1. O COMÉRCIO DE ESCRAVIZADOS NO ATLÂNTICO PORTUGUÊS: SUJEITOS E INSTITUIÇÕES (C. 1700-C. 1822)
Participantes
Justificativa
Fruto de pesquisas recentes e em andamento, a proposta de mesa apresentada, tem como objetivo geral debater aspectos sobre o comércio de escravizados para Pernambuco através de diferentes prismas, pois pretende demonstrar como as múltiplas conexões no Atlântico português contribuíram para a construção de uma rede operacional que envolvia sujeitos e instituições. Dessa forma, a mesa em questão se propõe a apresentar como o comércio de escravizados era estruturado desde a armação do navio e sua ida aos portos em África, taxação dos escravizados e demais mercadorias no porto do Recife, até as trajetórias de comerciantes e capitães envolvidos nos negócios do trato de viventes. Além disso, o debate sobre o comércio também permite apontar para a diversidade étnica dos sujeitos que foram comercializadas e como se reorganizaram na Capitania. Em suma, pretende-se demonstrar como estava em franco desenvolvimento uma complexidade de relações e circulação de mercadorias, culturas e pessoas, traçando conexões entre Pernambuco e a África.
Resumo
A presente mesa tem como objetivo pôr em debate aspectos sobre o comércio atlântico de escravizados em suas diversas frentes de abordagens, seja essa através das instituições, dos agentes e das pessoas que foram submetidas ao processo de escravização na Capitania de Pernambuco, mas sem perder de vista a sua dimensão atlântica que possibilitava variadas conexões e promovia a realização do infame comércio.
2. Circulação de notícias, rumores e falsidades no Atlântico (sécs. XV – XVIII)
Proponentes
Dr. Bruno Kawai Souto Maior de Melo (UFPE)
Dra. Marília de Azambuja Ribeiro Machel (UFPE) - Moderador
Dr. Kleber Clementino da Silva (UFRPE)
Dra. Camila Corrêa e Silva de Freitas (UFCG)
Justificativa
Partindo da problemática levantada pelo fenômeno contemporâneo das fake News, a mesa proposta tem como objetivo estabelecer uma reflexão sobre o estatuto da informação nos espaços atlânticos ao longo da modernidade. Para isso, pretendemos refletir sobre a circulação de notícias falsas, edições contrafeitas, apócrifas, imposturas e libelos difamatórios, buscando entender como eram mobilizadas e quais seus usos e seus efeitos.
Resumo
Partindo da problemática levantada pelo fenômeno contemporâneo das fake News, a mesa proposta tem como objetivo estabelecer uma reflexão sobre o estatuto da informação nos espaços atlânticos ao longo da modernidade.
3. Religiosos, guerreiros e a expansão comercial: estudos sobre a Ásia Portuguesa (séc. XVI-XVIII) no Brasil
Proponentes
Dra. Angélica Louise de Souza Alencar (UNB)
Débora Lopes do Rêgo (Mestranda/UFPE)
Daniel Tiago de Vasconcelos (Doutorando/UFPE)
Maria do Carmo Oliveira da Silva Neta (Doutoranda/UFPE)
Prof. Me. Rodrygo Yoshiyuki Tanaka (UFAM)
Justificativa
Nosso país tem longo histórico de estudos sobre o impacto de Portugal nessa que foi sua antiga colônia, mas parece-nos carecer de uma visão mais ampla e possivelmente interconectada entre o Brasil e o Ultramar, particularmente a Ásia. Relatos sobre as aventuras missionárias no Japão, por exemplo, inspiraram jesuítas em regiões brasileiras; Maria Antonieta, última rainha da França, tinha em sua biblioteca volumes das cartas escritas pelos jesuítas ao redor do globo, tendo sido grande admiradora da nobre cristã Japonesa Hosokawa Gracia (1563-1600). Assim, culturas diferentes foram se descobrindo e se modificando - ou sendo modificadas - sob forte influência externa. Produtos comercializados e levados a bordo das caravelas lusas chegaram a extremos do globo, tendo impacto documentado em guerras locais, medicina, alimentação, idiomas e até mesmo costumes. Tendo tudo isso em mente, a presente proposta visa reunir pesquisadores brasileiros cujos trabalhos focam nas mudanças que essas diversas culturas sofreram.
Resumo
As atividades missionárias do século XVI, desde a América até a Ásia, encabeçadas inicialmente pelos membros de uma Ordem recém-estabelecida, a Companhia de Jesus (1540), foram de grande importância para a ampliação das redes de contato de Portugal no chamado Além-Mar. Em alguns casos, esses religiosos serviram de intermediários entre diferentes povos, uma vez que no cerne dos seus trabalhos estava o estudo e a adaptação ao local para aumentar o número de conversões. No entanto, eles também participaram diretamente de certas negociações comerciais cujos produtos ajudaram a moldar não apenas suas missões, mas também as próprias culturas com as quais entraram em contato.
Tendo em vista a importância da Ásia e seus empreendimentos não só na economia das crescentes nações coloniais ibéricas, mas também nas redes comerciais estabelecidas por essas metrópoles, essa Mesa Redonda visa lançar luz sobre os frutos de tais encontros em regiões diversas do globo, tendo como base a documentação sobrevivente dessas incursões que possivelmente deram início à globalização que vivemos hoje.
4. ELITES E INSTITUIÇÕES NA AMÉRICA PORTUGUESA NOS SÉCULOS XVII e XVIII
Proponentes
Dr. George F. Cabral de Souza (UFPE)
Dr. Estevam Henrique dos Santos Machado (SEDUC-AL)
Mateus Bernardo Galvão Couto (Mestrando/UFPE)
Resumo
Os trabalhos reunidos nesta mesa-redonda têm como principal objeto a ação das instituições mediante a atuação das elites que as ocupavam no âmbito da América Portuguesa, mais precisamente nas capitanias de Pernambuco e Itamaracá, nos séculos XVII e XVIII. As análises foram produzidas a partir de documentação primária com o objetivo de caracterizar a agência política das elites locais – em suas diversas
configurações – nas relações com os poderes centrais e seus representantes no Brasil, para demonstrar a necessidade de compreender as complexas dinâmicas envolvidas nos processos administrativos e nas relações de poder entre os múltiplos polos de exercício de autoridade.
5. Pernambuco na Independência do Brasil: dinâmicas políticas e jurisdicionais
Proponentes
Dr. Marcus Joaquim Maciel de Carvalho (UFPE)
Dr. Paulo Henrique Fontes Cadena (UNICAP)
Dr. Jeffrey Aislan de Souza Silva (UFPE)
6. As guerras luso-hispano-neerlandesas no Brasil e a circulação de notícias e relatos (1604-1654)
Proponentes
Dr. José Manuel Santos-Pérez (Universidade de Salamanca, Espanha)
Dr. Bruno Romero Ferreira Miranda (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
Dr. Kleber Clementino da Silva (Universidade Federal Rural de Pernambuco) - Mediador
Resumo
Convertido em um dos maiores palcos americanos da Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648), a luta entre portugueses, espanhóis e neerlandeses no Brasil converteu-se também em tema recorrente da comunicação circulante entre os impérios coloniais. Essa mesa tem como proposta principal debater as formas de circulação e de construção de notícias, relatos e outros registros que narram e servem de base para a construção da história desse conflito que perdurou quase toda a existência da Monarquia Hispânica (1580-1640).