenador nacional Gutierres Barbosa, aprofundando o diálogo com lideranças evangélicas do estado e debatendo estratégias de fortalecimento da presença do partido junto ao segmento.
O encontro reafirmou o compromisso do partido com a diversidade religiosa, a defesa da democracia e a construção de políticas públicas voltadas à justiça social, além de reforçar a mobilização para os próximos desafios políticos no país, incluindo a defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o fortalecimento da representação parlamentar do partido.
Coletivo Nacional Inter-religioso do PT
Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT – NEPT
Fonte: Site Oficial do PT
Publicado em 11/03/2026 18h36
O Coletivo Setorial Inter-religioso do Partido dos Trabalhadores, representado pelo seu coordenador nacional, Gutierres Barbosa, e a coordenação do Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT da Bahia NEPT/BA, reuniram-se com o presidente estadual do partido, Tássio Brito, para definir o calendário de encontros dos evangélicos e evangélicas do PT no estado.
A agenda integra uma mobilização nacional organizada pelo coletivo, na qual os estados realizarão encontros estaduais com o objetivo de fortalecer a defesa da democracia, a luta pelo fim da escala de trabalho 6×1 e o enfrentamento ao feminicídio e a todas as formas de violência contra as mulheres e as a reeleições de Lula e Jerônimo na Bahia!
Como parte dessa agenda, foi definido que o Encontro Estadual de Evangélicos e Evangélicas do PT da Bahia será realizado no dia 25 de abril, na cidade de Cachoeira. O município é governado por uma prefeita do PT, Eliana Gonzaga, evangelica e se destaca por sua forte tradição de diversidade religiosa, reunindo diferentes expressões de fé que fazem parte da vida social e cultural da região.
Também foi confirmada a participação da delegação da Bahia no Encontro Nacional de Evangélicos do PT, que acontecerá no dia 8 de junho, em Brasília.
Como parte do processo de mobilização, foi orientada ainda a realização de encontros municipais e territoriais do Núcleo de Evangélicos do PT da Bahia, com o objetivo de fortalecer a relação do partido com sua base religiosa e ampliar o diálogo com a sociedade.
É importante destacar que, nas eleições de 2022, o segmento evangélico no estado da Bahia teve participação expressiva na vitória do governador Jerônimo Rodrigues, demonstrando a relevância desse diálogo para a construção de um projeto político comprometido com a democracia, a justiça social e a diversidade.
Participaram da reunião, pela coordenação estadual, Neivia Lima, coordenadora nacional do Núcleo de Evangélicos e evangélicas – NEPT, Dagmar Santos, coordenadora estadual do Setorial Inter-religioso do PT; Leninha Cavalcante e Elder Verçosa, integrantes da coordenação estadual do núcleo de evangélicos e evangélicas do PT/BA.
O calendário apresentado reafirma o compromisso do PT com a valorização da diversidade religiosa e com o fortalecimento do diálogo entre fé, democracia e justiça social.
Salvador, Bahia
Setorial Inter-religioso do Partido dos Trabalhadores e Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT – NEPT.
Fonte: Site Oficial do PT
Publicado em 23/05/2025 09h21
As eleições de 2022 deixaram marcas profundas na alma do Brasil. O que se viu não foi apenas uma disputa eleitoral, mas uma batalha simbólica no interior das igrejas evangélicas, onde a fé foi instrumentalizada por discursos de medo e intolerância. Três anos depois, ainda vivemos os efeitos desse processo, mas também surgem sinais de reconstrução.
Essa disputa ultrapassa o campo eleitoral e alcança o modo como os evangélicos compreendem sua fé e sua presença no mundo. Parte do segmento foi influenciada por projetos políticos que utilizam símbolos religiosos para justificar exclusões. No entanto, há uma diversidade viva e crescente de evangélicos comprometidos com o Evangelho, a justiça e os direitos humanos.
A pesquisa Datafolha (2024) mostra esse movimento: entre os evangélicos de São Paulo, apenas 28% apoiam o armamento, 19% defendem a educação domiciliar e 53% rejeitam a criminalização das mulheres que abortam. Especialmente entre os jovens, há sinais de abertura a novas formas de testemunho cristão na esfera pública.
Foi nesse espírito que a Fundação Perseu Abramo lançou o curso “Fé e Democracia para Militância Evangélica Brasileira”. A formação tem reunido pessoas de todo o país, com aulas, debates e diálogos que buscam articular espiritualidade, cidadania e compromisso com a justiça social.
Apesar disso, o impacto positivo foi imediato. A procura superou as expectativas e a participação de lideranças evangélicas de diferentes regiões reforçou que esse é apenas o início de um caminho mais amplo. Trata-se de um projeto de formação e articulação que visa fortalecer a presença evangélica na luta democrática com liberdade, consciência e fé.
Em vez de focar exclusivamente em demandas institucionais, é importante que as igrejas evangélicas reforcem seu papel histórico na promoção da vida, da dignidade e do bem comum. Projetos sociais, ações de solidariedade, educação popular e apoio às comunidades mais vulneráveis são expressões do Evangelho encarnado como testemunho e contrapartida.
Da mesma forma, é urgente superar o discurso de autoajuda econômica que coloca a culpa do desemprego no indivíduo. A precarização do trabalho, disfarçada de empreendedorismo, fragiliza milhões de brasileiros. É necessário afirmar um modelo que valorize o trabalho digno, os direitos sociais e a distribuição justa dos recursos.
A fé cristã também não pode se calar diante da violência. Em muitas regiões com forte presença evangélica, persistem altos índices de exclusão, agressão e racismo. O Evangelho, no entanto, não justifica condenações — ele anuncia reconciliação, paz e dignidade para todos.
Por isso, é hora de fortalecer a formação bíblica e cidadã das comunidades evangélicas, incentivando novas lideranças e articulando redes que atuem com liberdade religiosa e compromisso público, sem submissão a projetos de poder ou interferência externa.
O desafio de 2026 como marco político da valorização da cultura evangélica brasileira, da identidade de suas igrejas, do compromisso com a democracia e da responsabilidade política comprometida com a fé. O futuro da democracia passa pelo campo evangélico. E a disputa continua — com esperança viva e ativa.
Reverendo Luís Alberto de Mendonça Sabanay, é teólogo, pastor presbiteriano e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Religião da Fundação Perseu Abramo.
Fonte: Site Oficial do PT
“O PT é o maior partido evangélico do Brasil!”
Publicado em 11/04/2025
Coordenador Nacional do Setorial Inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa — que também integra a Coordenação Nacional do Núcleo Evangélico do PT - NEPT e é vice-presidente da Igreja Batista Nazareth, em Salvador (BA) — comemora a marca histórica: quase 500 mil evangélicos e evangélicas filiados ao Partido dos Trabalhadores.
Somos aproximadamente 3 milhões de filiados e filiadas em todo o país, e celebramos que 15% desse total são pessoas evangélicas comprometidas com a justiça social, os direitos humanos e a democracia.
O PT, que nasceu na década de 1980 com raízes profundas nas comunidades eclesiais de base, segue conectado com a fé do povo brasileiro e atento às transformações da sociedade — hoje com 31% da população se identificando como evangélica.
O compromisso do Partido dos Trabalhadores é com o povo, com os direitos sociais e econômicos, e com uma fé que liberta, acolhe e transforma.
Fonte: PT - Partido dos Trabalhadores
Publicado em 25/03/2025 18h29
O presidente do PT, senador Humberto Costa (PE), se reuniu na noite desta segunda-feira (24) com membros do Setorial Nacional Inter-religioso e do Núcleo Evangélico do partido (NEPT) para avançar na aproximação com o eleitorado evangélico e na formação política focada nas questões religiosas.
“Quero estar ao lado do Setorial Inter-religioso e do Núcleo de Evangélicos para construir esse processo de, cada vez mais, nos aproximarmos e para que o partido tenha um processo de formação política voltado para o entendimento das questões religiosas. Precisamos aprofundar essa relação do PT com aqueles que organizam, nas suas bases comunitárias, uma relação com a população. Vocês têm uma enorme bagagem que pode contribuir muito com o Diretório Nacional”, ressaltou Costa.
Durante a reunião, o coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa, fez um relato das ações que vem sendo desenvolvidas pelo Setorial e pelo NEPT “de uma forma propositiva para a presidência, para que esse canal de diálogo entre o setorial e o NEPT seja constante com o Diretório Nacional, a presidência, canais de comunicação do PT, com a Fundação Perseu Abramo, e cada vez mais a gente possa estabelecer um diálogo com os segmentos religiosos da nossa sociedade”, destacou.
“É preciso estabelecer um canal de diálogo mais fino, no sentido da formação política, nos processos de comunicação que precisam ser aprimorados”, assinalou.
Guiterres defendeu que o partido faça uma busca ativa para identificar as religiões dos filiados e parlamentares no âmbito federal, estadual e municipal.
“É preciso que essa afinidade e esse canal de diálogo sejam cada vez mais sintonizados”, sublinhou.
Integrante da coordenação executiva nacional do NEPT, Neivia Lima avaliou a reunião como muito positiva e parabenizou o presidente do partido pela iniciativa. “Ela demonstra e reafirma que nosso partido é plural e considera a espiritualidade das trabalhadoras e trabalhadores como uma dimensão importante na construção política do nosso país”, ratificou.
Diante do crescimento da direita dentro das igrejas evangélicas, Gutierres avaliou que o conservadorismo e o fascismo não são hegemônicos. “É preciso desmistificar isso. É evidente que alguns líderes religiosos que tem mais projeção nacional acabaram adentrando nessa pauta com mais profundidade. Mas na base das igrejas evangélicas, no conjunto de igrejas evangélicas, igrejas menores que estão nos rincões, nas periferias, elas não compactuam com políticas, por exemplo, de armas de fogo e contra as vacinas”, salientou, ao lembrar que, nas eleições de 2018, 30% dos evangélicos votaram em Fernando Haddad para presidente.
