Não é de hoje que a tecnologia tem modificado as nossas relações pessoais e nossa interação com o mundo. O advento da Internet permitiu nos entrelaçarmos em rede. Criamos múltiplas conexões digitais. Aproximamos distâncias geográficas através da comunicação instantânea. Passamos a viver entre dois mundos: o físico e o virtual. E agora vemos esses dois mundos cada vez mais interdependentes. Ou melhor, participamos dessa fusão. Se há pouquíssimo tempo atrás, já se afirmava que "estar conectado" deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade social e uma questão de sobrevivência para as organizações; daqui para a frente, SER conectado é essencial.
Na educação, a necessidade de permitirmos que as relações de ensino-aprendizagem continuem acontecendo em tempos de isolamento social colocou a escola em uma nova posição no cenário digital. Antes, figurando apenas como mais uma ferramenta do processo educativo; a Internet e todos os seus recursos, hoje, garantem não apenas a sobrevivência, mas a reinvenção da escola e das relações nela estabelecidas.
A reinvenção da escola acontece à medida em que seus atores passam a desempenhar novos papéis em um novo cenário. Destacamos aqui a função do educador, em constante formação e transformação, adaptando o seu fazer pedagógico em um mundo em constante mutação.
Assim, inicialmente vamos refletir sobre a estrutura e a importância do planejamento da aula, seja ela presencial ou remota.
O roteiro apresentado destaca os tópicos que devem estar claros em um plano de aula. É importante ter presente que, ao planejar uma aula remota se faz necessário partir dos cenários diferenciados e dos novos atores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e suas diferentes funções. Dessa forma, o plano de aula precisa ser claro para o público-alvo.
O plano de aula, mesmo que resumido em tópicos, deve acompanhar as atividades. O passo-a-passo da aula é fundamental para que haja uma sequência adequada no processo de aprendizagem, observando o grau de complexidade das atividades previstas e o nível de desenvolvimento dos alunos.
Olá, colegas educadores! As ferramentas tecnológicas permitem que a sala de aula se torne digital. E dentre as múltiplas possibilidades tecnológicas, temos a poderosa e intuitiva plataforma Google Classroom. Apresento aqui um tutorial para que vocês conheçam e deem seus primeiros passos no Google Classroom. Vem comigo reinventar a sua forma de aprender e ensinar!
Proponho refletirmos um pouco sobre a organização da aula quanto às suas etapas. Independentemente do Objeto do Conhecimento e das habilidades sobre as quais o planejamento se estrutura, a aula precisa ser organizada em três momentos distintos: a introdução, o desenvolvimento e o encerramento. A terminologia utilizada para nominar cada momento pode ser adaptada, no entanto as ações essenciais precisam estar de acordo com a sequência didática que possibilita a construção efetiva do conhecimento.
A introdução da aula: o primeiro momento da aula pode partir da apresentação de algum aspecto do Objeto do Conhecimento a ser estudado na sequência ou a retomada do que foi abordado na aula anterior. Na etapa inicial da aula, o professor precisa buscar estratégias para motivar os alunos e prepará-los para a etapa seguinte, na qual o conhecimento será construído.
O desenvolvimento: aqui é o momento em que se busca a construção de novas aprendizagens com foco na sua aplicação na vida cotidiana. As estratégias didáticas para esse segundo momento precisam propiciar situações de interação entre os alunos e destes com o objeto do conhecimento, a fim de desenvolver as habilidades propostas e atingir os objetivos da aula. Durante o desenvolvimento da aula é enriquecedor promover atividades de reflexão e a troca de ideias entre a turma conduzido o diálogo de modo a identificar a aplicabilidade do que se está estudando na vida. Assim a aula passa a ter sentido para o aluno.
O encerramento: neste momento cabe realizar os exercícios ditos de fixação ou seja propor atividades que permitam ao aluno empregar o que foi trabalhado na aula em diferentes situações. Além disso, é nessa etapa que o professor pode criar links para os próximos objetos de estudo, propondo, por exemplo, tarefas extracurriculares de pesquisa, um problema para que o aluno busque a solução (apresente alternativas) ou até mesmo um texto introdutório ao novo conteúdo, para que o aluno leia e registre aspectos que achar importantes, palavras-chave ou questionamentos. O dever ou tema de casa também pode conter exercício de fixação, desde que possuam um grau de complexidade que permita ao aluno realizá-lo de forma autônoma, ou seja, sem auxílio do professor.
