Apresentação do livro "MILES DAVIS - Autobiografia
No FMM - Festival Músicas do Mundo de Sines
No FMM - Festival Músicas do Mundo de Sines
Seleção de quatro poemas de Língua de Lobo (Edições Fantasma, 2026), de Rodolfo Häsler, por Tiago Alves Costa.
Tradução de António Carlos Cortez.
Insiste em se aproximar-se da fera,
tu deves seduzi-la aos poucos,
tu não deves tocá-la, ela queima,
ela queima as pontas dos teus dedos,
lágrimas não são suficientes,
tu beberás o seu sangue, beberás o sangue
dos sonhos congelados,
entrarás com um punhal
na polpa da ansiedade,
na barriga, com determinação,
escovarás seu couro cabeludo,
entre o cabelo ralo e o olho
tu sentirás a dimensão do horror.
*
Para José Manuel Domínguez
Um edifício numa esquina mítica,
Industria e Barcelona, Industria 502, antiga Gran América,
Entro e pergunto pelo guardião da luz
que perpetua a fábula da lamparina,
algo extraordinário chama a atenção,
determinado, olho por uma das janelas
e transformo-me em duas doces crianças
a brincar com um gambá,
uma girafa e um Bambi,
e ao olhar para fora,
morremos de vertigem.
*
para Elance Diamant
O autocarro segue para Gaza,
a cidade ecoa com um lamento
que obstrui a mente,
uma vida tão antiga para terminar em nada,
a praia, no entanto, é esplêndida,
as casas são uma confusão,
um susto,
não sei se devo chegar ao fim da viagem
e tentar falar
sem engolir a língua.
Os degraus caem no mar,
as sombras explodem contra os corpos,
o olhar dirige-se para os despejados,
mas não te esqueças de que Gaza
é um crepitar de cinzas.
Há palavras desnecessárias, palavras malditas,
a palavra miserável
apaga-se em olhos que não podem ver,
mas podem ouvir,
aqui permanece, na margem,
um nó no estômago, muito perto
Ajoelho-me diante da igreja ortodoxa
e cubro o rosto na mesquita,
toda a cena se espalha.
Mordi a terra
e a sensação de secura marca no rosto
o peso da esmola,
um arbusto dourado coberto de pó,
outra parede na qual cravar
o beijo insuportável da infâmia.
*
Hilde Domin, Das goldene Seil,
o fio de ouro
que é preciso puxar, enrolar,
aperta o nó e enterra os pés no chão,
levanta o queixo com firmeza,
remenda com fio de ouro,
que o fio não se rompa,
insistindo sempre na mesma direcção.
*
Formentera, sem dúvida alguma, dá uma volta infinita, varre o leito da onda,
a finura da lua incide no calendário, entra numa turquesa mexicana,
mergulha e olha, olha em todas as direcções, ossos nus, uma figueira que não
podes agarrar. Vês pinhões e frutos na boca dos mais atrevidos, piscas, não
perdes de vista ninguém na bacanal que abrasa os corpos, não deixes de
insistir, tira as calças. Vives sem emprego aparente, vais direito ao mar,
a aventura do olhar faz tudo acontecer, apura a infusão de gerânio.
Lambe a maçã do rosto molhada, mede-lhe o calor e deixa que algo se
aproxime, outra figueira, um choco morto, um cavalo-marinho delirante.
Não é um modelo a seguir, só serve para um momento, mas agarra-o e bebe
champagne límpido até atingires a transfiguração, a assunção da palavra
trouvadour. Continua a cavalgar o dorso do mar limpa-se entre as pedras
e a pele recompõe-se ao sol. Àquela distância, não sabes o que vais encontrar.
Não te esqueças do anzol. Espreme o triunfo do desejo. Lá fora, definha
o orégão, o esqueleto de um náufrago, o azeite no pão e pouco mais.
Tudo se altera, a punção do entusiasmo aumenta.
