Determinado a partir de exames clínicos fisiológicos e anamnese médica, sobreposto da crítica de dezenas de seções com nossos neuros, psicólogas e psiquiatras quando de seu advento em nossas instalações, lhe foi atribuído à idade de oito anos. Seu nome é Lucas de Araújo, codinome Inferno.
Desde o momento de seu embargo e de seu primeiro contato interno conosco, mostrava-se sendo uma criança inteiramente desequilibrada e com várias evidentes tendências direcionadas para uma violência aparentemente gratuita.
Foi preciso impelir um tempo e uma dedicação considerável até nossos especialistas identificarem as causas objetivas deste seu procedimento, que emanava do evento particular de ele haver sido culpado da morte acidental dos membros de sua família e outras pessoas que incluíam apreciável proximidade afetiva consigo, sendo estes, dados não referidos por pessoas da localidade onde ele habitava e foram responsáveis por solicitar sua interdição perante os órgãos imperiais responsáveis.
Os relatórios de retenção expõem que foi achado em condição sub-humana e de ter sido contido a extremos maus tratos por longo tempo, talvez um ano. Mantido em recinto confinado aonde não incidia luz solar e contava apenas com uma fonte efêmera de água, sendo nutrido de modo muito esporádico por alguns raros moradores locais que em face do medo da aproximação, se comovia com as circunstâncias do menino.
O ato casual do evento ocorrido com sua família é devido inteiramente a suas aptidões, por razão da ampliação espontânea e inesperada que ficou totalmente fora de controle. Suas capacidades eram de ciência dos familiares, porém, todos notavam o caso de modo simples e não acreditavam ter maior seriedade do que vê-las como algo que alegrava as reuniões caseiras e menos ainda que ficasse crível existir um grave evento derivado do fato. Não havia pretensões de seus familiares em entrega-lo ao Império, mesmo tendo informação das leis regulatórias impostas à meta-humanos.
Sua confiança foi ganha após muito tempo e aos poucos, por um par de psicólogos que usaram de uma cria de camaleão oferecido a ele, que mirava estreitar o diálogo e ampliar a veracidade das intenções de ajuda-lo. Lucas apelidou o camaleão de Espelho e cuidou dele até sua morte natural ocorrida há pouco tempo atrás.
Através da manipulação da matéria, ele aumenta a energia cinética dos átomos, causando uma combustão, que produz calor e luz, originando chamas e o dom da manipulação do fogo que lhe outorga a aptidão de gerar, moldar e após sua intensa dedicação para obter domínio, sustentar a autoridade sobre este elemento. Devido sua resistência térmica se encontra imune ao mesmo.
Seu organismo produz uma substância orgânica gasosa composta de carbono e hidrogênio que é expelido por meio dos poros, hoje, por sua plena vontade e, em contato com o oxigênio do ar, faz de Lucas o comburente e ponto de ignição que causa a reação de oxidação entre os elementos.
O poder calorífico da substância produzida é muito elevado, a ponto das moléculas das partículas gasosas sofrerem uma ionização e perderem carga elétrica, fazendo com que ele seja inda capaz de manipular o plasma, o quarto estado da matéria física.
Mesmo sendo confirmado ter restrições específicas em conseguir projetar rajadas de plasma em grandes distâncias, em ocasiões pontuais, mostra ter certa aptidão intuitiva no controle desta habilidade específica.
Não conhecemos com exatidão qual a glândula exócrina responsável por produzir esta substância específica nem mesmo o processo pelo qual isso ocorre, contudo, vale ressaltar que alguns estudos apontam na direção de a incidência da energia solar e radiação não ionizante na forma de ondas eletromagnéticas naturais, estarem intensamente relacionadas ao processo.
Seguramente e sem anfibologias ele é uma poderosa arma de reação química exotérmica.
Nota do Editor: Dados complementares nos arquivos referentes à equipe Nova Era.