Após a Primeira Guerra Mundial o governo americano passou a aproveitar sua superioridade tecnológica desenvolvida durante a guerra e investir em propagandas que pregavam a felicidade alcançada pelos meios materiais, que tornou-se a válvula de escape para esquecer os horrores das batalhas. Assim foi criado o “American Way of Life”, que reunia ideias nacionalistas, liberalistas , consumistas e da valorização do poder aquisitivo. Por sua vez, o consumo acelerado aliado aos ideais de produtividade e produção em massa gerou um estancamento nos salários, gerando um lucro ainda maior aos empresários, que passaram a investir cada vez mais, porém como a demanda da população não podia acompanhar o crescimento intenso da produção do sistema industrial nos grandes dias de Henry Ford, o resultado foi superprodução e especulação, resultando na Crise de 29.
Tamanha crise econômica aumentou significativamente a competitividade no mercado, tornando o design um pilar da atividade comercial e industrial. Um grande nome do design da época foi Walter Dorwin Teague, que começou como artista gráfico, abrindo em 1926 uma agência de design industrial em NY, iniciando um relacionamento com Eastman Kodak que resultou em diversos produtos de design inovador e visão simplista. Sua impressionante capacidade de resolução de problemas de forma estética resultou em parcerias com importantes, revolucionando a relação designer/cliente principalmente pelo envolvimento dos engenheiros na confecção dos produtos tornando-os mais dinâmicos e simples . Tal sucesso escalou o tornando presidente da “The Society of Industrial Design (SID)”. Podemos citar também o ilustrador e designer Raymond Loewy, que iniciou sua carreira em 1929, quando Sigmund Gestetner o contratou para que redesenhasse sua máquina duplicadora, tal design continuou sendo usado durante 40 anos, o primeiro de muitos itens que foram melhorados pelo conceito de “streamlining”, descrito como “a beleza trazes da funcionalidade e simplificação”. Tal ideal foi usado em diversos outros produtos diante dos mais de 200 clientes do designer. Por fim, temos também Henry Dreyfuss, ele tinha uma filosofia muito clara de que o design deveria ser feito de “dentro para fora”, trabalhando com os engenheiros desde o início, desta forma adquirindo maior eficiência, usando o melhor material, além dos benefícios estéticos. Ele formou seu primeiro escritório de design industrial em 1929. Pensando justamente na melhor funcionalidade dos produtos, Dreyfuss se tornou um grande precursor da ergonomia. Se tornou referência no campo do design, sendo um dos 15 desenvolvedores da SID, chegando a ser seu vice-presidente.
A indústria de móveis americana também serviu como base de treinamento para muitos designers no início do século XX, e rapidamente já havia alcançado o primeiro lugar em mecanização e produção em massa. Um dos mais importantes designers dessa área foi Russel Wright com sua linha "Moderna Americana", produzida pela Conant-ball e que era caracterizada por formas sem embelezamento que ressaltassem a qualidade e acabamento dos materiais utilizados.
Nesse início do que conhecemos hoje como "design", uma característica desses profissionais era adaptar sua criatividade à capacidade de produção e venda das empresas, mas um que fugiu dessa ideia foi Norman Bel Gueddes. Seus designs sempre tinham características muito futuristas e, principalmente, estéticas. Apesar de ter feito sucesso com sua visão vanguardista na Feira Mundial de Nova York de 1939, a inviabilidade dos seus projetos, que gerou uma falta de contratos, e um gerenciamento financeiro desequilibrado acabaram por levá-lo à falência após a 2ª Guerra Mundial. Mesmo tendo falido, um dos principais legados de Bel Gueddes foi a popularização do estilo aerodinâmico.
No surgimento do design também tivemos importantes nomes vindos da Europa, como o alemão Wilhelm Wangenfeld, ex-aluno e professor da Bauhaus que se voltou contra os ensinamentos da escola da função como determinante da forma, argumentando que não era um fim em si mesma, mas uma pré-condição de um bom design. A maior parte de seu trabalho foram artigos baratos como taças de vinho, canecas, jarras, potes, entre outros, todos em vidro prensado, sem adornos, com linhas limpas e curvas sutis que exploravam com moderação a qualidade dúctil do vidro, porém seu trabalho mais famoso foi a luminária WG 24.
Na Europa houve também bastante influência de arquitetos no desenvolvimento do design, principalmente na parte de mobiliário. Alguns nomes importantes dessa área são o finlandês Alvar Aalto, que fez trabalhos muito interessantes usando bétula laminada e folhas de compensado, e o italiano Gio Ponti, que foi diretor da revista Domus e teve muita influência no design italiano durante anos.
As ondas de emigração na primeira metade do século XX de pessoas fugindo das guerras criou um grande fluxo internacional de ideias, possibilitando assim que a maioria das inovações logo ganhassem destaque internacional e estimulando o crescimento de novas ideias. Tal fluxo foi de suma importância para o desenvolvimento de movimentos como o Arts and Crafts que tinha como objetivo tornar a arte um bem popular, porém sem sucesso se aliou aos ideais da Arte Nouveau, do qual assimilou os novos materiais e técnicas, buscando provar que a indústria não seria capaz de reproduzir a complexidade das curvas que encontramos na natureza. A aliança da arte e indústria chegou até a Escandinávia, onde a industrialização tardia se desenvolveu a partir de artistas-designers, está se passou a crescer apenas depois da Segunda Guerra, quando o campo do design se tornou mais vasto.