“Temos muito ainda o que dialogar com o segmento evangélico”, disse ele, ao apontar que 30% têm uma relação profunda com o partido, outros 30% têm uma relação direta com o posicionamento mais conservador, “mas tem 30% ou 40% desse segmento que nós podemos ainda dialogar, porque são segmentos que não tem uma posição radical de direita e podem também estar mais próximo de nós”, analisou.
Gutierres avalia que trata-se de um segmento de evangélicos que acreditam numa pauta econômica que beneficie os trabalhadores, como o fim da escala 6×1, o combate à fome e às desigualdades.
“Eles têm um olhar voltado para a pauta social e podem dialogar conosco. Identificam no PT e em Lula um presidente que tem mais ligação com a pauta de melhoria da qualidade de vida. São contra a política da morte”, sublinhou.
O dirigente enfatizou que o partido, que desde que foi fundado sempre teve olhar para as comunidades eclesiais de base da igreja católica, pode atrair boa parte desse setor que cresce e se organiza na base comunitária, nas periferias, zonas rurais dos municípios, “lugares onde a gente não chega, onde esses grupos organizam socialmente as pessoas”, assinalou, ao lembrar que tudo isso é a base dos princípios do PT.
“Vejo esse momento pré-eleitoral como um momento dessa reflexão que devemos fazer com os segmentos religiosos como um todo, para dizer que o Brasil tem jeito e o jeito é melhorar a qualidade de vida das pessoas. O Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula têm esse compromisso de melhorar a vida das pessoas, totalmente afinado com a doutrina cristã”, concluiu.
Em artigo publicado em outubro de 2024, Gutierres destacou que o PT vem demonstrando que está cada vez mais consolidado e enraizado na diversidade religiosa brasileira. Nas eleições de 2024, 237 candidatos a vereadores e vereadoras evangélicas se elegeram e também seis prefeitos e prefeitas evangélicas.
“Dos 3.365 eleitos para prefeito/e vereador/a elegemos 1 budista, 977 católicos, 49 espíritas, 1 judaica, 47 da Umbanda/Candomblé e 82 de outras religiões não mencionadas”, relatou.
Fonte: Site Oficial do PT
Na noite desta quinta-feira (28), vários representantes estaduais dos Núcleos de Evangélicos do PT se reuniram num culto online para celebrar a vida do presidente Lula, do vice Alckmin, do Ministro Alexandre de Moraes e, consequentemente, o fracasso ...
Publicado: 28/11/2024
Na noite desta quinta-feira (28), vários representantes estaduais dos Núcleos de Evangélicos do PT se reuniram num culto online para celebrar a vida do presidente Lula, do vice Alckmin, do Ministro Alexandre de Moraes e, consequentemente, o fracasso do golpe que visava assassina-los e causar o caos em nosso país, seguido da tomada de poder pelos golpistas das forças armadas e pelo ex-presidente, o inelegível Jair Bolsonaro.
Em pauta, além da celebração do fato de não ter ocorrido o golpe contra a nossa democracia, a defesa do Estado Laico, como disse o Pastor Oliver Goiano, de Maricá-RJ: “Nós amamos a Deus, gostamos de cultuar, de celebrar juntos, e ao mesmo tempo também levantamos a voz pela defesa do Estado laico”.
A celebração contou com representantes de mais de 13 estados onde o Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do Partido dos Trabalhadores (NEPT) atua e foi um momento de denúncia do silêncio de muitos pastores e convenções que, desde que a Polícia Federal entregou o relatório repleto de provas incontestes, têm se calado em atitude covarde diante da trama perversa liderada pelo ex-presidente e algumas figuras do alto escalão das Forças Armadas. O silêncio desses líderes é, em si, uma denúncia da conivência com a agenda golpista que quis dilacerar a nossa democracia.
Quem trouxe a reflexão bíblica foi o pastor Sérgio Dusilek, pastor batista do Rio de Janeiro, que falou sobre gratidão e também lembrou do desafio que alguns enfrentam ao confessarem a fé em Cristo e seu posicionamento político pelo viés de esquerda, sendo por muitos olhados com desconfiança devido à narrativa errônea implantada pela extrema-direita quanto aos progressistas. Muito pelo contrário, ressaltou o pastor, é exatamente pelo viés bíblico que a luta por justiça social se impõe.
Quem também esteve presente durante toda a celebração foi a deputada Benedita da Silva, Conselheira de honra do NEPT e uma das mulheres mais potentes da política brasileira, com sua vida de luta e resistência. Prova viva da conciliação entre a fé cristã (no caso de Benedita, pentecostal, ou PTcostal, como ela costuma brincar) e a política de esquerda que luta por direitos humanos e justiça para todas as pessoas.
O pastor Zé Barbosa Jr, colunista da Fórum e apresentador do programa Papo de Fé, às segundas-feiras, 20:15, na TV Fórum, também esteve presente como um dos coordenadores nacionais do NEPT e ressalta a importância deste evento: “Num momento em que muitos, acovardados, se calam e fingem não ver o que está óbvio e gritante em relação ao golpe, reunirmos irmãos e irmãs do Brasil inteiro para agradecer a manutenção da democracia e denunciar o golpismo que ainda insiste em ganhar espaço, é um ato de coragem que remete ao profetismo bíblico, de denúncia de sistemas opressores e luta por libertação e paz para todos. Como deveria fazer todo aquele que se diz seguidor de Jesus de Nazaré”, conclui o pastor.
Extraído de: Revista Fórum
Publicado em 24/09/2024 17h33
A Fundação Perseu Abramo (FPA) acaba de lançar uma série de vídeos que mostram a força da convergência da fé cristã evangélica com a militância no campo progressista, alvos de preconceitos reforçados por informações falsas. Oito integrantes do PT, que também são cristãos evangélicos, gravaram depoimentos expondo a coerência entre as duas vivências e sua potência na construção da justiça social e da democracia.
Testemunhos como da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, fecham a série de materiais produzidos pela FPA, que servem de subsídios para as 32 mil candidaturas petistas nas eleições de 6 de outubro.
“Há pessoas que dizem que não tem evangélico no PT, nós somos fundadores! Nós, evangélicos, temos muito mais em comum com o PT do que possamos imaginar”, salientou Benedita em um dos três vídeos com seus testemunhos que expõem a sincronicidade de sua fé com ação política.
Abordadas em várias falas, as fakenews disseminadas contra o PT e o presidente Lula no meio evangélico foram rechaçadas pelo ministro Jorge Messias e por Benedita.
“Mentira não é coisa de Deus. Muitas mentiras são produzidas para serem penetradas nos meios evangélicos com o único propósito de causar temor e intranquilidade nos nossos irmãos e isso tem infelizmente fins eleitorais. Temos que ter paciência e amor com os nossos irmãos para poder esclarecer o que é verdade, o que é mentira e não deixar que nossos irmãos sejam enganados e manipulados por situações que são mentirosas”, ressaltou, ao lembrar que foi o presidente Lula que criou a lei de liberdade religiosa e sancionou também a Marcha para Jesus.
“Quantas igrejas fecharam no governo Lula? Nenhuma. Quantas igrejas cresceram? Milhares! E ainda falam que Lula vai tomar a casa da gente, mas não existe um governo que fez mais Minha Casa Minha Vida e continua fazendo como o governo Lula”, assinalou a deputada.
O pastor Oliver Goiano, da Igreja Batista da Lagoa (Maricá/RJ) e membro do Núcleo Evangélico do PT afirmou que foi extremamente bem recebido dentro do PT e apontou a postura de Jesus. “Ele sempre foi pela inclusão dos pobres, pela inclusão das pessoas, pela defesa de minorias. Eu não posso falar que Jesus é de esquerda mas, na minha opinião, a esquerda é mais cristã porque a pauta dela é uma pauta da misericórdia, da compaixão, da inclusão do outro”, sentenciou.
Sobre como dialogar com evangélicos, o ex-prefeito de Carapicuíba (SP) Sérgio Ribeiro recomendou que é preciso ouvi-los e acrescentou: “Sabe qual que é a melhor coisa para dialogar com o evangélico? É o petista ser petista, ser PT, falar dos valores éticos que motivaram o surgimento do partido”, reforçou.
Na mesma linha do ex-prefeito, a jornalista batista Nilza Valéria recomendou aos candidatos do PT que não finjam ser o que não são. “Construam um diálogo baseado nas suas propostas. Não tente emular um discurso religioso, não tenham medo de se aproximar. As pessoas evangélicas estão abertas ao diálogo”, afirmou.
Além de Benedita e Messias, gravaram vídeos petistas evangélicos como o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Alexandre Brasil, que é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro; jornalista batista Nilza Valeria, da Nossa Igreja Brasileira; a assessora parlamentar Bernadete Adriana Alves de Lima (Adrianinha), que faz parte da executiva do Setorial Nacional Inter-religioso do PT; e o pastor batista Sérgio Dusilek, que é doutor e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
A cartilha evangélica produzida pela FPA está disponível aqui
Assista aos depoimentos:
Os relatos dos entrevistados são permeados de citações bíblicas, com análises sobre como Jesus agiu, como o PT atua no cuidado com a vida das pessoas e também seus testemunhos de vida, de conversão e de busca do bem coletivo.
“Não é comparar o PT com a Bíblia, nossa obra não é só pregar o evangelho. O evangelho é o principal para nós. Nós, evangélicos que somos evangélicos e somos petistas, nunca deixamos a nossas igrejas porque nós entendemos que o sal fora da massa não salga. Nós somos luz do mundo e sal da terra”, anunciou Benedita, ao apontar que evangélicos têm muito em comum com as propostas de políticas públicas que os governos do PT implementam.
A deputada afirmou que não é verdade que os evangélicos não votam no PT. Ela disse ainda que a maioria dos evangélicos são evangélicas. “São mulheres e o nosso presidente Lula é um governo que cuida das mulheres, é um governo que tem muito a ver com a nossa prática cotidiana que limpa a igreja, faz quentinha e tem cozinhas solidárias.
