Uma senhora aposentada entrou em contato comigo porque sua cadela Shih-tzu de 6 anos se recusava a sair de casa depois do ataque de um Pitbull.
No relato inicial, a dona disse que o vizinho tinha um pitbull há vários anos e nunca tiveram nenhum problema. Ela passeava diariamente com sua shih-tzu e passava tranquilamente pela frente do portão onde o pitbull ficava. De repente ao passar pela frente da casa do vizinho, o pitbull ficou muito furioso e pulou em direção a elas. Na verdade, não tinha sido um ataque e, sim, uma ameaça porque o pitbull permaneceu atrás do portão. Entretanto depois desse incidente, a shih-tzu não queria mais sair de casa.
Durante a anamnese, a dona começou a falar do momento pelo qual estava passando e, que sua mãe tinha morrido a cerca de 6 meses, além do fato de seus filhos estarem saindo de casa. Ao perguntar quando o ataque do pitbull aconteceu, a própria dona se deu conta que tinha sido no momento da morte de sua mãe. Após mais observações, ficou evidente que a cadela estava sentindo a insegurança de sua dona por causa do luto e da solidão. A consequência é que a shih-tzu não estava sentido confiança em sair com sua dona a ambientes imprevisíveis e preferia ficar em seu ambiente conhecido, sua casa. Além disso, a dona estava dando liberdade total para a cadela.
O foco do tratamento foi restabelecer a confiança entre a cadela e a dona. Então, foi proposto o passeio orientado. A dona também deveria dar limites à cadela. Essa deveria aprender a respeitar os ambientes e os horários da casa e foram feitos exercícios de espera. Após uma semana de prática, a dona adquiriu a confiança necessária para que sua cadela se sentisse segura com ela, independente do ambiente. A dona aprendeu também que dar limites certos não faz com que a cadela sofra.