Este é o soldado conhecido como Nebra, seu nome civil, Júlio Marques. É sem dúvidas um habilidoso observador e excelente estrategista em campo. Detém uma habilidade que poderia ser classificada sendo somente teletransporte, contudo, as explicações são um pouco menos ingênuas do que isso.
Usando uma prática que titulamos de salto físico interdimensional, ele é capaz de transitar através de uma simetria temporal perto de jeito imediato entre fato físico e extensões e níveis extrafísico da vida carnal já identificado de modo regular desde a década de 1980 por meio de notas e estudos alusivos a forças dimensionais sutis que expõem ordem em suas oscilações ativas e interações, embora não tenhamos todas mapeadas. Simetrias temporais são difíceis de ver diretamente, mas podem ser vistas ao aprecia-lo como material que há em axioma de duas dimensões para tempo em vez do espaço.
A partir da acepção mental objetiva de onde quer estar, é instituída uma distorção no espaço tempo que só ele obtém mirar e por meio peculiar deste estado topológico, pode se conduzir após obliterar sua estrutura física em nível subatômico e fluindo abaixo da realidade em nível quântico, se refaz no local pré-determinado. O método causa e deixa no lugar por um determinado tempo um amplo e denso nevoeiro cujo arranjo químico se altera firmemente durante o período do processo.
Não temos uma resposta de como exatamente esta distorção é criada, porém, há tempos sabemos que certo domínio mental direcionado no cérebro em definidas circunstâncias específicas, é capaz de estimular corretas glândulas a produzirem diversificados tipos de substâncias naturais que exercem várias funções no organismo humano, desde os mais poderosos alucinógenos até os mais eficazes anestésicos.
Confiamos não só que esta aptidão visual dele conseguir ver esta distorção temporal como até sua própria desconstrução dispersando prótons e nêutrons, seja fortemente relacionada à produção de algumas se é que não dezenas, destas substâncias.
Seus monitoramentos ratificam uma elevadíssima produção de inúmeras substâncias em seu organismo, em maioria ignorada pela ciência e distinto dos demais do grupo e outros meta-humanos, ainda não têm recursos tecnológicos para monitorá-lo após sua estrutura física estar desmontada, até por que o processo é quase instantâneo, não permitindo um maior aprofundamento na busca de respostas de nossa parte.
Teve na ciência avanços expressivos nas últimas décadas, mas é bem limitada de recursos afirmativos, mormente em deferência de questões de contínuo analisadas como fenômenos místicos, paranormais e enigmáticos. Avanços obtidos nos últimos tempos em tecnologias de captação de imagem e som tem feito serem atingidos determinados prodígios na verificação de certos aspectos da realidade material, que vem desmantelando gradualmente as reticências infundadas dos mais ferrenhos céticos, e confesso que um dia fui um deles.
Creio que as melhores palavras para definir suas capacidades, sejam as usadas um dia, por ele mesmo: Meu cérebro é o software, a mente o hardware. Eu sou a energia que no caso não demanda fios e fibras condutoras para outorgar o pleno funcionamento de minhas potencialidades.
O histórico de sua chegada também difere bastante dos demais, é simplório e sem grandes traumas que possam ser infligidos ao passado e mesmo evidenciando ser muito emotivo, nunca foi a encerrar intenções de anarquia emocional, sendo criterioso ao pedir aos tutores interinos para ser entregue ao Estado, devido saber de sua casta meta-humana, visto que não havia parentesco ou proximidade de sua parte com eles, tendo ficado como protetores mais por altruísmo que por afeição, após a morte de seus pais biológicos por causas naturais um pós o outro, logo depois do final da guerra.
Não obtivemos relatos e nem ele tem conhecimento que haja algum parente vivo. Na ocasião, tinha dez anos de idade e apesar disso, nunca evidenciou tristezas demasiadas ou qualquer pré-disposição a estar entregue a uma solidão desmedida.
Nota do Editor: Dados complementares nos arquivos referentes à equipe Nova Era.