O que é a Coletiva Girassol?
Espaço democrático, ético, plural, acessível, diverso e com respeito aos direitos humanos para ouvir e amplificar a voz de TODAS as escritoras com deficiência física, auditiva, visual, intelectual, mental, múltipla e surdocegueira.
Lugar de protagonismo e autoria das mulheres com deficiência para compartilhar suas histórias de vida, memórias, prosas poéticas, auto ficção, poemas, crônicas, contos, romances, produção acadêmica, e textos livres!
União de forças em prol do compartilhamento de ideias sobre literatura, jornalismo literário, escrita criativa, escrevivências e palavras que brotam do coração e da alma!
Oportunidade para conversas, divulgação de livros, incentivo à publicação independente, saraus, encontros literários, oficinas e cursos de texto, mentoria para edição de livros, compartilhamento de financiamentos coletivos de obras, releases e comentários sobre escrita.
Escritoras com deficiência, com ou sem formação acadêmica e experiência venham ampliar o seu lugar de fala e escuta na Coletiva Girassol! Mas lembrem-se: a Coletiva Girassol é feminista, anti-rascista, anti-gordofobica, anti-lgbtqi+fobica, anti-negacionista e anti-capacitista.
Escritoras com deficiência entrem em contato: leandramigottocerteza@gmail.com
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#pratodosverem: imagem da logo da Coletiva Girassol: foto colorida de um girassol em close aparecendo no lado esquerdo da tela. E no fundo tem o azul do céu. Imagem da capa do site: foto colorida de um campo de girassol plantados, um do lado do outro em um fundo de céu azul.
Vídeo da leitura da crônica autobiográfica de Leandra: "Viagem a uma montanha transparente". O vídeo tem legendas mais ainda não tem Libras.
#pratodosverem: imagem em vídeo de Leandra declamando sua crônica autobiográfica. Ela é uma mulher de cor de pela branca, cabelos e olhos castanhos. Está vestindo uma blusa de mangas curtas cor de rosa com vários apliques coloridos de rodelas de crochê localizados no centro. Tem um colar colorido no pescoço, está com maquilagem e uma flor colorida nos cabelos. Ela está em um local aberto com o fundo de árvores e um muro marrom.
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Gravação em vídeo da Ocupação Artística de Leandra no Levante Feminista do Museu Vozes Diversas. O vídeo tem legendas e Libras.
#pratodosverem: Um quadrado é dividido por uma grossa seta amarela que vai do canto superior direito para o inferior esquerdo. À esquerda, sob fundo preto, está escrito em letras rosa e branco: Leandra Caleidoscópica; Ocupação de 23 à 29/04; Bate-papo dia 23/04 às 20h; Youtube e facebook /vozesdiversas e o símbolo de acessível em Libras. À direita, Primeiro Levante Feminista e foto colorida de Leandra sentada na cadeira de rodas com um microfone na mão. Ela é uma mulher branca de cabelos curtos com leves ondas. A testa é alta e quadrada, sobrancelhas finas, olhos pequenos com leve maquiagem. Tem o nariz fino e o microfone encobre parcialmente o sorriso. Usa uma estola de pele cinza clara, blusa preta de manga comprida com pulseiras brilhantes em ambos pulsos. Está de calça preta. Foto: Carol Vidal.
LINK DA GRAVAÇÃO DO PAPO NO YOUTUBE:
www.youtube.com/watch?v=508vpICe7N8
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#pratodosverem: foto do lado esquerdo da tela, onde aparece a imagem de Leandra sentada em sua cadeira de rodas, olhando para uma folha de papel. Ela está com uma caneta nas mãos, veste uma blusa florida na cor azul, rosa e branca. Tem olhos e cabelos castanhos e pele na cor branca. Está com pulseiras e anéis. Tem uma flor colorida nos cabelos. Ao fundo se vê o par de muletas dela acoplado a cadeira de rodas.
Sou Leandra Caleidoscópica!
Não sou a regra! Não estou dentro da equivocada normalidade convencionada. Sobrevivi em 1977 quando a medicina e a sociedade preconceituosa me sentenciaram. Minha deficiência física era desconhecida, rara e grave. Fui segregada em escolas extremamente excludentes, trabalhei em empresas pseudo-inclusivas horríveis, vivi e ainda vivo muitas situações de discriminação, preconceito e capacitismo todos os dias!
Ao longo da vida tive mais de 50 fraturas, incluindo as várias no útero da minha mãe. Andei com ajuda de um par de muletas aos 5 anos, e parei aos 7. Voltei a andar e aprendi a nadar com 14 anos. Cresci até 96 cm e hoje me locomovo em uma cadeira de rodas. Muitas crianças com Osteogenesis Imperfecta (deficiência conhecida como ossos de vidro) vivem com mais qualidade de vida agora do que na minha época. Mas dependendo das interseccionalidades que as atravessam (raça, gênero, condições socioeconômicas, e locais onde vivem), e do acesso que possuem a políticas públicas de saúde e educação, ainda enfrentam barreiras gigantescas para sobreviver!