Benedita recorda que as igrejas evangélicas cresceram nos governos Lula e Dilma porque aumentou a contribuição pelo dízimo. “Todo mundo empregado, a comida mais barata, então a gente deixou de entregar cesta básica que a gente dava porque tinha o Bolsa Família”, lembrou, ao apontar que muitas famílias evangélicas são beneficiárias do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida e outros programas.
“Como cristão que sou não consigo conceber o mundo sem uma visão de justiça social, de combate à desigualdade, de criação de oportunidades. Não temos como praticar a fé cristã e não olhar para tudo isso”, analisou o ministro Jorge Messias, ao falar da fake news antiga, de que Lula e Dilma fechariam igrejas. Na verdade, não só não fecharam como cresceram e foram regularizadas.
“Quando se fala da lei de liberdade religiosa é sobre a alteração importante no Código Civil que garantiu a essas igrejas a regularização”, explicou Messias, ao falar que a laicidade do Estado, visto por muitos como problema, na verdade, é solução. “Num estado democrático de direito a minha fé não pode sobrepujar a fé de nenhuma outra pessoa e o que garante que a minha fé seja exercida com tranquilidade é exatamente a laicidade do Estado”, apontou.
O pastor batista Sérgio Dusilek abordou a questão do tema família na política e enfatizou que a esquerda não quer acabar com a família. Ele defende que os políticos de esquerda precisam mostrar que têm família e filhos.
“Isso é fundamental, como também mostrar que há uma preocupação com a família e não com a destruição dela, além de resgatar a ideia de que, quando um governo como o do presidente Lula melhora o salário mínimo, se preocupa em acabar com a fome e melhora a saúde, ele está melhorando a condição de vida da família”, assinalou.
“Lula 1 e 2 foram governos muitos bons para a igrejas. Foi um tempo de prosperidade econômica no país que atingiu positivamente a vida das famílias. Se as famílias estão bem a igreja fica bem. Precisa mostrar essas coisas”, reforçou, ao falar que é preciso conversar com líderes de igrejas médias e pequenas igrejas, que são a grande maioria do país, e disparou contra as grandes igrejas.
“É preciso sair da esfera dos barões da fé, que são os pastores das megachurchs. Na minha concepção ser igreja é ser um modelo orgânico. Quando se tem uma igreja mega, ela deixa de ser orgânica e passa a ser uma máquina, uma corporação religiosa. O movimento evangélico é multifacetado e ninguém tem a procuração para falar em nome dos evangélicos tem que ter muito cuidado com esse tipo de generalização”, apontou.
Ao citar o Sermão da Montanha, “bem aventurados os pobres porque deles é o reino dos céus”, o pastor Oliver diz que Jesus expressa sua preocupação com os que mais precisam. “Eu não entendo alguém que se diz cristão e defende armas. Cristão que defende armas precisa de oração e de conversão. Se você está ao lado do oprimido e não do opressor, eu não vou nem usar o termo da esquerda, você é uma pessoa que inclui, você é uma pessoa cristã”, assinalou, reforçando que armas não combinam com o evangelho.
“Armas matam”, disse, e emendou que quando se perde uma eleição “vai para casa e chora e não tenta fazer um golpe, você está do lado certo da história”.
Oliver afirmou que sente exercendo mais do cristianismo por ser pastor e político ao mesmo tempo e fez uma autocrítica.
“A política faz com que a gente vá conversar com pessoas diferentes, com pessoas que você não gosta, mas esse é um exercício da tolerância que às vezes, no meio evangélico, que é um meio maravilhoso, a gente tem uma bolha e a gente precisa ser mais como Jesus. Jesus sempre estava com pessoas heterodoxas com pessoas que tinham uma vida diferente, até uma sexualidade diferente e, mesmo discordando, Jesus caminhava com essas pessoas. Hoje eu me sinto livre para exercer essa militância da fé”, testemunhou, ao falar que religião e política precisam dialogar de uma maneira que respeite as diferenças e o espaço do outro.
Para o sociólogo e ex-prefeito de Carapicuíba, Sérgio Ribeiro, da mesma forma que o PT tem suas correntes, entre os evangélicos “tem de tudo”, progressistas e conservadores, a maioria pobres, negros, da periferia. “São pessoas onde o Estado não chega”, apontou, ao dizer que evangélicos têm o direito de fazer política e defender o que acreditam, mas não tem o direito de defender o estado teocrático.
Ribeiro criticou o patrulhamento do dinheiro dos evangélicos. “Outra coisa que incomoda bastante o evangélico e que o petista precisa entender é não ficar contando dinheiro em bolso de crente. O crente trabalha para ter o dinheiro dele”, ensinou.
A jornalista batista Nilza Valéria se surpreende muito quando as pessoas dizem que há um conflito entre a fé e a posição política. “É uma grande confusão. Eu sou uma pessoa de esquerda considerada progressista pelo que eu acredito, pelo que eu quero para o mundo, mas eu não tenho vergonha de dizer que sou conservadora na minha fé porque isso não é contraditório”, sublinhou.
Os textos bíblicos, segundo Nilza, a conduzem para um caminho de luta por justiça pelos mais vulneráveis. “A Bíblia fala sobre como fazer justiça, é um livro que fala sobre a história de libertação dos homens. Isso me posiciona sempre a favor desse campo que se preocupa com o trabalhador e com o pobre”, apontou.
Membra da executiva do Setorial Nacional Inter-religioso do PT,
Adrianinha fala com alegria de sua atuação como pastora dentro da igreja e militante do lado de fora.
“Quando estou lá na igreja e prego a palavra eu sua irmã Adrianinha. Não falo da questão da política dentro do templo, mas terminou o culto eu estou lá fora com meus irmãos e irmãs que me procuram para falar de política eu falo. É importante entender que a Adrianinha que é petista de esquerda é a mesma que prega, que louva, que sobe um monte, que faz jejum, que fala de amor”, destacou, ao falar que PT e a igreja evangélica partilham os mesmos valores.
“O PT é um grande representante da classe trabalhadora e da população. O PT e os evangélicos têm as mesmas necessidades de construir uma sociedade mais justa, com amor, uma sociedade igualitária, sem privilégios para uns em detrimento de outros”, enfatizou.
O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Alexandre Brasil, chamou atenção para o impacto, nas favelas brasileiras, das lideranças femininas de igrejas evangélicas, de candomblé e umbanda. “São lideranças muito importantes e que tem um impacto muito significativo nas comunidades. O que elas fazem em diferentes níveis é muito ligado à defesa dos direitos”, salientou.
Daniela Frozi, professora e integrante do Consea, deu exemplo de Jesus procurou olhar e escutar a necessidade das pessoas. Ela citou passagem da Bíblia sobre uma mulher com quem Jesus conversou.
“Na época dele não era permitido conversar (com mulheres). Mas ele conversou, pediu água e fez um reconhecimento público daquela mulher. Foi de uma importância enorme na vida dela, a ponto resgatar uma condição de protagonismo da sua própria vida porque ela era usada por outras forças que a manipulavam e a oprimiam. E ela se vê liberta depois desse encontro com Jesus”, disse.
Fonte: Site Oficial do PT
Quebrando de vez o conceito distorcido e muitas vezes maldoso mesmo (principalmente por parte da direita) que garante que “crente” não pode ser de esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresenta para as próximas eleições mais de 2.000 ...
Publicado: 24/07/2024 - às 19h52
Quebrando de vez o conceito distorcido e muitas vezes maldoso mesmo (principalmente por parte da direita) que garante que “crente” não pode ser de esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresenta para as próximas eleições mais de 2.000 pré-candidaturas, a serem homologadas nos próximos dias em suas respectivas convenções. São mais de 200 pré-candidatos à prefeito(a) ou vice-prefeito(a) e mais de 1.800 para as câmaras municipais por todo o Brasil, tendo aspirantes em todos os estados brasileiros.
A expectativa, com essas candidaturas, além de demonstrar a pluralidade e a diversidade de ideias que o PT sempre defendeu, é também marcar presença na luta popular e periférica, onde os movimentos evangélicos proliferam cada vez mais. A luta por justiça e igualdade, defendida tanta por evangélicos que realmente seguem a Jesus de Nazaré quanto pelo maior partido de esquerda da América Latina é o fermento que faz crescer essa massa que ganha força a volume na busca por um mundo melhor.
“Com muita luta e formação política, disputando a sociedade, fortalecendo as organizações de base mudaremos esta curva conservadora crescente no mundo e na sociedade brasileira. A ideologia é nosso alicerce, a fé nos dá esperança, a luta nos encoraja.” disse Gutierres Barbosa, vice-presidente da Igreja Batista Nazareth em Salvador (BA), Secretário de Desenvolvimento Territorial do PT/BA e Coordenador Nacional do Setorial Inter-religioso do PT.
Exemplo que vem de longe
Presente desde a criação do PT, Benedita da Silva talvez seja o nome que encarne toda essa potência da mulher evangélica e da ativista política. Sem nunca negar sua fé, Benedita enfrentou todas as batalhas sem perder a ternura. Firme até hoje, tanto no seu amor ao PT quanto na sua fé em Cristo, Bené inspira a muitas outras pessoas que chegam para somar nessa disputa tão árdua, num momento tão difícil em que a extrema direita tenta cooptar o discurso religioso e impor uma cultura do ódio e da violência.
É o caso de Mônica Francisco, mulher negra, pastora, cria do Borel e cientista social, pré-candidata a vereadora na cidade do Rio de Janeiro. Mônica falou à Fórum sobre esse momento tão especial: “Penso que a importância dos evangélicos nesse pleito eleitoral, e ainda mais compondo o maior partido de esquerda da das Américas, é sem dúvida uma demonstração de que evangélicos não são todos uma coisa só, que há uma capacidade é uma possibilidade real de disputa de narrativa em um campo que se vende como único e hegemônico mas que guarda uma diversidade muito grande. A defesa de que o Evangelho é sobretudo uma forma de exercício da efetivação de justiça social”.