Rodolfo Häsler nasceu em 1958, em Santiago de Cuba. Estudou Letras na Universidade de Lausanne, na Suíça, e reside em Barcelona. Publicou os seguintes livros:
Poemas de arena (Editorial E.R., Barcelona, 1982);
Tratado de licantropía (Editorial Endymión, Madrid, 1988);
Elleife (Editorial El Bardo, Barcelona, 1993, e Editorial Polibea, Madrid, 2018, Prémio Aula de Poesia de Barcelona);
De la belleza del puro pensamiento (Editorial El Bardo, Barcelona, 1997, Bolsa da Fundação Oscar Cintas, em Nova Iorque);
Poemas de la rue de Zurich (Miguel Gómez Ediciones, Málaga, 2000);
Paisaje, tiempo azul (Editorial Aldus, Cidade do México, 2001);
Cabeza de ébano (Ediciones Igitur, Barcelona, 2007, e Ediciones El Quirófano, Guayaquil, 2014);
Diario de la urraca (Huerga y Fierro Editores, Madrid; Editorial Mangos de Hacha, Cidade do México, e Kalathos Ediciones, Caracas, 2013);
Lengua de lobo (Hiperión, Madrid, 2019; Salta el Pez, Buenos Aires, 2021, XII Prémio Internacional de Poesia Claudio Rodríguez);
Hospital de cigüeñas (Editorial Libros de la Hospitalidad, Valência, 2021);
El tranvía verde de Alejandría (Ediciones del 4 de Agosto, Logroño, 2023);
Jabón de Nablus (RIL Editores, Barcelona, 2023).
Publicou ainda duas antologias: Antología poética (Editorial Pequeña Venecia, Caracas, 2005) e Antología de Tenerife (Ediciones Idea, Las Palmas, 2007). Traduziu a poesia completa de Novalis, os mini-contos de Franz Kafka, entre outros autores alemães, bem como uma seleção de poemas do poeta haitiano Frankétienne.
Amadeu Baptista
CONCERTO PARA FLAUTA E CANIVETE SUÍÇO
Já em 1986 a Revista Seara Nova registava em «Poesia Portuguesa – Anos 80- algumas direcções» a importância da obra de Amadeu Baptista (n.1953) que se tinha iniciado em livro no ano de 1982 com «As passagens secretas». O facto de este autor não ter participado num Festival Literário recente no Porto, cidade onde nasceu (vive em Gaia a menos de mil metros da Câmara Municipal portuense) vem dar razão a Raul Brandão (1867-1930): «Em Portugal ser diferente dos outros é uma desgraça mas ser superior aos outros é uma desgraça muito maior». Além de poeta, Amadeu Baptista é um notável tradutor de poesia: Islândia, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Grécia e Espanha. O seu mais recente livro parte de uma ideia da Friedrich Nietzsche «Tens a arte para não morrer da verdade». O primeiro poema é a voz de quem se encontra num praia: «de súbito, tudo volta para trás, tudo é cativo/e volto a passar as mãos pelo teu cabelo,/essas ínfimas aves que chegaram a uma praia/que ninguém sabe que existe, o coração». O segundo poema define e define-se: «a minha arte é frontal, pungente, desoladora – fruto de muitas /antecipações da guerra de muita solidão e deuses desavindos». O terceiro poema declara: «o que a minha poesia deve à magnitude do azul é da ordem da veemência». Aqui não há apenas a acção («o que cada um é capaz de aguentar») há a memória: «todas as estrelas eram ao tempo o único colorido do mundo: cinco pontas cosidas na banda do casaco/que não tínhamos». Uma noção de poema está na página 16: «que a arte seja, mais do que um fruto, um gesto caloroso». O poeta afirma «ponho ideias claras para pessoas comuns nos meus poemas». O título do livro está na página 30: «às vezes vozes como as que deponho sobre as sílabas/e, outras vezes, corpos que na natureza aguardam que alguém vindo do vento os denomine:/ um selim, maçãs, tílias, mulheres, um concerto para flauta e canivete suíço». Amadeu Baptista venceu o Grande Prémio de Poesia Gil Vicente da Câmara Municipal de Guimarães e da Associação Portuguesa de Escritores. Edições Fantasma, Capa Eva Hiernaux.
A Oeste tudo de novo: As edições Fantasma
Publicado a:
08 Jun 2024, 00:18
Carlos Ramos, Álvaro Silveira, Paulo Chagas, Miguel Angel Curiel, uma antologia da poesia Beat, Federico Gallego Ripoll, João Rebocho, Bill Wolak, Mois Benarroch, Yuleisy Cruz Lezacano. Isto é: uma editora de poesia sediada em Peniche – sim, em Peniche -, nessa improvável terra do Oeste, lugar que participa de memórias antigas: Baleal, Atouguia da Baleia, Ferrel… Isto é: uma editora que vive na geografia de certo modo árida desse Oeste onde vivem dois poetas silenciosos, de outrora, cavando a ausência como uma forma de presença (falo de Joaquim Manuel Magalhães e de João Miguel Fernandes Jorge).
