Muita gente vive presa no passado e devido a isso não se consegue ser livre e viver o presente. Muitos esquecem-se de viver e quando chegam ao final da sua vida vêem o tempo que perderam e arrependem-se de terem ficado presos ao passado, mas naquele momento já é tarde demais...
As pessoas ficam presas ao passado devido a atitudes que se arrependem, traumas, experiências esgotantes, desgastantes e conflitos.. enfim existem muitas razões pelas quais pessoas ficam presas no passado. Vou desenvolver algumas neste post.
Existe muita gente que deixa de falar com alguém por acontecimentos do passado, quer seja uma traição da confiança ou por conflitos entre as duas ou mais pessoas. Existe algum benefício nisto? Odiarem-se para o resto da vida? Perderem oportunidades por um conflito? A meu ver não... o amor sempre será mais forte que o ódio. E com isto não estou a dizer que têm de ser melhores amigos de tal pessoa, mas façam as pazes. Caso contrário irão estragar a vida uns aos outros em vez de espalhar o amor e o sentido de perdoar. Tu já reparaste que quando encontras alguém que não gostas ou que "não vais com a cara" estraga-te o dia, ou pelo menos uma parte dele? Isto é totalmente desnecessário e evitável. Nós não precisamos de ódio, até dispensamos, precisamos é de amor. Prometo que assim que perdoares essas pessoas que te têm "estragado a vida", irás tirar um peso enorme de cima de ti e viverás mais alegre.
Perdoar alguém não consiste em voltar a ter uma relação como no passado, mas sim continuarem os dois com as suas vida de bom agrado quer elas se encontrem quer não.
Os traumas são um caso especial pois quando passamos por eles, memórias e crenças ficam enraizadas na nossa mente. Estas crenças podem limitar muito uma pessoa. Pessoas podem ficar com medo de falar em público por terem sido denegridos em frente a uma audiência enquanto crianças. Essas pessoas irão perder muitas oportunidades na vida devido a esse trauma e viverão uma vida como público no teatro da mente. Mas para livrarem-se disso têm de ser o protagonista e assumir o controlo. Não podem deixar que os medos se apoderem delas. Vivem encapsuladas e limitadas pelos monstros da sua mente.
Outro exemplo pode ser uma pessoa que tenha sido vítima de violação, e com o passar do tempo a crença de que as ruas são perigosas vai crescendo e crescendo à medida que essa pessoa vive em conformidade com tal crença. Depois, quando chega à idade adulta pode ser incapaz de socializar, de sair de casa e não consegue aproveitar a obra de arte que é a vida.
Por último, o sentimento de culpa e de erro são um dos maiores aliados à prisão do passado. Houve muita gente que fez coisas muito más no passado e sentem-se muito culpadas por isso porque o que fizeram é irreversível ou incompensável (este é o caso mais grave). Essas pessoas podem até mesmo pensar em desligar a luz da vida e abraçar a escuridão da morte... E isto ninguém merece. Quaisquer que sejam os motivos pela culpa eles já passaram, a pessoa já mudou muito e o sentimento de culpa que têm é um grande exemplo disso (sente culpa pois se voltasse a trás não faria o mesmo). Se algo for irreversível não tentes reverter, pois não vale a pena, por muito que custe. Tens de aceitar e seguir em frente. Esta frase é muito usada e muito mais difícil do que parece. Tem de haver uma mudança da maneira de pensar, mudança nas crenças e nos valores da pessoa. Como a maior parte das pessoas não estão dispostas a mergulhar internamente e enfrentar os seus monstros internos, estes problemas têm vindo a estar cada vez mais presentes.
Posso abordar este tema com a filosofia estóica. Se não estamos no controlo do que nos faz sentir assim, não devíamos investir a nossa energia nisso. Não devíamos sentir-nos tristes pois isso não muda nada. Mas eu vou abordar este tema com um pouco de psicologia. Para ultrapassarem estes problemas, as pessoas têm de raciocinar. Têm de falar consigo próprios e de entender a origem de tais sentimentos que o prendem ao passado.
Primeiro tem de admitir que está presa ao passado, pois se isso não acontecer, essa pessoa nunca irá conseguir viver o presente. De seguida, ela precisa de saber como se sente, precisa descrever esses sentimentos. Eu recomendo sempre a escrita. Pensar nas perguntas todas, escrevê-las num papel enquanto se pensa nas respostas, anotando-as também. Assim terá muito mais clareza do que se está a passar, o que aumenta muito a probabilidade de ultrapassar. Essa pessoa, para descobrir como se sente, tem de viajar para dentro de si e achar respostas dentro de si própria e não viajar para o google à procura de respostas que só ela tem.
Depois de que essa pessoa já sabe como se sente, tem de procurar o porquê de se sentir assim. O que a faz sentir culpada, magoada ou amedrontada, prendendo-a ao passado. Este é um dos passos menos difíceis, mas não se devem deixar enganar. Achar a razão pela qual essa pessoa está presa ao passado resulta de uma série de perguntas e recordações do passado. Tem de ter em mente quando é que começou a prender-se ao passado e as situações antecedentes. Essas situações têm uma elevada chance de ter algo a ver com as correntes que a prendem ao passado. Depois a pessoa tem de se perguntar as vezes que for preciso porque se sente assim e cada vez que recebe uma resposta inconclusiva, perguntar porquê. Por exemplo: se perguntar porque se sente assim, e responder que é porque está triste. Isto é uma resposta um pouco inconclusiva, logo tem de se perguntar "Qual a origem dessa tristeza?" e por aí em diante.
Eventualmente irá chegar à razão e quando a encontrar vai ter de continuar a fazer perguntas. "Porque é que isto me faz sentir assim?" "Como é que eu posso evitar isto?", "Vale a pena preocupar-me com algo que já passou?", "Isto está a nutrir ou a desnutrir a minha vida?" "Que crenças é que me fazem raciocinar desta maneira?". A pessoa terá de fazer todas estas perguntas e muitas mais se necessário, pois durante a sua reflexão irá encontrar mais e mais perguntas e aí é que as deve escrever, pois são tantas que se perderá e não conseguirá raciocinar em relação a todas elas.
Na minha opinião só se deve olhar para o passado para se lembrar de boas experiências e também com o intuito de identificar erros nossos e corrigi-los para no futuro não se repetirem más experiências. Se tu levaste "tau tau" dos teus pais porque fizeste "xixi" na cama, vais olhar para o passado e pensar qual a razão de levares "tau tau" e como evitá-la. Não vale mesmo a pena ficar preso no passado pois não se pode mudar nada, apenas nós próprios e como vemos o nosso passado.
Toda esta mudança e evolução só é conseguida com a viagem interior até às suas profundezas. Pode ser um pouco assustador e parece que dá muito trabalho, mas vale muito a pena e prometo que no fim vais te sentir muito melhor, mais livre, mais feliz e esclarecido. Irás começar a viver mais o presente e aproveitar mais os momentos que a vida nos oferece de tão bom agrado.
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