Pré-candidato a vereador na capital alagoana, o também pastor Wellington Santos, conhecido por sua luta junto aos movimentos sociais, como o MST, e no enfrentamento à Braskem, empresa responsável pelo maior crime ambiental em área urbana do mundo, disse à Fórum que “nada mais natural do que pessoas que se apresentam como evangélicas e cristãs se identifiquem com o PT e se coloquem para disputar a narrativa de um evangelho, anunciado por Jesus, que viveu nas periferias do seu tempo, trazendo boas novas aos pobres. Contrapor a pregação de ódio, intolerância, negacionismo, preconceito contra os corpos, denúncia do acúmulo de riqueza e falta de amor, que tanto pregou nosso amado Senhor, Salvador e Mestre Jesus, é urgente e fundamental neste momento pelo qual estamos atravessando em nosso país.”
E continua sua fala lembrando a história do partido: “Nunca devemos esquecer que o PT nasceu da “aliança” entre os movimentos sindicais, intelectualidade brasileira e as comunidades de base da Igreja Católica. Logo, a fé cristã progressista se fez presente no nascedouro deste partido de esquerda que é na atualidade o maior partido deste aspecto ideológico das Américas (…) o detalhe importante, é que a maioria absoluta destas pessoas que na atualidade se apresentam como neo-evangélicas, vivem nas periferias esquecidas e violentadas em todos os sentidos do nosso país.” Completou o pastor Wellington do Pinheiro, como é conhecido em Maceió, pela referência ao bairro onde sua igreja está e luta pelo direito de existir em meio à destruição causada pela Braskem.
Quem também apresenta sua pré-candidatura pelo PT, é o pastor Zé Barbosa Jr, colunista da Fórum e presença constante nos programas da TV Fórum quando o tema é religião e política. Teólogo e historiador, Zé Barbosa é pré-candidato a vereador em Campina Grande, cidade em que acontece um dos eventos principais do fundamentalismo evangélico brasileiro e onde o desafio de se contrapor à bancada evangélica é uma necessidade. Sobre o fato de ser cristão e de esquerda, tem uma resposta na ponta da língua: “Quando me perguntam como concilio o fato de ser cristão e de esquerda, respondo que estão fazendo a pergunta ao pastor errado. Quem tem que se explicar é quem é pastor e de direita. Ele é que tem que explicar como concilia a fé cristã com um sistema baseado na exploração do próximo e no acúmulo de riquezas, coisas que Jesus sempre condenou.” Zé também é um dos coordenadores nacionais do Núcleo de Evangélicos do PT.
Benedita / Mônica / Wellington e Zé Barbosa
Conferência eleitoral evangélica
O Partido dos Trabalhadores realizará no dia 7 de agosto, às 19h, a 1ª conferência eleitoral evangélica do PT, para o debate interno de questões importantes em relação às eleições de 2024.
O evento, que foi pensado numa parceria entre o setorial nacional inter-religioso do partido, juntamente com o Núcleo de Evangélicos e Evangélicas do PT (NEPT) está convocando os mais de dois mil filiados e filiadas que se autodeclaram evangélicos e que apresentaram seus nomes para pré-candidaturas em todo o país, seja para prefeituras ou câmaras municipais. Em suma, vai ter muita gente crente com a estrela do PT nas campanhas pelo Brasil inteiro, gente que une a fé e a luta por justiça e igualdade, e que faz parte do “time de Lula”.
É o Partido dos Trabalhadores voltando às bases, reconstruindo conexões com as periferias, com os movimentos sociais e com a massa evangélica, que é cada dia mais importante na existência e resistência política das áreas mais populosas e esquecidas do nosso país. Antes tarde do que nunca.
Extraído de: Revista Fórum
13 de agosto de 2024
Um dos grandes desafios dos partidos progressistas tem sido ampliar o diálogo com a população evangélica, estimada em mais de 40 milhões de pessoas e fundamental para definir o rumo das eleições em todo o país. Foi pensando nisso que a Fundação Perseu Abramo decidiu lançar a Cartilha Evangélica: Diálogo nas Eleições, material que surge na esteira do site destinado a ampliar o trabalho de base do Partido dos Trabalhadores, também publicado recentemente.
Essa iniciativa foi feita em parceria com o NEPT e com o Setorial Nacional Inter Religioso do PT.
15 de julho de 2024
Por Pr. Zé Barbosa Júnior
Teólogo, escritor, pós-graduado em Ciências Políticas, pastor da Comunidade de Jesus em Campina Grande - PB, membro da Coordenação Nacional do NEPT
RESOLUÇÃO Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 | DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-n-34-de-24-de-abril-de-2024-556521006
Conselho orienta estabelecimentos penais sobre manifestação religiosa | Agência Brasil | Agência Brasil | https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-04/conselho-orienta-estabelecimentos-penais-sobre-manifestacao-religiosa
Encerramento do 3º Encontro Nacional do NEPT
Publicado 25/11/2023
Encerramos nosso 3º Encontro Nacional do NEPT, com a chapa Semeando Paz e Colhendo Justiça, chapa única, eleita.
Composição na nova coordenação nacional
NORTE
Francy Azevedo - NEPT AM
NORDESTE
Neivia Lima - NEPT BA
Pr.José Barbosa - NEPT PB
Carlos Paixão - NEPT MA
SUL
Larissa Amorim - NEPT PR
SUDESTE
Elizabeth Almeida - NEPT MG
Pr. Artur Souza - NEPT RJ
CENTRO OESTE
Jairo Nóbrega - NEPT MS
E , claro que não poderia faltar, a nossa Coordenadora Nacional de Honra:
Dep. Benedita da Silva
Que Deus nos abençoe e que "corra a justiça como um rio, e a retidão, como um riacho perene"!
Um chamado evangélico face ao conflito Israel-Hamas: precisamos clareza de pensamentos para não confundir o cenário atual com o bíblico para evitar um ciclo de violência
Publicado 06/11/2023 às 14:42
A realidade do conflito entre Israel e o Hamas, no território palestino, é uma história de dor e sofrimento que perdura há décadas. Como membros do Partido dos Trabalhadores e, acima de tudo, como cristãos evangélicos, somos chamados a ser instrumentos de paz e reconciliação, repudiando veementemente toda forma de violência, especialmente quando resulta na perda de vidas.
É imperativo que nos debrucemos sobre as raízes históricas deste conflito para aspirar a uma solução pacífica. Este entendimento também nos convida a refletir sobre a interpretação equivocada de associar o Estado de Israel moderno ao Israel bíblico, uma narrativa que tem sido utilizada para legitimar o avanço de Israel moderno sobre terras palestinas.
A Bíblia nos ensina, através das palavras de Jesus, o valor da vida e a importância do amor ao próximo. Em Mateus 5:9, Jesus nos diz: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Em outra passagem, Mateus 22:39, Ele instrui: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Estes ensinamentos são claros convites à paz, ao amor e à tolerância.
Não há margem para interpretação quando lemos em 1 João 2:9 que “Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas” e em 1 João 4:20: “Se alguém diz: ‘Eu amo a Deus’, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.
É inconcebível e incoerente que qualquer cristão evangélico possa defender a guerra e o massacre de um povo. O Evangelho de Cristo não oferece qualquer justificativa para a morte de milhares de crianças e, como ele mesmo ressaltou em Mateus 18:6, “mas, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para ele que uma grande pedra de moinho fosse pendurada em seu pescoço e fosse afogado nas profundezas do mar”.
A associação feita por alguns segmentos evangélicos entre o Estado de Israel moderno e o Israel bíblico, além de contradizer o entendimento cristão sobre Jesus como o Messias, serve apenas para perpetuar o ciclo de violência na região. Esta interpretação ignora a rejeição de Jesus como Messias pela religião judaica e, consequentemente, o movimento que culminou no cristianismo.
Além disso, a relação política e militar entre Estados Unidos e Israel, muitas vezes endossada por segmentos evangélicos, merece uma análise crítica. O conceito de “Destino Manifesto” nos Estados Unidos, que se vê como “o novo Israel para o mundo”, muitas vezes é absorvido e difundido por parte da massa evangélica brasileira, criando uma predileção por Israel como “povo escolhido” e “nação santa”, independentemente das atrocidades cometidas pelo Estado de Israel.
Já no Velho Testamentos fomos instruídos a não admirar quem pratica a violência: “Não inveje o homem violento e não escolha nenhum de seus caminhos.” (Provérbios 3:31). A lei é categórica: não matarás; não tomarás a propriedade do teu próximo. A paz no Antigo Testamento não é ausência de guerra, mas fruto da justiça.
É importante ressaltar que nem o Hamas significa a totalidade da população palestina, que não pode ser punida pelos crimes da organização, ainda mais da forma desmedida e desproporcional como vem acontecendo, nem os judeus podem ser punidos pelas ações de seu governo sionista, que tem utilizado o conflito para promover uma limpeza étnica na região.
Nesse cenário, o governo Lula acerta ao condenar o terrorismo e se empenhar na criação de uma grande articulação internacional, com o apoio de mais de 50 países, para tentar derrubar o veto dos Estados Unidos à resolução do Conselho de Segurança da ONU que propõe uma “pausa humanitária” para evacuação de civis de Gaza, política humanitária e pacifista com a qual concordamos e apoiamos do mesmo modo que repudiamos todas as tentativas de setores extremistas do Brasil de atribuírem ao governo Lula e às esquerdas a falsa imagem de apoio ao terrorismo. Defendemos a paz, o imediato cessar-fogo como condição humanitária, a criação e o reconhecimento do Estado Palestino soberano e a coexistência pacífica entre dois Estados nacionais.
O dramaturgo da antiga Grécia, Ésquilo, sabiamente disse que numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Nós, enquanto cristãos, repudiamos a mentira, descrita pelo próprio Cristo como filha do diabo, conforme registrado em João 8:44. Todo aquele que segue a Cristo tem a obrigação de preservar a verdade: “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo” (1 Pedro 2:14).
