O World HOLÍSTICA – Global Congresso de Terapia Holística representa uma convergência internacional de saberes, práticas e experiências dedicadas à promoção da saúde integral do ser humano, fundamentando-se em uma visão holística e transdisciplinar do cuidado. Este congresso se propõe a transcender os limites tradicionais da medicina convencional, integrando abordagens ancestrais e contemporâneas para responder às complexidades do bem-estar físico, mental, emocional, social, espiritual e ambiental134.
Holismo como Paradigma Central
O evento parte do princípio de que o ser humano é um sistema integrado, cujos aspectos físico, psíquico, espiritual e social são indissociáveis. O holismo, do grego holos (“todo”), sustenta que a saúde emerge da harmonia entre todas as dimensões do ser e sua relação com o meio ambiente, superando a fragmentação do cuidado35.
Integração de Saberes Tradicionais e Científicos
Inspirado pela estratégia global da OMS para Medicina Tradicional, o congresso valoriza tanto o conhecimento empírico ancestral quanto as evidências científicas modernas, promovendo o diálogo entre fitoterapia, acupuntura, yoga, práticas indígenas, terapias energéticas e outras modalidades reconhecidas mundialmente14.
Promoção da Saúde Planetária e Sustentabilidade
O evento reconhece que a saúde individual está intrinsecamente ligada à saúde do planeta, incorporando práticas que respeitam a biodiversidade, os saberes locais e promovem o desenvolvimento sustentável, em consonância com as diretrizes da OMS e das políticas públicas globais1.
Ampliação da Consciência e Autocuidado
O congresso busca empoderar indivíduos e comunidades para o autocuidado, estimulando a percepção dos próprios processos de adoecimento e saúde, e promovendo o uso racional e seguro dos recursos terapêuticos disponíveis15.
Humanização e Singularidade no Cuidado
Valoriza a escuta acolhedora, o vínculo terapêutico e o respeito à singularidade de cada pessoa, reconhecendo que o tratamento deve considerar o contexto sociocultural, os estilos de vida e as necessidades individuais1.
Inovação, Tecnologia e Equidade
Incentiva o desenvolvimento de tecnologias seguras e inovadoras para potencializar os mecanismos naturais de cura, com ênfase na equidade de acesso e na redução das desigualdades em saúde14.
Sessões Científicas e Práticas
O congresso apresenta palestras, mesas-redondas, demonstrações práticas e discussões de casos, promovendo atualização técnico-científica e vivências transformadoras para profissionais e público geral1.
Apresentação de Pesquisas e Experiências
Há espaço para a divulgação de pesquisas inéditas, relatos de experiências e trabalhos práticos que evidenciem a eficácia, segurança e aplicabilidade das terapias holísticas em diferentes contextos15.
Exposição de Produtos, Equipamentos e Serviços
Empresas e instituições apresentam inovações em produtos, equipamentos e serviços voltados às práticas integrativas, fomentando a troca de conhecimento e o desenvolvimento do setor1.
O World HOLÌSTICA visa consolidar-se como referência internacional na articulação de políticas, práticas e pesquisas em Terapia Holística, contribuindo para a construção de sistemas de saúde mais integrativos, humanizados e sustentáveis. Ao reunir especialistas, gestores, acadêmicos e terapeutas de diversas partes do mundo, o congresso fortalece redes de colaboração e amplia o alcance das terapias holísticas como ferramentas essenciais para a promoção da saúde global e do bem-estar coletivo145.
“As medicinas tradicionais complementares e integrativas constituem um importante modelo de cuidado à saúde ao considerar o indivíduo em sua integralidade, singularidade e complexidade, levando em conta sua inserção sociocultural com ênfase na relação profissional/usuário, o que contribui para a humanização da atenção.”1
Esta formulação profunda e avançada sintetiza o espírito e os objetivos do World HOLÌSTICA – Global Congresso de Terapia Holística, destacando sua relevância estratégica para o futuro da saúde integral e planetária.
