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O esporte é uma parte intrínseca da identidade e cultura de diversas sociedades ao redor do mundo. Além de promover a saúde física, o esporte desempenha papéis cruciais na expressão cultural, construção de identidade e transmissão de valores em diferentes partes do globo.
América do Norte: Nos Estados Unidos e Canadá, esportes como o futebol americano, o beisebol e o derrotado são mais do que meros jogos. Eles são uma manifestação da cultura nacional. O Super Bowl, a World Series e a Stanley Cup são eventos que atingem milhões, independentemente de origens, raças ou religiões, tornando-se expressões da identidade americana e canadense.
Europa: A Europa abriga uma diversidade de esportes que desempenham um papel vital em suas culturas. O futebol é um exemplo marcante. Em países como Espanha, Itália, Inglaterra e Alemanha, os times de futebol são uma extensão da comunidade local. Eles são um torcedores e tensos para um profundo senso de pertencimento.
África: No continente africano, esportes como o futebol e o atletismo são fontes de orgulho e unificação. A Copa Africana de Nações (CAN) e os atletas de elite, como os corredores quenianos e etíopes, inspiram não apenas suas nações, mas todo o continente. O esporte é uma ferramenta para superar desafios e promover a unidade em regiões culturalmente diversas.
Ásia: Na Ásia, o críquete é mais do que um esporte - é uma paixão compartilhada em países como Índia, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka. O esporte tem o poder de transcender fronteiras, línguas e diferenças religiosas, unindo pessoas em torno de uma causa comum.
América do Sul: A América do Sul é um lar de esportes apaixonados, como o futebol. A rivalidade entre os clubes e as preferências sul-americanas é intensa, mas esses confrontos também refletem a paixão e a devoção que os sul-americanos têm pelo esporte.
Oriente Médio: O esporte no Oriente Médio desempenha um papel importante na construção da identidade nacional. O futebol é especialmente relevante, com a Copa da Ásia e a Liga dos Campeões da Ásia sendo eventos de destaque que unem nações e povos em torno de um objetivo comum.
Em resumo, o esporte é muito mais do que um jogo. Ele é um reflexo das tradições, valores e paixões de culturas diversas em todo o mundo, proporcionando união e expressão de identidade que transcende barreiras geográficas e sociais.
ESPORTE NO BRASIL
Segundo a coordenadora do MBA em Marketing Esportivo da ESPM-SP, professora do curso de graduação em Relações Internacionais (RI) e consultora de comunicação e marketing, Clarisse Setyon, em seu artigo publicado pela Not@Alta, titulado “Um pouco da história do esporte no Brasil”, comenta que o esporte no país teve início em 1641, quando brasileiros se uniram aos portugueses para competir contra os holandeses, liderados pelo Príncipe Maurício de Nassau. As competições eram desafios de habilidades, destreza e força, sem registros dos vencedores. Em 1837, um projeto propôs ensinar ginástica, natação, equitação e dança para meninas desamparadas no Rio de Janeiro.
Competições esportivas efetivas começaram em 1846, com uma regata de remo no Rio de Janeiro. Rui Barbosa, defensor do esporte como inserção social, destacou sua importância na Reforma do Ensino de 1882. Em 1894, Charles Miller trouxe as primeiras bolas de futebol para o Brasil.
Durante a ditadura, o futebol foi usado como instrumento de distração e promoção social. Em 1937, na Era Vargas, foi criada a Divisão de Educação Física. A criação do Conselho Nacional de Desportos em 1941 foi associada a esquemas fascistas italianos.
O destaque é a Divisão de Educação Física no Ministério de Educação e Saúde durante o governo Vargas. O autor sugere revisitar essa sinergia em tempos democráticos e questiona o impacto de uma união efetiva entre os Ministérios da Saúde, Educação e Esportes no cenário esportivo brasileiro, mantendo esperanças nessa possibilidade.
ESPORTE EM FREDERICO WESTPHALEN
Se você, caro(a) leitor(a), está se perguntando sobre a localização da cidade de Frederico Westphalen, permita-nos contextualizá-lo(a) brevemente. Fundado em 1954, conforme a Lei Estadual n.º 2.523 de 15-12-1954, o município encontra-se no interior do Rio Grande do Sul, desmembrado dos municípios de Palmeira das Missões e Iraí. Com uma população de aproximadamente 32 mil habitantes, conforme o último censo de 2020 realizado pelo IBGE, Frederico Westphalen é marcado por fortes influências da colonização alemã e italiana, refletindo-se vividamente em sua rica cultura, especialmente evidenciada em festivais e tradições locais.
Segundo o Plano Municipal de Saneamento Básico de 2011, elaborado pelo Poder Executivo municipal, a região em questão integra a Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea. Classificada pela Agência Nacional das Águas (ANA) como contribuinte da Bacia do Rio Uruguai, esta é parte integrante da vasta Bacia do Rio da Prata, cujas águas fluem em direção ao Oceano Atlântico. A Bacia do Rio da Várzea, localizada no norte do Estado, abrange 55 municípios, possui uma área de drenagem de 9.324 km² e abriga uma população de 328.057 habitantes.