Como cristãos evangélicos e membros do Partido dos Trabalhadores, nosso compromisso é com a justiça, a paz e a solidariedade, valores fundamentais do Evangelho de Cristo. É nosso dever, então, repudiar a violência e buscar uma solução pacífica para o conflito Israel-Hamas, mantendo sempre acesa a esperança por um futuro de paz fruto da justiça e reconciliação para todos os povos daquela região. •
Coordenação Nacional do Núcleo de Evangélicos do PT
Publicado em: Fundação Perseu Abramo
Publicado em 19/10/2022 13h32
Lula: igrejas podem contribuir com ações e programas sociais de combate à pobreza (Foto: Ricardo Stuckert)
As igrejas terão papel fundamental na assistência social e no combate à pobreza no país, reforçou o ex-presidente Lula, na manhã desta quarta-feira (19), em encontro com evangélicos em São Paulo. Diante dos líderes religiosos, Lula entregou uma Carta Compromisso com os Evangélicos. O documento, que foi lido pelo na íntegra, reforça seu compromisso com a fé e a liberdade religiosa no país. No evento, Lula elogiou ações de solidariedade das igrejas em todo o Brasil.
“Os evangélicos prestam um trabalho social excepcional em muitos lugares do país”, ressaltou Lula. “Tem muita gente séria na função de pastor, tratando da fé e da espiritualidade das pessoas”, emendou.
Ele criticou, no entanto, a crueldade daqueles a quem considera falsos pastores, que usam a fé para espalhar mentiras e disputar espaços políticos. “Uma família, quando sai de casa para a ir a uma igreja, seja católica ou evangélica, não vai para escutar um discurso político. Vai para orar, para assumir compromisso com Deus.
“A dúvida que colocam sobre nós é uma das armas para evitar que a gente ganhe as eleições”, apontou Lula, lembrando que, em 2018, Fernando Haddad sofreu as mesmas acusações de alguns setores de igrejas quando foi candidato à Presidência. “Desde que criamos o PT, a gente vive tendo de se explicar”, lamentou. “Não é a primeira vez que fazemos carta aos evangélicos. Toda eleição há uma quantidade de mentiras que nos obriga a fazer carta”.
Lula lamentou a baixeza de Bolsonaro e seu exército, que inventam, todos os dias, mentiras sobre ele e o PT. “Agora inventaram a história do banheiro unissex. Tenho família, filha, neta e bisneta. Só pode ter saído da cabeça de satanás essa história”.
Lula lembrou de sua criação e dos valores cristãos de sua mãe. “Família para mim é coisa sagrada. Quando vejo colocarem em dúvida nossa relação e respeito com as famílias, fico ofendido. “Se um pastor quer fazer política, ele que vá para a rua, não pode fazer isso na igreja”, ensinou. “Pastor não pode se aproveitar da autoridade dentro da igreja para mentir, isso depõe contra a igreja”.
“Quando resolvi fazer a carta, foi por respeito a vocês. Porque sei o quanto as pessoas sérias sofrem para enfrentar os mentirosos, tanto na igreja evangélica, quanto na católica”.
Lula enumerou os motivos pelos quais está voltando a presidir o país, a partir de 2023. “Não me conformo desse país ter voltado à miséria, que tínhamos acabado”, reclamou. “Não é possível o país ser o terceiro produtor de alimento, o primeiro de proteína animal do mundo, e o povo está passando fome. Faz cinco anos que não aumentam o salário mínimo, a merenda escolar, as pessoas estão arrumando bico, não há mais garantias”, queixou-se.
“Não somos mais respeitados, ninguém quer mais vir aqui. O presidente faz propaganda de arma e deixou o ensino médio sem livro didático, 300 mil crianças sem creche. Que mundo é esse?”, indagou. Apesar do quadro de destruição perpetrado por Bolsonaro, Lula mostrou-se otimista aos líderes religiosos. “Acredito que vamos consertar esse país, esse povo vai voltar a sorrir, com Alckmin ao meu lado”.
“Entre nós e Bolsonaro, não se pode ter dúvida. Vocês podem colaborar , conversando com mais pessoas, sabendo que tem quem não gosta da gente e conversar com elas. Saber qual a dúvida têm, é preciso convencê-las”, pediu. “Boa parte dos programas sociais pode ser feito pelas igrejas”, insistiu.
Lula lamentou que Bolsonaro não tenha respeito pela verdade e pelos direitos humanos, citando o caso das adolescentes venezuelanas. “A última coisa grave que ele fez foi aquela visita às meninas da Venezuela. Depois, acordou 1h da manhã para tentar se explicar para a opinião pública. Ele não tem respeito”, criticou.
O candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin lembrou do histórico discurso de Martin Luther King, no qual falava de um sonho de paz que “removeu montanhas de preconceito e exclusão” nos EUA. “Ele falava de vida e de inclusão, não de morte”, destacou o ex-governador de São Paulo.
“Por isso estamos juntos, temos o dever de nos unir e trabalhar até o dia 30 para o Brasil iniciar um novo momento de esperança, paz, conciliação, desenvolvimento, emprego, oportunidade aos jovens, amparo aos que precisam de saúde, atendimento aos aposentados”, descreveu. “O futuro a gente faz e Lula representa as maiores virtudes do cristianismo, que é o amor ao próximo”.
A presidente Nacional do PT Gleisi Hoffmann afirmou que o encontro com os evangélicos é muito importante para pacificar o país. “Eu sei o que vocês estão passando na militância e no dia a dia das igrejas porque temos observado o que está acontecendo, com a manipulação da religião e da fé no nosso país. É muito triste”, disse.
“Nunca utilizamos a fé, a religiosa para fazer disputa política”, comentou, ao abordar a história do partido. Gleisi frisou que não é papel de pastores ou de igrejas pregarem mentiras, e sim a solidariedade e o amor. “Mas tenho certeza de que venceremos isso, porque a verdade sempre vence. Sigamos juntos, pela verdade, pela vida e fé que temos”.
A deputada federal Benedita da Silva, do Núcleo de Evangélicos do PT, lamentou o uso da religião para disputa política, “fazer o uso de uma liderança diante de nossas igrejas para transformar o culto em palanque”.
“Não é possível uma liderança se apossar de um púlpito, que prega a paz, o amor a vida inteira, e depois isso serve como uma interpretação fora do contexto bíblico, do objetivo de Jesus”, exclamou Benedita.
“Ainda não matamos a fome de milhões e milhões, mas temos uma pessoa que pôde tirar mais de 36 milhões da miséria”, apontou. “Não queremos mais fome, não podemos concordar com famílias inteiras dormindo na rua, isso não é de Deus”, concluiu Benedita.
“Estou mujo preocupado com o que está acontecendo no país, há uma política de Estado colocando irmão contra irmão”, pontuou o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.
“É muito triste ver padres, pastores, sendo agredidos, isso não pode ser o Brasil. Isso não vai nos levar à prosperidade econômica, ao desenvolvimento social, à paz que tanto ansiamos”, alertou Haddad. “Vamos lutar muito, até dia 30, para colocar na Presidência alguém digno do cargo, e é o presidente Lula”, concluiu.
“Nós optamos ficar ao lado da verdade”, afirmou o pastor Ariovaldo Ramos. “Somos contra essa onda de fake news, o uso da nossa fé para espalhar a mentira, a inverdade e destruir o nosso povo”.
O pastor brincou sobre o propósito da reunião: “Tivemos de pedir ao presidente vir aqui e dizer ao nosso povo que irá continuar não fazendo o que nunca fez”, disse, arrancando risos da plateia. Ele referiu-se às fake news de Bolsonaro de que Lula iria mandar fechar igrejas depois de eleito.
“O senhor sempre nos tratou com honra e deferência”, agradeceu o pastor, lembrando ainda que foi Lula quem atendeu o anseio dos evangélicos quando promulgou a lei de liberdade religiosa no país, em 2003.
Marina Silva, eleita deputada federal pela REDE (SP), alertou para a injustiça cometida pelos que acusam Lula, de modo leviano, de que vai fechar igrejas. “São pessoas que, muitas vezes, foram ao Palácio [do Planalto], sentaram com o senhor, oraram, viram leis sancionadas pelo senhor, isso é doloroso”, frisou.
Marina observou que a Bíblia ensina que se deve lutar pelos necessitados, vulneráveis e os que se encontram “desolação”. “Esse compromisso com os vulneráveis já está mais do que provado, com os programas que fizeram diminuir o sofrimento do povo. “Saímos do Mapa da fome para onde, infelizmente, voltamos”.
Eliziane Gama, senadora do Cidadania (MA), classificou o encontro de Lula com os evangélicos como histórico. “É o momento em que o presidente Lula fala com o Brasil, com o povo evangélico, para suplantar as fake news, as mais absurdas, que estão sendo distribuídas Brasil afora.
“É o momento de seu reconhecimento de que temos um estado laico, mas também com a compreensão de que temos uma diversidade religiosa grande, uma pluralidade, onde todos devem ser alcançados pelo serviço e política públicos”, enfatizou.
Candidata a vice-governadora de São Paulo na chapa de Haddad, Lucia França pediu que Lula e Alckmin abracem a causa dos evangélicos e que cuidam dos jovens em drogadição, citando o exemplo do próprio irmão caçula.
“Essa é a maior mazela a entrar nas nossas famílias e, sem o apoio das igrejas, a gente não consegue um milgare, precisamos das igrejas”.
Antes do discurso de Lula, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, leu a carta aos presentes. Após, os presentes participaram de uma oração. Diz um trecho da carta:
“Em meio a este triste escândalo do uso da Fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu Governo jamais vai usar símbolos de sua Fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da Fé”.
Leia da íntegra a Carta Compromisso aqui.