O Congresso Mundial Holístico integra saberes ancestrais e ciência moderna para promover a saúde global por meio de uma abordagem multissistêmica e intercultural que valoriza tanto o conhecimento tradicional quanto as evidências científicas contemporâneas. Essa integração se dá em diversos níveis:
Diálogo entre saberes tradicionais e científicos: O congresso promove o encontro entre acadêmicos, profissionais de saúde e curandeiros tradicionais, reconhecendo que os saberes ancestrais carregam uma visão holística da saúde que inclui dimensões físicas, mentais, emocionais, espirituais e sociais, muitas vezes negligenciadas pela medicina convencional. A ciência moderna, especialmente com avanços como a física quântica e a epidemiologia, tem começado a validar e investigar esses aspectos, como a espiritualidade e o uso de substâncias enteógenas em contextos controlados2.
Uso de plataformas digitais para preservação e acesso: Uma iniciativa importante destacada no congresso é a Biblioteca Global de Medicina Tradicional da OMS, que funciona como uma infraestrutura digital colaborativa para preservar, conectar e proteger o conhecimento ancestral, facilitando o acesso a bases de dados científicas e promovendo a proteção da propriedade intelectual dos povos indígenas e comunidades locais. Isso permite identificar práticas seguras, eficazes e culturalmente adequadas, enriquecendo políticas públicas e práticas de saúde1.
Valorização das práticas indígenas e tradicionais: O congresso enfatiza a importância de reconhecer e incorporar práticas tradicionais indígenas, como o uso de plantas medicinais e rituais de cura, respeitando suas cosmovisões e promovendo o "Bem Viver" — uma filosofia que busca harmonia entre o ser humano, a natureza e a sociedade. Essa valorização contribui para uma medicina integrativa mais justa, sustentável e inclusiva, que respeita a diversidade cultural e fortalece a saúde comunitária3.
Promoção da equidade e humanização no cuidado: A integração busca superar a resistência histórica da medicina convencional em relação às terapias ancestrais, promovendo uma abordagem centrada no paciente que considera sua singularidade e contexto sociocultural. Isso inclui a incorporação da dimensão espiritual e social no cuidado, ampliando o conceito de saúde para além do biológico23.
Incorporação nas políticas públicas de saúde: O congresso reforça a importância da inclusão dos saberes ancestrais nas políticas nacionais e internacionais de saúde, como a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS no Brasil, e as recomendações da OMS e OPAS, que destacam a necessidade de um modelo de cuidado coordenado, seguro, eficaz e culturalmente relevante237.
Em resumo, o Congresso Mundial Holístico atua como um espaço de convergência entre ciência moderna e saberes ancestrais, utilizando tecnologias digitais, pesquisa científica e respeito cultural para construir um modelo de saúde global mais integrativo, sustentável e humanizado, capaz de responder às complexidades do cuidado contemporâneo e preservar a riqueza dos conhecimentos tradicionais para as futuras gerações.
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS,
Os critérios de segurança e eficácia utilizados para integrar práticas tradicionais às políticas públicas de saúde, como na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS, envolvem um conjunto de medidas técnicas, científicas, regulatórias e participativas, que asseguram a qualidade, a efetividade e a segurança dessas práticas no contexto do sistema público. Destacam-se os seguintes aspectos:
Avaliação técnica e científica rigorosa
As práticas integrativas e complementares são submetidas a processos de avaliação que consideram evidências científicas disponíveis, relatos de experiência e estudos de eficácia e segurança, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas e monitoramento pós-implementação. Essa avaliação é feita em articulação com comissões técnicas, como a Comissão de Vigilância Sanitária e Farmacoepidemiológica, para garantir que as práticas incorporadas sejam seguras e eficazes15.
Monitoramento e vigilância sanitária
A implementação das práticas envolve a vigilância sanitária dos insumos, produtos e procedimentos utilizados, especialmente no caso de fitoterápicos, homeopáticos e plantas medicinais, para evitar riscos à saúde pública. Também são incentivados estudos de farmacovigilância e farmacoepidemiologia para acompanhar possíveis efeitos adversos e garantir a segurança dos usuários6.
Padronização e normatização técnica
São elaboradas normas técnicas para a inserção das práticas nos serviços de saúde, definindo protocolos, critérios de qualificação dos profissionais, procedimentos e fluxos assistenciais, garantindo a qualidade do atendimento e a integralidade da atenção à saúde68.
Capacitação e qualificação profissional
A política prevê a formação continuada e qualificação dos profissionais de saúde que atuam com práticas integrativas, para assegurar que tenham conhecimento técnico e ético sobre as práticas, promovendo a segurança do paciente e a eficácia dos tratamentos7.