A poesia como uma improbabilidade e uma necessidade: as edições Fantasma, chancela do poeta, tradutor e editor Carlos Ramos e que, de há anos, vem publicando poetas portugueses, mas traduzindo poetas cubanos (Yuleisy Cruz Lezcano), ou poetas marroquinos (Mois Benarroch) ou americano-romenos (o caso de Bill Wolak), ou espanhóis (Federico Gallego Ripoll, Miguel Angel Curiel), ou ucranianos (Dmytro Chystiak). Uma editora cujo catálogo revela o bom gosto de Carlos Ramos, a sua sensível e criteriosa concepção da poesia. De entre os vários poetas publicados pelas Edições Fantasma, alguns são, na verdade, descobertas inesquecíveis e que emprestam a estes dias de chumbo e de calor uma urgentíssima sensação de leveza e de beleza. Não é verdade que, em face do mundo em que vivemos, abertas que estão as mais diversas caixas das mais diversas Pandoras, não são as artes – e em especial a poesia como arte de linguagem, de construção de imagens – verdadeiras botijas de oxigénio para respirarmos melhor?
Para mim não há dúvidas: editoras como esta de Carlos Ramos, operando nos corredores mais desconhecidos do mundo do livro, não contaminadas pela lógica de mercado; nestas editoras é que nos confrontamos com algo raro em muita poesia: o saber rítmico, o poder da imaginação. Dos poetas que elenquei há pouco, três há que me surpreenderam. Partilharei com os leitores deste Directo à Leitura, versos, imagens, palavras, ficções que neles encontramos. Mar de Sefarad, de Mois Benarroch, em tradução dupla de Carlos Ramos e de Pedro Paixão, é um belíssimo, envolvente e emotivo livro de poemas. Publicado em 2023 para a nossa língua, que poesia é esta? Talvez uma poesia do espanto, dum sujeito em peregrinação por tempos e espaços que conflituam com uma biografia. Benarroch nasceu em Tetuán, mas foi aos 13 anos para Israel e vive em Jerusalém. Publica desde 1979, escreve poesia em inglês, hebraico e, finalmente, em castelhano, pois que, antes de ir para Israel, Espanha foi a sua casa. Edita a revista Marot e é um autor premiado. Estes poemas do belo livro Mar de Sefarad nascem dessa peregrinação por geografias físicas e afectivas.
O sujeito dos textos, falando na 1ª pessoa, é um eu para quem a linguagem se trabalha entre dois tempos: o passado insepulto e um futuro improvável. A poesia existe no meio: “Tarde de mais para procurar/ as razões/ demasiado tarde/ para procurar as raízes/ dos problemas/ tarde mais para tentar / uma nova solução/ demasiado tarde para/ morrer” (p.28). A construção rítmica, a associação entre a perseguição dum amor infinito com a certeza de que só poeticamente esse amor existe, a abstração cruzando-se com o concreto, o tema do exílio com o anseio de uma liberdade e a tudo isto somando-se uma capacidade de síntese que é poder metafórico, ironia, vibrante auscultação dos enigmas de estar vivo, isto faz deste poeta um grande poeta entre nós, posto que a tradução seja, em si mesma, uma adopção para português de uma poética estrangeira. Sendo de outra latitude, esta tradução faz o que se exige: este poeta, nós lemo-lo como se fosse nosso. E nosso porque há, repito, imagens e uma respiração originalíssimas, um para-dramatismo que coloca entre o eu e o tu destinatário aquele enigma que produz a grande poesia. Três exemplos: “Ela olha com essa cara/ Sentada ao lado daquele que a beija/ dizendo-me/ Estás a ver/ Com quem estou/ Ele ama-me, eu digo-lhe que o amo” (p.49); “Pesam-me os anos. São uma mochila […]/ as cervicais da minha solidão” (p.60); “prefiro estar longe de ti/ que perto de ninguém” (p.78); “Perdi muitas mãos/ E as duas que me restam/ São para te abraçar” (p.86); “Escolher uma dor e outra dor é ser adulto” (p.73); “De certa forma/ incerta/ Espero-te/ Minha incerta/ Numa estação onde/ Tenho frio” (p.96). Amor, desencontro e desencanto, ou um grau de fazer linguagem como lemos nesse portentoso poema, “Cavalos”: “E/ virão, virão a galope […]/ os cavalos azuis, os cavalos celestes/ esses serão os piores/ acabarão com os prédios de duzentos andares/ destruirão tanques e aviões/ […]// virão mais e mais cavalos/ de lugar nenhum/ cavalos que aparecem de repente/ em frente de pessoas que caminham pelas ruas/ e tu, na cama, olhar-me-ás/ desesperada, esperando o meu resgate/ olhar-te-ei e de repente/ transformar-me-ei/ num cavalo vermelho” (p.22).