Ter presente as etapas da aula e a função didática de cada uma delas no processo de ensino-aprendizagem facilita o planejamento e contribui para a criação ou escolha das atividades mais adequadas e eficientes. Talvez tenha surgido a pergunta: e em qual etapa entra a avaliação? Ou, há uma aula que será exclusiva de avaliação?
A avaliação precisa ser entendida como um processo de análise de como está acontecendo a construção do conhecimento pelo aluno, se estão ocorrendo falhas, quais são as dificuldades. É necessário avaliar o desempenho do aluno, mas também a metodologia adotada, as atividades propostas e seus sucessos e insucessos. O processo de avaliar aluno e aula irá permitir ao professor realizar os ajustes didáticos necessários para que sua prática pedagógica atinja os seus objetivos.
Como referenciar este documento: RAMBO, Fernanda Campeol. A organização da aula em três etapas essenciais. Passo Fundo, julho de 2020. Disponível em: <bit.ly/educadorconectado>
Vamos agora visualizar algumas possibilidades de metodologias e recursos para cada uma das três etapas essenciais da aula.
Introdução
Conversa inicial com a turma, uso da técnica do brainstorming (chuva de de ideias);
Apresentação de uma música ou vídeo, uma obra de arte, uma notícia recente, poesia, contação de história com a temática da aula;
Experiências científicas na primeira etapa da aula ou experimentos extracurriculares para que na parte introdutória da aula sobre o respectivo objeto do conhecimento cada aluno apresente a sua análise (observações e/ou questionamento);
Apresentação de um problema (incógnita) para os alunos pensarem sobre alternativas para a solução;
Desenvolvimento
Exploração do objeto do conhecimento;
Apropriação dos conceitos e usos, ou seja, a aplicabilidade na vida cotidiana ou no meio científico;
Envolvimento dos alunos através da troca de ideias, após ampliação do conhecimento inicial;
Exercícios de reflexão e argumentação com base no que está se estudando;
Sistematização da aprendizagem através de registros: mapas conceituais, desenhos, textos, tópicos,...
Encerramento
Exercícios de fixação (com maior grau de complexidade se realizados na escola ou com menor grau de complexidade se for tarefa de casa);
Tarefa de casa que será o link para a próxima aula. Por exemplo:
uma pesquisa breve;
uma questão para expor seu conhecimento prévio em forma de parágrafo ou tópico;
um experimento de baixa complexidade,...
Importante ressaltar que as sugestões acima podem ser adaptadas a todas etapas da Educação Básica, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, sempre é claro, respeitando o nível de desenvolvimento de cada faixa etária. Para melhor ilustrar cita-se a exemplo: uma brainstormig. Na Educação Infantil, a brainstorming (ou chuva/tempestade de ideias) pode ser planejada pelo professor fazendo uso de figuras referentes ao tema que deseja desenvolver com os seus alunos.
Que tal refletirmos sobre as possibilidades de organização do plano de aula no Google Sala de Aula, sem esquecer que também teremos alunos que precisarão receber o mesmo conteúdo de forma física?
Então, vem comigo pensar sobre POSSIBILIDADES!
Abraço.
Atendendo às solicitações, segue novo vídeo com a mesma proposta de demonstrar como criar uma atividade dentro do Google Classroom.
Desta vez, porém, inserimos vários documentos dentro da mesma atividade, inclusive atribuímos dois (2) trabalhos para os alunos.
Vem comigo explorar o Google Classroom! Vamos descobrir POSSIBILIDADES!
Atendendo às solicitações, apresento neste vídeo a visão do aluno em relação a uma atividade criada pelo professor.
Saber como a atividade é apresentada para o aluno dentro da plataforma Google Classroom, permite ao professor planejar sua aula e produzir os materiais que serão disponibilizados com mais eficiência e qualidade didática.
Vamos ampliar nosso conhecimento sobre o Google Sala de Aula?! Vem comigo!
