E exatamente enquanto ele pronunciava essas palavras, o golpe aconteceu:
Um trovão gigantesco caiu exatamente no coração da ilha, incendiando tudo e mostrando uma visão apocalíptica nas chamas — uma enorme pirâmide voadora aparecia nas nuvens.
Acima, Pieyd flutuava junto de seus guerreiros.
Eles começaram a pular para a ilha, enquanto o fogo se alastrava — um verdadeiro massacre começava.
Com o romper do trovão que atravessou o coração da ilha, o colégio ficou imerso nas chamas, nas explosões de destroços e nas sombras de criaturas que começaram a descer das naves de Pieyd.
De todos os lados, os capangas de Pieyd — criaturas corrompidas, mercenárias, criaturas híbridas nascidas nas profundezas de portais dimensionais — começaram o massacre.
Eles estavam armados, estavam prontos para dizimar tudo que se pusesse em seu caminho.
Ainda assim, nas ruínas, nas escadas, nas arcadas do colégio, a resistência começava a se formar.
O pátio do colégio ardia nas chamas, enquanto criaturas das tropas de Pieyd atravessavam suas muralhas.
De repente, o vento ficou pesado — como se o próprio ar se curvasse perante um poder maior.
Um raio de luz atravessou o topo das chamas, aumentando de intensidade até se materializar na silhueta de uma mulher imponente.
Nerfentina desceu dos céus como um anjo caído, suas asas de metal se estendendo como espinhos afiados, cada um refletindo o brilho avermelhado das chamas.
Seu corpo era protegido por uma armadura de platina trabalhada nas forjas de um vulcão extinto — elmo, peitoral, manoplas, grevas — tudo reforçado pelas runas de Pieyd. Apenas seus olhos estavam expostos, dois orbes de um laranja intenso, que ardiam como fornalhas de destruição.