Os principais rios formadores da região são o da Várzea e Guarita, sendo que as atividades econômicas predominantes são agrícolas, incluindo o cultivo de commodities como soja, trigo e milho, além de práticas avícolas e suinocultura. Não menos significativo é o potencial hidrelétrico da bacia, juntamente com atividades de mineração, destacando-se a extração de pedras preciosas e semipreciosas, como ágata e ametista.
Em nossa busca por compreender os incentivos à prática esportiva em Frederico, iniciamos uma entrevista com o Secretário de Esportes, Renato Gruenewald Kreitmeier, um dos representantes do Poder Executivo municipal. As respostas fornecidas por essa fonte ofereceram uma visão abrangente do comprometimento do município com a promoção de todas as modalidades esportivas. Esta entrevista não apenas orientou as conversas subsequentes, mas também serviu como base para explorar se há, de fato, um incentivo consistente ao esporte no município por parte do poder público. Convidamos você a conferir esta entrevista que direcionou as demais na leitura deste site, para examinar de perto o cenário esportivo abraçado pela cidade.
Fonte: Ana Carolina Zago
Em nossa busca por compreender os incentivos à prática esportiva em Frederico, iniciamos uma entrevista com o Secretário de Esportes, Renato Gruenewald Kreitmeier, um dos representantes do Poder Executivo municipal. As respostas fornecidas por essa fonte ofereceram uma visão abrangente do comprometimento do município com a promoção de todas as modalidades esportivas. Esta entrevista não apenas orientou as conversas subsequentes, mas também serviu como base para explorar se há, de fato, um incentivo consistente ao esporte no município por parte do poder público. Convidamos você a conferir esta entrevista que direcionou as demais na leitura deste site, para examinar de perto o cenário esportivo abraçado pela cidade.
Incentivo e Expansão? Uma Conversa com o Secretário de Esportes
Quais incentivos o município tem para o esporte?
O município tem vários incentivos, em várias áreas, que abrange todas as modalidades. Vamos pegar o futebol que é o mais conhecido, depois o futsal até as lutas, né! Pessoas também que vão participar de eventos de fisiculturismo através do bolsa atleta, e muito mais. Então nós temos incentivo em todas as áreas do esporte.
É realizado alguma ação dentro das escolas municipais e estaduais aqui do município?
Nós temos, dentro das escolas municipais, agora com 1 ano e quatro 4 meses, a Escolinha Municipal de Futsal que as crianças ganham toda a mensalidade, planejamento, uniformes e professor totalmente gratuito. Então esse é um dos maiores incentivos que nós temos que as crianças de baixa renda, vou deixar bem claro, que esse benefício é para famílias de baixa renda, e elas ganham todo o material, seja bola, cone, coletes, camisetas para jogos e transporte quando vão participar de competições.
E para as outras crianças do município, nós temos o Municipalito, que é uma competição municipal, agora já está em sua 24º edição, que participam todas as crianças de 6 a 16 anos do município.
Você comentou que incentiva o pessoal a participar das competições, tem alguma empresa ou instituição que além da secretaria apoia também?
Olha, aí depende de cada modalidade e cada atleta que eles vão atrás para patrocinar, né? A gente, enquanto prefeitura e secretaria de esportes, ajudamos quando eles vêm nos procurar. O que seria um exemplo do bolsa atleta que temos agora. Mas depende de cada um, por exemplo, tu vai participar de uma competição e vem à procurar a nossa ajuda. Aí a gente te ajuda com uma quantia financeira que dê para você se locomover ou para a sua inscrição, para a sua alimentação também, enfim. Eles podem ir atrás de outras empresas, né.
Você sabe me dizer quantos atletas vocês ajudam anualmente?
Direto e indiretamente, se a gente for pegar, vamos falar dos campeonatos e tudo, eu acredito que … olha, eu vou falar só do bolsa atleta tá? Eu acredito que a gente bata em torno de uns 150 a 200 direto e indireto.
O bolsa atleta seria o valor fixo? Tipo uns R$100 independente da competição?
Não. Se for uma competição regional, por exemplo, o Renato quer participar de uma competição regional de taekwondo, aí é preciso fazer um ofício colocando, mais ou menos, o dinheiro que vai ser gasto. Depois disso, a gente encaminha para a nossa comissão para ver o que consegue.
Se for estadual, já é um valor maior. Se for a nível nacional, é outro. Porque tudo depende de como você vai participar, se é um dia, ou se é perto e você precisa do combustível, ou de alimentação, ou se você for ficar dois, três dias, já é outro valor.
Teve um ano que o pessoal foi participar em Hong Kong de lutas, aí já é um outro valor, que daí você pega a despesa do aeroporto e da hospedagem. Então tudo depende da competição.
E vocês têm uma comissão para avaliar isso?
Sim nós temos, passa por mim que é o secretário, e tem uma comissão que avalia. Por exemplo, o Renato vai participar de uma competição, ele pediu R$4000. Aí a gente vai ver o que você vai gastar, não é o valor que você realmente pede que você vai ganhar. Tudo vai depender do cálculo que nós fizemos do quanto gasta e tal. Aí passa pela comissão, se a comissão aprovar, a gente disponibiliza.