Minha infância foi muito alegre mesmo em meio a olhares de estranhamento e afastamento dos adultos. Brincava no tanque de areia, de pega-pega, “corre cotia”, com brinquedos no parquinho e me locomovendo de bundinha no chão. Meus amiguinhos quase sempre não me deixavam de fora da diversão. Dos 5 aos 6 anos, vivi doces anos de criança feliz.
Quando tinha 7 anos estudei em uma ‘sala especial’ horrível de um colégio público que segregava os alunos com deficiência dos demais por uma grade de ferro, como se eles tivessem uma doença contagiosa. O nosso pátio na hora do recreio era escondido, e entrávamos pelos fundos da escola. Uma das experiências mais terríveis que vivi na educação escolar. Porém, a fase mais difícil da vida foi na adolescência. Todos os garotos sempre viravam o rosto para não me beijarem. E uma ginecologista enfiou um livro de anatomia na minha frente, e disse que eu não podia fazer nada com o meu corpo!
Na juventude, participei de vários cursos em centros educacionais, subi muitas escadas na faculdade, e carreguei mochilas pesadas em locais sem acessibilidade (prejudicando bastante a minha saúde). Estive também nas baladas e festas, dancei noites inteiras, bebi bastante até cair de alegria, assisti muitos shows, filmes e peças de teatro em várias unidades da minha segunda casa: SESC – Serviço Social do Comércio - SP. Visitei diversas exposições de arte, e trabalhei como educadora em outras, como a Bienal de Arte em SP.
Como profissional fui revisora de textos, repórter, cronista e jornalista. Além de monitora educacional, atendente e recepcionista em eventos. Também trabalhei como consultora sobre “Deficiência, Diversidade e Inclusão”, e ministrei vários cursos, palestras e oficinas em empresas, escolas, centros culturais, associações, fundações, ONGs e/ou grupo de pessoas.
Sou Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Anhembi Morumbi em 1999, fiz Jornalismo Literário - Narrativas Biográficas na Escola Educação, Comunicação e Desenvolvimento Humano em 2018. Já publiquei mais de 100 textos, entre reportagens, crônicas, artigos, entrevistas e ensaios em revistas impressas e sites voltados para os Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.
Participei do Laboratório de Redação do Museu Lasar Segall em 2001; realizei Oficinas de Escrita Criativa e de Crônicas de 2015 até 2017 no SESC Pinheiros e Curso Livre de Preparação do Escritor na Casa das Rosas de SP em 2019. Criei a @coletivagirassol espaço de obras de escritoras com deficiência. Publiquei 8 poemas na antologia: “Risco” do Museu Lasar Segall (2001); e um poema na Coletânea “Poemas sobre o Tempo” da revista Conexão Literatura (2025).
Também publiquei um poema na “Revista Paquetá - A revista das Artes” do SESC RJ (2025); e dois poemas na antologia: "Vidas Sem Preconceito" da Academia Gloriense de Letras (2025). Destaque para um conto e uma crônica publicados na antologia “Nós 3 – Textos de Autoria Feminina” do Selo Offflip 2025. E uma crônica e um poema publicados na antologia: “Terra – Contos – Crônicas e Poemas” do Selo Offflip 2025.
Recebi dois prêmios internacionais: um em 2003 na “Sociedad Para Todos” da Colômbia, pelo meu depoimento sobre educação; e outro em 2007 da Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade no Peru, pelo projeto de fotos em equipe: "Fantasias Caleidoscópicas" (sobre sexualidade das pessoas com deficiência). Também recebi dois grandes reconhecimentos profissionais pelas minhas palestras: um na Universidade Federal de São Carlos (2010) e outro no Laboratório Vital Brasil em Guaratinguetá (2011).
Escrevi mais de 100 textos entre reportagens jornalísticas, entrevistas e colunas em revistas impressas e virtuais, além de sites. Participei em diversos programas nacionais e internacionais de entrevistas e debates sobre direitos das pessoas com deficiência em emissoras de TV, rádio e canais na internet. Tenho vários poemas, crônicas e contos publicados em diversas coletâneas literárias. Desde 2020 dou aulas no “Curso Diversidade” do Instituto de Psicologia Sades Sapientiae.
Viajei sozinha para dentro e fora do Brasil, desfilei em escolas de samba, ganhei campeonatos de natação, além de viver aventuras nas ruas das cidades. Estou em um relacionamento amoroso maravilhoso com o meu querido marido desde 2005. Amo e sou muito amada! Escrevo e leio bastante para continuar respirando!
Tenho MUITOS outros textos publicados na internet. Se quiser me conhecer um pouco além desse livro entra nos links:
https://linktr.ee/leandracaleidoscopica @leandracaleidocopica
Minha trajetória profissional está aqui: www.linkedin.com/pub/leandra-migotto-certeza/41/121/a
Perfil de trabalhos:
https://linktr.ee/leandracaleidoscopica