Fonte: Site oficial do PT
Evangélicos também vão às ruas pelo ‘Fora, Bolsonaro’
‘Se Jesus estivesse aqui, de que lado ele estaria senão o das viúvas, dos órfãos e das pessoas que morrem de fome?’
POR COALIZÃO EVANGÉLICA CONTRA BOLSONARO
21.07.2021
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT Bahia, em ato de 29 de maio contra o presidente Jair Bolsonaro - Divulgação
Diversos coletivos evangélicos e algumas igrejas se reuniram, em 2 de julho passado, em uma plenária para juntar esforços e se organizar para os atos do sábado, 3 de julho, pelo “Fora Bolsonaro”.
Os coletivos entendem que o momento histórico no qual nos encontramos convoca as pessoas evangélicas a se posicionarem politicamente pela vida e contra este governo que tem ceifado milhares de vidas pela fome, pela Covid-19 e pelo caos social instalado na presidência de Jair Bolsonaro. Nesta plenária, o grupo que conta, até a redação deste texto, com 47 coletivos integrantes, deliberou por usar a chamada nos atos de 3 julho, “Evangélicos pelo Fora Bolsonaro”.
Além de discorrer sobre a conjuntura nacional, o grupo discutiu sobre métodos e táticas para enfrentar os fundamentalismos religiosos na política brasileira. Religiosos que usam seus poderes eclesiásticos para articular com o neoliberalismo um ataque orquestrado contra os mais pobres, por meio do apoio às reformas trabalhista, previdenciária e administrativa. Um modo de usar a religião como poder político, social e econômico por meio do uso dos meios de comunicação e acordos financeiros.
Naquela reunião, na qual se evidenciou que existem pessoas evangélicas que não apoiam Bolsonaro, aconteceram ataques cibernéticos com o intuito de nos amedrontar e frear nossa ação, mas não tiveram êxito! Não nos calarão e provamos isso nos atos de 3 de julho: inúmeros blocos evangélicos foram às ruas sob o mote: “Ele veio para matar, roubar e destruir”, texto da Bíblia no livro de João 10.10 que norteia nossa ação: Cristo veio para a vida em abundância, então aquele que tem atentado contra a vida das brasileiras e dos brasileiros e se esconde atrás de uma máscara religiosa, não pode vir da parte do verdadeiro Cristo, e é por isso vamos às ruas! Em continuidade das ações destes coletivos, em 12 de julho, o grupo se reuniu novamente, deliberando a participação dos blocos evangélicos nos atos do próximo 24 de Julho.
Desta vez, o grupo definiu a criação da Coalização Evangélica Contra Bolsonaro, que terá por mote nas ruas “Evangélicos pelo Fora Bolsonaro”, e como versículo bíblico inspirador: “Ele veio para matar, roubar e destruir” (João 10.10).
Portanto, foi neste dia 12 de julho de 2021 que nasceu a Coalizão Evangélica contra Bolsonaro, presente em todas as regiões do país, representada pelos grupos signatários do MANIFESTO DA COALIZÃO EVANGÉLICA CONTRA BOLSONARO, que será lançado na quinta feira, 22 de julho, às 19h, nas páginas e perfis dos coletivos que integram essa coalizão, no Facebook, no Instagram e no Twitter (ver a lista ao final deste texto).
Nós nos manifestamos, tomando as ruas, porque nossa espiritualidade não é compatível com um presidente que apoia o acúmulo de riquezas beneficiando os ricos, quando os pobres morrem de fome, de violência policial e de Covid. Seguimos profetizando e denunciando as injustiças promovidos por aqueles que usam o nome de Deus em vão. Perguntamos as pessoas evangélicas brasileiras: se Jesus estivesse aqui, hoje, de que lado ele estaria, senão do lado das viúvas que perderam seus companheiros, dos órfãos que perderam seus pais e com as pessoas que morrem de fome?
Não fugimos de nossa responsabilidade histórica de estar do lado da vida, e vida em abundância, como o próprio Cristo disse: uma vida digna em que o bem-viver seja a realidade das brasileiras e dos brasileiros. Gritamos “Fora Bolsonaro!” Denunciamos aquele que veio para matar pessoas, roubar vacinas e destruir o Brasil!
São estes os 47 coletivos que fazem parte da Coalização Evangélica Contra Bolsonaro, que se encontram no campo progressista, e que organizam o movimento “Fora Bolsonaro” no contexto evangélico.
NORDESTE (20)
Aliança de Batistas do Brasil – BA
Cristãos Contra o Fascismo – BA
Cuxi Coletivo Negro Evangélico – Salvador/BA
Evangélicas Pela Igualdade de Gênero (EIG) – BA
Evangélicxs pela Diversidade – BA
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – BA
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – MA
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – PB
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito –SE
Movimento Negro Evangélico – BA
Movimento Negro Evangélico – PE
Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil (MOSMEB) – BA
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – PB
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – MA
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – RN
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) Bahia – BA
Rede Fale – BA
Revista Zelota
NORTE (02)
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – PA
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – AM
SUL (04)
Cristãos Contra o Facismo – RS
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – PR
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – PR
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – SC
SUDESTE (16)
Coletivo Esperançar Cristãos Contra o Fascismo – SP
Evangélicas Pela Igualdade de Gênero (EIG) – SP
Evangélicxs pela Diversidade
Frente Cristã Socialista – SP
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – MG
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – RJ
Frente Evangélica pela Legalização do Aborto
Movimento Negro Evangélico – RJ
Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil (MOSMEB)
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – MG
Paz e Esperança Brasil
Plataforma Intersecções
Rede de Mulheres Negras Evangélicas
Rede Fale
Revista Zelota
CENTRO OESTE (05)
Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (ANNEB)
Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do Distrito Federal (COMOR-DF)
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – DF
Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT) – DF
Refugo (Movimento Cristão Progressista) – GO
Extraido de : Carta Capital
Integrantes de grupos religiosos participam de ato na avenida Paulista no Dia Internacional da Mulher - Júlia Zaremba/Folhapress
Publicado em 11/09/2020 16h11
Militantes do Núcleo das Evangélicas e Evangélicos do PT (NEPT) participaram do seu II Encontro Nacional nos dias 4 e 5 de setembro, quando aprovaram um documento direcionado ao povo evangélico a respeito dos desafios que representam as eleições municipais de 2020.
Na carta, o NEPT alerta para crise social e econômica que atinge o Brasil sob o desgoverno de Jair Bolsonaro e a falta de ação governamental diante da pandemia da Covid-19 que já matou 130 mil pessoas no país, além dos crimes ambientais, da violência, da recessão e da fome que ameaça os brasileiros mais vulneráveis.
O documento também chama atenção da população para “que busque discernimento e informações em fontes verdadeiras acerca da realidade política nacional, não dando atenção às falsas notícias que se multiplicam pelas redes sociais”. E aborda também a perseguição política praticada pelo atual governbo.
“O retorno da perseguição política através de dossiês suspeitos com visível abuso de autoridade. Além da incapacidade de governar com o enfraquecimento da nação, crise diplomática e perda de soberania. O Brasil é vergonha no cenário internacional”, denuncia um trecho do documento.
Abaixo, a íntegra do documento do NEPT para o povo evangélico.
II ENCONTRO NACIONAL DO NÚCLEO DE EVANGÉLICAS E EVANGÉLICOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
CARTA AO POVO EVANGÉLICO DIANTE DOS DESAFIOS DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020
“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão.” Gálatas 5:1
Nós, militantes do Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do Partido dos Trabalhadores (PT), representantes de várias unidades da federação reunidos nos dias 4 e 5 de setembro de 2020. Somos filiadas(os) e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) evangélicos e protestantes das diversas denominações, comprometidos com a construção do projeto democrático popular, fortalecimentos da democracia e a busca da justiça para todos.
Que, diante do lamentável cenário e considerando que o Governo Bolsonaro não apresenta qualquer proposta de solução, diante do agravamento desta crise econômica-social e para a pós pandemia, consideramos de fundamental importância pronunciarmos às brasileiras e brasileiros, à luz do Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.
O Brasil encontra-se mergulhado numa crise sanitária em decorrência da pandemia do Covid-19 que já contagiou mais de 4 milhões de pessoas levando a óbito mais de 130 mil, fruto do descaso das autoridades públicas que debocham do povo.
Em caso inédito mais de 200 mulheres morreram durante a gravidez e no período pós parto pela contaminação pelo Covid-19, mais da metade, faleceram por não ter assistência e tratamento adequados. Os dados dizem que, as mulheres negras, mais que o dobro das brancas, são as mais vulneráveis. O Brasil lidera as estatísticas de viúvas e órfãos em decorrência da pandemia. Somos desafiados a missão bíblica de “cuidar das viúvas e dos órfãos” (Tiago 1:27).
Diante deste cenário calamitoso, expressamos a nossa imensa solidariedade e nos irmanamos ao sofrimento de milhões de famílias enlutadas. Rendemos Graças a Deus pelos profissionais da saúde, enfermagem, cientistas e pesquisadores, que se dedicam incansavelmente a busca de soluções, cuidando da vida nesta tragédia. Por reconhecer o dom e cuidado divinos. E, repudiamos aqueles que em nome de uma fé atrasada, demonizam e desprestigiam as ciências e o conhecimento.
Em decorrência, a crise econômica, o nosso país mergulha em uma recessão, agravando os índices de desemprego (41 milhões), pobreza (70%), fome e sofrimento as populações vulneráveis do campo e das cidades. Pior, opta em pagar os juros da dívida pública com as reservas econômicas dos governos, Lula e Dilma, privilegiando o sistema financeiro, trocando a vida do povo pelo lucro dos bancos.
E uma profunda crise política, da democracia e desrespeito à constituição. Com denúncias e violações gravíssimas dos direitos humanos, sociais e ambientais. Com invasões violentas, apoiadas pelo estado de territórios consolidados das populações indígenas, quilombolas, sem-terra e destruição do meio ambiente. E o aumento das agressões e mortes das populações jovens, negras, LGBTQI+, sem teto das periferias das cidades.