A questão fundamental que muitas vezes tenho colocado neste Directo à Leitura, pensadas estas páginas para fazer pedagogia, para, no fundo, imprimir no leitor que as lê um certo movimento vital, um quê de energia e de imaginação nestes nossos dias “sórdidos, caninos, policiais” (escreveu-o o nosso Alexandre O’Neill), é esta: perante a indústria da morte e em face da condição angustiada do homem, onde encontraremos nós algum jardim, algum lugar de reencontro com a nossa liberdade? António Ramos Rosa no seu inultrapassável livro de ensaio Poesia Liberdade Livre refere-se à virtualidade criadora da poesia. Nós procuramos – como Carlos Ramos, o poeta e editor, o magnífico tradutor – uma significação, poesia que nos aponte uma direcção onde o “puro futuro” não pode ser o desta continuada estrutura social feita de exploração, sede do dinheiro. Não, a poesia nunca falou de idealidades ou de impossibilidades. Na sua estranheza, na sua ambiguidade, na sua anulação de fronteiras, quem lê pode beber de uma água purificada: o poema é um dizer inaugurador, um artefacto que exprime a luta da vontade criadora contra as forças que oprimem o homem e o querem monolítico, inexpressivo, maquinal.
Por isso dois outros poetas desta excelente editora do Oeste: O Mar na Pedra, do ucraniano Dmytro Chystiak, reunindo dez anos de poesia (2008-2018). Poeta e crítico literário, trabalha no Centro Europeu de Tradução de Bruxelas e é editor de chancelas ucranianas e francesas. Na sua poesia (traduzida por Carlos Ramos e Maria do Sameiro Barroso), em edição bilingue, há uma força contida – poemas breves – e uma força de imagem que alguma coisa deve ao surrealismo francês, a Paul Éluard, porventura: “Trago-te estes lilases da noite/ Que os meus mortos plantaram:/ Quando a chuva de ouro nos unir/ Um sonho ardente conduzir-nos-á/ Misturando o instante e a mudança./ Os meus lilases não mais retêm as suas lágrimas” (p.9). O título é um achado: o mar na pedra: o tempo batendo, a memória da poesia como um mar encapelado, ou tranquilo. Caos calmo, a poesia deste autor: “Aquele grito no azul esverdeado.// Os veleiros zarpam./ Os seus lábios demasiado áridos secam/ Ardentes de angústia,/ A chuva dos anos silenciosos/ Ergue-se entre nós,/ Como se fosse uma lágrima.” (p.43). Versos longos, outros curtos, uma prosa reforçada pelo poder da evocação justapõe planos, estados de alma, numa indefinição que é profecia, uma forma de projectar num amanhã uma imagem do que virá, apocalíptico, bíblico: “Eles cortam a oliveira,/ A rede de pedras rompeu-se,/ A serpente aquece-se/ No fogo das torrentes […]/ O galo engolirá o absinto/ O leão cairá no fluxo,/ O silencioso mausoléu/ Beberá o sangue dos assassinos/ O último suspiro mórbido/ Vai acender a tocha:/ Jerusalém está a caminho,/ Atravessará o mar/ Até à Porta do Ouro” (p.63).
Um terceiro livro desta colecção das Edições Fantasma e que é, a meu ver, inescapável, é de Bill Wolak. Dante Maffia, na contracapa informa: “A poesia do amor é muitas vezes manchada pelas muitas vozes que falam fatalmente de lugares-comuns e de repetições inacessíveis.” Trata-se de uma voz de trémulas experiências: este poeta é um clássico influenciado pela geração Beat. Independente, Bill Wolak oferece-nos essa mágica luz dos seus poemas: Where the light ends/ Onde a Luz Termina, em tradução de Carlos Ramos e de Cobramor. Deixo-vos com um poema deste autor, mas com um convite essencial: que descubram – indo a Peniche ou a uma livraria de Lisboa (a Snob, ou a Poesia Incompleta) – esta chancela, as Edições Fantasma. Eis o poema, essa possibilidade de uma nova percepção da realidade: “Quero o que o fogo anseia/ para sempre tudo manter/ para queimar através da aparência/ como chamas quebrando um espelho// Eu quero o que o verão promete/ em brisas perfumadas de madressilva,/ jasmim e flores de rododendro/ quando o calor acelera os sentidos/ durante as noites de amor inesquecível/ como poemas em que tu / cinges cada linha” (p.31). A Oeste, pois, tudo de novo.