Participação social e respeito à diversidade cultural
O processo de incorporação das práticas considera a participação dos usuários, comunidades e especialistas, respeitando saberes tradicionais e culturais, o que contribui para a aceitação, adesão e efetividade das práticas no contexto local128.
Monitoramento, avaliação e indicadores de impacto
São estabelecidos instrumentos de gestão e indicadores qualitativos e quantitativos para monitorar e avaliar a implantação e os resultados das práticas integrativas, permitindo ajustes e melhorias contínuas na política pública67.
Integração com o sistema de saúde e políticas públicas
A incorporação das práticas é feita de forma articulada com as demais ações do sistema de saúde, visando a integralidade do cuidado, a humanização e a ampliação do acesso, com base em diagnósticos situacionais e planejamento estratégico15.
Em síntese, a integração das práticas tradicionais às políticas públicas de saúde é pautada por critérios que combinam rigor científico, vigilância sanitária, normatização técnica, qualificação profissional e respeito à diversidade cultural, garantindo segurança, eficácia e qualidade no atendimento à população.
https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/download/54/51/98
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/42639/34410/451055
https://saude.es.gov.br/Media/sesa/PIC/SESA_POLITICA%20DAS%20PICS_VERSAO%20FINAL.pdf
https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/162/1/Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de%20Pr%C3%A1ticas.pdf
https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas
https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/download/847/869/3924
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_impacto_politicas_saude_guia_sus.pdf
MONITORAMENTO E EXPERIÊNCIA N SUS E PRÁTICA DE SEGURANÇA NO SUS
O monitoramento e o registro das experiências no SUS são fundamentais para garantir a segurança das práticas tradicionais integradas à saúde pública, influenciando diretamente a qualidade e a confiabilidade do cuidado oferecido. Esse processo atua em vários níveis:
Identificação e prevenção de riscos
O monitoramento sistemático permite a detecção precoce de incidentes, eventos adversos e falhas relacionadas às práticas integrativas e tradicionais, possibilitando a adoção rápida de medidas corretivas para minimizar danos aos usuários. A notificação e análise desses eventos, por meio de sistemas como o Notivisa da Anvisa, são essenciais para a vigilância sanitária e gestão de riscos na assistência à saúde6.
Avaliação contínua da eficácia e segurança
O registro das experiências dos pacientes e profissionais possibilita a avaliação qualitativa e quantitativa das práticas, identificando quais intervenções são seguras, eficazes e culturalmente adequadas. Isso contribui para ajustar protocolos, capacitar profissionais e aprimorar o atendimento, promovendo a humanização e a individualização do cuidado15.
Engajamento do paciente e da comunidade
A participação ativa dos usuários no relato de suas experiências fortalece a cultura de segurança, pois pacientes e familiares percebem e avaliam protocolos de segurança, como identificação correta e prevenção de quedas, e podem sinalizar fragilidades no sistema. Essa interação paciente-profissional é um elemento-chave para a segurança do cuidado e para a fidelização ao serviço de saúde5.
Subsídio para políticas públicas e planejamento
Os dados coletados por meio do monitoramento orientam gestores e formuladores de políticas na tomada de decisões baseadas em evidências, permitindo a implementação de práticas integrativas seguras e eficazes, alinhadas às necessidades locais e respeitando a diversidade cultural. O monitoramento também integra processos de avaliação e planejamento no SUS, reforçando a qualidade das ações de saúde37.
Fortalecimento da gestão de segurança do paciente
O monitoramento contribui para a implantação e avaliação de planos de segurança do paciente, que incluem práticas de segurança específicas para as terapias integrativas, garantindo a revisão constante dos processos e a adoção de barreiras de proteção contra riscos sanitários6.
Em síntese, o monitoramento e o registro das experiências no SUS promovem a segurança das práticas tradicionais ao possibilitar a vigilância ativa, a avaliação contínua, o engajamento dos usuários e a fundamentação de políticas públicas eficazes, assegurando um cuidado integrado, humanizado e seguro para a população.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/monitoramento_avaliacao_promocao_saude.pdf
https://www.scielo.br/j/icse/a/xBVHb9hJngH8P7mMHMBBLny/?lang=pt
https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7408/1/GP5U1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_impacto_politicas_saude_guia_sus.pdf
https://www.scielo.br/j/reben/a/yhbxfT7C7hdt5CDzcszs8Ws/?lang=pt
https://projetonems.paginas.ufsc.br/files/2018/08/Caderno.pdf