Somados, a perda de direitos das trabalhadoras e trabalhadores, o crescimento da informalidade e o abandono das políticas públicas como: saúde, educação, moradia, transporte e lazer que são universais e conquistados ao longo de décadas de lutas.
O retorno da perseguição política através de dossiês suspeitos com visível abuso de autoridade. Além da incapacidade de governar com o enfraquecimento da nação, crise diplomática e perda de soberania. O Brasil é vergonha no cenário internacional!
Ainda assim, intituladas autoridades eclesiásticas, com grande poder político, econômico e de comunicação, difundem mentiras, ódio e preconceito em nome da população evangélica. Aliam-se ao atraso, a este governo, aos opressores do povo, as elites econômicas-financeiras, ruralistas e milicianos em benefício próprio.
É preocupante as crescentes suspeitas e denúncias de crimes financeiros, assassinato, pedofilia no meio político-evangélico de ferrenhos defensores deste governo e seu presidente. Mercadejam e falsificam a palavra. Esses não nos representam, envergonham!
Além das denúncias e escândalos que envolvem a família do atual presidente da república e parte da cúpula do seu governo de corrupção, desvio de recursos públicos, atrelamento as milícias, como nos casos de Fabrício Queiroz, Marielle Franco e Anderson Gomes.
Sabemos que “o pai de toda mentira é Satanás” (João 4:44). Os “lobos vestidos de cordeiro” (Mateus 7:15-20) infiltrados nas casas de adoração enganam o povo e promovem todo tipo de ódio e intolerância. Por causa desses falsos profetas o povo evangélico carrega a pecha de ter-se aliado as forças fascistas que promovem o ódio e a morte em nosso país.
Assim, conclamamos à população que busque discernimento e informações em fontes verdadeiras acerca da realidade política nacional, não dando atenção às falsas notícias que se multiplicam pelas redes sociais.
Denunciem às autoridades competentes, o abuso do poder religioso, o uso dos púlpitos com fins eleitorais e a manipulação de informações de líderes religiosos. Diante do caos em que vivemos, Jesus nos alerta e nos chama ao discernimento: “Cuidado, que ninguém os engane. Pois, muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Messias!’ e enganarão a muitos” (Mateus 24:4-5).
Pois, eles dizem que defendem a família, mas vivem em relações desprezíveis e por vezes, criminosas. Eles dizem que defendem a vida, mas são a favor da necropolítica, a violência e o direito de o estado matar, como demonstram os gestos de armas dentro dos templos de adoração. Mas a bíblia diz: “Os céus e à terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.” (Deuteronômio 30:19)
Por isso, reafirmamos. A única autoridade que reconhecemos e deve governar a vida do crente, baseia-se na inspiração e livre exame da Palavra de Deus, mediada pela vida, prática e fé em Jesus Cristo, ao qual rendemos todas à Glórias e Nele firmamos às nossas esperanças na busca de um mundo de justiça, paz e alegria no Espirito.
O Povo evangélico é temente, solidário, amoroso, pacifico que labuta e dobra os joelhos, todos os dias em orações pela vida, saúde, proteção e para que, as autoridades trabalharem pelo bem-estar comum e o crescimento do nosso país.
O povo evangélico é trabalhador, vive humildemente, acorda cedo em busca do sustento da família, viajam em ônibus lotados expostos ao contágio da doença tornando-se parte da população vulnerável, igual ao povo de Israel no Egito, o crente busca a libertação de todo sofrimento e exploração.
As eleições municipais de 2020, em novembro deste ano é uma excelente oportunidade para começar as mudanças dos rumos da política em nosso país, através do voto, na escolha de Prefeitas(os) e Vereadoras(es) comprometidos com a maioria da população na execução de políticas sociais, crescimento e distribuição de renda nas cidades.
Milhares de irmãs e irmãos evangélicos, petistas, aceitaram esse grande desafio e apresentaram suas candidaturas em todo o país pelo Partido dos Trabalhadores. O PT respeita os valores cristãos, a vida, a liberdade, a ordem e os direitos inalienáveis de cada cidadão, independentemente de crença, raça ou escolhas pessoais. Defende a democracia, onde, a liberdade de opinião e busca de soluções aos problemas comuns, respeitando a diversidade e pluralidade da nossa sociedade.
Entendemos que nesta disputa eleitoral é fundamental, derrotar o fascismo e o bolsonarismo; retomar as liberdades democráticas e religiosas contra toda a intolerância e preconceito; defender o estado e a igreja, imparciais, autônomas, separadas; defender os direitos do povo trabalhador; e defender a construção de uma sociedade economicamente justa, igualitária, ambientalmente sustentável, contra toda e qualquer injustiça e exclusão.
Neste sentido, convocamos o povo evangélico a se unir e disputar os rumos da sociedade, em favor de um projeto de nação que cuide da vida do povo, com especial atenção da saúde, emprego, alimentação, renda, direitos sociais no pós-pandemia nos municípios brasileiros.
Setembro de 2020
Na Paz e Bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Militantes do Núcleo das Evangélicas e Evangélicos do PT (NEPT)
Fonte: Site oficial do PT
No estado grupo existe ha dois anos e está organizado em 10 municípios; lideranças apostam em diálogo direto com a população
Publicado em 22/03/2022
Com foco na campanha pela eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, o diretório estadual do PT trabalha no fortalecimento do Núcleo dos Evangélicos e Evangélicas do Partido dos Trabalhadores (Nept) em Goiás. O movimento é nacional e já está organizado em pelo menos 21 estados. O foco na eleição deste ano partiu de Lula, que solicitou atenção no diálogo com o segmento.
No Brasil, a população evangélica se divide em diferentes denominações e grupos. Desde a eleição de 2018, chama atenção o apoio de lideranças do meio a Jair Bolsonaro (PL). Apesar de ser católico, o presidente mantém diálogo próximo com pastores de igrejas com abrangência nacional desde o período da pré-campanha de 2018.
Em Goiânia, Bolsonaro já visitou em duas oportunidades a Assembleia de Deus Madureira, liderada por Oídes José do Carmo, irmão do senador Luiz do Carmo (sem partido).
No PT, a aposta é no peso do descontentamento do público evangélico com a economia e com a gestão de Bolsonaro. À frente do Nept nacional, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) afirma que o foco do PT é no diálogo com “o povo evangélico” e não necessariamente com seus líderes (leia mais abaixo).
Pesquisa PoderData, realizada de 13 a 15 de fevereiro de 2022, indica que Bolsonaro receberia 44% dos votos do público evangélico no 1º turno da eleição, contra 32% de Lula.
Coordenadora do Nept em Goiás, Hiranildes Lôbo conta que, por aqui, o grupo existe há cerca de dois anos e está organizado em 10 cidades, mas o objetivo é chegar aos 246 municípios goianos.
Com reuniões mensais de trabalho e movimentação em grupo de WhatsApp e nas redes sociais, o objetivo é, segundo a coordenadora, mostrar que existe afinidade entre políticas públicas propostas e executadas pelo o PT e as demandas do público evangélico.
Segundo Hiranildes, o grupo foi criado para contrapor entendimento de que todos os evangélicos são aliados a Bolsonaro e concordam com suas ações. “Existem lideranças ligadas a ele. Mas te digo que existem muitos evangélicos que estiveram com Lula e estão enxergando a tremenda barbárie que é esse governo. Aquele que verdadeiramente lê a Bíblia e enxerga a Bíblia de forma verdadeira e profunda, sabe que Bolsonaro não tem nada a ver com os cristãos”, diz a coordenadora.
Ela cita o posicionamento contrário do presidente à vacina da Covid-19 como argumento.
Para a coordenadora, políticas públicas aplicadas pelo PT voltadas para alimentação de famílias pobres e direito à educação para diferentes classes sociais são temas intimamente ligados ao princípio evangélico de “olhar pelos órfãos e viúvas”.
Hiranildes afirma que o objetivo do Nept neste momento é criar maior proximidade com o segmento, mas não há certeza se será possível atingir lideranças representativas do meio.
Presidente do PT em Goiás, Katia Maria afirma que a executiva estadual está com a organização do núcleo avançada. “Para nós não é uma disputa entre as religiões, mas uma disputa de projeto de sociedade, que tem adeptos em todas as denominações religiosas, que defendem uma sociedade mais justa e fraterna.”
Em Goiás, o pré-candidato do PT ao governo é o ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Wolmir Amado. Apesar da ligação com a igreja católica, lideranças do PT dizem que este fator não será problema para que ele auxilie no diálogo com o público evangélico.
Esta é a visão de Hiranildes e do deputado federal Rubens Otoni. O parlamentar afirma que o pré-candidato é preparado para dialogar sobre o tema, sobre o qual tem domínio.
Otoni diz que está otimista em relação ao trabalho do PT com o setor evangélico e conta que lideranças de diferentes denominações do interior do estado têm procurado o partido para demonstrar apoio a Lula. Isso ocorre, segundo o deputado, mesmo nos municípios em que ainda não há núcleo organizado.
Questionado sobre qual é o foco do PT em um cenário em que parte dos líderes evangélicos se aproximou de Bolsonaro, o deputado respondeu que o partido dará atenção “à vida do povo”.
“Venderam a ilusão de que a situação iria melhorar, e o que ocorreu foi retrocesso. A maioria da população evangélica é de classe média e baixa, e está sofrendo as consequências dos desmandos do governo Bolsonaro. Nosso foco é a vida do povo”, diz.
Estratégia
Professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), Pedro Mundim avalia que, do ponto de vista eleitoral, é interessante que o PT invista no diálogo com evangélicos por este segmento ser um importante ponto de apoio para o atual presidente. “O PT não podia entregar esse público na mão de Bolsonaro.”
Para Mundim, apesar de este ser um grupo que, em geral, é motivado por valores, é preciso entender como este público vai se comportar politicamente. “Além de ser evangélica, essa pessoa tem renda e sofre com aumentos de preços e com outras dificuldades”, afirma.
