Em 2023, a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa completa 85 anos de existência.
Fundada na cidade de Porto Alegre em 1938, a Chico Lisboa, como é carinhosamente apelidada, constituiu-se como uma das mais tradicionais entidades culturais do Rio Grande do Sul. E, ao longo de sua história, dela participaram artistas, curadores, críticos e intelectuais de renome como, por exemplo, João Faria Vianna, Guido Mondim, Edgar Koetz, Iberê Camargo, Vasco Prado, Xico Stockinger, Carlos Alberto Petrucci, Zorávia Bettiol, Carlos Scliar, Vera Chaves Barcellos, Bina Monteiro, Esther Bianco, Teresa Poester, Gisela Waetge, Maria Lúcia Cattani e Gaudêncio Fidelis.
Entre suas principais finalidades socioculturais, ressaltam-se: a difusão da produção artística em âmbito estadual; a representação política e profissional da classe dos artistas plásticos e visuais em todas as instâncias; o fomento à preservação, valorização e circulação da arte em espaços públicos e privados, ampliando o acesso aos bens artísticos, culturais e suas formas de fruição e estudo; a garantia do direito à livre expressão artística.
A partir de 2023, a Chico Lisboa passa a ocupar, em parceria ativa, a Galeria de Arte do DMAE, no Centro Cultural Antônio Klinger Filho (Rua 24 de Outubro, 200, Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS) e ali estabelece sua sede estadual. Sua nova gestão, à frente da entidade de 2023 até 2026, passa a atuar em abril, promovendo uma reorganização institucional com foco no planejamento estratégico e no reposicionamento responsável, procurando alinhar a relevância de uma história de mais de oitenta anos da entidade às práticas contemporâneas das Artes Visuais, marcadas pela pluralidade e multidisciplinaridade.
A Chico Lisboa oferece sistematicamente exposições e mostras inteiramente gratuitas e abertas ao público; ações de mediação e arte-educação; cursos, capacitações e palestras; e eventos para sócios, parceiros e colaboradores.