Identificação Precoce do Autismo
Sinais mais frequentemente observados por educadores:
Atraso na fala ou ausência de verbalização
Pouco contato visual e desatenção a estímulos
Movimentos repetitivos (andar na ponta dos pés, enfileirar brinquedos)
Dificuldade de socialização
Resistência sensorial (sons, tintas, texturas)
A observação na primeira infância é vista como fundamental para a detecção precoce.
Abordagem quando há suspeitas:
Famílias são chamadas para conversas individuais
Há sugestão de encaminhamento para fonoaudiólogos, pediatras e neurologistas
Quando há laudo, os profissionais são orientados sobre as adaptações necessárias
Alguns relatos indicam falta de preparo sistemático para lidar com famílias em situações delicadas, especialmente sem diagnóstico prévio.
Acompanhamento Multidisciplinar
Muitas redes públicas só oferecem atendimento a partir dos 4 anos
Encaminhamentos existem, mas o acesso é lento ou insuficiente
O atendimento com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais é frequentemente precário ou inexistente
Isso compromete intervenções precoces e sobrecarrega os educadores.
Inclusão nas Brincadeiras
Adaptação do ambiente: redução de estímulos visuais e sonoros
Uso de reforço positivo e brincadeiras com interesses da criança
Respeito ao tempo de resposta individual, mesmo sem interação ativa
As práticas são baseadas em sensibilidade e esforço, mas sem respaldo técnico estruturado.
Manejo de Crises e Comportamentos
A criança é retirada para um local tranquilo
Busca-se promover regulação emocional com atividades neutras ou agradáveis
Reinserção acontece quando a criança está confortável
Faltam protocolos formais; as respostas são conduzidas com base na experiência empírica dos profissionais.
O que dizem os pais e responsáveis?
1. Experiência de inserção escolar:
60% relataram experiências negativas ou desafiadoras (despreparo, exclusão, burocracia)
30% relataram experiências tranquilas ou positivas
10% descreveram experiências mistas, variando conforme a escola
2. Preparo da escola:
70% disseram que a escola não estava preparada
20% relataram preparo parcial ou superficial
Apenas 10% sentiram que a escola se adaptou bem
3. Comunicação entre escola e família:
50% relataram falhas na comunicação
35% indicaram comunicação moderada ou esporádica
15% indicaram comunicação eficaz e contínua
4. Avanços observados nas crianças:
50% observaram melhoras em socialização, comunicação e autonomia
30% relataram pouco ou nenhum progresso escolar
20% disseram que os avanços vieram mais do esforço familiar ou de instituições como a APAE
5. Impacto da inclusão escolar:
50% consideram a inclusão mais teórica do que prática
40% reconhecem benefícios sociais e emocionais
10% relataram impactos negativos (bullying, exclusão ou traumas)
Principais Problemas Apontados
1. Falta de preparo e formação dos profissionais
Relatos unânimes entre professores, coordenadores e pais
Capacitações são limitadas ou inexistentes
Falta preparo para adaptar atividades, acolher crises e orientar famílias
Consequência: Inclusão superficial, exclusão velada e sobrecarga do educador.
2. Falta de estrutura e apoio institucional
Escassez de segundo professor, profissionais de apoio e materiais
Ambientes pouco adaptados (sem salas sensoriais ou espaços de regulação)
Longas esperas por atendimento especializado
Consequência: Dificuldade de permanência da criança na sala, interrupções no processo de aprendizagem.