3 Perguntas para Benedita da Silva (Deputada federal pelo Rio de Janeiro, é coordenadora nacional do Núcleo dos Evangélicos do PT)
1- O presidente Lula pediu que o partido investisse na formação de núcleos evangélicos nos estados. O que está sendo feito para viabilizar essa aproximação?
Nós temos o Núcleo dos Evangélicos do PT em 21 estados. Estamos produzindo um material para iniciar o diálogo com os evangélicos, mas não necessariamente do PT, porque esses já sabem e estão dentro. Nós estamos dialogando em cima das políticas públicas do presidente Lula. Não tem nenhuma receita. É falarmos da verdade, do que foi feito no governo do Lula, para trazer à memória aquilo que foi importante para o País e que atingiu número considerável de evangélicos. Os evangélicos estão em crescimento e é preciso ter um olhar para a contribuição que eles podem dar na formulação de uma política para esse País sair do sufoco. Não é apenas fazer uma discussão de costumes. Se a gente só fazer uma discussão de costumes, isso não muda a economia, não vai trazer empregos para as pessoas. O PT nunca trabalhou contra os valores e crenças dos evangélicos. A contribuição do PT com os evangélicos sempre aconteceu. E aconteceu pela execução de políticas sociais que mudaram a realidade do povo brasileiro e mudou também a vida dos evangélicos, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Brasil sem Miséria, Luz para Todos, Mais Médicos, o programa das universidades. É importante dizer que das 24 milhões de famílias brasileiras que compraram geladeira, 8 milhões eram lares de evangélicos. A gente quer dialogar sobre uma política abrangente, uma política para o Brasil, de inclusão, de desenvolvimento e respeito à Constituição. Nós temos uma Constituição, em que está o direito da liberdade de culto. Não tem por que agora, no caos em que o Brasil está metido, não dialogar com os evangélicos, até mesmo com aqueles que votaram com o Bolsonaro.
2- Quais lideranças evangélicas que já estão com o PT neste projeto e como é a participação delas?
Sempre que falam “lideranças evangélicas estão com fulano ou ciclano”, estão falando da cúpula da igreja, dos pastores. Nós estamos falando de evangélicos e evangélicas. Nós estamos falando para o povo evangélico. E o povo evangélico está na classe média e classe alta, mas a maioria é da classe popular. É esse diálogo que queremos e estamos fazendo. É a senhora que está lá no pico do morro, é evangélica e cuida do seu netinho e precisa ter escola. Que haja boa qualidade de água e de saneamento para as pessoas. Quem pode ficar contra isso? Acho que nenhum cristão fica contra isso. No governo de Lula, 38 milhões de negros e negras tiveram acesso a água de qualidade e saneamento adequado. Destes, 13 milhões eram evangélicos. Como falar em evangélico é muito abrangente, você vai encontrar evangélicos em movimentos sociais, nos partidos políticos, como o nosso, no movimento das mulheres, dos negros, dos trabalhadores rurais. Estamos dialogando com essas pessoas sobre seu salário, sobre seu emprego ou desemprego. Falam que os evangélicos estão todos com o governo (Bolsonaro). Não estão. Isso não é verdade. A começar pelo meu partido. A gente quer fazer essa discussão e mostrar que evangélicos também votam no PT. O Haddad teve 30% de evangélicos votando com ele. Não é pouca coisa para uma campanha que foi em cima da hora, todo mundo estava esperando o Lula, mas prenderam o Lula. Não tem nenhuma estratégia invisível. Ela é pura e transparente, é conversar com as pessoas.
3-O pré-candidato ao governo de Goiás do PT, Wolmir Amado, é ligado à igreja católica. O PT também tem raízes na igreja católica. Isso atrapalha o plano?
Nunca atrapalhou. Os evangélicos não brigam com os católicos. A nossa disputa de ideias não é uma guerra religiosa da igreja X ou Y. Temos outros segmentos religiosos com os quais também dialogamos e que em Goiás há de ter, como católico, evangélico, candomblecista. E um candidato ao governo dialoga com todo mundo. O Lula também recebe apoio de religiosos católicos. Temos nosso setorial inter-religioso no PT que dialoga com todas as formas das religiões. Não atrapalha em absolutamente nada.
Fonte: O Popular
Publicado em 08/01/2020 23h1
O fenômeno evangélico na atualidade encontra-se no epicentro da questão política, como uma das ferramentas religiosas que interpretam e justificam este sistema de exclusão. Nessa costura entre discurso religioso e político opostos à Palavra de Deus, apresentam-se os desafios sobre o papel das cristãs e cristãos e a nossa responsabilidade social de, como cidadãs e cidadãos, rever a nossa atuação e compromisso com a sociedade, com o próximo e, principalmente, com os pobres do nosso país e do mundo. O Partido dos Trabalhadores, tem na sua trajetória de formação a criação de núcleos.
Frente a isto, traçamos estratégias para contemplar parte dos grandes desafios apontados sobre a realidade. Afirmando a defesa do Estado Laico e compreendendo que se torna necessário agir, para fortalecer espaços de atuação e formação de evangélicas e evangélicos, filiadas, filiados e simpatizantes ao PT; apoiar, participar e dialogar com movimentos sociais; criar espaços de acolhimento, inclusão e afeto para todas as pessoas, especialmente aquelas em sofrimento; e contribuir na construção de modos de leitura e de interpretação da Bíblia, a Palavra de Deus, que nos capacitem para atuarmos, conforme a sabedoria do Espírito e os ensinamentos de Cristo, desenvolvendo práticas libertárias, inclusivas e plurais em nossas comunidades de fé e no mundo.
Portanto nós, Evangélicas e Evangélicos, militantes do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, reunimo-nos na cidade de São Paulo, nos dias 05 e 06 de abril de 2019, das 5 regiões do Brasil e de diversas denominações para participar do 1o Encontro Nacional do Núcleo de Evangélicos do PT, crendo no Deus de amor, justiça e equidade, testemunhado no Evangelho libertador, inclusivo e pacificador de nosso Senhor Jesus Cristo.
Reafirmamos nosso compromisso de fé e justiça e nos irmanamos a todos e todas que queiram estar nessa caminhada conosco. Assim, sob a égide do evangelho, lembramos as palavras do apóstolo Tiago: “Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos.” (Tg 5:4) Até o segundo encontro nacional do núcleo de evangélicos e evangélicas do PT.
Fonte: Site oficial do PT
13/11/2015 19:04
Por iniciativa do deputado Luiz Fernando Teixeira, realizou-se nesta sexta-feira, 13/11, na Assembleia Legislativa, o 1º Encontro de Evangélicos do PT do Estado de São Paulo.
Segundo o parlamentar, o evento faz parte de uma iniciativa para estruturar um núcleo evangélico dentro do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo, ideia que se fortaleceu após a realização de dois encontros em Brasília, com a participação de representantes evangélicos de diversas unidades da Federação.
"Estamos pensando em como nos articular mais e melhor para ajudar a realizar, no país, as transformações com que sonhamos. Vamos organizar núcleos dentro do PT em cada município", propôs Luiz Fernando.
A deputada Benedita da Silva (PT/RJ), que se definiu "PTcostal", apoiou a iniciativa do parlamentar paulista. "Vamos fazer um debate para que não haja contradição entre fé, política e orientação partidária, com transparência, para combater possíveis discriminações internas", afirmou Benedita.
Ela lamentou o fato de, mesmo num Estado laico, os problemas atuais do país e as dificuldades enfrentadas pelo PT não estarem sendo discutidas "à luz da palavra de Deus". Ela propôs que já dentro das redes sociais "marquemos nosso posicionamento cristão com relação a tudo que está acontecendo".
A necessidade de que se fortaleçam, dentro do PT, valores de referência propostos pela religião foi destacada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT/SP). "Os valores cristãos nos mostram a responsabilidade de cuidar de toda a criação de Deus", observou Tatto, incluindo nesse espectro de cuidados desde o respeito aos direitos básicos até a atenção com o meio ambiente. "É preciso mobilizar os evangélicos dentro do projeto político para o Brasil", arrematou.
Integrante do grupo Evangélicos pela Justiça, Geter Barbosa afirmou que ser evangélico e petista acarreta enfrentar uma série de dificuldades e desafios. "Necessitamos nos organizar melhor, e não só nos períodos eleitorais, para aumentar nossa capacidade de contribuição para o enfrentamento de problemas sociais e a defesa da democracia", disse.
Para Barbosa, a ameaça a programas como o Bolsa Família e outros avanços sociais exige militância redobrada e para isso o núcleo evangélico petista pode contribuir "combatendo o ódio com o amor, a vontade de retrocesso com a vontade de avanço".
Definindo-se como eleitor petista, e não membro do partido, o pastor Ariovaldo Ramos, avaliou que boa parte da comunidade evangélica recuou em relação ao apoio às causas defendidas pelo PT, num momento em que a menção à sigla passou a ser considerada uma ofensa.
"Não tenho vergonha de ser petista e evangélico. Acredito nesse projeto [do PT] porque é um projeto que venceu a fome, tirou 40 milhões de brasileiros da miséria, construiu um mercado interno e transformou o Brasil num país de justiça", declarou.
O projeto do Partido dos Trabalhadores optou por cumprir a pauta de Jesus, contra a fome e a segregação, a favor do acolhimento e dos direitos humanos, com políticas sociais nas áreas do trabalho, meio ambiente, transporte e saúde, entre outras, avaliou o pastor Ariovaldo.
O vereador paulistano Paulo Fiorillo, presidente do Diretório Municipal do PT, elogiou a iniciativa de formação do núcleo evangélico no partido e apontou a importância de valorizar o debate e fortalecer ações depois do encontro realizado nesta sexta-feira. Ele aventou ainda a hipótese de realização de um encontro de evangélicos na capital e de expansão dos núcleos no interior do Estado.
Extraído de: Portal da ALESP