Generalização sociais e culturais do negro
A princípio, pequenas ações do cotidiano demonstram a associação que a sociedade faz em relação a população negra. Essas associações são feitas com uma imagem negativa e simplória, das quais filmes, novelas e propagandas utilizam, consequentemente, retratando o negro como um simples objeto do projeto ou de forma sexual apenas para atrair público. Portanto, atitudes como essas reforçam o extremo preconceito plantado no Brasil.
Em segundo plano, temos como exemplo da extrema sexualização do corpo negro o programa "Globeleza'', o qual usava como atração mulheres nuas negras, em sua grande maioria, para divulgar a programação do carnaval na rede Globo. A exploração do corpo feminino teve fim no carnaval de 2017, quando a nova propaganda usou mulheres e homens vestidos .
Outrossim, em entrevista ao canal ''Papelpop'', a cantora Iza fala sobre a sexualização sofrida por ela durante sua vida: https://www.youtube.com/watch?v=FzOClTXNUCE ( Todos os direitos reservados ao canal citado).
Além disso, a representação do negro sempre foi assimilada ao crime, uma vez que o ideal escravocrata foi disseminado pela população. Por similaridade, no livro, Lázaro também cita algumas situações pelas quais já passou e podem servir de exemplo da imagem estereotipada enxergada pela sociedade em relação a população negra. Ele conta que certa vez , foi parado em um aeroporto por uma mulher que o confundiu com o ator que interpretou o personagem Zé Pequeno no filme ''Cidade de Deus'', mesmo nem se quer ter participado da obra.
O autor demonstra sua indignação por esse preconceito contínuo na seguinte frase:
''A ideia de raça negra como sinônimo de degeneração parece ter perdurado...''
Arte de Gabriel Lemos