Seguindo a sequência de vídeos sobre a criação de atividade no Google Classroom e recebimento e realização da atividade pelo(s) aluno(s), apresento agora a forma como o professor irá corrigir e devolver o resultado (nota) ao(s) seu(s) aluno(s).
Vamos nos apropriar de mais alguns recursos educacionais disponíveis na Plataforma Google Classroom!
Preparei um tutorial para mostrar a você como é simples disponibilizar conteúdo em formato de vídeo na sua Sala de aula Digital!
É importantíssimo que você você tenha assistido o vídeo até o final para conferir se o material é adequado à idade e modalidade de sua turma e se a linguagem é adequada, antes de postar o conteúdo do You Tube em sua Sala de Aula Digital.
O Google Formulário é uma ferramenta muito interessante para que você, professor, retome conteúdos com seus alunos, crie pesquisas e elabore instrumentos de avaliação.
Vem comigo aprender a utilizar o Google Formulários!
A postagem do roteiro da aula em uma aula no Google Classroom, ou seja, o passo-a-passo, é indispensável especialmente para as turmas dos Anos Inciais do Ensino Fundamental. Além do roteiro da aula, alguns cuidados na elaboração das atividades utilizando o Google Docs, por exemplo, podem fazer toda a diferença na hora de oferecer as atividades na plataforma Googlo Classroom e receber a devolutiva dos alunos. Vem comigo descobrir POSSIBILIDADES!
Vamos rever como organizar uma atividade no Google Docs. Algumas dicas básicas de configuração do documento com a atividade que o professor irá propor facilitarão a realização da tarefa pelo aluno.
São dicas simples para estruturar as informações e enunciados no documento, tornando-o visualmente mais atrativo e pedagogicamente adequado.
Além disso, você poderá inclusive editar a atividade adaptando-a às suas diferentes turmas.
Vem comigo identificar POSSIBILIDADES!
Que tal criar as suas próprias atividades no Google Docs, utilizando imagens e configurando espaços para que seus alunos possam realizar cada tarefa sem a necessidade de imprimir o documento?
Vamos ver como é possível recortar imagens no conhecido programa de desenho "Paint" para que você possa utilizá-las na criação da suas atividades e materiais didáticos. É simples e fácil! Venha descobrir novas POSSIBILIDADES!
Depois é só usar a sua criatividade e criar materiais incríveis!
O planejamento diário é indispensável para orientar as ações e intervenções do professor em cada aula. No caso de aulas remotas, ele também será o guia do aluno e da família.
No entanto, antes do planejamento de cada aula, é importante que se construa um planejamento de maior amplitude, ou seja, que se trace um plano trimestral, mensal ou quinzenal a partir do Plano de Curso Anual de cada Componente Curricular.
Planejando em uma escala temporal mais ampla, é possível, principalmente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, organizar os Objetos do Conhecimento de maneira integrada, articulando um ao outro. Assim também fica mais fácil propor atividades que englobem as diferentes Áreas do Conhecimento.
Utilizando ferramentas tecnológicas gratuitas, o professor pode organizar o seu planejamento em tabelas, planilhas ou tópicos, por exemplo. O conteúdo, ou seja, os materiais produzidos ficam facilmente acessíveis e apresentam grande flexibilidade para adaptação e reaproveitamento.
Vejamos algumas sugestões simples para elaborar um planejamento da escala macro à micro e que facilitará o planejamento diário das aulas presenciais ou remotas.
Você, Educador Conectado, encontrará aqui dicas e tutoriais para a organização dos seus planos de aula e dos seus materiais didáticos dentro do Google Drive e do Google Sala de Aula de forma prática e eficiente.
Você também descobrirá nestas páginas como encontrar e como produzir conteúdo de qualidade para as suas aulas. Sim, ser autor de seu próprio material didático para aulas presenciais ou remotas, pode ser uma tarefa simples e gratificante.
Contato: fernandacampeolrambo@gmail.com
Professora da Rede Estadual do Rio Grande do Sul desde 2002. Encantada pelos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Formação inicial no Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Nossa Senhora Imaculada, de Tapera. Graduada em Geografia pela Universidade de Passo Fundo (L e B). Especialista em Educação Socioambiental pela UPF. Tecnóloga em Sistemas para Internet pelo IFSul, Campus Passo Fundo.