Modelos de Desenvolvimento Turístico
Modelos de Desenvolvimento Turístico
Richard W. Butler (1980)
Os destinos passam por fases:
Exploração → Envolvimento → Desenvolvimento → Consolidação → Estagnação → Rejuvenescimento ou Declínio
ROBERTO BOULLÓN (1990)
O turismo depende da distribuição espacial de atrativos, infraestrutura, acessos e serviços que formam diversas unidades espaciais ou escalas.
NEIL LEIPER (1979)
O modelo de interpreta o turismo como um sistema aberto, composto por elementos geográficos interligados, pelos turistas e pela indústria turística.
O funcionamento do turismo ocorre através do fluxo de pessoas, serviços e informações entre uma região de origem, região de trânsito e região de destino, sob influência do ambiente externo.
Contribuição: Planejamento espacial e ordenamento territorial do turismo
Organização Mundial do Turismo – OMT (a partir de 1993)
Desenvolvimento baseado no equilíbrio entre dimensões econômica, ambiental e sociocultural.
Refere-se à conservação dos recursos naturais e da biodiversidade.
Principais princípios:
Uso responsável dos recursos naturais.
Conservação da biodiversidade e das paisagens.
Redução de impactos ambientais do turismo.
Gestão adequada de resíduos, energia e água.
Objetivo: proteger o patrimônio natural que sustenta o turismo.
Busca garantir que o turismo respeite e valorize as comunidades locais.
Principais princípios:
Respeito às culturas e tradições locais.
Valorização do patrimônio histórico e cultural.
Participação das comunidades no turismo.
Melhoria da qualidade de vida da população.
Objetivo: promover inclusão social e preservação cultural.
Refere-se à viabilidade econômica da atividade turística.
Principais princípios:
Geração de emprego e renda.
Distribuição justa dos benefícios econômicos.
Desenvolvimento econômico local.
Sustentabilidade financeira dos empreendimentos turísticos.
Objetivo: garantir que o turismo gere benefícios econômicos duradouros.
Contribuição: base conceitual para Políticas Públicas
MARIO CARLOS BENI (2001)
O desenvolvimento turístico analisado estruturalmente pelas empresas e serviços que produzem o "produto turístico" , instituições públicas e privadas que organizam e regulam a atividade e a demanda.
Estrutura do SISTUR
1. Conjunto das Relações Ambientais - Refere-se ao contexto em que o turismo ocorre.
Inclui: Ambiente econômico, Ambiente social, Ambiente cultural, Ambiente político e
Ambiente ecológico.
Inclui: Infraestrutura, Superestrutura turística (organizações, políticas públicas, instituições) e Equipamentos e serviços turísticos
Inclui: Oferta turística (atrativos, serviços, produtos), Demanda turística (turistas), Mercado turístico e Fluxos turísticos.
SERGIO MOLINA
Componentes Principais do Modelo de Molina:
Superestrutura: Órgãos públicos e privados que regulam, planejam e promovem a atividade turística.
Demanda: Os turistas, suas motivações, necessidades e perfil de consumo.
Atrativos (Atrativos Turísticos): Elementos naturais, culturais ou artificiais que motivam a visitação.
Equipamentos e Instalações: Serviços que dão suporte ao turista (hotéis, restaurantes, agências).
Infraestrutura: Base física necessária (transportes, saneamento, comunicação, energia).
Comunidade Receptora: A população local que acolhe e interage com o turista.
Contribuição: Valoriza governança local e desenvolvimento enquanto sistema
“O DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO resulta de processos históricos e estruturado pela colonização, exploração econômica, urbanização e modernização seletiva que moldam espaço regional.”
Resulta da relação dialética entre os dois circuitos da economia urbana.
Circuito Inferior x Circuito Superior
Essa relação se manifesta em:
Fluxos turísticos desiguais
Organização desigual das firmas (acesso a capital e tecnologia)
Diferenças nas relações de trabalho (formal x informal)
Diferenças na distribuição espacial (concentração e exploração)
GEORGE DOXEY (IRRIDEX) - 1975
Euforia (Euphoria): Os visitantes são bem-vindos, e a população local sente que o turismo traz desenvolvimento, empregos e renda.
Apatia (Apathy): O turismo torna-se parte do cotidiano; os moradores começam a ver os visitantes de forma comercial e formal.
Aborrecimento (Annoyance): O destino chega ao limite de sua capacidade. Os moradores se sentem saturados e insatisfeitos com a superlotação ou mudanças no estilo de vida.
Antagonismo (Antagonism): A irritação se transforma em hostilidade aberta contra os turistas, vistos agora como a causa de todos os problemas
JEAN-MARIE MIOSSEC, 1977
Propôs um modelo de evolução do espaço turístico.
Identifica quatro fases de uma região turística:
Fase inicial (0 e 1): região ou lugar isolado, pouco ou nenhum desenvolvimento, turistas com pouca informação sobre o destino, anfitriões que começam a desenvolver uma visão do que o turismo pode trazer. lugar.-
Fase 2: instalação de resorts pioneiros que se expandem e levam ao desenvolvimento do turismo
Fases 3 e 4: expansão e complexidade do espaço turístico com sistema hierárquico de resorts e redes de transporte; mudanças nas atitudes locais dos anfitriões com aceitação do turismo e controle de planejamento e gestão (ou rejeição) e um conhecimento por parte dos turistas acerca do que a região pode oferecer em termos de especialidade do espaço-cultural.
WALTER CHRISTALLER,1963
Christaller também observou que o turismo tende a se localizar nas periferias das regiões urbanas, buscando paisagens naturais e contrastes com as cidades industriais.
Ele aponta que turistas procuram montanhas, praias e áreas rurais, enquanto os grandes centros urbanos funcionam como origem dos fluxos turísticos.
As cidades organizam-se em níveis hierárquicos, de acordo com a quantidade e complexidade dos serviços:
Pequenos centros → serviços básicos (mercado, escola básica, comércio cotidiano).
Centros médios → serviços mais especializados (hospital, comércio diversificado).
Grandes centros → serviços raros e complexos (universidades, centros financeiros).
Assim, quanto maior a cidade, maior sua área de influência.