Autores: Augusto Borges, Daniel, Felipe, Luiz e Tadeu
Ao colocarmos óleo na água, eles não se misturam. Formam-se duas fases, sendo que o óleo fica na parte de cima, por ser menos denso que a água. Esse fato se dá pela polaridade de cada uma das substâncias. Enquanto a água é polar, o óleo seria apolar e diante disso as moléculas de ambas se repelem, por isso o óleo é chamado de hidrofóbico, que vem de hidro, que significa “água”, e fóbico “fobia”.
Para entendermos o que impede a mistura dessas duas substâncias, precisamos analisar a intensidade das interações entre as moléculas de água, as interações entre as moléculas de óleo e as interações formadas entre as moléculas de água e de óleo.
Os ácidos graxos que compõem o óleo possuem interações intermoleculares do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido, que são menos fortes comparadas com as interações das moléculas de H2O. Essas, por suas vez, realizam a interação intermolecular do tipo ligação de hidrogênio, que são mais intensa.
Portanto, apesar de as moléculas de óleo serem atraídas pelas moléculas de água, essa força de atração é menor, dessa forma, as moléculas de água se agrupam com mais força e as moléculas de óleo não conseguem ficar entre duas moléculas de água.
Além dessa explicação, há também a segunda lei da termodinâmica, que explica que os fenômenos naturais espontâneos tendem a atingir o estado estatisticamente mais provável, que é o estado de entropia máxima.
Para entender, imagine, por exemplo, no caso de abrirmos um frasco de perfume.
O estado de entropia máximo é atingido quando o perfume evapora, um fenômeno natural e espontâneo, sendo que o contrário não é. Portanto, a mistura de água e óleo seria tão improvável como, espontaneamente, o perfume difundido no ar condensar-se e voltar ao interior do frasco.