CAPÍTULO 02 – MIKE.
No caminho da casa de Mike, observei que cairá algumas mensagens no grupo intitulado “Com Amor, Maria.” Olha, por mais que a referência fosse ótima, acho que um nome dramático combinaria mais com a ocasião. Resolvi continuar ignorando as mensagens até chegar na casa de Mike. Estava começando a ficar nervoso, sempre ficava nervoso quando encontrava o Mike, principalmente na casa dele. O pai dele era estranho, educado. Mas não parecia algo natural.
Quando cheguei a casa de Mike, fui atendido pelo pai dele. O Sr. Antunes, ele e Sargento aposentado do exército, estranhamente comunicativo, severo e retrógado. Uma vez Mike me disse que o pai batia na mãe, mas que havia parado. Eu não acreditei. Esse tipo de gente nunca muda. Assim que cumprimentei o Sr. Antunes, vi a Dona Lili surgi atras dele. A dona Lili era o completo oposto do marido, ela parecia aqueles dias de sol quente a beira da piscina. Naturalmente calma, relaxante e acolhedora. Um dia cheio de possibilidade, mas sempre encontra um fim com a chegada da noite.
- Bom dia, Sr Antunes.
- Bom dia Caio, O Mike ainda está dormindo. Atras do marido Dona Lili interveio, antes do Sargento agressor me despachar.
- Pode entrar meu filho, e acordar ele. Se não ele vai passar o resto das férias dormindo.
- Obrigado Dona Lili. Vou acordar ele calmamente. Com licença Sr. Antunes.
Nem pensar que iria acordar ele calmamente. Eu queria mais era tampar a respiração dele com o travesseiro. Só um experimento científico, para saber quanto tempo ele aguenta sem respirar. Mas a oportunidade era única, e não a desperdiçaria. Quando entrei no quarto dele, lembrei que ele tinha medo de fantasma, espírito... a 2 anos atras quando ele se mudou para a cidade ☆☆☆☆☆☆☆☆☆, ele passou um mês dormindo escondido com a luz acesa, porque estava convencido de que a antiga casa era assombrada. Para piorar a casa era próxima de um cemitério. Então não juguei.
Vi um frigobar no canto do quarto. Fui até ele e deixei minha mão gelar um pouco, e fui para o lado da cama, e puxei a perna dele. Ele simplesmente acordou pulando, e foi para canto da cama se escondendo atras do cobertor. Por que todo mundo faz isso? Cobertor protege de frio somente. Quando estiquei minha mão novamente para cima da cama, ele ameaçou gritar, e pulei para cima dele com o travisseiro direto na cara dele. No fim o travisseiro seria a solução.
- Hahahhahahahahahaha. Quase morria de rir, enquanto ele tentava sair de baixo de min.
Quando ele finalmente conseguiu sair, ele estava com lagrimas no rosto, e eu também. Por motivos totalmente diferentes, mas estava.
- Como tu entrou aqui caio?! O que e isso?!
- Isso? Isso, e só o começo da vingança por ser cumplice da Maria naquele grupo.
- Não. Calma ae...
- Calma nada. Tu ainda foi dormir tranquilamente depois. Tentei por o travisseiro na cara dele novamente. Mas ele facilmente me deteve antes que conseguisse.
- Eu não a ajudei em nada. Até mandei mensagem para aquela indigente kkkkk mas que foi engraçado foi.
- E sério isso?
- Vou ignorar essa pergunta.
De fato, o Mike não era de mentir. A gente se conhecia a pouco tempo, mas o Mike não é o tipo de pessoa que menti sem necessidade. Então acreditei sem muito esforço. A amizade com Mike era a coisa mais fácil no mundo. Não tem aquelas pessoas que você encontra e de imediato, bate uma química extrema. Que parece que vocês são amigos a vida inteira. Esse era o tipo de amizade que tinha com o Mike.
- Ela viajou ne? Caramba, que muleka safada. Kkkk
- Eu vou dar na tua cara se tu não parar de rir. E agora com motivo. Ou mando um espírito para cá.
- Sai fora, sai fora. Tua mão estava geladona. Quase morro de medo.
- Eu botei no frigobar, riquinho de merda. Kkk
- E agora? Ele perguntou se levantando. Só então percebi que ele estava só de cueca. Desviei o olhar depois de uma boa olhada, e fui esperar ele na varanda da casa.
Um tempo depois ele chegou ainda de cabelo desarrumado, mas estava de short e de camisa regata. O Mike era bonito, era uma beleza natural, ele não se esforçava para isso. Ele era moreno clarinho, tinha os cabelos lisos, e com franja redonda, ele era um magro meio forte que não sabia bem explicar, mas tinha as costas larga, e cheirava a chuva. Ele e todo como a chuva. Calmo, cheiroso, aconchegante e nostálgico.
- Pega. Mainha chamou para tomar café. Falou ele me entregando uma xicara com café, e uma fatia de bolo.
- E tu me trouxe aqui? Tem vergonha de min? Tem medo de que eu fale das tuas peguetes para eles. Kkk
- Primeiro que prefiro comer aqui sozinho contigo. Segundo obvio que tenho vergonha kkk (AQUELE SORRISO) e terceiro tu sabe que eu não tenho “peguete" nenhuma. Disse ele fazendo o sinal de aspas.
- Aiii. Certo. Bem, não e por falta de tentativa. Cachinhos dourado que lute. Kkkkkk Falei me referindo a uma colega de classe que era segundo ela mesma, apaixonada pelo Mike, desde que viu ele no início do segundo ano.
- Ela vai lutar muito então. O que a gente vai fazer agora?
- Deixa eu ver teu celular. Não quero ver as mensagens pelo meu. Quero ter tempo de pensar antes de ter eu responder qualquer coisa.
- Na hora. Frio e calculista em?
Não responde à pergunta dele. E recebi o celular, e vi que o Leo, e o Bernardo já tinham respondido.