Essa comissão é formada por quais membros?
Na verdade, a gente forma ela por um membro que seja de carreira da prefeitura, que ele seja, entre aspas, concursado. E aí, nós pegamos outros dois membros que fazem parte da administração da prefeitura. Hoje, nós temos os membros que aprovam, o Ricardo, que é de carreira, a Michele Donate e a Jéssica Colete. São as três pessoas da comissão.
Em dezembro de 2021, o Estado instituiu um Plano Estadual ao Esporte e Lazer que apresenta metas a serem cumpridas em 10 anos. Qual ação que Frederico está fazendo para conseguir atingir essas metas?
O que eu posso dizer é que nós do município, nos últimos anos, vem avançando muito em todas as áreas do esporte. Quando eu falo, desde um exemplo das crianças, que antes nós não tínhamos … Eu não digo competição, como a gente é da Educação Física, nós falamos recreação, que é dos 6 anos até 10 anos de idade, para nós, quando a gente coloca em competições, nós estamos falando de recreação, tá?
Então dos 6 aos 16, a gente já avançou muito em ambos os sexos. Por exemplo, na escolinha municipal nunca tivemos meninas de 6 anos, que nós estamos tentando incentivar, que participem do futsal, especificamente. Temos aí o pessoal das rústicas que vem crescendo demais e nós estamos apoiando através da locação da pista do Itapagé para que eles possam treinar.
Assim como o pessoal do taekwondo, o pessoal do jiu-jitsu também … então nós do município estamos fazendo o máximo para abranger mais as modalidades e que sejam mais divulgados, que tenham mais participantes, que as pessoas consigam se identificar com algumas para participar. Nós estamos em um crescimento muito grande em todas as modalidades.
A escolinha do município é sempre no turno inverso ao horário das crianças?
Sim, na verdade quando nós montamos os horários, tudo o que a gente resolveu, foi fazer das 17 horas às 21 horas, na segunda, terça e quinta, os menores. No sábado, é das 8 horas às 11 horas e da tarde das 13 horas às 17 horas.
Isso quando não temos o Municipalito, né? Porque como tem essa competição, aí às vezes não tem treino no dia de sábado porque eles vão estar participando da competição.
Os treinos são feitos no Itapagé?
Não, os treinos da escolinha são feitos no ginásio da escola. São crianças de 5 a 16 anos que treinam lá. Também tem o “Avançar no Esporte” que foi um incentivo estadual.
Você sabe se o município foi contemplado com essa verba?
Sim, nós fizemos um projeto. Inclusive, aquelas duas quadras no parque de exposição, um de futebol de areia, com os tamanhos e dimensões oficiais, e o de futebol sete, que é até então o município não tinha e a gente sempre usava nas dependências da AABB, estão em fase de construção. Na verdade, quase terminando já, só faltam as goleiras e uma outra coisa que são obtidas por meio do Projeto Avançar.
Teve uma contrapartida do município também. Os primeiros campos municipais que tem iluminação e arquibancada para realizar as competições. E depois, quando estiver inaugurada, vai ser para o público em geral. Aí nós vamos organizar uns horários para que todos possam usufruir.
Na verdade, como eu falei, se tu pegar todos os esportes, eles estão em uma crescente aqui no município pelo que eu analiso. Seja pelo taekwondo, ou pelas meninas e meninos da rústica que todo final de semana tem competições, o futevôlei também cresceu demais, em ambos os sexos, masculino e feminino, o beach tênis também, que nós achamos que seria uma febre mas continua. Agora vem o padel que já está com a segunda quadra em Frederico, bastante pessoas praticando.
Enfim, vou citar até a bocha, pra tu ter uma ideia, a bocha está crescendo muito entre o pessoal. Até tem um casal participando do feminino. A primeira competição, se não estou equivocado, tivemos 20 jogadoras. E agora, nesse outro campeonato, estamos com 42 jogadoras de bocha feminino.
A secretária apoia alguma ação que seja realizada com outros municípios?
Na verdade, como o nosso município é o maior da região, para nós, se formos ajudar uma equipe … por exemplo, o Renato faz um time que quer participar de um regional, se eu for ajudar o Renato com transporte, eu tenho que ajudar os outros times também. Então o que a gente faz é, quando nós temos uma competição, como por exemplo o da Amzop, aí sim, a gente participa com os times do município. Aí tudo é custeado pela prefeitura, desde o transporte, a inscrição, os uniformes, a água e tudo. Na verdade, todos os esportes a gente incentiva, seja como apoiador ou como patrocinador. A secretaria de esporte está aberta para tudo isso.
Como eu digo, eu acho que, por eu vim da Educação Física, a gente sempre busca estar envolvido em todas as atividades. Eu sempre disse que quanto mais esporte a gente estiver praticando é melhor. Seja qual for, porque cada um tem a sua prioridade, alguns gostam mais do futsal, outros mais do vôlei, outros do beach tennis, outros da corrida, enfim. Mas o importante é que nós, enquanto Secretaria de Esporte, buscamos incentivar o máximo possível.