Biblioteca do Cinema Europa em Lisboa. Sessão de apresentação de 3 livros nossos; “77 Poemas” de Alfonso Costafreda, “Metástasis” de Luis Tamarit e “De fôlego a fôlego” de Miguel Ángel Curiel. Com Paulo Oliveira Ramos, Luis Tamarit e Miguel Angel Curiel que vieram de propósito de Espanha. Ao António Carlos Cortez e ao Nuno Abreu (De A a Zola) e à Casa Fernando Pessoa. Gratos por tudo.
Yuleisy Cruz Lezcano foi galardoada com o importante prémio literário Speciale Ginevra pelo seu livro Duplo sotaque para um naufrágio, que foi editado em versão bilingue pelas Edições Fantasma em 2023.
A equipa editorial congratula-se pelo reconhecimento da autora e pelo nosso trabalho enquanto editores e divulgadores da melhor literatura que se faz pelo mundo.
Edições Fantasma por aí...
Os nossos livros podem ser encontrados em:
Casa do Comum - Centro Cultural do Bairro Alto - Lisboa
Poesia Incompleta - Lisboa
Livraria Tigre de Papel - Lisboa
Livraria Snob - Lisboa
Casa Fernando Pessoa - Lisboa
Instituto Cervantes - Lisboa
Livraria Flaneur - Porto
Livraria Ler Devagar - Óbidos
Fundação Caballero Bonald - Jerez de la Frontera - Espanha
Wook (online)
Bertrand (online)
De A a Zola (online)
Livraria Miosótis (online)
Livraria Inquieta - Lisboa
Livraria - Livros da Ria Formosa - Lagos
Livraria Uni Verso - Setúbal
Livraria DéJà Lu - Cascais
Livraria Bruaá - Coimbra e Figueira da Foz
Livraria & Café Strory Owl - Torres Vedras
Espaço Cultural - Rabeca - Ferrel (Peniche)
Edições Fantasma em Óbidos
As Edições Fantasma participaram no ciclo 6 EDITORAS À PROCURA DE LEITOR entre 16 e 20 de Outubro no Sítio dos Bons Malandros, Óbidos.
Foram apresentados os mais recentes títulos publicados em duas sessões com a presença dos autores e editores e a colaboração de músicos e cantores.
Sessão de apresentação na Casa Fernando Pessoa
Sábado, 15 de Julho de 2023, às 16:30h.
Sessão de apresentação de alguns dos mais recentes livros de poesia das Edições Fantasma com a presença dos autores e outros convidados, envolvendo leituras, conversas e música ao vivo (canções baseadas nas palavras dos poetas e música instrumental).
Livros a apresentar:
Podemos ser felizes em qualquer estação - Álvaro Silveira e Paulo Chagas
Guarda na tua a minha voz - Carlos Ramos
Alinhamento:
Música instrumental
Apresentação do livro “Podemos ser felizes em qualquer estação”
Canções
Apresentação do livro “Guarda na tua a minha voz”
Canções
Breve panorama das Edições Fantasma por Javier Hernandez Fernandez
Música instrumental
Participantes:
Carlos Ramos (autor e editor)
Paulo Chagas (autor e músico)
Álvaro Silveira (autor e músico)
Javier Hernandez Fernandez (escritor e crítico literário)
Fernando Simões (músico)
Manuel Guimarães (músico)
João Nuno Represas (músico)
Mário Rua (músico)
Fernando Salazar Torres foi galardoado com o importante prémio literário Naji Naaman pelo seu livro Divã de Hispânia, que foi editado em versão bilingue pelas Edições Fantasma em 2022.
A equipa editorial congratula-se pelo reconhecimento do autor e pelo nosso trabalho enquanto editores e divulgadores da melhor literatura que se faz pelo mundo.
Novo livro do poeta espanhol Miguel Angel Curiel
Edições Fantasma - Janeiro 2023
Projecto partilhado de Álvaro Silveira e Paulo Chagas
Edições Fantasma - Dezembro de 2022
Álvaro Silveira, Carlos Ramos e Paulo Chagas num momento de representação das Edições Fantasma
1 de Outubro de 2022
Com a participação de vários autores, declamadores e músicos
29 de Outubro de 2022